gravidez substituição(Avó) | De Mãe para Mãe

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gravidez substituição(Avó)

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mamagemelar -
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Desde 29 Ago 2011

olá a todas... acabei de ler um documentario do observador acerca da gravidez de substituição que foi aprovada em que a avó vai gerar o neto. Não vou colocar link pois já sei que vão apagar o tópico mas gostaria de saber qual a opinião de vocês...
O que acham desta opção?
Eu concordo com o que li... acho muito dificil distanciar o ser avó de ser mãe e durante a gestação não me parece que a avó consiga eliminar o instinto maternal para o substituir pelo amor de avó! vá contem me tudo! vamos la debater este assunto.

Fez se luz no meu coracao a 22\11\2010... Rafaela as 00h10m e Fábio as 00h13m..Minhas vidas!!! Amo vos mto mto Afilhada e Madrinha babada da mnh kerida TWINMUMMY!!!mais uma madrinha e afilhada 5* SUSANA CORVOS mais uma afilhada linda. Sara78_98 . madrinha e afilhada da APIPAS querida!!!

mamagemelar -
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Desde 29 Ago 2011

Vou por o link pode ser que não eliminem

http://observador.pt/opiniao/mae-e-avo/

Submetido por mamagemelar em Sáb, 25/11/2017 - 10:36

Fez se luz no meu coracao a 22\11\2010... Rafaela as 00h10m e Fábio as 00h13m..Minhas vidas!!! Amo vos mto mto Afilhada e Madrinha babada da mnh kerida TWINMUMMY!!!mais uma madrinha e afilhada 5* SUSANA CORVOS mais uma afilhada linda. Sara78_98 . madrinha e afilhada da APIPAS querida!!!

Tyta.B -
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Desde 31 Jul 2015

A mim também me parece uma receita para o desastre. Tantas avós que se acham mais mães que as verdadeiras mães... numa situação destas é mais que normal que a avó se sinta ainda mais no direito de se achar a verdadeira mãe. Mesmo que até tente lutar contra este sentimento de forma racional, na hora "H" o sentimento maternal vai-se sobrepor...

Quantas de nós não ouviram avós dizer que para ser mãe só lhes faltou parir o neto, ou que ser avó é ser mãe duas vezes... neste caso isto aplica-se perfeitamente porque ela efectivamente pariu o neto, foi ela que foi a "mãe" durante nove meses.

O desejo de ser mãe tolda a visão a algumas mulheres.

Submetido por Tyta.B em Sáb, 25/11/2017 - 11:35
dtandsmps -
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Desde 13 Ago 2007

Concordo com ambas... a mim mete realmente muita confusão...

Submetido por dtandsmps em Sáb, 25/11/2017 - 12:28
Sobre dtandsmps

♡ Amo-te filhote ♡
À espera de um milagre desde Junho/2015
Infertilidade - Hospital de Braga

Cat Chloé -
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Desde 30 Mar 2011

Não sei se algumas de vós viu o documentário da RTP relativamente a barrigas de aluguer, mas deviam ver. O desgosto latente na cara de quem quer ser mãe e não pode. A nossa lei é clara : a gestação ocorre com óvulos da mãe e espermatozóides do pai. A gestante apenas irá carregar o óvulo fertilizado, aquele futuro bebé não lhe pertence, o seu código genético é do pai e da mãe! A decisão de se ser gestante de uma terceira pessoa terá de ser algo bem ponderado. Não pensem que por uma mãe querer ser gestante do bebé da filha que isso é garantido que vai para a frente, há todo um processo a decorrer, inclusivé com psicologos, que ditarão muitas das regras. Não sei se existem países que permitem que a gestante contribua com óvulos, mas cá em Portugal não. O casal que decide ter o bebé, a mãe terá de ter óvulos se não nada feito. Por isso acho este artigo nada informativo em termos de barriga gestante em Portugal! É uma mãe que queira fazer isso pela filha é um grande acto de amor, não de sentir que vai mandar na criança no futuro como avó! Aquele filho não será dela nunca!

