Repetição de palavras/frases | De Mãe para Mãe

Repetição de palavras/frases

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MALT -
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Desde 27 Jul 2019

Olá mamãs!
A minha filha tem 3 anos e (quase 4 meses) e só começou mesmo a desenvolver a fala com 2 anos e 7 meses. Estava muito fechada em casa devido à pandemia, via muita TV, só entrou pra escolinha aos 2 anos e, a juntar a tudo isto, tinha perda auditiva devido a otite serosa nos 2 ouvidos (foi operada a este problema Há 2 semanas). Claro que podia apresentar atraso no desenvolvimento da linguagem mesmo sem todos estes fatores, não sabemos...
Ela frequenta terapia da fala desde os 25 meses e hoje a terapeuta aprontou-me duas situações: a minha filha está ótima ao nível da fala, mas ainda revela bastantes dificuldades de compreensão da linguagem (responder a perguntas e fazer o que lhe é pedido) e além disso repete com frequência o que acabou de ouvir (ecolalia).
Claro que eu já sabia que a minha filha repetia coisas (palavras ou frases) que acabou de ouvir, mas como ainda está em processo de desenvolvimento da linguagem, pensei ser normal... Sempre vi isso em crianças pequenas... E ela não usa a repetição para nos responder a perguntas, repetindo o que lhe perguntamos em vez de dar uma resposta, mas sim dá resposta correta ou então não responde simplesmente (ainda tem dificuldade em responder a perguntas).
Mas a terapeuta disse que esta repetição do que acabou de ouvir já não deveria acontecer na idade dela... Fiquei super preocupada...
Até que idade os vossos filhos repetiram as coisas que ouviam?

MisaL -
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Desde 17 Abr 2019

O meu filho tem mais um mês que a tua, teve os mesmos problemas de audição e está exatamente assim. O ouvido já destapou e ele deu um salto enorme, nota-se que a cada dia fala mais e melhor, mas tem essas 2 situações: repete muitas vezes o que ouve e ri-se às vezes se acha graça a palavras e nem sempre responde às perguntas que fazemos.
Não sei se é normal ou não, se devia fazer ou não, nunca ninguém apontou isso como problema, mas pensando que começou a ouvir bem e a falar há 2 meses não me parece estranho.

Sansa -
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Desde 18 Jan 2018

Mas se foi diagnosticada com um transtorno de linguagem, eu penso que é normal apresentar sintomas característicos desse mesmo transtorno. Não é algo que é lógico???

MALT -
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Desde 27 Jul 2019

MisaL escreveu:
O meu filho tem mais um mês que a tua, teve os mesmos problemas de audição e está exatamente assim. O ouvido já destapou e ele deu um salto enorme, nota-se que a cada dia fala mais e melhor, mas tem essas 2 situações: repete muitas vezes o que ouve e ri-se às vezes se acha graça a palavras e nem sempre responde às perguntas que fazemos.
Não sei se é normal ou não, se devia fazer ou não, nunca ninguém apontou isso como problema, mas pensando que começou a ouvir bem e a falar há 2 meses não me parece estranho.

Pois, eu também penso isso... Se a minha filha começou a falar mais tarde que o suposto, não será normal também deixar de repetir o que ouve (coisa que acontece com todas as crianças em processo de desenvolvimento da linguagem) mais tarde que o suposto?!
Se a minha filha repetir uma coisa e vir que nós achamos piada, volta a repetir mais vezes e ri-se também...
Para estimularmos a fala dela, nós sempre repetimos muito o que ela dizia e ela começou a fazer o mesmo com o que ouve a outras crianças e adultos (mas não repete tudo o que ouve)... E às vezes se não repetimos o que ela diz, ela repete até nós repetirmos também. A terapeuta disse para deixarmos de incentivar esse comportamento, mas que de qualquer forma nota que ela já está a começar de diminuir as repetições (mas que já não devia repetir nada).

MALT -
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Desde 27 Jul 2019

Sansa escreveu:
Mas se foi diagnosticada com um transtorno de linguagem, eu penso que é normal apresentar sintomas característicos desse mesmo transtorno. Não é algo que é lógico???

A minha filha não tem nenhum diagnóstico específico, apenas que tem atraso no desenvolvimento da linguagem... A parte das dificuldades de compreensão compreendo que faça parte (e pode até estar associado à diminuição da audição), mas a ecolalia também está associada a transtornos de linguagem? Apenas sei que é muito comum no autismo...

MisaL -
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Desde 17 Abr 2019

Não sei o que é suposto ou não na idade... O meu não repete propriamente o que nós dizemos, repete imensas vezes informações novas, frases que ouve pela primeira vez, algo que lhe chame a atenção, etc. Não repete coisas por sistema, não sei bem se é a situação da tua. Há dias a avó disse: vem o vento e bate a porta. Aquilo lá lhe soou bem e repetiu dezenas de vezes, não sei quantas, mas esteve uma tarde a dizer aquilo.

MALT escreveu:

MisaL escreveu:O meu filho tem mais um mês que a tua, teve os mesmos problemas de audição e está exatamente assim. O ouvido já destapou e ele deu um salto enorme, nota-se que a cada dia fala mais e melhor, mas tem essas 2 situações: repete muitas vezes o que ouve e ri-se às vezes se acha graça a palavras e nem sempre responde às perguntas que fazemos.
Não sei se é normal ou não, se devia fazer ou não, nunca ninguém apontou isso como problema, mas pensando que começou a ouvir bem e a falar há 2 meses não me parece estranho.

Pois, eu também penso isso... Se a minha filha começou a falar mais tarde que o suposto, não será normal também deixar de repetir o que ouve (coisa que acontece com todas as crianças em processo de desenvolvimento da linguagem) mais tarde que o suposto?!
Se a minha filha repetir uma coisa e vir que nós achamos piada, volta a repetir mais vezes e ri-se também...
Para estimularmos a fala dela, nós sempre repetimos muito o que ela dizia e ela começou a fazer o mesmo com o que ouve a outras crianças e adultos (mas não repete tudo o que ouve)... E às vezes se não repetimos o que ela diz, ela repete até nós repetirmos também. A terapeuta disse para deixarmos de incentivar esse comportamento, mas que de qualquer forma nota que ela já está a começar de diminuir as repetições (mas que já não devia repetir nada).

