Desacordo se vamos ter ou não mais filhos | De Mãe para Mãe

Desacordo se vamos ter ou não mais filhos

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9 mensagens
Aaeri -
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Desde 19 Maio 2019

Bom dia, o que se passa é que como podem ver pelo meu contador tenho uma filha de 5 anos, o meu marido quer muito um segundo filho, já me fala nisso há um tempo, ele diz que é bom para a Yasmin ter um irmão ou irmã, que não gosta de filhos unicos etc etc. Por agora estou bem apenas com uma, talvez no futuro mude de ideias mas agora não tenho vontade de ir ao segundo, gosto de ter paz e sossego e uma filha possibilita - me ter tempo para ela, para o marido, para mim e para o trabalho. Quando penso num segundo filho penso que tudo irá ficar mais caótico, duas crianças com necessidades diferentes ao mesmo tempo, acho que ia dar em louca. Mas se calhar estou a imaginar uma situação demasiado negra e a realidade não é bem assim.O marido argumenta que isso acontece com crianças de pouca diferença de idade, que não é o nosso caso. E agora eu pergunto - vos a vocês: como é a vossa rotina com mais de um filho desde que acordam até se deitarem? Eu preciso de entender isso para ver se decido se é para mim ter o segundo ou não.
Obrigada pelas vossas respostas.

Desde 13 Set 2012

Olá, bom dia!

Vou falar apenas com base na minha experiência pessoal e, talvez, com base na experiência das minhas irmãs porque, direta ou indiretamente, acompanhei de muito perto, graças a Deus.

Bom eu sempre quis dois filhos. isso estava muito definido na minha cabeça. 3 nunca foi pensado sequer, a menos que pudesse adotar, coisa que em Portugal não é possível. Assim sendo, tive os dois filhos que desejei ter. antes de chegar a minha hora, tive o emenso prazer de poder acompanhar o crescimento dos meus sobrinhso. Isto deu-me uma noção muito concreta do que queria e não queria para mim. A minha irmã mais velha teve 2 filhos com cerca de 6 anos de diferença. foi bom, mas acho que a minha irmã e cunhado não souberam lidar bem com o filho mais velho após o nascimento da irmã. Vi o meu sobrinho a sentir-se excluído e até dizia que a irmã não era irmã, mas sim uma prima. em fim, a adaptação foi difícil mas hoje, já adultos, adoram-se. A minha irmã do meio tem 3 filhos e teve-os a intervalos de 2 anos. Que horror, foi uma experiência muito traumática para mim. Sempre disse que jamais teria filhotes assim tão seguidos. Nunca lhes faltou nada em termos essenciais e básicos mas faltou-lhes muita disponibilidade, paciência e empatia. Quando chegou a minha vez tentei acertar no que me pareceu bom e não cometer erros que me conduzisem a experiências negativas. Os meus 2 filhos têm 9 anos de diferença. Adoro isto! Quando nasceu o Duarte, a Joana já tinha 9 anos. Usufruiu emenso do nascimento do irmão. Durante a gravidez participou em tudo o que foi possível, desde ecografias a compras e preparativos. Nunca aexcluí de nada, lembrando-me sempre do que o meu pequeno sobrinho deve ter sentido quando nasceu a irmã. Não queria isso para a minha filha e então incluí-a totalmente no processo deixando que ela manifestasse interesse em em participar. Quando ele nasceu ela ficou super orgulhosa. Não se cansava de o exibir a toda a gente e de lhe pegar e ser fotografada com ele ao colo. Era uma espécie de mini-mãe. Hoje, ele com quase 6 e ela com quase 15, têm uma relação extrordinária. Ela assumiu algumas tarefas relacionadas com ele e fê-lo de vontade própria. É ela que o leva à escola, o vai buscar e o acompanha na natação. Escolhe-lhe a roupa e deixa-o cheio de estilo.

A rotina com 2 filhos de idades tão díspares é praticamente igual à rotina com um filho pequeno apenas. quando o mais velho já tem autonomia suficiente para se vestir, para tomar banho, para ler e escrever, para verbalizar o que sente, quer seja bom ou mau, a rotina com um filho pequeno acaba por se ver afetada apenas pelos cuidados ao filho pequeno. Claro que o mais velho continua a ser uma criança, continua a precisar da atenção e carinho dos pais, mas já não acorda de noite nem precisa de biberão nem fralda trocada. Por outro lado, o bebé precisa de cuidados básicos e de dormir. Isso dá-nos a possibilidade de criar até momentos de mãe e filha, como idas a um cafesinho lanchar ou até um cineminha se o pai ou outra pessoa puder assumir o bebé naquele período. É importante manter alguns momentos apenas com o filho mais velho. Pelo menos para mim foi e acho que deu à minha filha a noção de que continua a ser um elemento muito relevante na equação. O que constituiu uma dificuldade foi e é ainda conseguir escolher programas em família que se adequem a todos. O cinema é difícil, exposições também, idas ao parque idem, o que fazemos é alternar as saídas e no verão a praia é consensual, apesar de que eu não sou grande fã de praia.

