Pequeno Desabafo | De Mãe para Mãe

Pequeno Desabafo

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Maddie Yin -
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Desde 16 Out 2019

Como dizer às pessoas para pararem de encararar os bebés como se fossem uns seres manipuladores, maléficos e cheios de vícios?!
Estou farta que mandem bitaites e palpites sobre como criar e educar o meu filho como "não faças isto porque ele habitua-se e não quer outra coisa" , "não podes fazer aquilo porque ganha manias e estragas". Ainda por cima, torna-se pior quando é família e pessoas chegadas. É insuportável!
Se eu respondo e dou a minha opiniãoi, dizem logo que sou muito nova e que não tenho experiência com bebés visto que é o primeiro filho, mas o que é certo é que muito daquilo que eu penso vai de encontro ao que os pediatras e outros especialistas dizem!
Se eu sou a mãe, eu é que sei aquilo que o meu filho precisa ou como lidar com ele! Os bebés não são sacos de batatas que só alimentamos, damos comer e colocamos a dormir, eles precisam de amor e atenção e eu estou cá para dar tudo isso ao meu filho!
Alguém mais sente esta frustração?!
Acho que os únicos seres com maldade, hábitos, manias e vícios somos nós, pessoas adultas!

MCLR

MisaL -
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Desde 17 Abr 2019

Acho que temos de pensar: se as pessoas não nos convencem de x, por quê que achamos que as vamos convencer de y?
Se achar algo absurdo ou sem sentido, é fazer de conta, dizer que sim, ok e continuar a sua vida. Acho que se vive melhor do que andar a insistir com as pessoas e a debater isto e aquilo. Não vale a pena grandes explicações.

Marina4 -
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Desde 15 Maio 2016

É fácil, é não conversar sobre o bebé, não dar detalhes do seu dia a dia, não convidar visitas dessas. E se aparecem sem avisar, não abrir a porta.

MegiePrincess -
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Desde 09 Jan 2019

Nisso eu sou muito directa...sempre que mandaram bitaites sobre a minha filha eu rematei que no dia em que eu quiser conselhos peço-os...e nisso estou cada vez pior nas respostas...e com o bebé que aí vem será igual...mas isso depende também da nossa personalidade...há pessoas que têm mais dificuldade em responder à letra...com educação, claro.

1ª TEC (04.06.2019) Positivo!! (14.06.2019) Beta 183.5 (16.07.2019) AR às 8 semanas
2ª TEC (04.09.2019) Negativo (16.09.2019)
3ª TEC (07.10.2019) Positivo !! (18.10.2019) Beta 487.2

Catarina Sousa ... -
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Desde 28 Abr 2017

Como eu entendo todos os dias alguém tem alguma coisa a dizer ou porque não como eu porque dorme pouco ou porque está a ficar mau ou por isto ou por aquilo.... Sabe o que eu faço deixo falar e achar que elas sabem tudo e eu continuo na minha vidinha e com uma paz porque eu é que sei e conheço o meu bebê os outros são mesmo isso os outros... Ficam feliz por achar que sabem e eu levo a minha vida na boa se desse ouvidos a tudo acho que já tinha entregue o meu bebê a eles 😅😅 beijinhos não pense nos outros deixe isso para trás

Maddie Yin -
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Desde 16 Out 2019

Olá a todas!
No meu caso, é um pouco complicado porque vivo com família em casa. Mas passa mesmo por ignorar e fazer ouvidos de mouca... Tenho uma personalidade um pouco fechada e às vezes custa-me responder à letra às pessoas... Muitas vezes respiro fundo e deixo passar... Só que às vezes uma pessoa precusa de deitar cá para fora!
Obrigada pelos conselhos! Sorriso
Obrigada a

MCLR

Desde 24 Maio 2017

Não há nada como um bom sorriso cheio de ironia!!! "Sim, querida tens razão" e por dentro pensar "vá-se fodê" 😂

sarapmcosta -
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Desde 08 Fev 2019

"No nosso cérebro coexistem três regiões diferentes, produto da nossa evolução. A zona mais profunda, e também a mais antiga, tem uma história de quase 300 milhões de anos e é o cérebro primitivo, que inclui as estruturas que controlam funções vitais do corpo como a respiração, a digestão, a circulação, a temperatura, os instintos territoriais ou o impulso de luta ou fuga, a reacção imediata que nos faz decidir, em fracções de segundo, fugir de um incêndio ou atirarmo-nos para trás quando um carro passa em alta velocidade no momento em que íamos atravessar a passadeira.

A segunda região mais antiga do nosso cérebro é chamada de “cérebro mamífero” (porque é semelhante em todos os mamíferos). Nesta região do nosso cérebro, também chamado sistema límbico, estão as estruturas que nos permitem sentir emoções fortes como o medo, a raiva, a angústia de separação, mas também a vontade de nos relacionarmos uns com os outros, de construirmos relações sociais, de brincar e explorar, de amar e de cuidar. Entre outras estruturas que se encontram nesta zona do cérebro estão as responsáveis pela produção e libertação de hormonas fundamentais para nos relacionarmos e nos entendermos com o nosso bebé, como a famosa ocitocina de que temos vindo a falar.