MALT -
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Desde 27 Jul 2019

MisaL escreveu:
Não sei o que é suposto ou não na idade... O meu não repete propriamente o que nós dizemos, repete imensas vezes informações novas, frases que ouve pela primeira vez, algo que lhe chame a atenção, etc. Não repete coisas por sistema, não sei bem se é a situação da tua. Há dias a avó disse: vem o vento e bate a porta. Aquilo lá lhe soou bem e repetiu dezenas de vezes, não sei quantas, mas esteve uma tarde a dizer aquilo.

MALT escreveu:

MisaL escreveu:O meu filho tem mais um mês que a tua, teve os mesmos problemas de audição e está exatamente assim. O ouvido já destapou e ele deu um salto enorme, nota-se que a cada dia fala mais e melhor, mas tem essas 2 situações: repete muitas vezes o que ouve e ri-se às vezes se acha graça a palavras e nem sempre responde às perguntas que fazemos.
Não sei se é normal ou não, se devia fazer ou não, nunca ninguém apontou isso como problema, mas pensando que começou a ouvir bem e a falar há 2 meses não me parece estranho.

Pois, eu também penso isso... Se a minha filha começou a falar mais tarde que o suposto, não será normal também deixar de repetir o que ouve (coisa que acontece com todas as crianças em processo de desenvolvimento da linguagem) mais tarde que o suposto?!
Se a minha filha repetir uma coisa e vir que nós achamos piada, volta a repetir mais vezes e ri-se também...
Para estimularmos a fala dela, nós sempre repetimos muito o que ela dizia e ela começou a fazer o mesmo com o que ouve a outras crianças e adultos (mas não repete tudo o que ouve)... E às vezes se não repetimos o que ela diz, ela repete até nós repetirmos também. A terapeuta disse para deixarmos de incentivar esse comportamento, mas que de qualquer forma nota que ela já está a começar de diminuir as repetições (mas que já não devia repetir nada).

A minha também não repete por sistema, no sentido que não repete tudo o que ouve (Deus me livre! 😅). Repete sobretudo coisas que ouve pela primeira vez, ou palavras que não ouve tantas vezes. Normalmente repete apenas uma vez, imediatamente a seguir a ouvir a palavra ou frase. Mas também já aconteceu aprender uma frase nova e repti-la mais vezes a olhar para nós para darmos continuidade à "conversa".

MisaL -
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Desde 17 Abr 2019

A mim parece-me algo normal, até porque eles estão a ouvir a sua própria voz pela primeira vez. Deve ser engraçado para eles ou pode até fazer alguma confusão.
Eu não sou muito preocupada com essas coisas, o que posso fazer no presente, estou a fazer, o futuro logo dirá a evolução.
Pensa assim ou procura a resposta: que mal tem repetir? é algo grave? o que podes fazer para mudar isso? é suposto ser mudado já? faz diferença para o futuro?
O crescimento, a evolução dela logo te irão orientando.

MALT escreveu:

MisaL escreveu:Não sei o que é suposto ou não na idade... O meu não repete propriamente o que nós dizemos, repete imensas vezes informações novas, frases que ouve pela primeira vez, algo que lhe chame a atenção, etc. Não repete coisas por sistema, não sei bem se é a situação da tua. Há dias a avó disse: vem o vento e bate a porta. Aquilo lá lhe soou bem e repetiu dezenas de vezes, não sei quantas, mas esteve uma tarde a dizer aquilo.

MALT escreveu:

MisaL escreveu:O meu filho tem mais um mês que a tua, teve os mesmos problemas de audição e está exatamente assim. O ouvido já destapou e ele deu um salto enorme, nota-se que a cada dia fala mais e melhor, mas tem essas 2 situações: repete muitas vezes o que ouve e ri-se às vezes se acha graça a palavras e nem sempre responde às perguntas que fazemos.
Não sei se é normal ou não, se devia fazer ou não, nunca ninguém apontou isso como problema, mas pensando que começou a ouvir bem e a falar há 2 meses não me parece estranho.

Pois, eu também penso isso... Se a minha filha começou a falar mais tarde que o suposto, não será normal também deixar de repetir o que ouve (coisa que acontece com todas as crianças em processo de desenvolvimento da linguagem) mais tarde que o suposto?!
Se a minha filha repetir uma coisa e vir que nós achamos piada, volta a repetir mais vezes e ri-se também...
Para estimularmos a fala dela, nós sempre repetimos muito o que ela dizia e ela começou a fazer o mesmo com o que ouve a outras crianças e adultos (mas não repete tudo o que ouve)... E às vezes se não repetimos o que ela diz, ela repete até nós repetirmos também. A terapeuta disse para deixarmos de incentivar esse comportamento, mas que de qualquer forma nota que ela já está a começar de diminuir as repetições (mas que já não devia repetir nada).

A minha também não repete por sistema, no sentido que não repete tudo o que ouve (Deus me livre! 😅). Repete sobretudo coisas que ouve pela primeira vez, ou palavras que não ouve tantas vezes. Normalmente repete apenas uma vez, imediatamente a seguir a ouvir a palavra ou frase. Mas também já aconteceu aprender uma frase nova e repti-la mais vezes a olhar para nós para darmos continuidade à "conversa".

MALT -
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Desde 27 Jul 2019

MisaL escreveu:
A mim parece-me algo normal, até porque eles estão a ouvir a sua própria voz pela primeira vez. Deve ser engraçado para eles ou pode até fazer alguma confusão.
Eu não sou muito preocupada com essas coisas, o que posso fazer no presente, estou a fazer, o futuro logo dirá a evolução.
Pensa assim ou procura a resposta: que mal tem repetir? é algo grave? o que podes fazer para mudar isso? é suposto ser mudado já? faz diferença para o futuro?
O crescimento, a evolução dela logo te irão orientando.

MALT escreveu:

MisaL escreveu:Não sei o que é suposto ou não na idade... O meu não repete propriamente o que nós dizemos, repete imensas vezes informações novas, frases que ouve pela primeira vez, algo que lhe chame a atenção, etc. Não repete coisas por sistema, não sei bem se é a situação da tua. Há dias a avó disse: vem o vento e bate a porta. Aquilo lá lhe soou bem e repetiu dezenas de vezes, não sei quantas, mas esteve uma tarde a dizer aquilo.

