Licença Maternidade e Regresso ao Activo | De Mãe para Mãe

Licença Maternidade e Regresso ao Activo

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22 mensagens
sphiren -
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Desde 04 Set 2011

Olá a todos! Gostava de saber as vossas experiências no que diz respeito a voltar ao trabalho após licença de maternidade.

Sempre fui uma pessoa a correr de um lado para o outro a trabalhar, sempre preferi um dia inteiro de trabalho que 2 horas em casa a fazer tarefas domésticas.
Com isto dito... estou a planear tirar apenas 1 ano de licença de maternidade (e o meu marido, 4 meses em princípio) e depois voltar ao trabalho. Mas isto assusta-me um bocado pelo que já referi e por estar parada muito tempo já que na minha profissão (tecnologias) basta apenas uns meses para tanto avançar. Pensei em trabalhar a part-time a última metade da licença de maternidade, em conjunto com a licença, mas também acho que não será fácil porque um bébé pode não permitir isso (preciso de bastante atenção e concentração no meu trabalho o que pode não ser possível estando a cuidar de um bébé tão pequenino).
Quais as vossas experiências?

fmmartins -
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Desde 14 Dez 2016

Eu não queria voltar ao trabalho e foi um verdadeiro drama, basicamente fui contrariada. Não é que não gostasse do meu trabalho ou não tivesse ambição mas o meu foco era só a bebé e a minha cabeça e concentração estavam nela e não no trabalho. Chorei horrores e foi muito difícil confiar a minha filha a alguém. Até hoje foi o que mais me custou (nem foi a gravidez ou o parto). Se voltar a ser mãe as coisas terão de ser muito diferentes, 5 meses de licença é muito pouco.

Alexandra_V -
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Desde 03 Dez 2018

Bom dia está em Portugal? Se estiver a licença é 5meses + 1 para o pai depois + 3 meses para a mãe (pagos a 25%) + 3 meses para o pai (pagos a 25%) que perfaz então os 12 meses... Pode tirar até mais um ano perfazendo então 24 meses o bebe, mas sem retribuição (lei 24) ou até licença sem vencimento mas a licença sem vencimento pode ser recusada e a licença da lei 24 até máximo 24 meses do bebê não pode ser recusada. A parte disso e resp a sua questão e percebendo a área em que trabalha e sendo eu tbm workolic quando abracei este papel de mãe foquei me no bebé a tempo inteiro até aos 24meses e depois fui trabalhar deixe lá que não vai haver tempos mortos. Dedique se a ver o bebê crescer e a ser mãe num todo e não em part time 💝 se pode fique com ele. boas escolhas

DianaES -
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Desde 08 Out 2013

Eu só tive direito a 5 meses… Com muita pena minha. Mas após o primeiro mês trabalhei algumas vezes a partir de casa e consegui sem problemas… Naquela altura a bebé dormia imenso e isso ajudou… A partir dos 6 meses (como refere) acho que se calhar consegue conciliar, eles criam rotinas e têm as suas horas de sesta com que sabemos que podemos contar e também se entretêm com os brinquedos… Para mim parece perfeitamente fazível.

Sansa -
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Desde 18 Jan 2018

DianaES escreveu:
Eu só tive direito a 5 meses… Com muita pena minha. Mas após o primeiro mês trabalhei algumas vezes a partir de casa e consegui sem problemas… Naquela altura a bebé dormia imenso e isso ajudou… A partir dos 6 meses (como refere) acho que se calhar consegue conciliar, eles criam rotinas e têm as suas horas de sesta com que sabemos que podemos contar e também se entretêm com os brinquedos… Para mim parece perfeitamente fazível.

Discordo, mas com a noção que pode calhar um bebé fácil, que é a exceção. Um bebé, apartir dos 6 meses requer imensa atenção e exige ser entretido o tempo todo que está acordado. Eu não trabalhei, mas confesso que até aos 18 meses, quando ela começou a entreter-se melhor sozinha, não conseguia tratar das tarefas da casa sem ser constantemente interrompida. Não me parece que seja fácil alguém conseguir concentrar-se por mais de 2 minutos.

chiclete -
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Desde 23 Jan 2016

