Dúvida entre parto no público ou no privado (Lusíadas Lisboa) | De Mãe para Mãe

Dúvida entre parto no público ou no privado (Lusíadas Lisboa)

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VanFi28 -
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Desde 13 Nov 2025

Olá! Sei que este é um tópico aqui muito comum, mas não consegui encontrar em nenhum uma resposta à minha dúvida.
No curso pré-parto, temos tido uma enfermeira do público que referiu várias vezes que o hospital público da minha zona trabalhava a mobilidade no TP, com multiposições, bolas, banhos e bancos de parto, e que no privado onde estávamos previstas as 3 (Lusíadas Lisboa) os partos normalmente decorria em posição ginecológica (deitada de costas, pernas para cima) sem alternativas.

Alguém aqui que tenha tido parto nos Lusíadas e que possa explicar como decorreu o seu parto no que diz respeito à mobilidade? Admito que a hipótese do privado se prende muito com o encerramento quase constante do serviço de obstetrícia do hospital da zona.
Obrigada

A Duarte -
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Desde 27 Abr 2022

Eu tive o meu menino no hospital da luz. Fiz plano de parto e as minhas escolhas foram respeitadas. Pedi para poder escolher a posição que me sentisse mais confortável no período expolsivo e o meu obstetra concordou.

VanFi28 -
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Desde 13 Nov 2025

A Duarte escreveu:
Eu tive o meu menino no hospital da luz. Fiz plano de parto e as minhas escolhas foram respeitadas. Pedi para poder escolher a posição que me sentisse mais confortável no período expolsivo e o meu obstetra concordou.

Teve alguma experiência como a minha, da parte de uma enfermeira em algum curso que tenha feito? Eu senti mesmo que havia julgamento pela opção que todas tivemos (que por acaso era o mesmo hospital privado). Isso perturbou-me e deixou-me com várias dúvidas acerca de todo o processo. Isso e a conversa de que o tempo está contado desde o momento em que chegamos e que nos querem por a sair o mais rápido possível por só se interessarem pelo dinheiro. Fiquei muito angustiada pela conversa durante o curso. Efectivamente, preferia não pagar pelo parto. Preferia usufruir de um serviço que está, em teoria, disponível para todas as grávidas, no entanto sabemos que o serviço nas maternidades públicas está mais a tender para a sorte no sentido em que é preciso ter sorte que estejam abertas e que nos queiram efectivamente atender Vs. mandar para casa já em trabalho de parto. A escolha que eu e a minha obstetra estamos a avaliar e a fazer está a ser influenciada por vários fatores e não é tomada de ânimo leve. E sim, eu sei que os médicas recebem mais dinheiro pelos serviços no privado, mas não me passa pela cabeça negar um privado por isso, quando há possibilidade de ter a minha criança numa autoestrada, na rua, ou na recepção de algum hospital.

VanFi28 -
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Desde 13 Nov 2025

VanFi28 escreveu:

A Duarte escreveu:Eu tive o meu menino no hospital da luz. Fiz plano de parto e as minhas escolhas foram respeitadas. Pedi para poder escolher a posição que me sentisse mais confortável no período expolsivo e o meu obstetra concordou.

Teve alguma experiência como a minha, da parte de uma enfermeira em algum curso que tenha feito? Eu senti mesmo que havia julgamento pela opção que todas tivemos (que por acaso era o mesmo hospital privado). Isso perturbou-me e deixou-me com várias dúvidas acerca de todo o processo. Isso e a conversa de que o tempo está contado desde o momento em que chegamos e que nos querem por a sair o mais rápido possível por só se interessarem pelo dinheiro. Fiquei muito angustiada pela conversa durante o curso. Efectivamente, preferia não pagar pelo parto. Preferia usufruir de um serviço que está, em teoria, disponível para todas as grávidas, no entanto sabemos que o serviço nas maternidades públicas está mais a tender para a sorte no sentido em que é preciso ter sorte que estejam abertas e que nos queiram efectivamente atender Vs. mandar para casa já em trabalho de parto. A escolha que eu e a minha obstetra estamos a avaliar e a fazer está a ser influenciada por vários fatores e não é tomada de ânimo leve. E sim, eu sei que os médicas recebem mais dinheiro pelos serviços no privado, mas não me passa pela cabeça negar um privado por isso, quando há possibilidade de ter a minha criança numa autoestrada, na rua, ou na recepção de algum hospital.

*Não era um "vs" era um e/ou

A Duarte -
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Desde 27 Abr 2022

Já tive 2 filhos em hospitais públicos mas está gravidez estava totalmente fora de questão ter o parto no público. O meu parto tinha que ser induzido por questões de saúde (trombofilia)
Fui acompanhada no público (HFF) e no privado (luz)
Relatando os pontos mais impactantes....
1.com 34 semana o meu bebé decidiu sentar-se:
No público marcaram logo cesariana e não queria sequer que tenta-se a versão cefálica externa.
No privado o obstetra acalmou-me que o meu bebé ainda podia voltar a cefalico sozinho e que podia tentar as manobras se fosse preciso...
Com 35 semanas comecei com contrações e fui para a urgencia da luz. Na ecografia vimos que o bebé estava cefalico e a médica que me atendeu fez uma festa enorme por não haver mais necessidade de cesariana. ( tive alta com recomendação de muito repouso)
Consulta no público informo que o bebé já estava cefálico... obstetra e anestesista a quererem à força toda que eu aceita-se a cesariana completamente contra a minha vontade e a dizerem que fazia logo laqueação(que também não queria)... bati o pé e disse que não queria uma intervenção cirúrgica sem necessidade e que apesar de ter 43 anos e 3 filhos não quero laquiar nada (sempre tive uma sexualidade responsável) lá me marcaram a indução.
No hospital público teria alta 36 horas após parto normal ou 48 após cesariana.
No privado tinha indicação marcada para uma segunda feira (38 semanas e 3 dias). No domingo de tarde o meu obstetra ligou-me a saber quando fiz a ultima injeções de enoxaparina. Como tinha sido no sábado as 22 horas e já tinha um dedo de dilatação se queria ser internada às 21 horas, colocar o balão de Foley para fazer a dilatação durante a noite. Assi foi, coloquei o balão mas minha dilatação foi lenta e as contrações eram instáveis. Foi demorado. Recebi epidural quando achei necessário, fui muito respeitada e nunca senti pressão para nada. O meu marido esteve ao meu lado em todas as etapas. Foram cerca de 18 horas em trabalho de parto, cansativo. Fiquei muito dorida no pós parto ao ponto de não conseguir levantar-me sozinha. O facto do meu marido pernoitar foi uma grande ajuda tanto nos cuidados do bebé como comigo. No público nunca teria essa atenção. Tiva alta 48 horas após o parto. Arrumamos as coisas calmamente após a alta, sem qualquer preocupação.
Posso dizer que paguei mas senti-me segura e respeitada