MALT escreveu:

MisaL escreveu:O meu filho tem mais um mês que a tua, teve os mesmos problemas de audição e está exatamente assim. O ouvido já destapou e ele deu um salto enorme, nota-se que a cada dia fala mais e melhor, mas tem essas 2 situações: repete muitas vezes o que ouve e ri-se às vezes se acha graça a palavras e nem sempre responde às perguntas que fazemos.
Não sei se é normal ou não, se devia fazer ou não, nunca ninguém apontou isso como problema, mas pensando que começou a ouvir bem e a falar há 2 meses não me parece estranho.

Pois, eu também penso isso... Se a minha filha começou a falar mais tarde que o suposto, não será normal também deixar de repetir o que ouve (coisa que acontece com todas as crianças em processo de desenvolvimento da linguagem) mais tarde que o suposto?!
Se a minha filha repetir uma coisa e vir que nós achamos piada, volta a repetir mais vezes e ri-se também...
Para estimularmos a fala dela, nós sempre repetimos muito o que ela dizia e ela começou a fazer o mesmo com o que ouve a outras crianças e adultos (mas não repete tudo o que ouve)... E às vezes se não repetimos o que ela diz, ela repete até nós repetirmos também. A terapeuta disse para deixarmos de incentivar esse comportamento, mas que de qualquer forma nota que ela já está a começar de diminuir as repetições (mas que já não devia repetir nada).

A minha também não repete por sistema, no sentido que não repete tudo o que ouve (Deus me livre! 😅). Repete sobretudo coisas que ouve pela primeira vez, ou palavras que não ouve tantas vezes. Normalmente repete apenas uma vez, imediatamente a seguir a ouvir a palavra ou frase. Mas também já aconteceu aprender uma frase nova e repti-la mais vezes a olhar para nós para darmos continuidade à "conversa".

O que a terapeuta da fala disse é que estas repetições não têm função comunicativa e aconselhou-me a não as incentivar. Também disse que nota que ela está a diminuir as mesmas e que vamos acompanhando a evolução.
Eu não andava propriamente preocupada com isto, até a terapeuta falar nisso, e também nas dificuldades de compreensão, que na terapia são maiores do que eu vejo quando estou com a minha filha (a terapeuta disse que lá se tornam mais notórias, porque ela está a trabalhar com a minha filha de forma mais sistematizada e a apresentar coisas mais fora da rotina da minha filha).

MisaL -
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Desde 17 Abr 2019

Pode ser normal, ainda é muito recente. O meu não chegou a ser operado, mas o médico alertou para questões de alteração sensorial, porque a percepção que tinha da realidade ia deixar de ser a mesma e isso provoca impacto nas crianças.
Ela colaborar nas sessões já é bom. O meu nunca está para ali virado, raramente colabora com dedicação.

MALT escreveu:

MisaL escreveu:A mim parece-me algo normal, até porque eles estão a ouvir a sua própria voz pela primeira vez. Deve ser engraçado para eles ou pode até fazer alguma confusão.
Eu não sou muito preocupada com essas coisas, o que posso fazer no presente, estou a fazer, o futuro logo dirá a evolução.
Pensa assim ou procura a resposta: que mal tem repetir? é algo grave? o que podes fazer para mudar isso? é suposto ser mudado já? faz diferença para o futuro?
O crescimento, a evolução dela logo te irão orientando.

MALT escreveu:

MisaL escreveu:Não sei o que é suposto ou não na idade... O meu não repete propriamente o que nós dizemos, repete imensas vezes informações novas, frases que ouve pela primeira vez, algo que lhe chame a atenção, etc. Não repete coisas por sistema, não sei bem se é a situação da tua. Há dias a avó disse: vem o vento e bate a porta. Aquilo lá lhe soou bem e repetiu dezenas de vezes, não sei quantas, mas esteve uma tarde a dizer aquilo.

MALT escreveu:

MisaL escreveu:O meu filho tem mais um mês que a tua, teve os mesmos problemas de audição e está exatamente assim. O ouvido já destapou e ele deu um salto enorme, nota-se que a cada dia fala mais e melhor, mas tem essas 2 situações: repete muitas vezes o que ouve e ri-se às vezes se acha graça a palavras e nem sempre responde às perguntas que fazemos.
Não sei se é normal ou não, se devia fazer ou não, nunca ninguém apontou isso como problema, mas pensando que começou a ouvir bem e a falar há 2 meses não me parece estranho.

Pois, eu também penso isso... Se a minha filha começou a falar mais tarde que o suposto, não será normal também deixar de repetir o que ouve (coisa que acontece com todas as crianças em processo de desenvolvimento da linguagem) mais tarde que o suposto?!
Se a minha filha repetir uma coisa e vir que nós achamos piada, volta a repetir mais vezes e ri-se também...
Para estimularmos a fala dela, nós sempre repetimos muito o que ela dizia e ela começou a fazer o mesmo com o que ouve a outras crianças e adultos (mas não repete tudo o que ouve)... E às vezes se não repetimos o que ela diz, ela repete até nós repetirmos também. A terapeuta disse para deixarmos de incentivar esse comportamento, mas que de qualquer forma nota que ela já está a começar de diminuir as repetições (mas que já não devia repetir nada).

A minha também não repete por sistema, no sentido que não repete tudo o que ouve (Deus me livre! 😅). Repete sobretudo coisas que ouve pela primeira vez, ou palavras que não ouve tantas vezes. Normalmente repete apenas uma vez, imediatamente a seguir a ouvir a palavra ou frase. Mas também já aconteceu aprender uma frase nova e repti-la mais vezes a olhar para nós para darmos continuidade à "conversa".

O que a terapeuta da fala disse é que estas repetições não têm função comunicativa e aconselhou-me a não as incentivar. Também disse que nota que ela está a diminuir as mesmas e que vamos acompanhando a evolução.
Eu não andava propriamente preocupada com isto, até a terapeuta falar nisso, e também nas dificuldades de compreensão, que na terapia são maiores do que eu vejo quando estou com a minha filha (a terapeuta disse que lá se tornam mais notórias, porque ela está a trabalhar com a minha filha de forma mais sistematizada e a apresentar coisas mais fora da rotina da minha filha).

MALT -
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Desde 27 Jul 2019

Sim, ela colabora bem nas sessões. Está a sessão toda sentadinha à mesa a trabalhar com a terapeuta. 😊
Espero que agora que ouve melhor (de certeza) as dificuldades comecem a atenuar. Uma coisa que eu notei logo nos primeiros dias após a operação, foi que ela começou a falar de forma mais correta, e a corrigir-se mais rápido quando começa a dizer alguma palavra ou frase de forma incorreta. E aumentou a produção de frases. Espero que a compreensão comece a desenvolver mais e que a tal ecolalia desapareça nos próximos tempos...