Por fim, terminamos esta viagem ao nosso cérebro, pela zona mais jovem: o córtex (ou neocortex). Esta “aquisição moderna” desenvolveu-se especialmente em alguns primatas, mas de forma espectacular há cerca de 200 mil anos no Homem. É ela que nos permite ter um pensamento racional, a capacidade de resolver problemas de forma lógica, de reflectir. É também aqui que se desenvolve a empatia, a criatividade, a imaginação e a auto-estima. É porque temos um neocortex que conseguimos ter um pensamento abstrato, que aprendemos a ler e a fazer cálculos e que a história da Humanidade está cheia de grandes feitos. Esta é também a zona do cérebro que nasce mais imatura.

A natureza sabe o que faz e os nossos bebés trazem mais amadurecidas as zonas mais primitivas essenciais à sua sobrevivência. O seu cérebro superior, sabem hoje as neurociências, é como uma enorme árvore que será podada nos primeiros anos de vida. Ao nascimento temos cerca de 200 mil milhões de neurónios, só no final do primeiro ano de vida já teremos perdido cerca de 40 por cento deste número.

Porquê? Porque as células que não se ligam umas às outras, morrem. E essas ligações, ou sinapses, fazem-se nos primeiros anos de vida, principalmente através da experiência.

Essa possibilidade de ligação, ou noutras palavras a plasticidade do cérebro, é fundamental para que o bebé possa adaptar-se ao ambiente onde nasceu. É fundamental para que possa seleccionar aquilo que lhe vai ser mais útil, as ligações primordiais que marcarão possivelmente a forma como irá agir em muitos momentos para o resto da sua vida.

Já falámos sobre os célebres medos dos “vícios” e das “manhas” nos bebés e de como muitas vezes estes receios colectivos se aplicam logo quase desde o nascimento. Mas agora que falámos um pouco sobre o cérebro dos bebés à nascença torna-se mais fácil percebermos como é ainda mais ridículo, à luz do conhecimento que existe hoje, continuarmos a reproduzir essa ideia de que os bebés são capazes de um pensamento quase maquiavélico para manipular as mães a dar-lhes colo ou mama ou um embalo tranquilizador.

Simplesmente a parte do cérebro que lhes permitiria esse pensamento elaborado não está ainda desenvolvida. Alguns autores defendem que até cerca dos dois anos, as crianças não conseguem exercer mecanismos complexos de tentarem obter uma resposta concreta do adulto, ou "manipulação" sofisticada, no sentido em que não possuem ainda forma de elaborarem um pensamento consciente de “se eu fizer isto desta maneira, vou conseguir que a minha mãe ou o meu pai façam aquilo.”

Por vezes noto a expressão de alívio na cara dos pais quando lhes explico isto, como se de repente tivessem sido libertados desse manto de desconfiança que, inconscientemente, alguém tinha posto entre si e os seus bebés.

“Então não faz mal dar colo ou mama quando ele pede?”.

Não, mil vezes não. Por favor perca o medo de estar a ser manipulado. Entregue-se ao seu bebé com confiança.

Vincular é também atingir um estado de comunhão tão perfeito que as necessidades do bebé se tornam as nossas necessidades, e em que instintivamente respondemos sem medo a essas necessidades. Sem medo de estar a ser enganado. Sem medo de estragar.

Para vivermos com felicidade o processo da parentalidade precisamos também nós de um coração inocente. Tão inocente como o dos nossos bebés <3"

(Constança Cordeiro Ferreira in "Os Bebés Também Querem Dormir", ed. Matéria Prima, Abril 2015)

Fazia falta a muita gente ter só um bocadinho de noção mas Deus nosso Senhor não pode ser generoso com toda a gente ou a inteligência não seria uma característica apreciada. De maneiras que é deixá-los falar pq os filhos são nossos e coração de mãe não se engana.

RLL78 -
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Desde 18 Ago 2019

Olá mamã,

Passei pelo mesmo com os familiares do pai do meu filho.

É uma gente muito ignorante que ainda vai nos conceitos do tempo da outra senhora, por ex., não deixar a roupa da criança a secar debaixo da lua pois o miúdo ficará aluado... ou se dou colo estou a criar maus hábitos.
Sendo como sou, algumad vezes já mandei um ríspido "ele é meu filho e quem sabe sou eu", tipo... as vossas opiniões não são cá pedidas. Isto, entretanto e como deves calcular gerou mal ambiente e agora sou vista como a cabra mór, o que embora eu esteja às tintas, não recomendo para as outras pessoas.
Tenta ignorar e continua a fazer a tua vida com a criança como te apetece. Tenta um registo de entra à 100 e sai à 200.
As pessoas não fazem com má intenção, mas quem sabe dos nossos filhos somos nós!

