Gravidez Independente - O que esperar | De Mãe para Mãe

Gravidez Independente - O que esperar

Responda
6 mensagens
Desde 12 Jan 2022

Olá Espertalhão Tenho 30 anos e quero engravidar por produção independente uma vez que tenho um parceiro um pouco mais velho, com uma filha, que não pretende ter mais filhos. Honestamente duvido que o mesmo tenha "estofo" para lidar com uma gravidez na relação sendo que ele não será o pai.

No entanto, não sei o que esperar de tudo isto, só sei que quero muito isto e que irei ser muito feliz e que tenho a capacidade de fazer outro ser humano muito feliz!

Estou a tentar preparar-me da melhor maneira possível (apesar de saber que é uma daquelas situações em que por mais que nos preparemos nunca é como idealizamos) e algo que me preocupa bastante é saber o que esperar de passar (possivelmente) uma gravidez sozinha.

O que necessito de ter em conta?
A partir de X mês devo ter uma amiga/o comigo em casa para o caso de precisar de ajuda?
O que devo preparar antes de (possivelmente) ficar com pouca mobilidade?

Alguém me consegue descansar este coração? Tenho muita vontade de fazer isto e sei que estou à altura, mas sinto que preciso de conhecer historias de mulheres como eu para me preparar mentalmente para todas as hipóteses.

Obrigada Espertalhão

MariPopi -
Offline
Desde 20 Fev 2016

Olá Inês!

Traz um tema que pode gerar alguma controvérsia, mas acho que fez muito bem em trazê-lo para aqui.
Há tantas questões que se poderiam debater ou elencar sobre uma gravidez independente, com diz a Inês.
Ainda assim, julgo que não foi para debater a sua decisão que aqui veio mas sim para procurar informar-se da melhor forma sobre a gravidez e a maternidade.
Assim, sobre a gravidez, e se não antecipa questões a nível de saúde, pressupondo que é uma pessoa saudável, não deixa de ser muito imprevisível. Há mulheres que ficam mais abatidas fisicamente no primeiro trimestre, por causa de vários sintomas; outras que se ressentem mais no último trimestre..
Mais do que focar na gravidez, eu focar-me-ia no pós parto. Aí sim, precisará de tanto apoio quanto aquele que lhe possam dar.
Ter refeições prontas, congeladas, para poder rapidamente alimentar-se sem grandes logísticas é capaz de ser o melhor conselho de que me lembro de repente, que pode fazer no pós parto.
No final da gravidez, dependendo de como se sinta, pode ser conveniente ter alguém em casa quando vai, por exemplo, tomar banho - garantindo que não tropeça ou escorrega. Ter alguém para ajudar a por as meias e os sapatos também pode ser uma mais valia desvalorizada!
Que corra tudo pelo melhor.

Sobre MariPopi

*Fev 2016 - Positivo | *Out 2016 - Nasceu o 1º tesouro | *Out 2016 - Atonia Uterina
*Set 2017 - Positivo | * Maio 2018 - Nasceu o 2º tesouro

*Mãe de dois piolhinhos lindos, a desejar ter mais um*

MisaL -
Offline
Desde 17 Abr 2019

Não tenho a experiência pessoal, conheço uma pessoa que tem uma menina sozinha e consegue. Se o seu companheiro não quer ter mais filhos, possivelmente não será 1 problema de assumir financeiramente, deve ser porque não quer ter uma vida com crianças, acho difícil que não acabe essa relação.
Quando coloca a hipótese de ter uma amiga/o em casa para o final da gravidez, significa que não tem qualquer apoio familiar?
Eu acho que consegue facilmente se tiver uma estrutura de apoio. Nunca tive perda de mobilidade, nem necessidade de estar acompanhada, na 2a gravidez estive sozinha com a mais velha até ao fim da gravidez. O problema é mais para o futuro, ter quem a ajude, quem possa dar apoio.
Suponho que a questão financeira esteja garantida, quer para a inseminação, quer para educar a criança.
Nesta fase deve acautelar o seu bem estar psicológico, não sei se é obrigatório, mas sei que aconselham consulta antes da decisão, e avaliar ou criar as suas redes de estrutura. Mesmo não tendo que decidir já quem vai fazer o quê, é importante saber se tem quem a que possa ajudar, se ficar doente, quem olha pela bebé, etc.
Sei que quer ser mãe, mas ainda é jovem, supondo que se dá o fim da sua relação, não imagina que pode ainda encontrar uma pessoa que a possa fazer feliz e juntos terem um filho? Ainda tem tempo, não é algo que preferrise fazer em conjunto? Não se precipite em nenhuma decisão.
Estou a dizer isto, porque muitas pessoas decidem ter um filho sozinhas, porque não querem de todo ter uma relação ou porque a mesma não surge e vida fértil está a chegar ao fim.
Tenho uma amiga próxima, que esteve numa situação muito similar à sua. Terminou a relação que tinha, esteve uns 4 anos sozinha, agora tem 35, o amor da sua vida e está grávida.

