Direitos dos avós - visitas | De Mãe para Mãe

Direitos dos avós - visitas

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33 mensagens
Desde 11 Mar 2019

Boa tarde,

Alguém que já tenha passado por esta situação, ou algo parecido que me possa esclarecer.

Os avós têm direito a ver os netos, mesmo contra a vontade dos próprios pais? O que o tribunal define para estes casos?

Sei de antemão que os netos sempre foram bem tratados e têm não mais do que 1 ano de 8 meses.

Obrigada.

Desde 11 Mar 2019

*sempre foram bem tratados pelos avós

sphiren -
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Desde 04 Set 2011
Desde 11 Mar 2019

sphiren escreveu:
Aconselho a visita a este site: http://www.portaldacrianca.com.pt/artigosa.php?id=61

Obrigada. Já tinha dado uma vista de olhos nesse artigo e voltei a faze-lo agora novamente e surgiu-me nova questão, talvez descabida, mas se o menor tem 1 ano e 8 meses de que forma se consegue provar que a convivência com os avós é benéfica? Existe alguem do tribunal que vá avaliar tal facto ? Em tribunal, isto é um processo demorado ?

guialmi -
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Desde 13 Jul 2013

Ana Carolina Pereira escreveu:

sphiren escreveu:Aconselho a visita a este site: http://www.portaldacrianca.com.pt/artigosa.php?id=61

Obrigada. Já tinha dado uma vista de olhos nesse artigo e voltei a faze-lo agora novamente e surgiu-me nova questão, talvez descabida, mas se o menor tem 1 ano e 8 meses de que forma se consegue provar que a convivência com os avós é benéfica? Existe alguem do tribunal que vá avaliar tal facto ? Em tribunal, isto é um processo demorado ?


Penso que os procedimentos serão mais complexos caso ambos os pais estejam vivos (ou seja, é por vontade dos pais que a criança não convive com os avós). Se o afastamento se deu por motivo de morte/afastamento físico do progenitor (de quem os avós são os pais), é mais linear conseguir direitos de visita. Eu conheço um caso em que os pais se divorciaram, o pai das crianças foi trabalhar para o Brasil e a mãe impediu o contacto das crianças com os avós paternos. Em tribunal conseguiram ter direito a conviver com os netos, na ausência do filho.

sjsms -
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Desde 23 Jun 2013

Olá mas e se for decisão dos pais enquanto casal que os avós só devem ver de mês a mês por exemplo?

sjsms -
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Desde 23 Jun 2013

ou seja: os pais deverão ter direito a escolher a frequência com que os avós veem os netos nao?

sphiren -
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Desde 04 Set 2011

Isso é um pouco polémico pois alguns poderão dizer que os avós têm todo o direito e outros já irão dizer que cabe aos pais saber o que permitir ou não. No entanto, isto será sempre algo decidido em tribunal e cabe aos pais então provar se a presença dos avós é prejudicial.

Eu por exemplo acho que os avós devem fazer parte da vida de uma criança. No entanto caso realmente os avós sejam pessoas conflituosas, agressivas, com estilos de vida a bater na lei (consumo de drogas por exemplo), isso aí já basta provar em tribunal e concordo que não é nada benéfico.

Desde 11 Mar 2019

Obrigada meninas. Neste caso em concreto, os progenitores estão os dois vivos, felizmente, mas de qualquer das formas o pai do menor, não atende nem responde às mensagens dos próprios pais/avós do bébé (isto porque houve um desentendimento.. feitios e formas de pensar diferentes umas das outras) e os avós estão sem ver o neto há cerca de 6 meses. Bem tentam telefonar, mandar mensagens e nada de resposta..

sphiren -
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Desde 04 Set 2011

Nesse caso só mesmo tribunal. No entanto penso que deveriam ir a casa do neto e tentar fazer pazes... Porque tribunal irá acender ainda mais os atritos familiares. Boa sorte.

Desde 11 Mar 2019

sphiren escreveu:
Nesse caso só mesmo tribunal. No entanto penso que deveriam ir a casa do neto e tentar fazer pazes... Porque tribunal irá acender ainda mais os atritos familiares. Boa sorte.