Submetido por Cat Chloé em Sáb, 25/11/2017 - 13:15
shicat -
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Desde 25 Set 2013

Pois a mim não me faz qualquer confusão. Acho um imenso ato de amor. A dor de não poder carregar um filho é devastadora. Se estivesse ao meu alcance fazê-lo pela minha filha ou até mesmo por uma irmã, fá-lo-ia sem hesitar.

Submetido por shicat em Sáb, 25/11/2017 - 14:05
Ansha -
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Desde 13 Abr 2016

Eu vi esse documentário na tv e havia um caso igual mas entre irmãs e achei bem
Eu faria isso pela minha irma
Avó já acho mais estranho ( talvez por ser mt mais velha)....

Submetido por Ansha em Sáb, 25/11/2017 - 14:30
mamagemelar -
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Desde 29 Ago 2011

eu n acho que nao seja um grande acto de amor... porque é, só acho que psicologicamente não entendo como se distancia um afecto por um filho, quando se vai passar o resto da vida a ser avo desse mesmo filho! O insnto maternal comigo comecou logo na gravidez por isso nao sei como seria... mas de facto é um tema que me assusta os contornos duma decisão destas!

Submetido por mamagemelar em Sáb, 25/11/2017 - 15:00

Fez se luz no meu coracao a 22\11\2010... Rafaela as 00h10m e Fábio as 00h13m..Minhas vidas!!! Amo vos mto mto Afilhada e Madrinha babada da mnh kerida TWINMUMMY!!!mais uma madrinha e afilhada 5* SUSANA CORVOS mais uma afilhada linda. Sara78_98 . madrinha e afilhada da APIPAS querida!!!

LSL -
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Desde 28 Out 2010

Olá.
Já há por aqui algures um tópico sobre este assunto e o que comentei lá vai de encontro ao que a mamagemelar e a Tyta disseram.

É claro que é um acto de amor pleno a avó gerar o neto pela filha, longe de mim pensar o contrário, mas também longe de mim achar que porque a lei diz o filho não é seu o cérebro se vai comportar da mesma forma. Há aqui uma data de coisas que por mais psicólogos que acompanhem o caso não podem ter em consideração como por exemplo, o efeito que as hormonas e o baby blues do pós-parto tem na gestante. Ela não é a mãe mas em termos emocionais e hormonais ela é que vai passar por essa fase, não interessa que a lei seja clara sobre quem é a mãe ou de quem é o óvulo.

Aqui no fórum estamos sempre a esbarrar em tópicos com mães e avós (maternas e paternas) de candeias às avessas porque as avós se metem demasiado. Muitas delas sem o intuito de quererem ser as mães ou mandar mais que elas mas, simplesmente, porque lhes sai, porque acham que são mais sabedoras, porque querem muito criar laços com os netos ou por querem ter uma palavra na educação. Volta a frisar, a maioria não tem a pretensão explícita e consciente de passar por cima da mãe, simplesmente é assim porque têm dificuldade em manter o devido distanciamento no que à educação do neto e capacidade da mãe dizem respeito. Muitas delas fazem esforços descomunais para se conter. Como é que uma avó que gerou e pariu o neto vai conseguir este distanciamento que é absolutamente necessário e, ainda por cima, estando a passar por um pós-parto? Para o conseguir ou é uma pessoa fora de série (como não existem) ou vai ter de fazer um esforço terrível.

Nós, filhos, exigimos sempre muito dos nossos pais, e eles fazem tudo por nós, acho que pedir isto a uma mãe, por mais vontade que se tenha de ter um filho, chega a ser um pouco egoista. Eu não o faria.

Pondo-me no lado da gestante... tenho a certeza que se a minha irma precisar que o faça por ela nem pensarei duas vezes. Avançarei com isso sem qualquer sombra de dúvida mas, tenho a certeza, que depois me será muito difícil (quiçá impossível) fazer o tal distanciamento que é necessário. Tenho a certeza que teria de engolir em seco muitas vezes e trincar a língua para não dizer coisas ou impor coisas mesmo que sem intenção de ser a mãe. É que não são só às avós que dão bitaites. Quantas mamãs dão bitaites a outras? Nós mesmo aqui no fórum.