Sfno92 -
Offline
Desde 02 Out 2019

Olá 😊
Eu não sou mãe independente mas eu e o pai da minha filha terminamos a relação quando eu estava grávida e ele nunca esteve presente nem no final da gravidez nem depois de a menina nascer. No final da gravidez não acho que tenha grandes problemas, se estiver tudo bem e for saudável acho que apenas necessita de algum familiar ou amigo que viva próximo de si e tenha disponibilidade para a levar ao hospital ou a auxiliar em alguma situação. E de preferência alguem com alguma flexibilidade de horários... por exemplo a minha bolsa rompeu à meia noite e meia e foi uma amiga que me levou ao hospital.
Depois o que eu fiz foi preparar algumas refeições e congelá-las. Ajudou-me muito nos primeiros tempos. O pós-parto é efetivamente mais complicado porque nós também ficamos debilitadas. Eu estava emigrada na altura e não tinha família por perto, portanto tive sempre sozinha e até a logistica de despejar o lixo ou trazer as compras do carro para casa era complicada. Se tiver um bom suporte familiar ou de amigos que a ajude facilita tudo. É complicado mas tudo se faz, não tenha problemas em pedir ajuda. Ser mãe é a melhor coisa do mundo mas é uma mudança drástica nas nossas vidas, especialmente se o fizer sozinha. Boa sorte e tudo de bom

Andreissse -
Online
Desde 13 Nov 2015

N sou mãe independente mas o meu marido trabalha no estrangeiro por isso vai dar praticamente a mesma coisa. A gravidez se for uma pessoa saudável e não aparecendo problemas de maior consegue levar tranquilamente. O pior é mesmo o pós parto... Depende de como lhe corra. Convém ter aí alguém que a pessoa ajudar no primeiro mês... Mas o problema não se restringe só ao primeiro, um bebe é muito exigente, com horários todos trocados, ter alguém que ajude na vida doméstica ou ficar um pouco com o bebé vai ser muito importante porque até uma ida à WC será uma aventura. Depois se for um bebe que fica muitas vezes doente também é muito desgastante essa situação... para além das faltas que dará no trabalho, que dependendo dos seus colegas e chefe poderá criar ruído. Vai-se sentir exausta muitas vezes, cansada e tudo será pior ou melhor consoante as cólicas, choro do bebé, etc. Da minha experiência, o primeiro ano de vida do bebé é mesmo muito desgastante. É perfeitamente exequível mas não é nenhum mar de rosas, principalmente porque é um desgaste contínuo. Outra situação que tem de antever é as constipações, gripes, amigdalites, etc que irão surgir com maior frequência pois tamanho cansaço irá ter impacto no seu sistema imunitário. É cuidar de um bebé doente também é extenuante. Tirando isso, tudo o resto é maravilhoso e cria uma ligação muito especial com o bebé e conforme cresce cada vez será melhor e será uma companhia para si.