Olá sphiren, trabalhamos na mesma área, mas antes do meu filho nascer tinha intenção de ficar em casa até aos 3 anos. Conclusão voltei ao trabalho a part-time (4 dias) quando tinha 7 meses e a tempo inteiro depois do ano. Quando voltei ao trabalho o meu filho ficou com a ama em nossa casa. Não me passaria pela cabeça voltar para o trabalho e tentar fazê-lo entre sestas.
Agora com este a licensa da empresa (estou em Portugal mas trabalho para outro país) é de 1 ano. Em principio vou tirá-la, mas posso perfeitamente mudar de ideias e voltar mais cedo ou mais tarde.
Quanto às coisas estarem sempre a evoluir, é verdade, mas no meu caso houve mais mudanças na empresa que na tecnologia quando voltei. Se a preocupação for apenas actualização na área isso é coisa que cabe em sestas (se tiver com cabeça para isso), não requere voltar ao trabalho.

shicat -
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Desde 25 Set 2013

Eu acho que isso vai muito do feitio de cada uma de nós.
A minha filha foi para a creche com 4 meses. Eu estava desempregada e iria ser chamada a qualquer altura. Acabei por só ir trabalhar quando ela tinha 6 meses e esses 2 meses foram ótimos para ir fazendo a transição de forma suave.
Eu seria incapaz de ficar em casa, mesmo só um ano ou dois. E nem se trata de ser workaholic, embora goste do que faço e me tenha esforçado muito para chegar onde cheguei. Seria uma tortura para mim e, consequentemente, para a miúda.
Portanto, consegui desligar-me pouco a pouco da minha função de cuidadora a 100% e ir dando espaço a novas pessoas. Sou ansiosa por natureza, preocupo-me imenso com a minha filha, mas não me custa nada deixá-la com outras pessoas em quem confie.
Da minha experiência: trabalhar em casa com ela? Nem pensar! Nem agora. Muito menos aos 6 meses. Sorriso

CSNCosta1 -
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Desde 03 Nov 2016

Com o mais velho fiquei com ele até aos 6 meses, culpei me imenso, ficou com a minha sogra mas foi horrível, não estava preparada para a separação mudaram me de departamento na empresa o que não ajudou e aos 9 meses dele estava com crises de ansiedade. Quando engravidei deste e desconfiaram na empresa não me renovaram o contrato, vim para casa, fiquei de baixa de risco e em princípio vou conseguir ficar mais tempo com ele, mas sou sincera, sinto muito a falta de trabalhar, sair de casa e fazer as minhas coisas, as minhas rotinas fora de casa sem estar sempre com um bebé ao lado. Se pretende trabalhar com ele em casa não acho que vá ser nada fácil, pelo menos eu não conseguia, eles precisam de muita atenção, é difícil termos tempo para o resto das coisas.

DianaES -
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Desde 08 Out 2013

Sansa escreveu:

DianaES escreveu:Eu só tive direito a 5 meses… Com muita pena minha. Mas após o primeiro mês trabalhei algumas vezes a partir de casa e consegui sem problemas… Naquela altura a bebé dormia imenso e isso ajudou… A partir dos 6 meses (como refere) acho que se calhar consegue conciliar, eles criam rotinas e têm as suas horas de sesta com que sabemos que podemos contar e também se entretêm com os brinquedos… Para mim parece perfeitamente fazível.

Discordo, mas com a noção que pode calhar um bebé fácil, que é a exceção. Um bebé, apartir dos 6 meses requer imensa atenção e exige ser entretido o tempo todo que está acordado. Eu não trabalhei, mas confesso que até aos 18 meses, quando ela começou a entreter-se melhor sozinha, não conseguia tratar das tarefas da casa sem ser constantemente interrompida. Não me parece que seja fácil alguém conseguir concentrar-se por mais de 2 minutos.


Pois eu acho que tenho um bebé fácil porque consigo fazer bem as minhas coisas… Claro que tenho que a colocar por onde ando mas fica entretida no centro de atividades e eu ando nas minhas cenas domésticas enquanto ela está no saltão (por exemplo), claro que tenho que falar para ela, ir cantando e ela batendo palmas, essas coisas, mas são coisas que não exigem uma atenção metódica como o trabalho profissional.. Eu consegui trabalhar mas ela era mais pequenina de facto.

Sansa -
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Desde 18 Jan 2018

DianaES escreveu:

Sansa escreveu:
DianaES escreveu:Eu só tive direito a 5 meses… Com muita pena minha. Mas após o primeiro mês trabalhei algumas vezes a partir de casa e consegui sem problemas… Naquela altura a bebé dormia imenso e isso ajudou… A partir dos 6 meses (como refere) acho que se calhar consegue conciliar, eles criam rotinas e têm as suas horas de sesta com que sabemos que podemos contar e também se entretêm com os brinquedos… Para mim parece perfeitamente fazível.