Acho que o que está na lei é muito bonito e bem redigido mas não considerou o lado pessoal. Tratam-se de pessoas não de máquinas. Sentimentos vão estar sempre envolvidos.

Submetido por LSL em Sáb, 25/11/2017 - 15:14
Tyta.B -
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Desde 31 Jul 2015

Atenção que eu não tenho qualquer preconceito com a ideia em si, simplesmente acho que não é fácil para uma mulher conseguir distanciar-se do papel de mãe depois de carregar 9 meses aquele bebé. Se o óvulo é dela ou da filha, psicologicamente falando, torna-se irrelevante.
Simplesmente acho que seria melhor fazê-lo com alguém que depois de ter a criança não teria mais contacto com ela, as chamadas barrigas de aluguer. Cá é ilegal mas eu acho que tornaria o futuro das famílias obrigadas a passar por esse processo mais simples.

Submetido por Tyta.B em Sáb, 25/11/2017 - 16:01
Cat Chloé -
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Desde 30 Mar 2011

[quote=LSL]Olá.
Já há por aqui algures um tópico sobre este assunto e o que comentei lá vai de encontro ao que a mamagemelar e a Tyta disseram.
É claro que é um acto de amor pleno a avó gerar o neto pela filha, longe de mim pensar o contrário, mas também longe de mim achar que porque a lei diz o filho não é seu o cérebro se vai comportar da mesma forma. Há aqui uma data de coisas que por mais psicólogos que acompanhem o caso não podem ter em consideração como por exemplo, o efeito que as hormonas e o baby blues do pós-parto tem na gestante. Ela não é a mãe mas em termos emocionais e hormonais ela é que vai passar por essa fase, não interessa que a lei seja clara sobre quem é a mãe ou de quem é o óvulo.
Aqui no fórum estamos sempre a esbarrar em tópicos com mães e avós (maternas e paternas) de candeias às avessas porque as avós se metem demasiado. Muitas delas sem o intuito de quererem ser as mães ou mandar mais que elas mas, simplesmente, porque lhes sai, porque acham que são mais sabedoras, porque querem muito criar laços com os netos ou por querem ter uma palavra na educação. Volta a frisar, a maioria não tem a pretensão explícita e consciente de passar por cima da mãe, simplesmente é assim porque têm dificuldade em manter o devido distanciamento no que à educação do neto e capacidade da mãe dizem respeito. Muitas delas fazem esforços descomunais para se conter. Como é que uma avó que gerou e pariu o neto vai conseguir este distanciamento que é absolutamente necessário e, ainda por cima, estando a passar por um pós-parto? Para o conseguir ou é uma pessoa fora de série (como não existem) ou vai ter de fazer um esforço terrível.
Nós, filhos, exigimos sempre muito dos nossos pais, e eles fazem tudo por nós, acho que pedir isto a uma mãe, por mais vontade que se tenha de ter um filho, chega a ser um pouco egoista. Eu não o faria.
Pondo-me no lado da gestante... tenho a certeza que se a minha irma precisar que o faça por ela nem pensarei duas vezes. Avançarei com isso sem qualquer sombra de dúvida mas, tenho a certeza, que depois me será muito difícil (quiçá impossível) fazer o tal distanciamento que é necessário. Tenho a certeza que teria de engolir em seco muitas vezes e trincar a língua para não dizer coisas ou impor coisas mesmo que sem intenção de ser a mãe. É que não são só às avós que dão bitaites. Quantas mamãs dão bitaites a outras? Nós mesmo aqui no fórum.
Acho que o que está na lei é muito bonito e bem redigido mas não considerou o lado pessoal. Tratam-se de pessoas não de máquinas. Sentimentos vão estar sempre envolvidos.[/quote