Era bom que a situação fosse assim tão simples de resolver Confuso Se o próprio filho não quer saber dos pais e nem lhes atende o telemóvel.. quanto mais abrir a porta da própria casa Confuso

Skillerific -
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Desde 20 Out 2015

Ana Carolina Pereira escreveu:
Obrigada meninas. Neste caso em concreto, os progenitores estão os dois vivos, felizmente, mas de qualquer das formas o pai do menor, não atende nem responde às mensagens dos próprios pais/avós do bébé (isto porque houve um desentendimento.. feitios e formas de pensar diferentes umas das outras) e os avós estão sem ver o neto há cerca de 6 meses. Bem tentam telefonar, mandar mensagens e nada de resposta..

Conheço um caso idêntico. O melhor será pedir ajuda a um advogado o quanto antes.

Desde 11 Mar 2019

Skillerific escreveu:

Ana Carolina Pereira escreveu:Obrigada meninas. Neste caso em concreto, os progenitores estão os dois vivos, felizmente, mas de qualquer das formas o pai do menor, não atende nem responde às mensagens dos próprios pais/avós do bébé (isto porque houve um desentendimento.. feitios e formas de pensar diferentes umas das outras) e os avós estão sem ver o neto há cerca de 6 meses. Bem tentam telefonar, mandar mensagens e nada de resposta..

Conheço um caso idêntico. O melhor será pedir ajuda a um advogado o quanto antes.

Isto é sempre um pau de dois bicos, a avó quer que o seu filho tenha consciencia e que mude a forma de pensar e que mais tarde ou mais cedo dê o braço a torcer e lá deixe ver o neto, o avô quer meter o próprio filho em tribunal por o proibir de ver o neto. Acho que é tão triste os avós (neste caso os paternos) serem proibidos de ser os netos, é como se tivessem a ser castigados pelos próprios filhos (por um desentedimento de adultos)

Skillerific -
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Desde 20 Out 2015

Ana Carolina Pereira escreveu:

Skillerific escreveu:
Ana Carolina Pereira escreveu:Obrigada meninas. Neste caso em concreto, os progenitores estão os dois vivos, felizmente, mas de qualquer das formas o pai do menor, não atende nem responde às mensagens dos próprios pais/avós do bébé (isto porque houve um desentendimento.. feitios e formas de pensar diferentes umas das outras) e os avós estão sem ver o neto há cerca de 6 meses. Bem tentam telefonar, mandar mensagens e nada de resposta..

Conheço um caso idêntico. O melhor será pedir ajuda a um advogado o quanto antes.

Isto é sempre um pau de dois bicos, a avó quer que o seu filho tenha consciencia e que mude a forma de pensar e que mais tarde ou mais cedo dê o braço a torcer e lá deixe ver o neto, o avô quer meter o próprio filho em tribunal por o proibir de ver o neto. Acho que é tão triste os avós (neste caso os paternos) serem proibidos de ser os netos, é como se tivessem a ser castigados pelos próprios filhos (por um desentedimento de adultos)

Eu não conheço os contornos específicos do caso que mencionei (conheço através de discussões acerca do processo), mas sei que tem sido algo que se tem arrastado ao longo dos anos: os avós tentaram de várias formas que lhes fosse reconhecido o direito a verem o neto (com a ajuda de um advogado), mas, em último caso, tiveram mesmo que seguir pela via legal. Não sei como está a situação neste momento.

bolas_e_bolinhas -
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Desde 31 Mar 2012

Há que haver bom senso. Custa me a aceitar um filho ou filha cortar relacoes de vez com os pais, salvo razoes justificadas, que também devem haver casos infelizmente. Mas por ressentimentos por coisas sem gravidade, custa me. a vida sao 2 dias, pai e mãe é pai e mãe, e se um deles partir sem haver reconciliacao? o quanto irá custar? e o tempo de amor perdido? digo eu, que ja vi partir pessoas importantes e que acho que todo o tempo é precioso para estar com quem amamos.
Se os avós - paternos ou maternos - da minha filha a amam e tratam bem, nunca iria privar a minha filha dos avós, nem de ter a sua presenca na sua vida. mesmo que eu nao me desse com algum dos avós, mesmo que os meus sogros nao gostassem de mim, nunca a privaria da familia paterna. o maximo que eu poderia fazer era eu nao privar com eles, em ultimo caso, mas a minha filha teria sempre direito à familia dela, pelo bem dela.
Mas tambem tem de haver bom senso do lado dos avos, nao só dos pais, e das exigencias que fazem, digo eu.