Discordo, mas com a noção que pode calhar um bebé fácil, que é a exceção. Um bebé, apartir dos 6 meses requer imensa atenção e exige ser entretido o tempo todo que está acordado. Eu não trabalhei, mas confesso que até aos 18 meses, quando ela começou a entreter-se melhor sozinha, não conseguia tratar das tarefas da casa sem ser constantemente interrompida. Não me parece que seja fácil alguém conseguir concentrar-se por mais de 2 minutos.

Pois eu acho que tenho um bebé fácil porque consigo fazer bem as minhas coisas… Claro que tenho que a colocar por onde ando mas fica entretida no centro de atividades e eu ando nas minhas cenas domésticas enquanto ela está no saltão (por exemplo), claro que tenho que falar para ela, ir cantando e ela batendo palmas, essas coisas, mas são coisas que não exigem uma atenção metódica como o trabalho profissional.. Eu consegui trabalhar mas ela era mais pequenina de facto.


Aproveita 😊 a minha queria estar onde eu estava, e a ver o que eu estava a fazer, e a mexer também.

DianaES -
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Desde 08 Out 2013

Sansa escreveu:

DianaES escreveu:
Sansa escreveu:
DianaES escreveu:Eu só tive direito a 5 meses… Com muita pena minha. Mas após o primeiro mês trabalhei algumas vezes a partir de casa e consegui sem problemas… Naquela altura a bebé dormia imenso e isso ajudou… A partir dos 6 meses (como refere) acho que se calhar consegue conciliar, eles criam rotinas e têm as suas horas de sesta com que sabemos que podemos contar e também se entretêm com os brinquedos… Para mim parece perfeitamente fazível.

Discordo, mas com a noção que pode calhar um bebé fácil, que é a exceção. Um bebé, apartir dos 6 meses requer imensa atenção e exige ser entretido o tempo todo que está acordado. Eu não trabalhei, mas confesso que até aos 18 meses, quando ela começou a entreter-se melhor sozinha, não conseguia tratar das tarefas da casa sem ser constantemente interrompida. Não me parece que seja fácil alguém conseguir concentrar-se por mais de 2 minutos.

Pois eu acho que tenho um bebé fácil porque consigo fazer bem as minhas coisas… Claro que tenho que a colocar por onde ando mas fica entretida no centro de atividades e eu ando nas minhas cenas domésticas enquanto ela está no saltão (por exemplo), claro que tenho que falar para ela, ir cantando e ela batendo palmas, essas coisas, mas são coisas que não exigem uma atenção metódica como o trabalho profissional.. Eu consegui trabalhar mas ela era mais pequenina de facto.

Aproveita 😊 a minha queria estar onde eu estava, e a ver o que eu estava a fazer, e a mexer também.


Acredito que ainda me vai calhar essa fase… Já tem dias em que não posso desaparecer do campo de visão, mas ainda são raros e ainda não caminha, não pode andar atrás de mim a querer mexer e ver :\\\"> Mas sei que se avizinham tempos mais complicados!

Que_qué -
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Desde 26 Jul 2017

Como já alguém referiu anteriormente tudo depende da pessoa e da vida que tinha antes de ser mãe. Ser mãe é fantástico, mas... eu tirei a 5 meses de licença inicial + 3 meses de licença parental alargada + 1 mês de férias do ano anterior e que estavam por gozar. Regressei ao trabalho qd a minha filha tinha quase 9 meses. Sou mt preocupada e atenta à minha filha, dedico-lhe mt tempo, mas acabei por me perder um pouco enquanto ser individual, o que não foi nada agradável. Voltar ao trabalho foi ótimo, a tempo inteiro e a necessitar de passar algumas noites fora. A minha filha tem estado com os meus pais e nada nos indica que esteja a sentir a minha falta. Come bem, dorme bem, brinca muito, está feliz, nota-se.
Não voltaria a ser mãe a tempo inteiro por tanto tempo.
Aquilo que lhe quero dizer é que, no meu caso, adoro o meu trabalho, adoro o corre corre, faz-me falta a rotina do despertador e por isso, apesar de ter mts saudades, sinto-me mt bem de novo no ativo. Também precisamos de nos sentir bem, de ter os nossos momentos para estar mais disponíveis para os nossos bebés. Outra coisa, algum tempo atrás uma mamã aqui no blog questionava se estaria a ser má mãe por querer arranjar emprego, o que obrigava a deixar a filha (parece que alguém da sua família estava a faze-la sentir-se assim). Na minha opinião, não se é má mãe/mau pai mediante a extensão das licenças de maternidade, às vezes menos é mais. Menos tempo, mas a 100%, de alta qualidade.