A decisão de se fazer uns coisa dessas é grande demais e quem o faz não pensa dessa maneira. Existe acompanhamento, existe um distanciamento do facto daquele filho não ser daquela pessoa.E voltando à lei portuguesa, uma gestante de substituição nunca poderá receber dinheiro, obviamente que terá os custos associados à gravidez e a família irá suportá-los, mas é um acto de altruísmo tão grande que só quem tem amor no coração pode fazer isso. Quem aceita fazer de gestante nunca pode pensar naquele ser como um filho. Será sempre um filho do coração. Por isso é que nem todas servem para este papel. Vocês estão - se a colocar como mães, não como alguém que vai carregar com o filho de alguém porque assim o quis fazer! Livre arbítrio, ninguém obrigou. E sejamos sinceras, quantas é que têm a mãe com idade para receber uma gravidez? Teriam de ser ambas bem novas. O meu exemplo, a minha mãe engravidou de mim aos 28, eu do meu filho aos 29. Nunca daria!

Só para terminar, quem não se sente no papel de gestante não o deve fazer, não é crime! Mas quem aceita fazê-lo tem de ter as ideias bem no lugar para o que vai acontecer.

Submetido por Cat Chloé em Sáb, 25/11/2017 - 16:12
Danb -
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Desde 11 Nov 2015

Por um lado eu acho que é sim um grande acto de amor a avó fazer isso para que a filha dela possa ter filhos..

Por outro, vai dar barraca! Se já é difícil uma pessoa conseguir meter as avós no seu lugar quando nasce um bebé, neste caso ainda mais o vai ser.. essa avó vai ter sempre um certo "poder" sobre a criança.. pode ser que os feitios dos papás vá de encontro a isso, e que estejam tão agradecidos que não se importem com certas intromissões.. mas isso, na minha opinião não é o pior.. o pior é mesmo a parte psicológica da avó.. vai gerar o bebé e quando nascer e for para casa com os pais, vai sentir um vazio enorme.. pelo menos eu acho que sim.. acho que o ideal é mesmo a avó ter acompanhamento psicológico ao longo da gravidez e após o nascimento do bebé para evitar problemas ou depressões..

Submetido por Danb em Sáb, 25/11/2017 - 16:22
Tyta.B -
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Desde 31 Jul 2015

Mas a Cat Chloe fala como se fosse muito fácil fazer esse distanciamento porque racionalmente sabe que a criança não é seu filho, e eu acho que não é assim tão simples. Nós não somos máquinas, temos sentimentos, por vezes muito difíceis de gerir e a nossa cabeça é tão complexa!

É um acto de amor gigante, sim concordo, mas por muito racional que aquela avó seja, pode ser muito complicado depois gerir todo aquele turbilhão, até porque as avós sentem-se sempre um pouco mães do netos, naquele caso ainda vai ser maior esse sentimento. Eu acredito que após a criança nascer pode existir um sentimento de posse por parte da avó, mas eu até acho normal que exista e não o estou a criticar, muito pelo contrário...

Resumindo, acho admirável este gesto, mas também acho que tem muita coisa que pode correr mal no campo dos afectos naquela família.

Submetido por Tyta.B em Sáb, 25/11/2017 - 17:13
mamagemelar -
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Desde 29 Ago 2011

o que me leva a ficar espantada é o porque da escolha da avó... não poderia ter sido outra gestante qualquer??? não implicaria muito menos "problemas" emocionais??? e a criança... como vao explicar á criança? Como ficam os interesses dela neste caso? pior ainda... como se esconde o instinto de proteccao maternal ficando em segundo plano???

Submetido por mamagemelar em Sáb, 25/11/2017 - 17:27

Fez se luz no meu coracao a 22\11\2010... Rafaela as 00h10m e Fábio as 00h13m..Minhas vidas!!! Amo vos mto mto Afilhada e Madrinha babada da mnh kerida TWINMUMMY!!!mais uma madrinha e afilhada 5* SUSANA CORVOS mais uma afilhada linda. Sara78_98 . madrinha e afilhada da APIPAS querida!!!