RLL78 -
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Desde 18 Ago 2019

SílviaSantosMarques escreveu:
Não há nada como um bom sorriso cheio de ironia!!! "Sim, querida tens razão" e por dentro pensar "vá-se fodê" 😂

MEEEEEESSSSMO!!! Adorei 🤣🤣🤣🤣

Maddie Yin -
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Desde 16 Out 2019

sarapmcosta escreveu:
"No nosso cérebro coexistem três regiões diferentes, produto da nossa evolução. A zona mais profunda, e também a mais antiga, tem uma história de quase 300 milhões de anos e é o cérebro primitivo, que inclui as estruturas que controlam funções vitais do corpo como a respiração, a digestão, a circulação, a temperatura, os instintos territoriais ou o impulso de luta ou fuga, a reacção imediata que nos faz decidir, em fracções de segundo, fugir de um incêndio ou atirarmo-nos para trás quando um carro passa em alta velocidade no momento em que íamos atravessar a passadeira.
A segunda região mais antiga do nosso cérebro é chamada de “cérebro mamífero” (porque é semelhante em todos os mamíferos). Nesta região do nosso cérebro, também chamado sistema límbico, estão as estruturas que nos permitem sentir emoções fortes como o medo, a raiva, a angústia de separação, mas também a vontade de nos relacionarmos uns com os outros, de construirmos relações sociais, de brincar e explorar, de amar e de cuidar. Entre outras estruturas que se encontram nesta zona do cérebro estão as responsáveis pela produção e libertação de hormonas fundamentais para nos relacionarmos e nos entendermos com o nosso bebé, como a famosa ocitocina de que temos vindo a falar.
Por fim, terminamos esta viagem ao nosso cérebro, pela zona mais jovem: o córtex (ou neocortex). Esta “aquisição moderna” desenvolveu-se especialmente em alguns primatas, mas de forma espectacular há cerca de 200 mil anos no Homem. É ela que nos permite ter um pensamento racional, a capacidade de resolver problemas de forma lógica, de reflectir. É também aqui que se desenvolve a empatia, a criatividade, a imaginação e a auto-estima. É porque temos um neocortex que conseguimos ter um pensamento abstrato, que aprendemos a ler e a fazer cálculos e que a história da Humanidade está cheia de grandes feitos. Esta é também a zona do cérebro que nasce mais imatura.
A natureza sabe o que faz e os nossos bebés trazem mais amadurecidas as zonas mais primitivas essenciais à sua sobrevivência. O seu cérebro superior, sabem hoje as neurociências, é como uma enorme árvore que será podada nos primeiros anos de vida. Ao nascimento temos cerca de 200 mil milhões de neurónios, só no final do primeiro ano de vida já teremos perdido cerca de 40 por cento deste número.
Porquê? Porque as células que não se ligam umas às outras, morrem. E essas ligações, ou sinapses, fazem-se nos primeiros anos de vida, principalmente através da experiência.
Essa possibilidade de ligação, ou noutras palavras a plasticidade do cérebro, é fundamental para que o bebé possa adaptar-se ao ambiente onde nasceu. É fundamental para que possa seleccionar aquilo que lhe vai ser mais útil, as ligações primordiais que marcarão possivelmente a forma como irá agir em muitos momentos para o resto da sua vida.
Já falámos sobre os célebres medos dos “vícios” e das “manhas” nos bebés e de como muitas vezes estes receios colectivos se aplicam logo quase desde o nascimento. Mas agora que falámos um pouco sobre o cérebro dos bebés à nascença torna-se mais fácil percebermos como é ainda mais ridículo, à luz do conhecimento que existe hoje, continuarmos a reproduzir essa ideia de que os bebés são capazes de um pensamento quase maquiavélico para manipular as mães a dar-lhes colo ou mama ou um embalo tranquilizador.
Simplesmente a parte do cérebro que lhes permitiria esse pensamento elaborado não está ainda desenvolvida. Alguns autores defendem que até cerca dos dois anos, as crianças não conseguem exercer mecanismos complexos de tentarem obter uma resposta concreta do adulto, ou "manipulação" sofisticada, no sentido em que não possuem ainda forma de elaborarem um pensamento consciente de “se eu fizer isto desta maneira, vou conseguir que a minha mãe ou o meu pai façam aquilo.”
Por vezes noto a expressão de alívio na cara dos pais quando lhes explico isto, como se de repente tivessem sido libertados desse manto de desconfiança que, inconscientemente, alguém tinha posto entre si e os seus bebés.
“Então não faz mal dar colo ou mama quando ele pede?”.
Não, mil vezes não. Por favor perca o medo de estar a ser manipulado. Entregue-se ao seu bebé com confiança.
Vincular é também atingir um estado de comunhão tão perfeito que as necessidades do bebé se tornam as nossas necessidades, e em que instintivamente respondemos sem medo a essas necessidades. Sem medo de estar a ser enganado. Sem medo de estragar.
Para vivermos com felicidade o processo da parentalidade precisamos também nós de um coração inocente. Tão inocente como o dos nossos bebés <3"
(Constança Cordeiro Ferreira in "Os Bebés Também Querem Dormir", ed. Matéria Prima, Abril 2015)
Fazia falta a muita gente ter só um bocadinho de noção mas Deus nosso Senhor não pode ser generoso com toda a gente ou a inteligência não seria uma característica apreciada. De maneiras que é deixá-los falar pq os filhos são nossos e coração de mãe não se engana.