MisaL escreveu:
Pode ser normal, ainda é muito recente. O meu não chegou a ser operado, mas o médico alertou para questões de alteração sensorial, porque a percepção que tinha da realidade ia deixar de ser a mesma e isso provoca impacto nas crianças.
Ela colaborar nas sessões já é bom. O meu nunca está para ali virado, raramente colabora com dedicação.

MALT escreveu:

MisaL escreveu:A mim parece-me algo normal, até porque eles estão a ouvir a sua própria voz pela primeira vez. Deve ser engraçado para eles ou pode até fazer alguma confusão.
Eu não sou muito preocupada com essas coisas, o que posso fazer no presente, estou a fazer, o futuro logo dirá a evolução.
Pensa assim ou procura a resposta: que mal tem repetir? é algo grave? o que podes fazer para mudar isso? é suposto ser mudado já? faz diferença para o futuro?
O crescimento, a evolução dela logo te irão orientando.

MALT escreveu:

MisaL escreveu:Não sei o que é suposto ou não na idade... O meu não repete propriamente o que nós dizemos, repete imensas vezes informações novas, frases que ouve pela primeira vez, algo que lhe chame a atenção, etc. Não repete coisas por sistema, não sei bem se é a situação da tua. Há dias a avó disse: vem o vento e bate a porta. Aquilo lá lhe soou bem e repetiu dezenas de vezes, não sei quantas, mas esteve uma tarde a dizer aquilo.

MALT escreveu:

MisaL escreveu:O meu filho tem mais um mês que a tua, teve os mesmos problemas de audição e está exatamente assim. O ouvido já destapou e ele deu um salto enorme, nota-se que a cada dia fala mais e melhor, mas tem essas 2 situações: repete muitas vezes o que ouve e ri-se às vezes se acha graça a palavras e nem sempre responde às perguntas que fazemos.
Não sei se é normal ou não, se devia fazer ou não, nunca ninguém apontou isso como problema, mas pensando que começou a ouvir bem e a falar há 2 meses não me parece estranho.

Pois, eu também penso isso... Se a minha filha começou a falar mais tarde que o suposto, não será normal também deixar de repetir o que ouve (coisa que acontece com todas as crianças em processo de desenvolvimento da linguagem) mais tarde que o suposto?!
Se a minha filha repetir uma coisa e vir que nós achamos piada, volta a repetir mais vezes e ri-se também...
Para estimularmos a fala dela, nós sempre repetimos muito o que ela dizia e ela começou a fazer o mesmo com o que ouve a outras crianças e adultos (mas não repete tudo o que ouve)... E às vezes se não repetimos o que ela diz, ela repete até nós repetirmos também. A terapeuta disse para deixarmos de incentivar esse comportamento, mas que de qualquer forma nota que ela já está a começar de diminuir as repetições (mas que já não devia repetir nada).

A minha também não repete por sistema, no sentido que não repete tudo o que ouve (Deus me livre! 😅). Repete sobretudo coisas que ouve pela primeira vez, ou palavras que não ouve tantas vezes. Normalmente repete apenas uma vez, imediatamente a seguir a ouvir a palavra ou frase. Mas também já aconteceu aprender uma frase nova e repti-la mais vezes a olhar para nós para darmos continuidade à "conversa".

O que a terapeuta da fala disse é que estas repetições não têm função comunicativa e aconselhou-me a não as incentivar. Também disse que nota que ela está a diminuir as mesmas e que vamos acompanhando a evolução.
Eu não andava propriamente preocupada com isto, até a terapeuta falar nisso, e também nas dificuldades de compreensão, que na terapia são maiores do que eu vejo quando estou com a minha filha (a terapeuta disse que lá se tornam mais notórias, porque ela está a trabalhar com a minha filha de forma mais sistematizada e a apresentar coisas mais fora da rotina da minha filha).

Sansa -
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Desde 18 Jan 2018

MALT escreveu:

Sansa escreveu:Mas se foi diagnosticada com um transtorno de linguagem, eu penso que é normal apresentar sintomas característicos desse mesmo transtorno. Não é algo que é lógico???

A minha filha não tem nenhum diagnóstico específico, apenas que tem atraso no desenvolvimento da linguagem... A parte das dificuldades de compreensão compreendo que faça parte (e pode até estar associado à diminuição da audição), mas a ecolalia também está associada a transtornos de linguagem? Apenas sei que é muito comum no autismo...


Então fiz confusão. Tinha a ideia que a menina tinha sido diagnosticada com um transtorno de linguagem.
A ecolalia tardia é comum nas crianças com TEA mas também está presente em transtornos de linguagem, THDA, afasia, entre outros, e também em crianças que não têm nenhum transtorno.
Sinceramente não sei qual é a idade em que a criança já não é suposto manifestar esse comportamento.

MisaL -
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Desde 17 Abr 2019

Do que estive a ler, deve desaparecer até aos 3 anos e meio, mas também só desaparece com o desenvolvimento da linguagem. Penso que tendo atraso nesse desenvolvimento o seu desaparecimento também será mais tardio.
Li que depois dos 2 anos já não é muito comum, mas temos de ver que aos 2 anos os nossos ainda não falavam, logo não tiveram a fase da ecolalia nessa altura.
Neste caso não me parece preocupante, acredito que ela vai melhorar essa área.

Videl86 -
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Desde 18 Jul 2014

Sansa escreveu:
Mas se foi diagnosticada com um transtorno de linguagem, eu penso que é normal apresentar sintomas característicos desse mesmo transtorno. Não é algo que é lógico???

Claro...esta situação de tudo deixar todos os terapeutas em pânico por causa do bicho papão do autismo já não se aguenta.
É normalíssimo, faz parte do desenvolvimento da fala, se desenvolve a fala mais tarde naturalmente vai ter essa fase mais tarde. Eu acho preocupante é uma terapeuta da fala não compreender isto.

Sobre Videl86

08 de dezembro de 2014 <3 49,5 cm e 2,920 de amor e doçura <3
13 de dezembro de 2017 <3 47 cm e 2,815 de fofurice e amor <3

Videl86 -
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Desde 18 Jul 2014

MALT escreveu:

MisaL escreveu:A mim parece-me algo normal, até porque eles estão a ouvir a sua própria voz pela primeira vez. Deve ser engraçado para eles ou pode até fazer alguma confusão.
Eu não sou muito preocupada com essas coisas, o que posso fazer no presente, estou a fazer, o futuro logo dirá a evolução.
Pensa assim ou procura a resposta: que mal tem repetir? é algo grave? o que podes fazer para mudar isso? é suposto ser mudado já? faz diferença para o futuro?
O crescimento, a evolução dela logo te irão orientando.