Cat Chloé -
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Desde 30 Mar 2011

Não sei se sabem mas andamos a debater suposições de algo que é bastante improvável de acontecer. Alguém escreveu isto mas se alguém conhecer um caso destes, por favor indique! Se calhar até ao nível da ética era recusado à partida, não sei. O que sei é que para se avançar com algo assim tem de se ser psicológicamente muito maduro para conseguir lidar com as consequências de uma gestação de substituição e nem toda a gente o é. É volto a dizer, não tem mal nenhum, agora se decide fazer tem de saber ao que vai. Isto sim é ser-se maduro mentalmente! Não tenho mais nada a acrescentar relativamente a este tópico.

Submetido por Cat Chloé em Sáb, 25/11/2017 - 17:35
shicat -
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Desde 25 Set 2013

Não é uma situação hipotética. Já foi dado parecer favorável a um caso assim. Não sei se já há decisão final. E to do este processo é muito acompanhado... Não é acordar um dia e decidir. A mim faz-me muito mais confusão "comprar" um útero a uma desconhecida. Para ambas as partes. E haver dinheiro envolvido é para mim inadmissível.

Submetido por shicat em Sáb, 25/11/2017 - 17:51
mamagemelar -
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Desde 29 Ago 2011

Cat Chloé escreveu:
Não sei se sabem mas andamos a debater suposições de algo que é bastante improvável de acontecer. Alguém escreveu isto mas se alguém conhecer um caso destes, por favor indique! Se calhar até ao nível da ética era recusado à partida, não sei. O que sei é que para se avançar com algo assim tem de se ser psicológicamente muito maduro para conseguir lidar com as consequências de uma gestação de substituição e nem toda a gente o é. É volto a dizer, não tem mal nenhum, agora se decide fazer tem de saber ao que vai. Isto sim é ser-se maduro mentalmente! Não tenho mais nada a acrescentar relativamente a este tópico.

Mas o que a esta a incomodar tanto mama???

Submetido por mamagemelar em Sáb, 25/11/2017 - 17:59

Fez se luz no meu coracao a 22\11\2010... Rafaela as 00h10m e Fábio as 00h13m..Minhas vidas!!! Amo vos mto mto Afilhada e Madrinha babada da mnh kerida TWINMUMMY!!!mais uma madrinha e afilhada 5* SUSANA CORVOS mais uma afilhada linda. Sara78_98 . madrinha e afilhada da APIPAS querida!!!

Tyta.B -
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Desde 31 Jul 2015
Submetido por Tyta.B em Sáb, 25/11/2017 - 18:07
Cat Chloé -
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Desde 30 Mar 2011

Mamagemelar nada me incomoda. Simplesmente não tenho mais nada a acrescentar, o meu ponto de vista é este e o vosso é o vosso.

Tyta B. o que está escrito no artigo não difere muito daquilo que disse: é um conselho de procriação que vai tomar essa decisão, ou seja, muitas variáveis terão de ser analisadas até se tomar uma decisão. Mas sendo eu mãe e vendo a minha filha sofrer porque não ajudar? Muitas de nós sabe bem o desejo que é ser-se mãe, agora imaginem saber-se que não se pode mesmo! Mesmo! É não encontrar ninguém que o aceite fazer e a mãe daquela pessoa sim? É uma decisão complicada de se tomar, não vou dizer que o faria ou não, só quem está nesta situação é que sabe ao que está disposto. O desespero leva a muito!! Daí eu apenas dizer que quem o deve fazer tem de saber ao que vai, a criança não é dela e tem mãe e pai. Estas decisões não se tomam de ânimo leve.