Ora lá está! Tenho lido muito sobre isso! Mas enfim, não vale de nada explicar e insistir com as pessoas...

MCLR

Maddie Yin -
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Desde 16 Out 2019

RLL78 escreveu:
Olá mamã,
Passei pelo mesmo com os familiares do pai do meu filho.
É uma gente muito ignorante que ainda vai nos conceitos do tempo da outra senhora, por ex., não deixar a roupa da criança a secar debaixo da lua pois o miúdo ficará aluado... ou se dou colo estou a criar maus hábitos.
Sendo como sou, algumad vezes já mandei um ríspido "ele é meu filho e quem sabe sou eu", tipo... as vossas opiniões não são cá pedidas. Isto, entretanto e como deves calcular gerou mal ambiente e agora sou vista como a cabra mór, o que embora eu esteja às tintas, não recomendo para as outras pessoas.
Tenta ignorar e continua a fazer a tua vida com a criança como te apetece. Tenta um registo de entra à 100 e sai à 200.
As pessoas não fazem com má intenção, mas quem sabe dos nossos filhos somos nós!

Sei bem o que isso é, mas é verdade. É preferível deixar passar, ignorar e seguir em frente. Evita-se chatices e somos mais felizes Sorriso

MCLR

Clara 🤰 -
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Desde 05 Mar 2019

O quanto eu compreendo isso..também é o meu primeiro filho e constantemente ouço esses tipos de opiniões que não foram solicitadas!!
No meu caso eu não consigo engolir, inclusive já disse a minha sogra pois é uma das pessoas que têm sempre uma opinião a dar que quem sabe sou eu, eu sou a mãe portanto não necessito de opiniões de pessoas q já tiveram filhos á 1500anos e não conseguem entender que hoje em dia as coisas são diferentes e cada mãe tem a sua maneira de educar e tomar conta da criança!
Essa parte do engolir e dizer sim sim pra mim não cola..e se não gostar a porta que entrou é a porta de saída !

Clara 🤰 -
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Desde 05 Mar 2019

O quanto eu compreendo isso..também é o meu primeiro filho e constantemente ouço esses tipos de opiniões que não foram solicitadas!!
No meu caso eu não consigo engolir, inclusive já disse a minha sogra pois é uma das pessoas que têm sempre uma opinião a dar que quem sabe sou eu, eu sou a mãe portanto não necessito de opiniões de pessoas q já tiveram filhos á 1500anos e não conseguem entender que hoje em dia as coisas são diferentes e cada mãe tem a sua maneira de educar e tomar conta da criança!
Essa parte do engolir e dizer sim sim pra mim não cola..e se não gostar a porta que entrou é a porta de saída !

Clara 🤰 -
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Desde 05 Mar 2019

O quanto eu compreendo isso..também é o meu primeiro filho e constantemente ouço esses tipos de opiniões que não foram solicitadas!!
No meu caso eu não consigo engolir, inclusive já disse a minha sogra pois é uma das pessoas que têm sempre uma opinião a dar que quem sabe sou eu, eu sou a mãe portanto não necessito de opiniões de pessoas q já tiveram filhos á 1500anos e não conseguem entender que hoje em dia as coisas são diferentes e cada mãe tem a sua maneira de educar e tomar conta da criança!
Essa parte do engolir e dizer sim sim pra mim não cola..e se não gostar a porta que entrou é a porta de saída !

Clara 🤰 -
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Desde 05 Mar 2019

O quanto eu compreendo isso..também é o meu primeiro filho e constantemente ouço esses tipos de opiniões que não foram solicitadas!!
No meu caso eu não consigo engolir, inclusive já disse a minha sogra pois é uma das pessoas que têm sempre uma opinião a dar que quem sabe sou eu, eu sou a mãe portanto não necessito de opiniões de pessoas q já tiveram filhos á 1500anos e não conseguem entender que hoje em dia as coisas são diferentes e cada mãe tem a sua maneira de educar e tomar conta da criança!
Essa parte do engolir e dizer sim sim pra mim não cola..e se não gostar a porta que entrou é a porta de saída !

Teresa.A -
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Desde 28 Nov 2019

Por aqui o bebé ainda nem nasceu e já há conselhos indesejados.
Eu cá acho preferível não entrar em confronto direto com a sogra. Não há necessidade de criar mau ambiente.
À minha mãe digo tudo, com todas as letras.
À sogra digo sempre que sim e a seguir digo ao marido para por a mãe "na linha".
Na verdade não preciso de disser muito, porque ele defende sempre o meu lado, concorde ou não. Depois ententemos-nos os dois quando estamos sozinhos.
E claro, ao contrário eu faço o mesmo.
Assim nunca há o mau da fita, como a RLL referiu.