MALT escreveu:

MisaL escreveu:Não sei o que é suposto ou não na idade... O meu não repete propriamente o que nós dizemos, repete imensas vezes informações novas, frases que ouve pela primeira vez, algo que lhe chame a atenção, etc. Não repete coisas por sistema, não sei bem se é a situação da tua. Há dias a avó disse: vem o vento e bate a porta. Aquilo lá lhe soou bem e repetiu dezenas de vezes, não sei quantas, mas esteve uma tarde a dizer aquilo.

MALT escreveu:

MisaL escreveu:O meu filho tem mais um mês que a tua, teve os mesmos problemas de audição e está exatamente assim. O ouvido já destapou e ele deu um salto enorme, nota-se que a cada dia fala mais e melhor, mas tem essas 2 situações: repete muitas vezes o que ouve e ri-se às vezes se acha graça a palavras e nem sempre responde às perguntas que fazemos.
Não sei se é normal ou não, se devia fazer ou não, nunca ninguém apontou isso como problema, mas pensando que começou a ouvir bem e a falar há 2 meses não me parece estranho.

Pois, eu também penso isso... Se a minha filha começou a falar mais tarde que o suposto, não será normal também deixar de repetir o que ouve (coisa que acontece com todas as crianças em processo de desenvolvimento da linguagem) mais tarde que o suposto?!
Se a minha filha repetir uma coisa e vir que nós achamos piada, volta a repetir mais vezes e ri-se também...
Para estimularmos a fala dela, nós sempre repetimos muito o que ela dizia e ela começou a fazer o mesmo com o que ouve a outras crianças e adultos (mas não repete tudo o que ouve)... E às vezes se não repetimos o que ela diz, ela repete até nós repetirmos também. A terapeuta disse para deixarmos de incentivar esse comportamento, mas que de qualquer forma nota que ela já está a começar de diminuir as repetições (mas que já não devia repetir nada).

A minha também não repete por sistema, no sentido que não repete tudo o que ouve (Deus me livre! 😅). Repete sobretudo coisas que ouve pela primeira vez, ou palavras que não ouve tantas vezes. Normalmente repete apenas uma vez, imediatamente a seguir a ouvir a palavra ou frase. Mas também já aconteceu aprender uma frase nova e repti-la mais vezes a olhar para nós para darmos continuidade à "conversa".

O que a terapeuta da fala disse é que estas repetições não têm função comunicativa e aconselhou-me a não as incentivar. Também disse que nota que ela está a diminuir as mesmas e que vamos acompanhando a evolução.
Eu não andava propriamente preocupada com isto, até a terapeuta falar nisso, e também nas dificuldades de compreensão, que na terapia são maiores do que eu vejo quando estou com a minha filha (a terapeuta disse que lá se tornam mais notórias, porque ela está a trabalhar com a minha filha de forma mais sistematizada e a apresentar coisas mais fora da rotina da minha filha).


A terapeuta está errada, que nervos que me metem pessoas assim como essa terapeuta. A ecolalia tem função comunicativa sim, pode não ser a função comunicativa que esperamos ou aquela a que estamos habituados mas tem função comunicativa, ela não repete por repetir, ela está a aprender como funciona o ato comunicativo, por favor não ignore. Sinceramente eu mudava logo de terapeuta, essa é claramente capacitista.

Sobre Videl86

08 de dezembro de 2014 <3 49,5 cm e 2,920 de amor e doçura <3
13 de dezembro de 2017 <3 47 cm e 2,815 de fofurice e amor <3

MALT -
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Desde 27 Jul 2019

Sansa escreveu:

MALT escreveu:

Sansa escreveu:Mas se foi diagnosticada com um transtorno de linguagem, eu penso que é normal apresentar sintomas característicos desse mesmo transtorno. Não é algo que é lógico???

A minha filha não tem nenhum diagnóstico específico, apenas que tem atraso no desenvolvimento da linguagem... A parte das dificuldades de compreensão compreendo que faça parte (e pode até estar associado à diminuição da audição), mas a ecolalia também está associada a transtornos de linguagem? Apenas sei que é muito comum no autismo...

Então fiz confusão. Tinha a ideia que a menina tinha sido diagnosticada com um transtorno de linguagem.
A ecolalia tardia é comum nas crianças com TEA mas também está presente em transtornos de linguagem, THDA, afasia, entre outros, e também em crianças que não têm nenhum transtorno.
Sinceramente não sei qual é a idade em que a criança já não é suposto manifestar esse comportamento.

A minha filha tem sobretudo ecolalia imediata, repete o que acabou de ouvir alguma pessoa dizer (e é só uma coisa ou outra, sobretudo se for algo novo para ela ou que ela talvez ache piada).
Às vezes repete frases que aprendeu mais recentemente, mas quase sempre numa lógica de iniciar uma interação connosco, com algo que ela acha mais graça na altura. Do género, agora aprendeu a dizer, por exemplo, que tudo e mais alguma coisa é "amigo e não fazmal". Então se for preciso começa a meter-se connosco a dizer "o escuro é amigo, não faz mal" e espera resposta.
E ultimamente anda viciada nuns desenhos animados novos e então anda sempre a fazer um som que aparece lá (não há falas) e quer que nós também façamos a seguir. 🤦‍♀️

MALT -
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Desde 27 Jul 2019

MisaL escreveu:
Do que estive a ler, deve desaparecer até aos 3 anos e meio, mas também só desaparece com o desenvolvimento da linguagem. Penso que tendo atraso nesse desenvolvimento o seu desaparecimento também será mais tardio.
Li que depois dos 2 anos já não é muito comum, mas temos de ver que aos 2 anos os nossos ainda não falavam, logo não tiveram a fase da ecolalia nessa altura.
Neste caso não me parece preocupante, acredito que ela vai melhorar essa área.