Videl86 -
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Desde 18 Jul 2014

Acho muito difícil neste caso a decisão ser favorável os avós porque o casal entende que os avós não devem estar com o neto, o neto é demasiado pequeno para já ter estabelecido uma relação consciente com os avós (tipo não vai perguntar por eles, por exemplo)...mas mesmo que decisão favoravelmente, no máximo atribuem direito a um almoço com o neto, todos os meses...não sei até que ponto será benéfico, aliás daqui a uns meses/anos até poderá ser muito prejudicial para a criança que não vai entender nada e não vai perceber porque vai almoçar com aquelas duas pessoas uma vez por mês já que as mesmas não têm relação amigável com os seus pais.
Isto é um pau de dois bicos, quando o meu filho mais velho nasceu eu tive muitos problemas com a minha avó, que aparentemente fica desequilibrada quando nasce um bebé na família (fazia coisas surreais) e a certa altura cortei relações com ela porque já não a aguentava. Não era definitivo, mas precisava de um espaço e tempo porque ela me andava a sufocar. Inicialmente ainda pedia à minha companheira para levar o meu filho para ela o ver no café (eu trabalho de minha casa e eu não a queria ver, queria espaço), mas o miúdo não queria e chorava e a minha avó começou a acusar-me de lhe dificultar a relação com o bisneto...mas quer dizer, eu precisava de um tempo dela, precisava de me afastar dela durante uns meses, a minha companheira rapidamente ficou farta de levar o menino para ela ver (ela tem um feitio complicado, a minha avó)...ou seja, não é como se o miúdo tivesse 8 anos e pudesse ir com ela passar a tarde, quando são assim bebés as visitas implicam sempre a mãe(s) ou pai(s) irem e estarem lá, pelo que os direitos "dos avós" aqui acabam por colidir com os direitos dos netos. Eventualmente a minha avó deixou-se de parvóices e lá me deu um bocado de sossego (um mês?) e eu gradualmente retomei contacto e visitas com o menino. Quando a minha filha nasceu voltou a acontecer algo semelhante mas eu não valorizei tanto até porque já estava à espera...agora as coisas já estão normalizadas outra vez, mas quer dizer...é o que a bolas_e_bolinhas diz, tem de haver bom senso...por exemplo, no caso da minha avó na altura do meu filho ela até meio que ameaçou ir a tribunal para poder ver o bisneto, o que não tinha sentido nenhum porque eu não a impedia de o ver, só que ela queria vê-lo com mais frequência, sem marcar dia e hora, sempre que lhe apetecesse...e claro que nenhum tribunal ia decidir isso.

Sobre Videl86

08 de dezembro de 2014 <3 49,5 cm e 2,920 de amor e doçura <3
13 de dezembro de 2017 <3 47 cm e 2,815 de fofurice e amor <3

Skillerific -
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Desde 20 Out 2015