Submetido por Cat Chloé em Sáb, 25/11/2017 - 18:22
Andreissse -
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Desde 13 Nov 2015

O que esta avó vai fazer pela filha é um ato de amor. Nem todas as avós são como as típicas avós. Eu tenho pavor de passar novamente por um parto senao fazia isso pela minha filha com o devido distanciamento que o bebe nao é meu. Claro que é estranho mas não acho impossível. Ha imensas boas relações em que a mae nao tem o complexo de perseguição e as avos nao se metem. Ora, opiniões todos nós sempre vamos emitir faz parte do ser humano mas aqui o bom senso vai ditar o sucesso ou não. E sinceramente fala-se muito do instinto maternal mas eu só senti isso muitos meses depois da minha filha nascer. Adorei estar gravida e senti-la dentro de mim. Mas nunca senti esse amor imediato. O amor por ela foi crescendo dia a dia. Para mim era mais dificil entregar agora (passado 16m) do que quando nascesse. Portanto cada pessoa é uma pessoa. E se a avó e os pais estao cientes e bem acompanhados psicologicamente é de louvar. E não acho um ato de egoísmo como uma mamã disse, longe disso.

Submetido por Andreissse em Dom, 26/11/2017 - 01:19
guialmi -
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Desde 13 Jul 2013

A maternidade de substituição é um processo complexo que levanta muitos problemas éticos e práticos, e não é de certeza uma solução que se adeque a todos os casais, mas que exista essa possibilidade, perfeitamente definida em termos legais, parece-me muito positivo. Pior foram estes anos todos em que os casais tiveram de recorrer ao estrangeiro, em total clandestinidade (os que tinham dinheiro e conhecimentos sufucientes), ou simplesmente desistir do sonho de serem pais biológicos. Acredito, aliás, que, com as restrições da atual lei, estejamos a falar de 2 ou 3 casos por ano, se tanto.
Se o faria por uma filha? sem dúvida nenhuma! Eu por um(a) filho(a) daria a vida, o que me levaria a hesitar por "apenas" emprestar o útero? Ser avó já é um laço muitíssimo profundo e marcante (e muitas vezes injustamente incompreendido pelas filhas/noras), não vejo que ser a gestante complicasse terrivelmente as coisas. Digo mais, se me fosse imposto não voltar a ver o bebé, fá-lo-ia na mesma, porque passei pela dor da infertilidade, sei como é não saber se alguma vez poderia ser mãe, e tudo faria para poupar uma filha minha a esse sofrimento. Não tenho irmãs (apenas de coração), mas penso que sim, que o faria igualmente.
É curioso que esta questão levante tanta polémica, mas a doação de gâmetas seja tão pacífica. Doar um embrião, por exemplo, foi algo que nunca considerei fazer, mete-me imensa confusão a ideia de ter um filho biológico meu por aí. E se parece complicado contar a uma criança ou adolescente que a avó foi a gestante, porque é que há de ser menos complicado revelar que o património genético é de outro pai/mãe ou ambos?

Submetido por guialmi em Sex, 01/12/2017 - 17:20
mamagemelar -
Offline
Desde 29 Ago 2011

guialmi escreveu:
A maternidade de substituição é um processo complexo que levanta muitos problemas éticos e práticos, e não é de certeza uma solução que se adeque a todos os casais, mas que exista essa possibilidade, perfeitamente definida em termos legais, parece-me muito positivo. Pior foram estes anos todos em que os casais tiveram de recorrer ao estrangeiro, em total clandestinidade (os que tinham dinheiro e conhecimentos sufucientes), ou simplesmente desistir do sonho de serem pais biológicos. Acredito, aliás, que, com as restrições da atual lei, estejamos a falar de 2 ou 3 casos por ano, se tanto.
Se o faria por uma filha? sem dúvida nenhuma! Eu por um(a) filho(a) daria a vida, o que me levaria a hesitar por "apenas" emprestar o útero? Ser avó já é um laço muitíssimo profundo e marcante (e muitas vezes injustamente incompreendido pelas filhas/noras), não vejo que ser a gestante complicasse terrivelmente as coisas. Digo mais, se me fosse imposto não voltar a ver o bebé, fá-lo-ia na mesma, porque passei pela dor da infertilidade, sei como é não saber se alguma vez poderia ser mãe, e tudo faria para poupar uma filha minha a esse sofrimento. Não tenho irmãs (apenas de coração), mas penso que sim, que o faria igualmente.
É curioso que esta questão levante tanta polémica, mas a doação de gâmetas seja tão pacífica. Doar um embrião, por exemplo, foi algo que nunca considerei fazer, mete-me imensa confusão a ideia de ter um filho biológico meu por aí. E se parece complicado contar a uma criança ou adolescente que a avó foi a gestante, porque é que há de ser menos complicado revelar que o património genético é de outro pai/mãe ou ambos?