CatiaS_S -
Online
Desde 30 Set 2016

O meu filho é do team da filha da Sansa (como já nós apercebemos em vários tópicos 😅), impossível trabalhar com ele em casa. Passei os meses de licença a desejar que ele estivesse a dormir para poder fazer coisas (desde arrumar alguma coisa a coisas tão simples como comer ou ir ao WC), porque com ele acordado não dava. E tinha os miolos tão feitos em água que não teria capacidade mental para trabalhar. Antes de regressar ao trabalho ainda fiz uma formação online de actualização (o programa informático tinha mudado e precisava de ir minimamente preparada), e embora ele estivesse com o pai fui pelo menos duas vezes interrompida.
Quando começou a andar (agarrado às coisas), ia ter comigo, punha-se em pé e ou chegava ao portátil e carregava nas teclas todas ou não chegava era um berreiro até mais não....
Dito isto, sim, vai depender um bocado do bebé que lhe calha.... Eu ao fim dos 5 meses estava desejando sair de casa 😅😅😅. (Mas tbm não me adaptei bem á volta ao trabalho... Muita coisa mudou na minha ausência e já não era o mesmo.... Ainda hoje não me sinto bem no trabalho)

Sobre CatiaS_S

Agosto 2016: Vamos tentar ter um filhote!
Set-Out 2016: Consultas, exames, análises; Folicil e Yodafar
Novembro 2016: Começam os treinos
10 Maio 2017: Positivo ao 5º ciclo Espertalhão
DPP: 11 Janeiro.....e se não quiser nascer, indução marcada para dia 17...
http://outroblogsobrematernidade.blogspot.pt/

Marina4 -
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Desde 15 Maio 2016

o regresso foi o caos total....às vezes saia de casa e deixava uma tempestade em casa.....coisas, no chão, fraldas a cheira mal no lixo, roupa cagada /mijada por causa de cocós no minuto mesmo antes de sair....ai nem me quero lembrar.

Anete Silva -
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Desde 06 Fev 2019

Olá! Eu fiquei 6 meses (5 meses de licença e 1 mês de férias) gostei muito de estar de licença, aproveitei a minha bebé e passou num instante mas quando voltei ao trabalho já tinha algumas saudades da rotina e de fazer algo para além de ser mãe, fiz horário reduzido até a minha filha ter um ano por isso gostei de conciliar, trabalhava mas também dava para estar com a minha filha quando saía, perfeito.
Quando estava de licença também pensei que ia dar para já começar a fazer umas coisas de trabalho, não fiz nada... sinceramente as horas que deixava a minha filha aos cuidados de outras pessoas (poucas horas) aproveitava para espairecer, tratar de mim, ir ao ginásio ou dormir... mas isto depende de cada um, também depende do bebé, até pode ser um bebé que durma bastante e dê para trabalhar, não sei... acho que aí já é uma questão muito pessoal...
Seja como for deixo a ressalva para aproveitares bem o teu bebé, o tempo passa a correr e o trabalho não é tudo, sinceramente acho que perdemos imenso tempo na vida dos nossos filhos à custa do trabalho e não compensa, sabe tão bem aproveitar os nossos bebés!

sphiren -
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Desde 04 Set 2011

Eu não estou em Portugal. Posso tirar licença até de mais anos. O meu marido também pode tirar bem mais tempo mas em principio será só 4 meses.
Infelizmente sei que nem toda a gente tem esse privilégio... não tenho familia comigo mas o infantário é gratuito. Apesar disto sei que provavelmente a separação vai ser também muito muito doloroso para mim...

CatiaS_S -
Online
Desde 30 Set 2016

sphiren escreveu:
Eu não estou em Portugal. Posso tirar licença até de mais anos. O meu marido também pode tirar bem mais tempo mas em principio será só 4 meses.
Infelizmente sei que nem toda a gente tem esse privilégio... não tenho familia comigo mas o infantário é gratuito. Apesar disto sei que provavelmente a separação vai ser também muito muito doloroso para mim...