Também li isso mesmo! E já antes de ler, era isso que eu pensava (e continuo a pensar): se desaparece com o desenvolvimento da linguagem, e a minha filha começou a falar mais tarde e ainda está a desenvolver a linguagem, é normal que também repita as coisas até mais tarde...
Hoje ainda falei com a senhora da ELI que a acompanha na escolinha por causa do atraso na linguagem, e que é também educadora de infância há mais de 30 anos, e ela disse para eu não stressar, que a minha filha só tem 3 anos, e que é normal às vezes nem querer simplesmente colaborar com o que lhe estão a pedir. Disse também que a minha filha tem, sim, coisas a melhorar, mas que já está muito bem, que teve uma evolução enorme, nomeadamente ao nível da compreensão (e já não a vê desde junho). Em relação às repetições, ela disse-me que ainda são normais na idade e fase de desenvolvimento da linguagem em que a minha filha está.
Em relação à compreensão, à noite estive mais o meu marido a "testar" a menina, sempre com muita palhaçada e festa à mistura, e ela correspondeu a tudo que pedimos, e que na terapia não fez nada (fizemos só coisas mais básicas, mas na terapia nem isso tinha feito).

MALT -
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Desde 27 Jul 2019

Videl86 escreveu:

Sansa escreveu:Mas se foi diagnosticada com um transtorno de linguagem, eu penso que é normal apresentar sintomas característicos desse mesmo transtorno. Não é algo que é lógico???

Claro...esta situação de tudo deixar todos os terapeutas em pânico por causa do bicho papão do autismo já não se aguenta.
É normalíssimo, faz parte do desenvolvimento da fala, se desenvolve a fala mais tarde naturalmente vai ter essa fase mais tarde. Eu acho preocupante é uma terapeuta da fala não compreender isto.

Pois, é isso mesmo que eu acho e que na minha opinião também tem toda a lógica... Se a minha filha está a passar pelas fases de desenvolvimento da linguagem mais tarde, as repetições do que ouve, que são super comuns nesta fase, também vão desaparecer mais tarde...

MALT -
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Desde 27 Jul 2019

Videl86 escreveu:

MALT escreveu:

MisaL escreveu:A mim parece-me algo normal, até porque eles estão a ouvir a sua própria voz pela primeira vez. Deve ser engraçado para eles ou pode até fazer alguma confusão.
Eu não sou muito preocupada com essas coisas, o que posso fazer no presente, estou a fazer, o futuro logo dirá a evolução.
Pensa assim ou procura a resposta: que mal tem repetir? é algo grave? o que podes fazer para mudar isso? é suposto ser mudado já? faz diferença para o futuro?
O crescimento, a evolução dela logo te irão orientando.

MALT escreveu:

MisaL escreveu:Não sei o que é suposto ou não na idade... O meu não repete propriamente o que nós dizemos, repete imensas vezes informações novas, frases que ouve pela primeira vez, algo que lhe chame a atenção, etc. Não repete coisas por sistema, não sei bem se é a situação da tua. Há dias a avó disse: vem o vento e bate a porta. Aquilo lá lhe soou bem e repetiu dezenas de vezes, não sei quantas, mas esteve uma tarde a dizer aquilo.

MALT escreveu:

MisaL escreveu:O meu filho tem mais um mês que a tua, teve os mesmos problemas de audição e está exatamente assim. O ouvido já destapou e ele deu um salto enorme, nota-se que a cada dia fala mais e melhor, mas tem essas 2 situações: repete muitas vezes o que ouve e ri-se às vezes se acha graça a palavras e nem sempre responde às perguntas que fazemos.
Não sei se é normal ou não, se devia fazer ou não, nunca ninguém apontou isso como problema, mas pensando que começou a ouvir bem e a falar há 2 meses não me parece estranho.

Pois, eu também penso isso... Se a minha filha começou a falar mais tarde que o suposto, não será normal também deixar de repetir o que ouve (coisa que acontece com todas as crianças em processo de desenvolvimento da linguagem) mais tarde que o suposto?!
Se a minha filha repetir uma coisa e vir que nós achamos piada, volta a repetir mais vezes e ri-se também...
Para estimularmos a fala dela, nós sempre repetimos muito o que ela dizia e ela começou a fazer o mesmo com o que ouve a outras crianças e adultos (mas não repete tudo o que ouve)... E às vezes se não repetimos o que ela diz, ela repete até nós repetirmos também. A terapeuta disse para deixarmos de incentivar esse comportamento, mas que de qualquer forma nota que ela já está a começar de diminuir as repetições (mas que já não devia repetir nada).

A minha também não repete por sistema, no sentido que não repete tudo o que ouve (Deus me livre! 😅). Repete sobretudo coisas que ouve pela primeira vez, ou palavras que não ouve tantas vezes. Normalmente repete apenas uma vez, imediatamente a seguir a ouvir a palavra ou frase. Mas também já aconteceu aprender uma frase nova e repti-la mais vezes a olhar para nós para darmos continuidade à "conversa".

O que a terapeuta da fala disse é que estas repetições não têm função comunicativa e aconselhou-me a não as incentivar. Também disse que nota que ela está a diminuir as mesmas e que vamos acompanhando a evolução.
Eu não andava propriamente preocupada com isto, até a terapeuta falar nisso, e também nas dificuldades de compreensão, que na terapia são maiores do que eu vejo quando estou com a minha filha (a terapeuta disse que lá se tornam mais notórias, porque ela está a trabalhar com a minha filha de forma mais sistematizada e a apresentar coisas mais fora da rotina da minha filha).

A terapeuta está errada, que nervos que me metem pessoas assim como essa terapeuta. A ecolalia tem função comunicativa sim, pode não ser a função comunicativa que esperamos ou aquela a que estamos habituados mas tem função comunicativa, ela não repete por repetir, ela está a aprender como funciona o ato comunicativo, por favor não ignore. Sinceramente eu mudava logo de terapeuta, essa é claramente capacitista.