bem eu no meu caso nem tinha capacidade para fazer uma gravidez de substituicao nem de doar gametas nem nada do que fosse dar de mim um filho a alguem... posso ser egoista nesse sentido mas nao conseguia gerar uma criança e doa la. nem a uma filha ou a um filho! podia fazer minha prioridade de vida ajuda los em tudo o que pudesse para que o sonho de serem pais se concretizasse mas dar um filho eu nao iria ser capaz... e por muito sofrimento que passasse por nao conseguir ser mae, nunca pediria a minha mãe que gerasse uma crianca por mim! E acho que nem ela o faria mas pronto... Confesso que a maturidade emocional ate me possa faltar no que toca a este assunto mas nao ia ter força...
Não me faz qulquer confusão que fosse uma gravidez de substituição feita por alguem que por algum motivo nao pudesse criar um bebe, ou ate simplesmente o quisesse doar para outra familia... mas haver aquele laço familiar é estranho para mim!

Submetido por mamagemelar em Dom, 03/12/2017 - 10:03

Fez se luz no meu coracao a 22\11\2010... Rafaela as 00h10m e Fábio as 00h13m..Minhas vidas!!! Amo vos mto mto Afilhada e Madrinha babada da mnh kerida TWINMUMMY!!!mais uma madrinha e afilhada 5* SUSANA CORVOS mais uma afilhada linda. Sara78_98 . madrinha e afilhada da APIPAS querida!!!

dona_amora -
Offline
Desde 20 Maio 2012

Pessoalmente não conseguiria ver a minha mãe com o meu filho na barriga dela, ou eu carregar no meu útero alguém que não seria meu filho.

Submetido por dona_amora em Dom, 03/12/2017 - 17:39

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.

Ansha -
Offline
Desde 13 Abr 2016

Eu penso que seria capaz de o fazer, mas só por uma irma ou filha....

Submetido por Ansha em Seg, 04/12/2017 - 21:32
Videl86 -
Online
Desde 18 Jul 2014

Embora não seja exatamente a mesma coisa, este tópico faz lembrar uma novela que deu há uns anos atrás, chamada "Por Amor". Era a história de uma mãe e uma filha que tinham engravidado ao mesmo tempo e entraram em trabalho de parto no mesmo dia, a filha queria muito ser mãe e nessa noite os dois bebés nasceram, mas o bebé da filha morreu ou nasceu morto. A própria filha ficou muito mal e tiveram de lhe retirar os ovários, acho, pelo que ela não poderia voltar a engravidar. E a mãe convenceu o médico a dizer à filha que tinha sido o bebé dela (da mãe) que tinha morrido e trocou os bebés "por amor" à filha. Bem, foi o segredo e drama da novela inteira xD não é bem a mesma coisa mas lendo este tópico não consigo evitar pensar nisso.

Submetido por Videl86 em Ter, 05/12/2017 - 11:26
Sobre Videl86

08 de dezembro de 2014 <3 49,5 cm e 2,920 de amor e doçura <3
13 de dezembro de 2017 <3 47 cm e 2,815 de fofurice e amor <3

SweetBlonde -
Offline
Desde 02 Ago 2012

Pela minha filha penso que seria capaz de o fazer mas por mais ninguém!

Submetido por SweetBlonde em Ter, 05/12/2017 - 14:19

Blonde

************************************

Madrinha e afilhada orgulhosa da Nelia02

Desde 13 Set 2012

Olá a todas!

Ora este é um tema sobre o qual só podemos manifestamente especular, desde logo porque os impacto dos eventuais efeitos destas decisões só será conhecido dentro de vários anos, quando as preiprimeiras gerações de seres-humanos gerados em úteros de substituição tiverem capacidade e descernimento para falar sobre isso.