Videl86 escreveu:
Acho muito difícil neste caso a decisão ser favorável os avós porque o casal entende que os avós não devem estar com o neto, o neto é demasiado pequeno para já ter estabelecido uma relação consciente com os avós (tipo não vai perguntar por eles, por exemplo)...mas mesmo que decisão favoravelmente, no máximo atribuem direito a um almoço com o neto, todos os meses...não sei até que ponto será benéfico, aliás daqui a uns meses/anos até poderá ser muito prejudicial para a criança que não vai entender nada e não vai perceber porque vai almoçar com aquelas duas pessoas uma vez por mês já que as mesmas não têm relação amigável com os seus pais.
Isto é um pau de dois bicos, quando o meu filho mais velho nasceu eu tive muitos problemas com a minha avó, que aparentemente fica desequilibrada quando nasce um bebé na família (fazia coisas surreais) e a certa altura cortei relações com ela porque já não a aguentava. Não era definitivo, mas precisava de um espaço e tempo porque ela me andava a sufocar. Inicialmente ainda pedia à minha companheira para levar o meu filho para ela o ver no café (eu trabalho de minha casa e eu não a queria ver, queria espaço), mas o miúdo não queria e chorava e a minha avó começou a acusar-me de lhe dificultar a relação com o bisneto...mas quer dizer, eu precisava de um tempo dela, precisava de me afastar dela durante uns meses, a minha companheira rapidamente ficou farta de levar o menino para ela ver (ela tem um feitio complicado, a minha avó)...ou seja, não é como se o miúdo tivesse 8 anos e pudesse ir com ela passar a tarde, quando são assim bebés as visitas implicam sempre a mãe(s) ou pai(s) irem e estarem lá, pelo que os direitos "dos avós" aqui acabam por colidir com os direitos dos netos. Eventualmente a minha avó deixou-se de parvóices e lá me deu um bocado de sossego (um mês?) e eu gradualmente retomei contacto e visitas com o menino. Quando a minha filha nasceu voltou a acontecer algo semelhante mas eu não valorizei tanto até porque já estava à espera...agora as coisas já estão normalizadas outra vez, mas quer dizer...é o que a bolas_e_bolinhas diz, tem de haver bom senso...por exemplo, no caso da minha avó na altura do meu filho ela até meio que ameaçou ir a tribunal para poder ver o bisneto, o que não tinha sentido nenhum porque eu não a impedia de o ver, só que ela queria vê-lo com mais frequência, sem marcar dia e hora, sempre que lhe apetecesse...e claro que nenhum tribunal ia decidir isso.

Videl, são situações diferentes. No caso aqui relatado (que parece semelhante ao caso que conheço), existe uma ruptura com os avós. Não está em causa as atitudes dos avós ou a sua qualidade/discernimento enquanto cuidadores. São avós que, por estarem numa situação de conflito com os filhos (que, na minha opinião, muitas vezes ganha proporções exageradas sem fundamento), deixaram de ver os netos. No caso que conheço os avós não vêem o neto há anos (justamente porque têm evitado uma situação de litígio e têm apelado ao bom senso da outra parte) e o neto conhece-os e gosta deles.

Videl86 -
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Desde 18 Jul 2014

Skillerific fiquei com a ideia que no caso aqui relatado houve uma ruptura entre avós e pais (não sabemos os motivos) e os pais decidiram não manter visitas do neto com os avós. É tudo o que sabemos. E que o bebé tem um ano...daí eu dizer que "Acho muito difícil neste caso a decisão ser favorável os avós porque o casal entende que os avós não devem estar com o neto, o neto é demasiado pequeno para já ter estabelecido uma relação consciente com os avós (tipo não vai perguntar por eles, por exemplo)...mas mesmo que decisão favoravelmente, no máximo atribuem direito a um almoço com o neto, todos os meses" (desculpa por fazer copy paste, dá menos trabalho). Isto fazendo uma análise pragmática da situação, claro.

Sobre Videl86

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micaela lourenco -
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Desde 31 Dez 2015

Se eles não querem ver os pais.. Algo esses pais fizeram a esse filho para ele não abrir a porta.. Algo de grave foi.. Então os avós agora acham que o neto tem as obrigações..
Bom na minha opinião se os pais não falem para os avós pk raio é que a criança ia ficar com eles ou almoçar!
Para um filho não abrir a porta aos pais algo de grave devem ter feito..

1°iiu 8/3/2017
20/3/2017 POSITIVO
1º eco+consulta 13 Abril
próxima eco 19/8/2017

Desde 11 Mar 2019

micaela lourenco escreveu:
Se eles não querem ver os pais.. Algo esses pais fizeram a esse filho para ele não abrir a porta.. Algo de grave foi.. Então os avós agora acham que o neto tem as obrigações..
Bom na minha opinião se os pais não falem para os avós pk raio é que a criança ia ficar com eles ou almoçar!
Para um filho não abrir a porta aos pais algo de grave devem ter feito..