Sansa -
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Desde 18 Jan 2018

As pessoas dão conselhos/críticas com base no que sabem e acreditam ser verdade, e com base nas suas próprias experiências; de ser criança e/ou criar uma. Isto envolve muita dissonância cognitiva, porque acomodar informações novas e atualizadas significa admitir que a maneira como foram criados ou como eles criaram os seus filhos pode ter sido prejudicial. Em vez de admitir isso - e trabalhar com os sentimentos de desconforto que isso traz - muitas pessoas atacam as novas informações, às vezes conscientemente, outras vezes totalmente subconscientemente.
De certa forma, o facto de estares a fazer as coisas de maneira diferente pode ser visto como um ataque ao que eles fizeram. As críticas de certas pessoas são muitas vezes um mecanismo de defesa.

Se quiseres responder aos conselhos/críticas, não vale a pena tentar explicar-lhes as coisas, porque simplesmente não vais conseguir ultrapassar a barreira da dissonância cognitiva. Eles provavelmente nem vão querer ouvir, nem querer perceber. E se até se disponibilizarem a ouvir, muitas vezes vão descartar a nova informação.
O melhor a fazer é perguntar "porquê?". Por exemplo, se alguém disser "ele precisa dormir no seu próprio quarto", pergunta "porquê?". Continua a perfurar e perfurar. Se disserem "porque precisa de ser independente", pergunta "porquê?". Se a pessoa responder "porque senão nunca vai aprender a dormir sozinho", pergunta "porquê?". A dada altura, hão de chegar a um beco sem saída e simplesmente não conseguirão responder mais.
Outra táctica é apelar ao lado emocional, mas nem sempre funciona pois nem todo o mundo consegue ser empático. Pede-lhes que se coloquem no lugar do bebé, "como é que acha que ele se sente quando é deixado chorar sozinho no berço?", “imagina que precisavas de um abraço de alguém para te fazer sentir segura e confortada, e essa pessoa te deixasse sozinha a chorar?”.

MisaL -
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Desde 17 Abr 2019

Tem de avaliar o que é "passar o limite" do que é só um palpite ou até um conselho que pode nem ser mau, mesmo que não o siga.
Lembro-me de uma amiga se passar porque alguém disse para fazer a sopa a vapor em vez de usar água para cozer. Vale pena um stress por isso? Diz-se que sim, que se vai experimentar e segue-se a vida. Ou dizerem usa a água x em vez da y, que mal tem? Depois usa a que quer e já está.
Depois há o "aqui não te metes", imagine que lhe dizem que tem dar umas palmadas ao seu filho, e aí diz o que tem a dizer, que é a mãe, que o seu filho, que não quer que se entrometam...
É preciso saber viver e escolher as guerras que valem a pena o nosso desgaste.

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Maddie Yin escreveu:
Olá a todas!
No meu caso, é um pouco complicado porque vivo com família em casa. Mas passa mesmo por ignorar e fazer ouvidos de mouca... Tenho uma personalidade um pouco fechada e às vezes custa-me responder à letra às pessoas... Muitas vezes respiro fundo e deixo passar... Só que às vezes uma pessoa precusa de deitar cá para fora!
Obrigada pelos conselhos!
Obrigada a

Teresa.A -
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Desde 28 Nov 2019

Sansa escreveu:
As pessoas dão conselhos/críticas com base no que sabem e acreditam ser verdade, e com base nas suas próprias experiências; de ser criança e/ou criar uma. Isto envolve muita dissonância cognitiva, porque acomodar informações novas e atualizadas significa admitir que a maneira como foram criados ou como eles criaram os seus filhos pode ter sido prejudicial. Em vez de admitir isso - e trabalhar com os sentimentos de desconforto que isso traz - muitas pessoas atacam as novas informações, às vezes conscientemente, outras vezes totalmente subconscientemente.
De certa forma, o facto de estares a fazer as coisas de maneira diferente pode ser visto como um ataque ao que eles fizeram. As críticas de certas pessoas são muitas vezes um mecanismo de defesa.
Se quiseres responder aos conselhos/críticas, não vale a pena tentar explicar-lhes as coisas, porque simplesmente não vais conseguir ultrapassar a barreira da dissonância cognitiva. Eles provavelmente nem vão querer ouvir, nem querer perceber. E se até se disponibilizarem a ouvir, muitas vezes vão descartar a nova informação.
O melhor a fazer é perguntar "porquê?". Por exemplo, se alguém disser "ele precisa dormir no seu próprio quarto", pergunta "porquê?". Continua a perfurar e perfurar. Se disserem "porque precisa de ser independente", pergunta "porquê?". Se a pessoa responder "porque senão nunca vai aprender a dormir sozinho", pergunta "porquê?". A dada altura, hão de chegar a um beco sem saída e simplesmente não conseguirão responder mais.
Outra táctica é apelar ao lado emocional, mas nem sempre funciona pois nem todo o mundo consegue ser empático. Pede-lhes que se coloquem no lugar do bebé, "como é que acha que ele se sente quando é deixado chorar sozinho no berço?", “imagina que precisavas de um abraço de alguém para te fazer sentir segura e confortada, e essa pessoa te deixasse sozinha a chorar?”.