Deixei para o final uma reflexão: pergunte a si mesma se as desculpas que aponta para não ter um 2º filho são mesmo algo em que acredita ou, simplesmente, não sente nenhuma vontade de embarcar na 2ª aventura. Na verdade, se você não quiser, irá sempre encontrar motivos para não avançar. Parece-me que deve fazer uma introspeção para poder concluir se de facto quer voltar a ser mãe. Ninguém é obrigado a ser mãe a pedido, até porque em geral isso tem tudo para correr mal. Um filho muda muito a nossa vida, e quando digo que muda não quero dizer que muda para pior, simplesmente altera a nossa rotina, as nossas hormonas, os nossos ritmos e até nos força a adiar hábitos e coisas que gostamos de fazer porque na fase inicial há coisas que temos mesmo que priorizar. Quando a vontade não existe ou só existe porque na verdade temos vontade de fazer a vontade a outra pessoa, isso tende a gerar alguma frustração em determinada altura. Neste caso em particular, não dá para contornar, ou você conclui que afinal até vê com bons olhos um 2º filho, ou então conclui o oposto e aí deve ser honesta com o seu marido e dizer-lhe com convicção que o ama de paixão, ama incondicionalmente a filha que têm, mas que não pretende voltar a engravidar. Ele provavelmente vai ficar desapontado, mas se o vínculo for forto o bastante, ele irá compeender o seu lado e seguir a vida. Ter um filho sem vontade acho mesmo que é criar um problema que não tem como ser resolvido.

O que deixei aqui é apenas a minha opinião, baseada na minha experiência pessoal e em experiências que acompanhei de perto. conheço quem tenha tido filhos para fazer vontade aos companheiros e o resultado não foi o melhor, pelo menos na minha opinião. São pessoas que não tratam mal os filhos mas que de alguma forma os culpam por lhes terem impossibilitado de fazer outras escolhas na vida.

Beijinhos e tudo de bom

SMSantos

MisaL -
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Desde 17 Abr 2019

Olá,
Em primeiro lugar acho que se há desacordo não deviam ter, aguarde que chegue esse desejo.
Vou contar a minha experiência, nunca quis filhos com pouca diferença, nunca quis filhos com muita diferença, os meus têm 4 anos, o meu ideal. Para mim devem ser irmãos e irmãos não decidem os filhos que os pais devem ter, o nome dos irmãos, os padrinhos, etc, etc.
A mais velha não queria irmãos, teve-o na mesma. Quanto à rotina, não mudou assim tanto. Incluí-a em tudo o que ela quis, nunca forcei nada, não queria ir nem ver ecos, não foi. Tudo o que fazíamos a duas, continuamos a fazer, o bebé fica com o pai. Ao 3o dia saí sozinha com a mais velha.
O que noto, porque é inevitável, a mais velha às vezes tem de esperar um bocado. De manhã também acordo mais cedo, mas até me despacho mais rápido. Cuido de mim, acordo a.mais velha e como já tem alguma autonomia, enquanto toma o pequeno almoço e se veste trato do bebé.
Quanto a questões financeiras, também me organizo bem, porque a mais velha já não usa fraldas, tenho as cadeiras do carro...
A mais velha está a adotar a experiência, está a reagir com muita naturalidade e está a correr tudo muito bem.

guialmi -
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Desde 13 Jul 2013

Por muitas experiências que receba, não há duas crianças iguais nem duas famílias iguais, por isso o que se passa numa casa não se reproduz noutra.
Eu tive gémeos e não trocava por nada. Sim, os primeiros anos foram muito trabalhosos e fisicamente exigentes (não temos qualquer família perto), mas não foi nenhum drama (ou nós é que descomplicámos). Sim, houve alturas em que chorava uma para cada lado e não puderam ser apaparicadas como se fossem filhas únicas, mas cresceram saudáveis e felizes. O amor não se divide, multiplica-se.
O que interessa é querer ter mais do que um filho. Por mim, acho muitíssimo importante não tanto na infância mas pela vida fora (ninguém pensa no peso que é para um filho único ter a responsabilidade de pais idosos, por exemplo), mas isso é como eu penso, não é válido para toda a gente.

Patriciaa83 -
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Desde 20 Jun 2017

Ola Aaeri,

A minha experiência é semelhante, mas quem não queria o 2 filho era o meu marido.

Por questoes financeiras, pela liberdade que tinhamos com uma filha já mais independente por achar que podia nao gostar dos 2 da mesma forma, etc etc. foi dando sempre os seus motivos e eu ia ouvindo a "aceitando" porque acho que é algo que tem de ser querido pelos dois.