Bom dia Micaela,

Não, esses avós (que por acaso são os meus pais) não fizeram nada de grave...não suponha algo com base no que eu não disse Sorriso

Obrigada a todas pelas dicas e conselhos. Beijinho

BagaLaranja -
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Desde 02 Abr 2014

A Ana Carolina Pereira nao disse quase nada, pelo que deixa apenas espaco para se fazerem suposicoes...
Há avós que tem a mania que sabem tudo e querem fazer tudo á maneira deles. Acham que tudo o que os pais fazem está errado. Até nao sao maus avós e nao tratam mal as criancas. Ou se calhar até nao sao os melhores avós e acham que sao. E chega o dia em que os pais dizem chega e nao tem outro remédio senao afastar-se, para nao estarem sempre a serem questionados como pais. E agora, como é que se resolveria uma situacao dessas? Com o tribunal, ou com os avós a ouvirem os pais e a respeitarem? Claro que isto é apensas um exemplo, como disse, nao deu informacoes nenhumas, nem tem que dar, mas assim também só se podem fazer suposicoes. Só os avós e os pais da crianca sabem o que se passou e provavelmente ambos os lados acham que estao correctos. Ou se entendem, ou duvido que seja um tribunal a fazer com que se entendam.

Tyta.B -
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Desde 31 Jul 2015

Ana Carolina Pereira escreveu:

micaela lourenco escreveu:Se eles não querem ver os pais.. Algo esses pais fizeram a esse filho para ele não abrir a porta.. Algo de grave foi.. Então os avós agora acham que o neto tem as obrigações..
Bom na minha opinião se os pais não falem para os avós pk raio é que a criança ia ficar com eles ou almoçar!
Para um filho não abrir a porta aos pais algo de grave devem ter feito..

Bom dia Micaela,
Não, esses avós (que por acaso são os meus pais) não fizeram nada de grave...não suponha algo com base no que eu não disse
Obrigada a todas pelas dicas e conselhos.

Mas quando não há pormenores as pessoas fazem suposições...
Eu também me afastei dos meus pais e quem falar com eles pensa que eu sou uma ingrata, porque eles esquecem-se de contar a história toda...
Ninguém, que seja minimamente "normal", se afasta dos pais só porque sim. E não me parece nada desejável que seja um tribunal a decidir coisas destas. Se não conseguem um meio termo, um entendimento, não será melhor deixar as coisas como estão? Vão obrigar os pais, as crianças, a fazer algo que não querem?

guialmi -
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Desde 13 Jul 2013

Tyta.B escreveu:

Ninguém, que seja minimamente "normal", se afasta dos pais só porque sim. E não me parece nada desejável que seja um tribunal a decidir coisas destas. Se não conseguem um meio termo, um entendimento, não será melhor deixar as coisas como estão? Vão obrigar os pais, as crianças, a fazer algo que não querem?

Não fazendo ideia de quem é que tem razão para o afastamento neste caso concreto, não posso deixar de comentar que pessoas mal formadas e com maus princípios não existem só do lado dos pais, também existem do lado dos filhos.
Conheço um casal que está impedido de ter convívio com os netos porque a nora, a determinada altura, concluiu que os sogros estavam a beneficiar economicamente a cunhada (porque venderam um apartamento de que não precisavam à filha - venderam, não deram, sendo que ela, a "queixosa" já tinha casa dada pelos seus próprios pais) e por isso não só cortou relações com eles como praticamente proibiu o filho de estar com os pais. Eu conheço bem a avó, é uma pessoa excelente, que sofre horrivelmente com esta situação. Não sei como está a situação agora, mas até há pouco tempo só via o neto mais velho de raspão, quando o filho lho ia mostrar ao trabalho muito de vez em quando, enquanto que o mais novo já tinha nascido há uns meses e nunca o tinha visto.
Portanto, sim, por vezes os filhos cortam relações com os pais por motivos perfeitamente fúteis e prejudicam, objetivamente, os seus próprios filhos ao privarem-nos do contacto com os avós.
De qualquer modo, e respondendo à Ana Carolina, parece-me que envolver o tribunal numa situação assim não faz muito sentido e anula qualquer tentativa de reconciliação. Sendo o bebé tão pequenino, não é praticável que haja contacto sem a presença dos pais (se fosse mais velho, o caso já mudava de figura). Tentem encontrar um mediador, alguém que possa servir de ponte entre ambas as partes para facilitar a reaproximação. São situações muito tristes e dolorosas...
Já no caso do afastamento por motivo de divórcio ou morte, defendo os avós vão a tribunal defender os direitos das crianças a privar com os avós.