Gostei bastante da técnica dos "porquês"!
Acho que vou usar bastante.
A verdade é que a maioria dos conselhos, apesar desnecessários e saturantes, são dados com a melhor das intenções e não vale a pena estar a "chocar de frente".
Acabamos por ser nós a ficar mal vistas e pior, irritadas à mesma....
Também é como disse a MisaL, há que escolher as batalhas.

MisaL -
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Desde 17 Abr 2019

Concordo que às vezes as críticas é um mecanismo de defesa, mas o contrário também.
(Não estou a dizer que é o caso da autora, nem sequer é uma crítica) O que nos melindra muitas vezes é "o nosso ponto fraco", já é onde nos sentimos mais inseguras, já é a nossa fragilidade.
A nossa cabeça já anda a pensar no assunto, já andamos a matutar se está bem se está mal, aparece alguém a dar um palpite, salta-nos a tampa, porque achamos que era uma crítica, que era alguém a dizer isto ou aquilo.
O meu ponto fraco era a amamentação. Alguém que dissesse "não está na hora de comer?" deixava-me logo furiosa.
Aprendi também a olhar para aquilo que me enervava e ver se realidade eu tinha razão ou era eu que estava frágil no tema e necessita de ver melhor esse assunto.

Sansa escreveu:
As pessoas dão conselhos/críticas com base no que sabem e acreditam ser verdade, e com base nas suas próprias experiências; de ser criança e/ou criar uma. Isto envolve muita dissonância cognitiva, porque acomodar informações novas e atualizadas significa admitir que a maneira como foram criados ou como eles criaram os seus filhos pode ter sido prejudicial. Em vez de admitir isso - e trabalhar com os sentimentos de desconforto que isso traz - muitas pessoas atacam as novas informações, às vezes conscientemente, outras vezes totalmente subconscientemente.
De certa forma, o facto de estares a fazer as coisas de maneira diferente pode ser visto como um ataque ao que eles fizeram. As críticas de certas pessoas são muitas vezes um mecanismo de defesa.
Se quiseres responder aos conselhos/críticas, não vale a pena tentar explicar-lhes as coisas, porque simplesmente não vais conseguir ultrapassar a barreira da dissonância cognitiva. Eles provavelmente nem vão querer ouvir, nem querer perceber. E se até se disponibilizarem a ouvir, muitas vezes vão descartar a nova informação.
O melhor a fazer é perguntar "porquê?". Por exemplo, se alguém disser "ele precisa dormir no seu próprio quarto", pergunta "porquê?". Continua a perfurar e perfurar. Se disserem "porque precisa de ser independente", pergunta "porquê?". Se a pessoa responder "porque senão nunca vai aprender a dormir sozinho", pergunta "porquê?". A dada altura, hão de chegar a um beco sem saída e simplesmente não conseguirão responder mais.
Outra táctica é apelar ao lado emocional, mas nem sempre funciona pois nem todo o mundo consegue ser empático. Pede-lhes que se coloquem no lugar do bebé, "como é que acha que ele se sente quando é deixado chorar sozinho no berço?", “imagina que precisavas de um abraço de alguém para te fazer sentir segura e confortada, e essa pessoa te deixasse sozinha a chorar?”.

RLL78 -
Offline
Desde 18 Ago 2019

O que a Sansa escreveu faz muito sentido.

Já reparei que quando contesto por a mais b as ideias de como educar o miúdo para o pai dele toco numa ferida profunda.

A mãe dele, uma irresponsável de primeira ordem, o "deu" para a avó ainda em tenra idade sob o pretexto de não ter condições para o criar wdo na verdade queria seguir c a sua vida boêmia e fazer mais filhos aqui e ali. Visto os avós serem toscos e realmente não terem muitas condições financeiras, o pai do meu filho cresceu, como eu diria, como um lobo. Sem muitos afetos e "mimos". Deu no que deu. Um homem super inseguro que tem uma loucura patológica por cães abandonados (pq será?!) à esconder-se detrás de uma fachada de valentia. Mas pronto, esta é a sua realidade e o que viu.
Todas as vezes que eu tento racionalizar o porquê de dar tantos mimos ao nosso filho, ele parte logo para o ataque, pois como a Sansa bem disse, isto mexe de maneira profunda com certos traumas que estão escondidos.
4 meses à observar isto renderam que eu simplesmente digo que sim aos palpites, com uma cara mesmo parvona, e sigo fazendo tudo como eu acho.
Há certas decisões que hoje em dia só comunico em cima do acontecimento ou depois.
Infelizmente há muita gente aí que insiste em morrer na ignorância, nos seus modos tacanhos de ver a vida. Não estou para os salvar de si mesmos, portanto é sempre a andar.