Todas as opiniões são válidas, nenhuma está certa ou errada. Eu por exemplo não seria capaz de recorrer à maternidade de substituição através de uma irmã, mãe ou fosse quem fosse com quem eu tivesse um relacionamento duradouro e permanente.

As Leis são concretas e objetivos; bem redigidas e explícitas mas, como qualquer coisa escrita, as Leis não têm filtros nem emoções. São o que são e espera-se que sejam aplicadas e devidamente acatadas. Acontece que tudo o que envolve seres-humanos carece muito de objetividade. Nós não somos o que pensamos ser. quantas vezes defendemos algo numa perspetiva muito racional e, depois, na hora da raiva, agimos de outra forma totalmente diferente? Tudo o que dependa das emoções não é nem pode ser garantido. Muita gente que diz ser capaz de o fazer, irá deparar-se com grandes conflitos para levar a cabo esta empreitada.

Falou-se aí de uma novela em que o amor excessivamente incondicional de uma mãe por uma filha resultou em muito sofrimento para muitas pessoas, incluindo o pai da criança pois ele pensou que o filho havia morrido no parto, e a própria filha sofreu horrores quando tudo veio a descoberto. A regina Duarte esteve lindamente nesse papel. Outra novela do género foi "barriga de aluguer" em que uma mulher gerou o filho para outra porque precisava de dinheiro. Neste caso as mulheres não se conheciam mas na hora próxima ao parto, a gestante roeu a corda e defendeu o filho como sendo seu. Novelas, é verdade, mas o tema já andava aí nos anos 90 creio eu.

Não sei o que vai acontecer com essa avó e com essa filha, mais o bebé que daí resulte... não sei eu e não sabe ninguém, incluindo a tal Comissão de Ética; o futuro o dirá.

Cá por mim, e tendo em conta o meu lado racional, mas sem esquecer que me conheço bem em termos emocionais, garantidamente que não seria capaz de manter o distanciamento necessário para uma convivência normal com um filho da minha irmã por mim gerado ou com um neto, filho da minha filha, por mim gerado. Não seria de todo capaz de sair da maternidade num lugar que, contranatura, não seria o que as emoções ditariam que fosse

Isto funcionaria melhor com barrigas de aluguer, desde logo porque não há qualquer relação entre os pais biológicos e a gestante e, para o bebé, não precisa de haver informação, já que, como se sabe, todo o código genético pertence aos pais biológicos... todo, menos o dna mitoncondreal, porque esse é inevitavelmente da mãe gestante.

Da mesma forma, também não seria capaz de pensar em ser mãe biológica de um filho gerado por qualquer uma das minhas irmãs. Não dava. É muita confusão emocional... quando não há emoções é tudo tão fácil... olha, esta falta de emoções e de filtros é bem demonstrada no último romance de Dan Brown (origem). É até um grande perigo quando não há emoções a funcionarem como filtros das nossas ações.

Não critíco ninguém pois isto é ainda muito novo; concordo com a Guialmi, é melhor existir a possibilidade legal, do que não existir nada. É mais ou menos como a IVG; ela existe legalmente mas ninguém é obrigado a usá-la.

Entendo a infertilidade não por a ter vivido pessoalmente, mas por ter acompanhado os 10 anos de luta que a minha irmã enfrentou... ela fez fiv.. a maternidade de substituição é outra coisa muito maior em termos de carga emocional....

beijos para todas

Submetido por Sónia Maria Santos em Qua, 13/12/2017 - 18:22

SMSantos

mamagemelar -
Offline
Desde 29 Ago 2011
Submetido por mamagemelar em Sex, 15/12/2017 - 20:32

Fez se luz no meu coracao a 22\11\2010... Rafaela as 00h10m e Fábio as 00h13m..Minhas vidas!!! Amo vos mto mto Afilhada e Madrinha babada da mnh kerida TWINMUMMY!!!mais uma madrinha e afilhada 5* SUSANA CORVOS mais uma afilhada linda. Sara78_98 . madrinha e afilhada da APIPAS querida!!!

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