O que eu percebo na minha filha, é que a ecolalia ou tem função comunicativa, para por exemplo iniciar uma interação connosco, ou é para ela assimilar uma palavra ou frase nova (que até já podia ter ouvido antes, mas nunca tinha dito ou se calhar prestado atenção). E ela não anda a repetir tudo o que ouve, nem pouco mais ou menos...
Mas hoje na terapia a terapeuta fez uma pergunta para ela dizer entre várias imagens qual era o cão (por ex), e como a minha filha não respondeu, ela perguntou "Este, este, ou este?", a apontar para as diferentes imagens. E a minha filha deve ter achado graça, porque continuou sem responder e repetiu isso ("Este, este, ou este? ") e depois nas imagens seguintes, assim que a terapeuta virava a página ela dizia isso. Em casa também me fez isso quando eu lhe perguntei onde estava o copo: ela apontou para um copo na mesa, e depois apontou para os copos todos a dizer "este, este, ou este". No meu entender, isto foi algo que ele ouviu e achou piada, e reproduziu. Depois perguntei-lhe imensas coisas mais, e ela não voltou a repetir a mesma coisa.
Eu gosto imenso da terapeuta e a minha filha gostou dela desde o primeiro minuto e só ouço elogios de toda a gente, por isso não vou trocar, mas também não achei muito lógica esta opinião sobre a ecolalia já dever ter desaparecido, sem considerar que minha filha começou a falar mais tarde.
Eu não vou ignorar quando a minha filha repetir algo que seja para comunicar connosco, como os exemplos que já dei acima, mas quando ela repete alguma palavra ou frase que acabou de ouvir e eu vejo que foi para assimilar essa informação nova, não costumo fazer nada e ela também só repete uma vez.
Não vou é repetir o que ela disser quando ela fala, mas sim acrescentar algo novo ao que ela disse, ou a partir daí fazer uma pergunta, por exemplo. Eu só pedi ao pai e aos avós para não repetirem o que ela diz, da exata forma que ela diz, porque eles tinham muito esse hábito. Se ela disser "é a flor", podemos dizer "Sim, é uma flor amarela", por exemplo.
Acho que assim estamos a proceder bem, não? 😅

Sansa -
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Desde 18 Jan 2018

Videl86 escreveu:

Sansa escreveu:Mas se foi diagnosticada com um transtorno de linguagem, eu penso que é normal apresentar sintomas característicos desse mesmo transtorno. Não é algo que é lógico???

Claro...esta situação de tudo deixar todos os terapeutas em pânico por causa do bicho papão do autismo já não se aguenta.
É normalíssimo, faz parte do desenvolvimento da fala, se desenvolve a fala mais tarde naturalmente vai ter essa fase mais tarde. Eu acho preocupante é uma terapeuta da fala não compreender isto.


É extremamente irritante, porque parece mesmo que o autismo ainda é visto por profissionais das diversas áreas como um bicho papão. E atenção que estou a excluir formas mais severas de autismo. Estou a referir-me a crianças normais, com comportamentos "normais". Existem tantos adultos funcionais dentro do espectro autista, que já é hora de normalizar este transtorno.
Neste caso, a menina já está a ser acompanhada e estå a trabalhar a linguagem. Existe mais algum aspecto que necessite de atenção? Tem dificuldades em interagir com os seus pares? Se não, o que é o diagnóstico, neste momento, vai mudar?
A minha também anda na terapia da fala, mas estamos a aguardar a visita de uma profissional especializada em transtornos de linguagem. A minha filha tem dificuldades na expressão. Ainda não tem o diagnóstico oficial para THDA, porque até agora ainda não foi necessário. Em relação ao TEA, não podemos descartar nunca essa possibilidade, mas não é o principal foco, nem de longe. A boss principal preocupação é ajudá-la com a linguagem, e confirmado o THDA, ajudá-la ao longo da vida com as dificuldades inerentes a este transtorno.
O problema é, de tanto estarem obcecados com o autismo, ignoram outros transtornos que exigem atenção mais imediata.

MALT -
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Desde 27 Jul 2019

Sansa escreveu:

Videl86 escreveu:

Sansa escreveu:Mas se foi diagnosticada com um transtorno de linguagem, eu penso que é normal apresentar sintomas característicos desse mesmo transtorno. Não é algo que é lógico???

Claro...esta situação de tudo deixar todos os terapeutas em pânico por causa do bicho papão do autismo já não se aguenta.
É normalíssimo, faz parte do desenvolvimento da fala, se desenvolve a fala mais tarde naturalmente vai ter essa fase mais tarde. Eu acho preocupante é uma terapeuta da fala não compreender isto.

É extremamente irritante, porque parece mesmo que o autismo ainda é visto por profissionais das diversas áreas como um bicho papão. E atenção que estou a excluir formas mais severas de autismo. Estou a referir-me a crianças normais, com comportamentos "normais". Existem tantos adultos funcionais dentro do espectro autista, que já é hora de normalizar este transtorno.
Neste caso, a menina já está a ser acompanhada e estå a trabalhar a linguagem. Existe mais algum aspecto que necessite de atenção? Tem dificuldades em interagir com os seus pares? Se não, o que é o diagnóstico, neste momento, vai mudar?
A minha também anda na terapia da fala, mas estamos a aguardar a visita de uma profissional especializada em transtornos de linguagem. A minha filha tem dificuldades na expressão. Ainda não tem o diagnóstico oficial para THDA, porque até agora ainda não foi necessário. Em relação ao TEA, não podemos descartar nunca essa possibilidade, mas não é o principal foco, nem de longe. A boss principal preocupação é ajudá-la com a linguagem, e confirmado o THDA, ajudá-la ao longo da vida com as dificuldades inerentes a este transtorno.
O problema é, de tanto estarem obcecados com o autismo, ignoram outros transtornos que exigem atenção mais imediata.

O que a educadora anterior da minha filha me disse quando acabou o ano letivo, foi que ela interage com as outras crianças dentro do normal para a idade. Que nesta idade ainda não brincam muito juntos, mas que já o vão começando a fazer e que a minha filha está a aumentar a interação. Ela raramente está com os primos que são mais ou menos da mesma idade, mas quando isso acontece vejo-a a procura-los para brincar e a ficar super entusiasmada quando os vê e volta e meia fala neles. Dá abraços e beijinhos espontâneos aos primos, mas se forem outras crianças, sem ser eles, a vir abraça-la sem ela estar a contar, retrai-se um pouco.
Com adultos interage super bem, está sempre a iniciar brincadeiras connosco e a solicitar a nossa atenção. Até com desconhecidos ela vai falar e quando vê outras crianças no mesmo espaço, já por diversas vezes foi ter com elas a dizer "olá", mas normalmente as outras é que não lhe ligam. 😅
A técnica da ELI que acompanha a minha filha, já por diversas vezes me disse que não vê características nenhumas de autismo na minha filha e em março ela foi avaliada por uma psicóloga no âmbito das consultas de desenvolvimento, que me disse sem sombra de dúvidas que autismo a minha filha não tem.
Ela inventa brincadeiras de faz de conta, imita muito, brinca de forma funcional, faz contacto ocular super normal, etc.
A única dificuldade dela é mesmo na linguagem, mas eu vejo-a a evoluir cada vez mais.