Desde 11 Mar 2019

guialmi escreveu:

Tyta.B escreveu:
Ninguém, que seja minimamente "normal", se afasta dos pais só porque sim. E não me parece nada desejável que seja um tribunal a decidir coisas destas. Se não conseguem um meio termo, um entendimento, não será melhor deixar as coisas como estão? Vão obrigar os pais, as crianças, a fazer algo que não querem?

Não fazendo ideia de quem é que tem razão para o afastamento neste caso concreto, não posso deixar de comentar que pessoas mal formadas e com maus princípios não existem só do lado dos pais, também existem do lado dos filhos.
Conheço um casal que está impedido de ter convívio com os netos porque a nora, a determinada altura, concluiu que os sogros estavam a beneficiar economicamente a cunhada (porque venderam um apartamento de que não precisavam à filha - venderam, não deram, sendo que ela, a "queixosa" já tinha casa dada pelos seus próprios pais) e por isso não só cortou relações com eles como praticamente proibiu o filho de estar com os pais. Eu conheço bem a avó, é uma pessoa excelente, que sofre horrivelmente com esta situação. Não sei como está a situação agora, mas até há pouco tempo só via o neto mais velho de raspão, quando o filho lho ia mostrar ao trabalho muito de vez em quando, enquanto que o mais novo já tinha nascido há uns meses e nunca o tinha visto.
Portanto, sim, por vezes os filhos cortam relações com os pais por motivos perfeitamente fúteis e prejudicam, objetivamente, os seus próprios filhos ao privarem-nos do contacto com os avós.
De qualquer modo, e respondendo à Ana Carolina, parece-me que envolver o tribunal numa situação assim não faz muito sentido e anula qualquer tentativa de reconciliação. Sendo o bebé tão pequenino, não é praticável que haja contacto sem a presença dos pais (se fosse mais velho, o caso já mudava de figura). Tentem encontrar um mediador, alguém que possa servir de ponte entre ambas as partes para facilitar a reaproximação. São situações muito tristes e dolorosas...
Já no caso do afastamento por motivo de divórcio ou morte, defendo os avós vão a tribunal defender os direitos das crianças a privar com os avós.

Muito obrigado pela sua partilha,

Infelizmente é isso mesmo que se passa, os avós em causa sempre deram tudo ao filho, sempre lhe pagaram contas/dívidas, trabalharam desde as 6h até à 00h para dar-lhe mais e mais, porque ele sempre foi uma pessoa que não sabia (e continua a não saber) gerir o dinheiro da melhor forma.. um dia foi lá mostrar o menino (a casa dos avós) e teve a infeliz ideia de dizer a todos nós que se queria suicidar que a mulher lhe fazia a vida negra e que estava sempre a reclamar de tudo. Os meus pais entraram em choque e tentaram ajuda-lo.. Passado uns dias, ele mudou completamente de atitude e depois os pais já eram a merda e a mulher era Deus e o resto que se lixe..foi isto que se passou! O meu outro irmão teve que intervir e disse-lhe: "os nossos pais também falham, e podem continuar a falhar mil e uma vezes, que tu ainda lhes deves esta vida e a outra de respeito e consideração." E ele agora bloqueou toda a gente da familia e não fala a ninguém Confuso mas sim, talvez é melhor deixar a poeira assentar.

Tyta.B -
Offline
Desde 31 Jul 2015

guialmi escreveu:

Tyta.B escreveu:
Ninguém, que seja minimamente "normal", se afasta dos pais só porque sim. E não me parece nada desejável que seja um tribunal a decidir coisas destas. Se não conseguem um meio termo, um entendimento, não será melhor deixar as coisas como estão? Vão obrigar os pais, as crianças, a fazer algo que não querem?