Qual é o país? Tenho uma amiga na Suécia e tb me disse que lá a licença é bem grandinha, mas já não sei como é com o infantário ( e às vezes têm filhos todos de seguida que assim estendem o tempo em casa.com eles)

Sobre CatiaS_S

Agosto 2016: Vamos tentar ter um filhote!
Set-Out 2016: Consultas, exames, análises; Folicil e Yodafar
Novembro 2016: Começam os treinos
10 Maio 2017: Positivo ao 5º ciclo Espertalhão
DPP: 11 Janeiro.....e se não quiser nascer, indução marcada para dia 17...
http://outroblogsobrematernidade.blogspot.pt/

MisaL -
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Desde 17 Abr 2019

Acho muito difícil prever o que vai fazer sem conhecer ainda o bebé. Há bebés que até os pode levar para o local de trabalho, há bebés que mal deixam tomar um banho de 5min.
Acho uma boa ideia o part-time se deixar o bebé no infantário. Deixa-o umas 4 ou 5hs e trabalha nesse tempo.
Eu tive 10 meses a 100% com uma bebé fácil e achei muito intenso, senti muito a falta de apanhar ar, de ir tomar um café, de falar, de ir ao cabeleireiro, etc, etc. claro que fiz isso tudo, mas com ela sempre por perto, acho que a mente não se abstrai que há um bebé para tomar conta. Aos 10 meses começou a ir de manhã para o infantário e acho que ganhei uns anitos de vida.

guialmi -
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Desde 13 Jul 2013

Não sei se é fácil onde vive, mas também pode optar por contratar uma ama/empregada doméstica nesse período em que decidir trabalhar a meio tempo. Nem que fosse 2h/dia ou em dias alternados, já lhe resolvia muita coisa.
Eu tive uma empregada em casa até aos 2 anos das minhas gémeas. Financeiramente, não foi muito diferente de as ter numa creche e para elas foi excelente não terem de sair de casa, nunca ficarem doentes, terem um adulto apenas dedicado a elas.
Se o seu trabalho não exigisse muita concentração, diria que podia conciliar com o/a bebé, mas realmente não há modo de saber. Eu tive uma bebé fácil e uma difícil em termos de atenção e exigência, portanto é mesmo uma lotaria.

sphiren -
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Desde 04 Set 2011

CatiaS_S escreveu:

Qual é o país? Tenho uma amiga na Suécia e tb me disse que lá a licença é bem grandinha, mas já não sei como é com o infantário ( e às vezes têm filhos todos de seguida que assim estendem o tempo em casa.com eles)

Estou na Alemanha. Na cidade onde vivo o infantário é gratuito, independentemente daquele que escolha, o que também é excelente.

MisaL escreveu:
Acho muito difícil prever o que vai fazer sem conhecer ainda o bebé. Há bebés que até os pode levar para o local de trabalho, há bebés que mal deixam tomar um banho de 5min.
Acho uma boa ideia o part-time se deixar o bebé no infantário. Deixa-o umas 4 ou 5hs e trabalha nesse tempo.
Eu tive 10 meses a 100% com uma bebé fácil e achei muito intenso, senti muito a falta de apanhar ar, de ir tomar um café, de falar, de ir ao cabeleireiro, etc, etc. claro que fiz isso tudo, mas com ela sempre por perto, acho que a mente não se abstrai que há um bebé para tomar conta. Aos 10 meses começou a ir de manhã para o infantário e acho que ganhei uns anitos de vida.

MisaL, eu também acho difícil especialmente sendo mãe de primeira viagem! Mas tenho que decidir antes do nascimento. Quanto a deixar o bébé a alguém, há um limite de horas por lei para deixar a criança seja com ama seja com infantário. Aqui dão anos de licença de maternidade se os pais quiserem mas depois há imensas leis para não facilitar tanto o oposto. Acho que são muito adeptos de que os pais (ou um deles) deve estar com a criança nos primeiros anos de vida. Tanto que até é possível guardar algum tempo de licença e usar até aos 8 anos da criança! Nisso acho que até estão muito bem. E sim... tenho receio de me sentir a sufocar, necessidade de sair, trabalhar, apanhar ar, como menciona! Receio que um ano inteiro em casa, a ser "doméstica" e mãe a tempo inteiro me vão fazer mal psicológicamente. Espero que entendam o quero dizer... eu já amo a minha bébé, não se trata disso! É mesmo a asfixia psicológica do contraste da vida que tenho para subitamente estar em casa. Talvez eu até me surpreenda e até lide normalmente como nunca pensei lidar com a situação! Quem sabe? Claro.