MisaL -
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Desde 17 Abr 2019

O meu sempre comunicou e interagiu bem, por isso as suspeitas nunca foram muitas, mas até se descobrir o líquido no ouvido também surgiram algumas dúvidas. O que penso sempre que alguém faz um alerta é pensar: ok, vamos ver, mas já será sempre algo leve (porque as graves já se descartaram) e de simples solução num futuro.
Provavelmente terá sempre algumas dificuldades em alguma áreas, como todos nós, não é tudo fácil, simples e inato para toda a gente. Uns estabelecem relações facilmente, outros têm dificuldade em falar em público, uns falam pelos cotovelos e outros não dizem quase nada, etc, etc.
Alguém dizia se o diagnóstico mudaria alguma coisa? Eu também acho muito isso e detesto que me lancem coisas para o ar que não levam a lado nenhum, levantam a dúvida, cria stress, pressão sobre nós e sobre eles para nada.

MALT -
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Desde 27 Jul 2019

MisaL escreveu:
O meu sempre comunicou e interagiu bem, por isso as suspeitas nunca foram muitas, mas até se descobrir o líquido no ouvido também surgiram algumas dúvidas. O que penso sempre que alguém faz um alerta é pensar: ok, vamos ver, mas já será sempre algo leve (porque as graves já se descartaram) e de simples solução num futuro.
Provavelmente terá sempre algumas dificuldades em alguma áreas, como todos nós, não é tudo fácil, simples e inato para toda a gente. Uns estabelecem relações facilmente, outros têm dificuldade em falar em público, uns falam pelos cotovelos e outros não dizem quase nada, etc, etc.
Alguém dizia se o diagnóstico mudaria alguma coisa? Eu também acho muito isso e detesto que me lancem coisas para o ar que não levam a lado nenhum, levantam a dúvida, cria stress, pressão sobre nós e sobre eles para nada.

A minha filha também sempre interagiu bem, fazia contacto ocular, tinha riso social, brincava com função, interessava-se pelo mundo ao seu redor e pelas pessoas, etc. Mas como tinha atraso em todas as áreas da linguagem, começou a ser acompanhada nas consultas de desenvolvimento (onde inicialmente falaram na hipótese de autismo ou uma perturbação da linguagem) e pela equipa de intervenção precoce (que desde início é da opinião que no máximo a minha filha tem alguma perturbação da linguagem). Depois pusemo-la na escolinha, descobrimos o líquido nos ouvidos e ela começou a fazer tratamento e a frequentar a terapia da fala e em poucos meses era uma criança completamente diferente.
Também não gosto nada que se mandem coisas pro ar, que só servem para preocupar os pais e mais nada...
As únicas dificuldades que vejo na minha filha são ao nível da linguagem. Nos outros aspetos é uma criança igual a todas as outras, por isso só quero que ela continue a evoluir e supere as dificuldades que tem nessa área.

Videl86 -
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Desde 18 Jul 2014

MALT escreveu:
A minha filha também sempre interagiu bem, fazia contacto ocular, tinha riso social, brincava com função, interessava-se pelo mundo ao seu redor e pelas pessoas, etc.

O problema é as pessoas acharem que o contrário disto significa autismo. Há muitas pessoas autistas que interagem bem, fazem contacto ocular, têm riso social e brincadeira simbólica, interessam-se pelo mundo e são autistas. A questão aqui não é, de todo, essa, mas é como a sansa disse. O desconhecimento em relação ao autismo é tão grande que quando se ouve falar de alguma coisa que pode estar associado com autismo (que pelos vistos é tudo lol), só se vê isso, a missão da vida daqueles terapeutas é perceber se é autismo ou não! Tanto qus há sempre indicação "não apresenta sinais de autismo" e isso é tão estranho. Já vissem se fossem ao médico com enjoos e o médico dissesse "não sei o que é, vamos ver, mas não apresenta sinais de laringite!"?? É mais ou menos o que eu ouço sempre. O problema neste momento é o atraso na fala e não apresenta mais desafios noutras áreas? Trata-se o atraso na fala, parece-me tão simples. Para quê complicar?

Sobre Videl86

08 de dezembro de 2014 <3 49,5 cm e 2,920 de amor e doçura <3
13 de dezembro de 2017 <3 47 cm e 2,815 de fofurice e amor <3

MALT -
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Desde 27 Jul 2019

Sim, concordo! Também tenho essa sensação de que todos os médicos, terapeutas, professores, etc., têm o autismo como foco principal. E então se uma criança apresentar atraso na linguagem, como a minha filha e outras que conheço, começam logo à procura de outros sinais que a criança possa eventualmente ter de autismo (e TUDO pode ser um sinal, pelo menos segundo a internet).
A minha filha até podia ter autismo, que isso não ia mudar em nada o meu amor por ela. Mas ela só tem mesmo a questão da linguagem para trabalhar. Não tem mais questão nenhuma, nem de comportamento, nem de relacionamento, nem questões sensoriais, apego a rotinas ou comportamentos repetitivos... Nada. Por isso é que fico mais irritada quando "mandam postas de pescada" e depois vai-se a ver e não é nada...

Videl86 escreveu:

MALT escreveu:A minha filha também sempre interagiu bem, fazia contacto ocular, tinha riso social, brincava com função, interessava-se pelo mundo ao seu redor e pelas pessoas, etc.

O problema é as pessoas acharem que o contrário disto significa autismo. Há muitas pessoas autistas que interagem bem, fazem contacto ocular, têm riso social e brincadeira simbólica, interessam-se pelo mundo e são autistas. A questão aqui não é, de todo, essa, mas é como a sansa disse. O desconhecimento em relação ao autismo é tão grande que quando se ouve falar de alguma coisa que pode estar associado com autismo (que pelos vistos é tudo lol), só se vê isso, a missão da vida daqueles terapeutas é perceber se é autismo ou não! Tanto qus há sempre indicação "não apresenta sinais de autismo" e isso é tão estranho. Já vissem se fossem ao médico com enjoos e o médico dissesse "não sei o que é, vamos ver, mas não apresenta sinais de laringite!"?? É mais ou menos o que eu ouço sempre. O problema neste momento é o atraso na fala e não apresenta mais desafios noutras áreas? Trata-se o atraso na fala, parece-me tão simples. Para quê complicar?

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