Joana Pereira5 -
Offline
Desde 21 Out 2019

Tive muita sorte aquando da gravidez e nascimento do meu primeiro filho, tinha 18 anos mas... Sou conhecida pelo meu belo e fantástico feitio pelo que ninguém se atrevia.
Deste já há uma pessoa sempre com a postinha prontinha a atirar, é familiar e pronto... Primeiro neto biológico da pessoa... O bebé nasce em Agosto e ela comprou um conjunto primeira roupa de Inverno com casaco de lã. Depois de termos dito que a primeira roupa vai ser escolhida pelo meu filho e que a criança nasce no Verão! "mas o teu filho sabe lá escolher alguma coisa? já manda para ser ele a decidir?" ui... Caiu tão mal, tão mal. Só me saiu que ela também não manda, e se sabe tanto porque é que só teve um filho? Foi para não estragar dois? Ui... O meu namorado não tem culpa, óbvio e é super bem educado, um ser incrível e ele felizmente percebeu que não foi com maldade da minha parte e também disse à mãe que ela não pode decidir por nós, e que dizer aquilo não foi bonito... O marido da senhora riu-se com o que eu disse, por isso não há de ter sido muito mau! 😂
Mas também chegámos à conclusão de que não queremos usados para o bebé, para nós não faz sentido, isto não por sermos mais do que alguém, mas temos um bom pé de meia e juntámos para ter um bebé. E aos familiares que sabem da gravidez e que tenham coisas para dar pedimos algo, que fossem connosco entregar a uma instituição da zona... Isto na cabeça da senhora não entra.
E manda bitaites, e atira postas... E que no tempo dela se fazia o enxoval com coisas dadas e ninguém morria, e que as coisas de há 10 ou 15 anos atrás ainda estavam boas, e que eu sou muito esquisita, bla bla...

S, meu mundo azul. 2012

Joana Pereira5 -
Offline
Desde 21 Out 2019

Tive muita sorte aquando da gravidez e nascimento do meu primeiro filho, tinha 18 anos mas... Sou conhecida pelo meu belo e fantástico feitio pelo que ninguém se atrevia.
Deste já há uma pessoa sempre com a postinha prontinha a atirar, é familiar e pronto... Primeiro neto biológico da pessoa... O bebé nasce em Agosto e ela comprou um conjunto primeira roupa de Inverno com casaco de lã. Depois de termos dito que a primeira roupa vai ser escolhida pelo meu filho e que a criança nasce no Verão! "mas o teu filho sabe lá escolher alguma coisa? já manda para ser ele a decidir?" ui... Caiu tão mal, tão mal. Só me saiu que ela também não manda, e se sabe tanto porque é que só teve um filho? Foi para não estragar dois? Ui... O meu namorado não tem culpa, óbvio e é super bem educado, um ser incrível e ele felizmente percebeu que não foi com maldade da minha parte e também disse à mãe que ela não pode decidir por nós, e que dizer aquilo não foi bonito... O marido da senhora riu-se com o que eu disse, por isso não há de ter sido muito mau! 😂
Mas também chegámos à conclusão de que não queremos usados para o bebé, para nós não faz sentido, isto não por sermos mais do que alguém, mas temos um bom pé de meia e juntámos para ter um bebé. E aos familiares que sabem da gravidez e que tenham coisas para dar pedimos algo, que fossem connosco entregar a uma instituição da zona... Isto na cabeça da senhora não entra.
E manda bitaites, e atira postas... E que no tempo dela se fazia o enxoval com coisas dadas e ninguém morria, e que as coisas de há 10 ou 15 anos atrás ainda estavam boas, e que eu sou muito esquisita, bla bla...

S, meu mundo azul. 2012

Ana Maria Costa1 -
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Desde 01 Fev 2019

Claro que usar coisas que outros bebés já usaram e provavelmente deixaram como novo é um problema muito grave. Mas que raio de conselhos! Consumismo é sempre é melhor e a indústria e comércio agradecem ! Nem sempre os outros estão errados nós é que podemos não estar disponíveis para os ouvir, por vaidade, arrogância, cansaço e hormonas ou seja lá o que for. Temos direito à nossa individualidade sim mas não vivemos numa bolha e calma que a vida passa demasiado rápido para não darmos valor aos que nos rodeiam e se preocupam connosco!

Joana Pereira5 -
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Desde 21 Out 2019

Ana Maria Costa1 mas acho que é uma escolha pessoal querer ou não coisas usadas, e que deve ser respeitada.
Se as pessoas sentem que na situação delas não faz sentido aceitar, que querem comprar coisas novas porque podem, porque se prepararam para tal e porque também não querem um dia ouvir (ou não) tiveste X ou Y porque te deram, devem não aceitar e encaminhar a ajuda que lhe iriam dar para quem realmente necessita.
Cada um prepara a chegada de um bebé como melhor achar, e como melhor puder. Os outros têm que respeitar!

S, meu mundo azul. 2012

MisaL -
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Desde 17 Abr 2019

Claro que cada um deve fazer como entender e usar o seu dinheiro como entender.
Mas a mim, que empresto muita coisa, bastar-me-ia um "obrigada, mas já tenho ou não necessito ou não quero".
O encaminhar a ajuda não sei se será "bem entendido, bem aceite" pela maior parte das pessoas.
Acho que pode estar aí "o se" da questão e algumas críticas que possa receber.