Se por um lado ficava magoada e frustrada por não concretizar o meu sonho, por outro sentia que não o podia obrigar a querer mais uma criança e tão pouco o poderia forçar a ter laços e sentimentos, caso eu engravidasse "por acidente". Após muito tempo de conversas e discussões sobre o assunto, comecei a interiorizar a ideia de que a minha filha iria ser filha unica. Até ao dia em que ele próprio, não sei como nem porquê, achou que estava preparado para ter outro filho, se eu ainda estivesse nessa disposição. Foi assim que decidimos avançar.
Entristecia-me imenso pensar que a minha filha iria ficar sozinha com o fardo de ter de cuidar e tomar decisoes dos pais velhotes.

Moranguita2017 -
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Desde 03 Out 2017

Boa tarde.Isto de quando um quer e o outro não ,na minha opinião só mesmo conversando bem,refletir sobre o assunto e uma das partes dar o braço a torcer,caso ache que o deva fazer.
Claro nem sempre uma das partes querem dar o braço a torcer e está no seu direito de não querer dar o braço a torcer neste caso só pra agradar ao seu marido. Cada um tem as suas vontades/sonhos mas ter 1 filho só pra satisfazer a vontade do marido/mulher também não me parece 100% justo.
Há que conversar com calma e tentarem chegar a uma conclusão,porque um filho deve ser desejado por ambos.

a_lola -
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Desde 30 Set 2015

vou acompanhar o tópico. Também tenho muitas duvidas em ter ou não o segundo filho, mas muito devido a questão financeira.

Sobre a_lola

26 novembro 2015 > início dos treinos
27 janeiro 2016 > BETA 576,74hgg

Aaeri -
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Desde 19 Maio 2019

Eu acho que não tenho vontade e por isso tenho esses ses todos na minha cabeça. Mas não é uma ideia definitiva por isso não posso dizer ao meu marido que não quero nunca mais ter filhos. A condição financeira não é um problema, mas a parte de decidir o que será melhor é dificil. Quando imagino dois filhos vejo aspetos positivos mas também negativos e por isso fico num impasse. Quando foi no primeiro filho senti uma espécie de instinto e uma vontade genuina de o ter que não sinto agora. Para já estou bem com apenas a minha filha. Mas depois o meu lado racional diz - me: E não estarei a privar a minha filha do relacionamento unico de um irmão? Com o marido por trás a dizer que um irmão é o melhor presente que podemos dar á nossa filha... Mas eu tamém não penso engravidar enquanto não me sentir preparada. Ver as vossas rotina e dia a dia com dois filhos pode dar - me uma melhor ideia do que me espera se eu decidir avançar por isso muito obrigado pelas vossas opiniões e experiencias.

Alexandra_V -
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Desde 03 Dez 2018

Aaeri escreveu:
Eu acho que não tenho vontade e por isso tenho esses ses todos na minha cabeça. Mas não é uma ideia definitiva por isso não posso dizer ao meu marido que não quero nunca mais ter filhos. A condição financeira não é um problema, mas a parte de decidir o que será melhor é dificil. Quando imagino dois filhos vejo aspetos positivos mas também negativos e por isso fico num impasse. Quando foi no primeiro filho senti uma espécie de instinto e uma vontade genuina de o ter que não sinto agora. Para já estou bem com apenas a minha filha. Mas depois o meu lado racional diz - me: E não estarei a privar a minha filha do relacionamento unico de um irmão? Com o marido por trás a dizer que um irmão é o melhor presente que podemos dar á nossa filha... Mas eu tamém não penso engravidar enquanto não me sentir preparada. Ver as vossas rotina e dia a dia com dois filhos pode dar - me uma melhor ideia do que me espera se eu decidir avançar por isso muito obrigado pelas vossas opiniões e experiencias.

Olá também digo exactamente o mesmo a decisão do primeiro foi tão tão fácil ... E do segundo apesar de querer espaçado este último ano e tal nunca tive a mesma vontade o tal relógio biológico a chamar nunca mais tive .. mas como já tenho o miúdo a fazer 7.. tive mesmo que sair deste impasse e decidir... E decidi ... Mas pra já não estou a sentir o mesmo que do primeiro tenho que assimilar porque ainda por cima foi logo a primeira...
Em relação a questão colocada o que noto nos casais com mais que um filho no seu dia a dia é que andam mais a 1000 mais em altas mais esgotados cansados os que tem filhos próximos depois começam a delegar tudo para os outros membros da família ... Quem tem mais espaçado é tudo calmo não passa tão mal fisicamente e psicológicamente eheh .. já tem 5 anos o seu filho ... Não vai ser caótico acredite...
Boas escolhas 💝

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