Não fazendo ideia de quem é que tem razão para o afastamento neste caso concreto, não posso deixar de comentar que pessoas mal formadas e com maus princípios não existem só do lado dos pais, também existem do lado dos filhos.
Conheço um casal que está impedido de ter convívio com os netos porque a nora, a determinada altura, concluiu que os sogros estavam a beneficiar economicamente a cunhada (porque venderam um apartamento de que não precisavam à filha - venderam, não deram, sendo que ela, a "queixosa" já tinha casa dada pelos seus próprios pais) e por isso não só cortou relações com eles como praticamente proibiu o filho de estar com os pais. Eu conheço bem a avó, é uma pessoa excelente, que sofre horrivelmente com esta situação. Não sei como está a situação agora, mas até há pouco tempo só via o neto mais velho de raspão, quando o filho lho ia mostrar ao trabalho muito de vez em quando, enquanto que o mais novo já tinha nascido há uns meses e nunca o tinha visto.
Portanto, sim, por vezes os filhos cortam relações com os pais por motivos perfeitamente fúteis e prejudicam, objetivamente, os seus próprios filhos ao privarem-nos do contacto com os avós.
De qualquer modo, e respondendo à Ana Carolina, parece-me que envolver o tribunal numa situação assim não faz muito sentido e anula qualquer tentativa de reconciliação. Sendo o bebé tão pequenino, não é praticável que haja contacto sem a presença dos pais (se fosse mais velho, o caso já mudava de figura). Tentem encontrar um mediador, alguém que possa servir de ponte entre ambas as partes para facilitar a reaproximação. São situações muito tristes e dolorosas...
Já no caso do afastamento por motivo de divórcio ou morte, defendo os avós vão a tribunal defender os direitos das crianças a privar com os avós.

E se reparar eu escrevi "Ninguém, que seja minimamente "normal", se afasta dos pais só porque sim".
Pessoas que se pegam por ninharias ou ciúmes ou por tostões não são "normais" no meu entendimento.

micaela lourenco -
Offline
Desde 31 Dez 2015

Ana Carolina Pereira escreveu:

micaela lourenco escreveu:Se eles não querem ver os pais.. Algo esses pais fizeram a esse filho para ele não abrir a porta.. Algo de grave foi.. Então os avós agora acham que o neto tem as obrigações..
Bom na minha opinião se os pais não falem para os avós pk raio é que a criança ia ficar com eles ou almoçar!
Para um filho não abrir a porta aos pais algo de grave devem ter feito..

Bom dia Micaela,
Não, esses avós (que por acaso são os meus pais) não fizeram nada de grave...não suponha algo com base no que eu não disse
Obrigada a todas pelas dicas e conselhos.


Bom dia
Não ouvindo os lados é difícil dar opinião sem desagradar alguma parte.. Na minha mente para esse tipo de comportamento algo de grave de passou... Pk as vezes por ajudar pensam que tem o direito de mandar na vida deles e tudo o que eles fazem aos olhos dos outros não é assim que deviam ter feito.. Pode ser exaustão desses comentários ao longo da vida desse senhor e ele sente-se bem é afastar.. Algo foi.. E depois não dão espaço para pensar e deixar viver a próxima é chegar ao netinho para se calhar ferir o filho.. Mas não sabendo a história só posso dizer isso.. Beijinhos

1°iiu 8/3/2017
20/3/2017 POSITIVO
1º eco+consulta 13 Abril
próxima eco 19/8/2017

Desde 11 Mar 2019

micaela lourenco escreveu:

Ana Carolina Pereira escreveu:
micaela lourenco escreveu:Se eles não querem ver os pais.. Algo esses pais fizeram a esse filho para ele não abrir a porta.. Algo de grave foi.. Então os avós agora acham que o neto tem as obrigações..
Bom na minha opinião se os pais não falem para os avós pk raio é que a criança ia ficar com eles ou almoçar!
Para um filho não abrir a porta aos pais algo de grave devem ter feito..

Bom dia Micaela,
Não, esses avós (que por acaso são os meus pais) não fizeram nada de grave...não suponha algo com base no que eu não disse
Obrigada a todas pelas dicas e conselhos.

Bom dia
Não ouvindo os lados é difícil dar opinião sem desagradar alguma parte.. Na minha mente para esse tipo de comportamento algo de grave de passou... Pk as vezes por ajudar pensam que tem o direito de mandar na vida deles e tudo o que eles fazem aos olhos dos outros não é assim que deviam ter feito.. Pode ser exaustão desses comentários ao longo da vida desse senhor e ele sente-se bem é afastar.. Algo foi.. E depois não dão espaço para pensar e deixar viver a próxima é chegar ao netinho para se calhar ferir o filho.. Mas não sabendo a história só posso dizer isso.. Beijinhos

Compreendo Micaela e obrigada pelo seu comentário.