Joana Pereira5 escreveu:
Ana Maria Costa1 mas acho que é uma escolha pessoal querer ou não coisas usadas, e que deve ser respeitada.
Se as pessoas sentem que na situação delas não faz sentido aceitar, que querem comprar coisas novas porque podem, porque se prepararam para tal e porque também não querem um dia ouvir (ou não) tiveste X ou Y porque te deram, devem não aceitar e encaminhar a ajuda que lhe iriam dar para quem realmente necessita.
Cada um prepara a chegada de um bebé como melhor achar, e como melhor puder. Os outros têm que respeitar!

Joana Pereira5 -
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Desde 21 Out 2019

MisaL felizmente posso dizer que só não foi bem entendido por ela, a madrinha do meu namorado tinha um monte de puericultura pesada do filho e falamos com ela, entendeu a nossa posição, e foi connosco à instituição e doou... E nem sabia que aquela instituição aceitava aquele tipo de artigos, por exemplo e foi a pessoa que mais nos disse que realmente faz mais sentido ajudar quem mais precisa, quem não tem como comprar. Ali é para dar, não para emprestar e menos sentido faz para nós ficar com algo que pode estar a fazer falta a alguém, realmente falta porque não tem mesmo como comprar, não tem mais quem lhe dê... Nós podemos comprar, temos essa sorte, mas há quem não a tenha! Não seria egoísta da nossa parte ficar com essas coisas sabendo a realidade de algumas famílias?
Foi com este pensamento que chegámos à conclusão do que queríamos.
Como o chá de bebé, não queremos coisas para o nosso bebé.
Vamos elaborar uma lista de artigos para doar a uma instituição! São escolhas.

S, meu mundo azul. 2012

Ana Maria Costa1 -
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Desde 01 Fev 2019

Também deve ser bom poupar no que se usa 2ou 3 dias e ter um pé de meia para o bebé, quanto mais não seja para um dia viajar com ele, proporcionar-lhe experiências, estudar, sei lá...Mas realmente cada um é que sabe onde usar o seu dinheiro....E isto já não tem a ver com o desabafo da mãe do tópico!

Ana Maria Costa1 -
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Desde 01 Fev 2019

Também deve ser bom poupar no que se usa 2ou 3 dias e ter um pé de meia para o bebé, quanto mais não seja para um dia viajar com ele, proporcionar-lhe experiências, estudar, sei lá...Mas realmente cada um é que sabe onde usar o seu dinheiro....E isto já não tem a ver com o desabafo da mãe do tópico!

guialmi -
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Desde 13 Jul 2013

Joana Pereira5 escreveu:

Deste já há uma pessoa sempre com a postinha prontinha a atirar, é familiar e pronto... Primeiro neto biológico da pessoa... O bebé nasce em Agosto e ela comprou um conjunto primeira roupa de Inverno com casaco de lã. Depois de termos dito que a primeira roupa vai ser escolhida pelo meu filho e que a criança nasce no Verão! "mas o teu filho sabe lá escolher alguma coisa? já manda para ser ele a decidir?" ui... Caiu tão mal, tão mal. Só me saiu que ela também não manda, e se sabe tanto porque é que só teve um filho? Foi para não estragar dois?.

A avó pode ter extravasado ao comprar a primeira roupa sem pedir opinião aos pais do bebé, mas custava muito aceitar, deixar a senhora contente, e ser antes a 2ª, 3ª ou 4ª roupa? um recém-nascido não se veste propriamente de calções e t-shirt..., e um conjuntinho dá sempre jeito. Era preciso ofendê-la dizendo que foi má mãe e que fez um mau trabalho? (e não, ela não esteve bem, mas não foi ofensiva)
Acho que nestas coisas é preciso moderação de ambos os lados. Ser assertivo é diferente de ser agressivo (o que muitas vezes é confundido com ser direto ou "ter um feitiozinho") e as relações familiares ganham muito com tolerância de ambos os lados. Ninguém é perfeito, ninguém sabe tudo. Às vezes parece que sogras e outros parentes, perante um bebé ou uma grávida, têm de fazer um voto de silêncio, não vão melindrar com um conselho ou um palpite...daqui a uns 30 anos, ou menos, os papéis estarão invertidos (passa num instante, acreditem).
Quanto às coisas em segunda mão, quando tive as minhas filhas felizmente tinha uma situação económica muitíssimo confortável mas aceitei tudo o que me quiseram emprestar, desde alcofas e espreguiçadeiras a roupa. Usei tudo. E depois emprestei eu. Admito que haja quem não queira, claro, mas o que quis dar a instituições (e dei, muita coisa) dei por iniciativa própria, não me cairia bem que fossem as minhas amigas a dizer-me para o fazer. Mas isso é só um pormenor.
Quanto à autora do tópico, se vive com familiares quer queira quer não partilha o mesmo espaço e não pode agir como se vivesse com o seu bebé num mundo totalmente à parte (até porque provavelmente beneficia de ajuda para coisas como fazer comida, fazer limpezas ou pagar contas). Cabe-lhe filtrar os comentários e rejeitar as práticas que não ao encontro daquilo em que acredita. Mas que os bebés têm manhas e hábitos? Claro q

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