Anuski -
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Desde 24 Fev 2024

O pai já pernoita no público

A Duarte -
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Desde 27 Abr 2022

Anuski escreveu:
O pai já pernoita no público

O pai pode prenoitar em alguns hospitais públicos. São poucos

VanFi28 -
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Desde 13 Nov 2025

A Duarte escreveu:
Já tive 2 filhos em hospitais públicos mas está gravidez estava totalmente fora de questão ter o parto no público. O meu parto tinha que ser induzido por questões de saúde (trombofilia)
Fui acompanhada no público (HFF) e no privado (luz)
Relatando os pontos mais impactantes....
1.com 34 semana o meu bebé decidiu sentar-se:
No público marcaram logo cesariana e não queria sequer que tenta-se a versão cefálica externa.
No privado o obstetra acalmou-me que o meu bebé ainda podia voltar a cefalico sozinho e que podia tentar as manobras se fosse preciso...
Com 35 semanas comecei com contrações e fui para a urgencia da luz. Na ecografia vimos que o bebé estava cefalico e a médica que me atendeu fez uma festa enorme por não haver mais necessidade de cesariana. ( tive alta com recomendação de muito repouso)
Consulta no público informo que o bebé já estava cefálico... obstetra e anestesista a quererem à força toda que eu aceita-se a cesariana completamente contra a minha vontade e a dizerem que fazia logo laqueação(que também não queria)... bati o pé e disse que não queria uma intervenção cirúrgica sem necessidade e que apesar de ter 43 anos e 3 filhos não quero laquiar nada (sempre tive uma sexualidade responsável) lá me marcaram a indução.
No hospital público teria alta 36 horas após parto normal ou 48 após cesariana.
No privado tinha indicação marcada para uma segunda feira (38 semanas e 3 dias). No domingo de tarde o meu obstetra ligou-me a saber quando fiz a ultima injeções de enoxaparina. Como tinha sido no sábado as 22 horas e já tinha um dedo de dilatação se queria ser internada às 21 horas, colocar o balão de Foley para fazer a dilatação durante a noite. Assi foi, coloquei o balão mas minha dilatação foi lenta e as contrações eram instáveis. Foi demorado. Recebi epidural quando achei necessário, fui muito respeitada e nunca senti pressão para nada. O meu marido esteve ao meu lado em todas as etapas. Foram cerca de 18 horas em trabalho de parto, cansativo. Fiquei muito dorida no pós parto ao ponto de não conseguir levantar-me sozinha. O facto do meu marido pernoitar foi uma grande ajuda tanto nos cuidados do bebé como comigo. No público nunca teria essa atenção. Tiva alta 48 horas após o parto. Arrumamos as coisas calmamente após a alta, sem qualquer preocupação.
Posso dizer que paguei mas senti-me segura e respeitada

Ainda bem que correu tudo bem consigo e com o seu bebé!

E obrigada pela partilha da sua história. É bom poder ouvir histórias de partos no privado onde pôde estar no seu trabalho de parto e que, apesar de ter sido demorado, não ter sentido qualquer pressão da parte de quem a acompanhou. Infelizmente a "pressão" é um tema recorrente de quem tenta dissuadir-me do privado e quer convencer-me para o público. Só que, atualmente, o público pode não oferecer resposta, uma vez que os serviços se encontram encerrados com frequência. Isso é um fator muito importante na minha decisão, assim como acredito que o seja com todas as grávidas que possam optar pelo privado. Nos tempos que correm, a opção "privado" é de certa forma sinónima de "segurança", mas para quem faz isto pela primeira vez é uma escolha que pode ser confusa.

Мама -
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Desde 21 Dez 2017

Pelo que percebo do que conta, parece-me mais "azia" por parte da enfermeira que está a dar o curso.

Em relação à expressão de no privado "ter o tempo contado", o meu primeiro tive no HBA e a experiência foi horrível desde o momento em que entrei, para porem o cateter as aprendizes de enfermagem não encontravam a veia e chamaram a enfermeira chefe, eu estava a meio de uma contração quando ela chegou e pedi para aguardar antes de espetar a agulha que a contração passasse ao que respondeu "não espero nada que não temos tempo, daqui a pouco à troca de turnos e os médicos não podem esperar"...

Seja no publico como no privado, ninguém te dá alta sem estar tudo ok convosco. E bem pelo contrário, o privado não te tenta despachar até porque recebe mais dinheiro conforme estás lá mais tempo. Se não existir uma razão médica para a permanência, o seguro não cobre mas tu pagas, por essa razão é que tal como no público só mantém as pessoas internadas se houver algum motivo médico.

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