Mas neste caso em concreto, é mesmo falta de noção do meu irmão. Os meus pais são pessoas maravilhosas e tiram da boca deles para lhe dar a ele quantas vezes forem precisas. Da mesma forma que existem pais intrometidos, existem filhos sem um pingo de vergonha (infelizmente) Triste beijinhos

BagaLaranja -
Offline
Desde 02 Abr 2014

Mas se ele chegou a casa a dizer que se queria suicidar e que a mulher lhe fazia a vida negra, se calhar precisa mesmo de algum tipo de ajuda, nem que seja psicológica, nao sei. Porque é que diz que "teve a triste ideia" de dizer isso? Será que lhe cairam em cima por ter o atrevimento de dizer tal coisa? Se isso foi um pedido de ajuda e lhe caiem em cima, acaba por voltar para a mulher que passa a ser a boa e os pais os maus. Se fosse uma mulher a queixar-se assim já soavam os alarmes de possível violencia doméstica e manipulacao. Será? Lá estou eu a especular, quem está dentro saberá melhor.

Desde 11 Mar 2019

BagaLaranja escreveu:
Mas se ele chegou a casa a dizer que se queria suicidar e que a mulher lhe fazia a vida negra, se calhar precisa mesmo de algum tipo de ajuda, nem que seja psicológica, nao sei. Porque é que diz que "teve a triste ideia" de dizer isso? Será que lhe cairam em cima por ter o atrevimento de dizer tal coisa? Se isso foi um pedido de ajuda e lhe caiem em cima, acaba por voltar para a mulher que passa a ser a boa e os pais os maus. Se fosse uma mulher a queixar-se assim já soavam os alarmes de possível violencia doméstica e manipulacao. Será? Lá estou eu a especular, quem está dentro saberá melhor.

Embora não referido, ele é acompanhado por um psicologo e inclusivé esteve a fazer terapia de casal. Agora não sei como está a situação. Quando digo que teve a "triste ideia" é uma força de expressão, dado que ficámos alarmados.

Obrigada a todas pelas dicas e conselhos à minha pergunta inicial Sorriso

Mama do Martim -
Offline
Desde 29 Mar 2010

micaela lourenco escreveu:
Se eles não querem ver os pais.. Algo esses pais fizeram a esse filho para ele não abrir a porta.. Algo de grave foi.. Então os avós agora acham que o neto tem as obrigações..
Bom na minha opinião se os pais não falem para os avós pk raio é que a criança ia ficar com eles ou almoçar!
Para um filho não abrir a porta aos pais algo de grave devem ter feito..

Não sei o caso em concreto,mas o meu ex deixou de falar com o pai quando ainda estavamos juntos e não foi por culpa do pai não... e eu sempre deixei o avô ver e passear com os netos,o meu ex ficava possuído mas olhem temos pena,os meus filhos não têm que pagar pelos erros do pai nem o avô pelos erros do filho. Ainda actualmente passado anos e nos estando separados,eles não se falam,mas o avô continua a ver os netos

* Martim * 11-11-2008* 3190g e 49,5cm *
* Valentim * 01-12-2013 * 2160g e 43cm *
* Francisca * 15-07-2016 * 2760g e 46,5cm *

Desde 11 Mar 2019

Mama do Martim escreveu:

micaela lourenco escreveu:Se eles não querem ver os pais.. Algo esses pais fizeram a esse filho para ele não abrir a porta.. Algo de grave foi.. Então os avós agora acham que o neto tem as obrigações..
Bom na minha opinião se os pais não falem para os avós pk raio é que a criança ia ficar com eles ou almoçar!
Para um filho não abrir a porta aos pais algo de grave devem ter feito..

Não sei o caso em concreto,mas o meu ex deixou de falar com o pai quando ainda estavamos juntos e não foi por culpa do pai não... e eu sempre deixei o avô ver e passear com os netos,o meu ex ficava possuído mas olhem temos pena,os meus filhos não têm que pagar pelos erros do pai nem o avô pelos erros do filho. Ainda actualmente passado anos e nos estando separados,eles não se falam,mas o avô continua a ver os netos

O mundo precisa é de pessoas assim, amorosas, dedicadas e acima de tudo conscientes Sorriso

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