Anotski85 -
Online
Desde 09 Jun 2020

Eu também não tenho a experiência pessoal de passar por uma gravidez independente, como a descreve.
Mas estando agora a entrar mesmo na reta final, venho só partilhar a minha opinião quanto à importância de ter ou não alguém consigo durante a gravidez.
Então, em princípio, a gravidez é um estado pelo qual passamos sem problemas de maior e sem grande condicionamento das atividades diárias normais. Todavia, isto não é assim para toda a gente, e mesmo sendo, é bom ter alguém ao seu lado no percurso. Apesar de "não ser doença", como se diz, a gravidez é um estado fisiológico muito exigente do ponto vista físico, mas também emocional e psicológico. Existem inúmeros percalços pelo meio, uns menos alarmantes que outros, mas todos eles serão inquietantes para a grávida e poderão comportar algum tipo de condicionamento físico. Não é raro necessitarmos de repouso, por exemplo. Viver com alguém durante esta fase, que sabemos estar lá para nos auxiliar no que for preciso, é uma segurança adicional para a grávida. Imagine, por exemplo, que passa o primeiro trimestre com enjoos fortes e vómitos, ou que fica com a tensão arterial muito baixa, ou que tem colo curto e precisa mesmo de repouso para restabelecer o colo... São situações habituais na gravidez que condicionam a nossa capacidade para as atividades diárias e que nos fazem precisar de um apoio extra (ou porque não consegue sequer cozinhar com os enjoos, ou porque a tensão baixa a deixa propensa a desmaiar e é aconselhável não conduzir nessa fase, ou porque de repouso precisa mesmo de delegar as tarefas domésticas a alguém). Ter alguém em coabitação é importante nestas condições, faz muita diferença. E mais tarde, quando a barriga fica grande e pesada e custa até calçar uns collants, ter um "eu ajudo-te" ali ao lado vai ser gratificante.
Por outro lado, as hormonas de facto alteram-se imenso e podemos ficar mais sensíveis, o que à mistura com a novidade do estado, com os receios habituais de gerar um bebé e ainda os relativos ao período pós nascimento, pode fazer com que tenha os seus momentos de maior fragilidade emocional. Estes momentos são absolutamente normais e todas as grávidas, penso eu, passam por eles. E aí é importante ter alguém que sinta como um porto seguro ao seu lado. Não tem de ser um marido, nem o pai da criança. Pode ser uma amiga ou amigo, a sua mãe, uma irmã. O que importa é ter alguém que a ouça, a abrace e esteja lá para lhe dizer que está tudo bem e assim vai continuar, e isto a meio da noite ou do dia.
Pode parecer coisa pouca, mas acredite que não é. É muito importante para que viva a gravidez com segurança em si e na nova fase em que está a entrar (a maternidade). E fará diferença na segurança emocional com que entra no pós parto também.
.
Queria também dizer outra coisa. Por vezes o que aqui descrevemos pode pintar a gravidez e a maternidade como algo negro, ou cinzento pelo menos. Não é! É lindo. Tem as suas coisas menos boas, é fisicamente exigente, mas tudo é passageiro e nada disto retira a beleza a esta fase. Prepare-se bem, tenhas as suas pessoas queridas à sua volta e tudo vai correr bem.

Outros tópicos relacionados

Pintar o cabelo na gravidez
Olá, Antes de engravidar já fazia madeixas. Quando engravidei a minha médica disse que poderia continuar a fazer as madeixas mas dar banho na raiz ou mesmo pintar o cabelo é que não. Depois dos primeiros 3 meses voltei a perguntar e ela voltou a...
Fazer ou não fazer madeixas durante a gravidez?
Olá meninas. Estou grávida de 7 semanas e estou com uma grande dúvida... Sempre pintei o meu cabelo, faço madeixas... Enfim, a minha sogra é cabeleireira portanto ando nisto há bastantes anos. Este fim-de-semana vou a um casamento, e estava a...
pintar o cabelo?
Boas noites a todas as mamãs! É o seguinte, ontem fui ao meu GO e fiz-lhe a tao famosa pergunta se poderia pintar o cabelo ou fazer madeixas visto que, estou com uma raiz enorme porque tenho madeixas. Resposta dele foi um "não", mas tenho de pintar...
pintar o cabelo
mamas, tenho o cabelo castanho escuro, queria pinta-lo de loiro avelã. O que me aconselham ? Eu queria uma tinta que nao o colocasse laranja ou vermelho mas tambem nao queria fazer madeixas antes de o pintar, acham que a tinta das madeixas...
Amamentação-Madeixas/Pintar
Olá mamãs, tenho uma dúvida e gostava de saber a vossa opinião. A minha licença está a terminar e vou voltar ao trabalho, por muito que me custe deixar a minha bebé... mas vai ficar com o papá :). A minha bebe bebe leite LM. Antes de regressar ao...
Fazer ou não madeixas
Boa tarde! muito se tem falado sobre pintar o cabelo enquanto grávida.... Depois de recolher algumas opiniões tinha decidido que iria fazer madeixas mas com tinta sem amoníaco.... infelizmente ontem falei com a minha cabeleireira e ela diz que para...

Votação

Quanto tempo, em média, dura uma consulta com o seu filho no pediatra?