MisaL -
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Desde 17 Abr 2019

Isso é muito bom.
Eu achei que aguentava até aos 12 meses, era esse o objetivo e tomei essa decisão antes.
Não tem nada a ver com amor aos filhos. Ter a quem deixá-lo nem que seja 1h por dia para mim é fundamental. Eu tinha uma bebé fácil e mesmo assim custou-me, preciso de ter a cabeça livre da "responsabilidade" para respirar um bocado. Mesmo que esteja a dormir, estar ali ao lado para mim não dá, a mente não descansa.

sphiren escreveu:

CatiaS_S escreveu:
Qual é o país? Tenho uma amiga na Suécia e tb me disse que lá a licença é bem grandinha, mas já não sei como é com o infantário ( e às vezes têm filhos todos de seguida que assim estendem o tempo em casa.com eles)

Estou na Alemanha. Na cidade onde vivo o infantário é gratuito, independentemente daquele que escolha, o que também é excelente.

MisaL escreveu:Acho muito difícil prever o que vai fazer sem conhecer ainda o bebé. Há bebés que até os pode levar para o local de trabalho, há bebés que mal deixam tomar um banho de 5min.
Acho uma boa ideia o part-time se deixar o bebé no infantário. Deixa-o umas 4 ou 5hs e trabalha nesse tempo.
Eu tive 10 meses a 100% com uma bebé fácil e achei muito intenso, senti muito a falta de apanhar ar, de ir tomar um café, de falar, de ir ao cabeleireiro, etc, etc. claro que fiz isso tudo, mas com ela sempre por perto, acho que a mente não se abstrai que há um bebé para tomar conta. Aos 10 meses começou a ir de manhã para o infantário e acho que ganhei uns anitos de vida.

MisaL, eu também acho difícil especialmente sendo mãe de primeira viagem! Mas tenho que decidir antes do nascimento. Quanto a deixar o bébé a alguém, há um limite de horas por lei para deixar a criança seja com ama seja com infantário. Aqui dão anos de licença de maternidade se os pais quiserem mas depois há imensas leis para não facilitar tanto o oposto. Acho que são muito adeptos de que os pais (ou um deles) deve estar com a criança nos primeiros anos de vida. Tanto que até é possível guardar algum tempo de licença e usar até aos 8 anos da criança! Nisso acho que até estão muito bem. E sim... tenho receio de me sentir a sufocar, necessidade de sair, trabalhar, apanhar ar, como menciona! Receio que um ano inteiro em casa, a ser "doméstica" e mãe a tempo inteiro me vão fazer mal psicológicamente. Espero que entendam o quero dizer... eu já amo a minha bébé, não se trata disso! É mesmo a asfixia psicológica do contraste da vida que tenho para subitamente estar em casa. Talvez eu até me surpreenda e até lide normalmente como nunca pensei lidar com a situação! Quem sabe? Claro.

Ansha -
Offline
Desde 13 Abr 2016

Eu acho que se tiver alguém para ou ficar com a bébé de vez em qd, ou sair para tomar um café ou passearem , mesmo sendo com a bébé junto, o tempo irá correr e a “ coisa “ dá-se. Agora, se estiver completamente sozinha, sem amigos ou familiares que estejam disponíveis durante o dia, já vai ser mais complicado tanto tempo, uma vez q refere ser esse tipo de pessoa, q gosta da lufa lufa do dia a dia .
Eu por exemplo tive 4 meses do primeiro filho, q era um bébé mt mauzinho, e fui trabalhar toda contente.
Deste segundo filho, já adorei estar de licença, estendi para os 6 meses, mas lá está, todos os dias saía para pôr o mais velho na escola, ia ter com uma amiga q tb estava de licença , ou ia ter com a minha mãe.... tudo isto fez com q corresse bem! Ahhh e o bébé é mt mais fácil do q o outro.
Se tens q escolher já , eu escolheria 6 meses, e depois os outros 6 a part time, e se vires q não consegues trabalhar podes contratar uma ama lá para casa por exemplo, como sugeriu a guialmi.
Boas escolhas Piscar o olho

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