Covid-19 cada vez mais perto... | Page 5 | De Mãe para Mãe

Covid-19 cada vez mais perto...

Responda
1408 mensagens
MisaL -
Offline
Desde 17 Abr 2019

E o caos vai piorar e foi isso que sempre receei, vir a necessitar de algum tipo de cuidados médicos e estar o caos instalado, porque efetivamente por cá nunca houve plano. E o fecho das escolas deve estar para breve, começam a surgir casos suspeitos por todos os lados.
As melhoras, cuida disso.

Ana Svensson escreveu:

Skillerific escreveu:Esqueci-me de perguntar: Ana, como se sente? A febre já deu tréguas? Falando absolutamente de cor, acho que na sua situação não se deve tratar de COVID-19, mas faz bem em procurar respostas. Se tem febre há mais de uma semana haverá certamente algo que não está bem.
As melhoras!

Obrigada. Sinto-me bem, mas continuo com os mesmos sintomas (com febre mais baixa). Já fui ontem ao hospital, disseram-me que tinha uma infecção respiratória e fizeram-me logo a análise (que deu negativa). Aquilo está um caos, não aconselho ninguém a ir ao S. João nesta altura. Agora, estou a tomar antibiótico. A ver se melhoro rapidamente 😊

Tyta.B -
Offline
Desde 31 Jul 2015

Skillerific escreveu:

Tyta.B escreveu:Se vocês estivessem na minha posição já se tinham barricado em casa.
Eu moro na zona que está muito afetada (Vale do Sousa). O meu namorado é de uma das terras com mais casos confirmados. Por isso é que eu tive contacto com um rapaz que entretanto teve teste positivo para o Corona Virus. Esse rapaz é familiar de um daqueles funcionários de uma fabrica de calçado que esteve em milão. Para além disso acabei de saber que uma outra familiar desse rapaz, que também é caso suspeito, esteve na empresa onde trabalha o meu namorado, e aparentemente quem contactou com a senhora também está com sintomas e está a ser tratado como caso suspeito.
Eu avisei quem trabalha comigo, até porque nós lidamos com doentes e não quero infetar ninguém, mas continuo na minha vida. Tenho aqui um gel desinfetante para ir limpando as mãos e tudo em que toco, mas como prevenção é o máximo que estou a fazer.

TytaB, está a agir em concordância com as guidelines da DGS? Os seus superiores estão a par da situação?
Vamos lá ver: se as pessoas têm medo ou não de apanhar o vírus é com elas; tentar minimizar a sua propagação é responsabilidade de todos (e bom senso). Esse discurso de "eu estou numa situação potencialmente perigosa e vocês é que são mariquinhas" não ajuda ninguém (nem ajuda ao bom senso - sim, eu repito-me um pouco).


Toda a gente que contacta comigo está avisada. Mas neste momento nem há certezas se o rapaz já estava infetado quando estive com ele.
Eu estive com ele há 9 dias e só soube ontem que ele tem corona virus. Se eu estivesse infetada, ao longo destes 8 dias em que nem sabia que tinha contactado com um caso positivo, já tinha contaminado toda a gente que tinha a contaminar.
De qualquer forma, é mais provavel que ele tenha sido infetado no dia seguinte a ter estado comigo. Ninguém, dos que estivemos juntos naquela noite, tem sintomas.
É suposto ficar em casa nesta situação? Eu acho que não.

Tyta.B -
Offline
Desde 31 Jul 2015

E em relação ao meu namorado, por acaso eu nao vivo com ele, é muito fácil dizer-lhe que nestas 2 semanas não vamos estar juntos, fica cada um em sua casa. Mas e se fossem os vossos maridos com quem partilham o tecto? Iam expulsa-los de casa? Até onde vai o bom senso?

DianaES -
Offline
Desde 08 Out 2013

Tyta.B escreveu:
E em relação ao meu namorado, por acaso eu nao vivo com ele, é muito fácil dizer-lhe que nestas 2 semanas não vamos estar juntos, fica cada um em sua casa. Mas e se fossem os vossos maridos com quem partilham o tecto? Iam expulsa-los de casa? Até onde vai o bom senso?

Acho que tem razão... O bom senso neste caso é seguir as recomendações da OMS, que no nosso caso são adotadas e transmitidas pela DGS. Portanto se está a fazer o que lhe é recomendado (até mais...) está a agir corretamente...

guialmi -
Offline
Desde 13 Jul 2013

Deixo uma nota em relação aos comentários feitos mais atrás sobre a impreparação do SNS para uma situação destas. É evidente que nenhum sistema de saúde está preparado para uma epidemia, nem o português nem o alemão nem o italiano nem o britânico. E o nosso não é dos piores, muito longe disso, mas adiante.
Nem tudo passa na comunicação social. O hospital da minha cidade é um hospital de 2ª linha e já recebeu vários casos (9, segundo a imprensa local), todos negativos. Quando for preciso, estão cá recursos humanos e camas. Claro que com tantos médicos a aproveitar a ocasião para se porem em bicos de pés e virem para a comunicação social corroborar a tese do péssimo SNS que temos (e sabe-se bem que isto não é pontual e interessa a muita gente abrir caminho para a privatização da saúde), a imagem que passa é de desassossego. No entanto, como se vê pelo caso da Ana (ainda bem tudo está encaminhado, desejo as melhoras!), quando as coisas têm de funcionar, funcionam. E é curioso que o colégio das suas filhas não tenha aparecido na comunicação social como tendo fechado turmas...boa estratégia essa, a da direção...

guialmi -
Offline
Desde 13 Jul 2013

TA2020 escreveu:

guialmi escreveu:
Essa informação é bastante útil, obrigada.
As escolas secundárias aqui (há 2)estão a adotar diferentes procedimentos. Uma cancelou todas as visitas de estudo, a outra não,inclusive mantém-se uma prevista para a Páscoa a Londres. Daqui a duas semanas são as olimpíadas de química em Aveiro, uma das escolas já não vai, a outra sim (uma das minhas filhas será representante da escola).
Vamos vendo...

A UA cancelou os eventos, para já, entre os dias 10 e 27 de Março.


Coitada da miúda, estava toda entusiasmada por ir (ainda não teve informação, talvez hoje já saiba). Eu própria quero marcar uma visita de estudo e nem sei se vale a pena avançar. Está tudo em suspenso.

Videl86 -
Offline
Desde 18 Jul 2014

Ana Svensson escreveu:

Videl86 escreveu:
Ana Svensson escreveu:
Videl86 escreveu:Ah, outra coisa que quero dizer que pelo menos a mim me deixa bastante mais segura. É verdade que em Itália temos muitas mortes, provavelmente pelos motivos já referidos...mas temos também o exemplo da Alemanha que já conta com 1040 casos e zero mortes! Há ainda indicação que têm apenas 9 casos críticos...provavelmente as pessoas afetadas não eram tão idosas e o sistema de saúde teve uma resposta adequada, penso eu.

Isso a mim assusta-me. Parece-me a mim que o nosso SNS estará muito mais próximo do italiano que do alemão, o que não abona muito a nosso favor. Eu não acho normal que uma pessoa vinda de Milão vá ao hospital com sintomas e seja mandada fazer a sua vida normal (tendo agora contagiado dezenas de pessoas no norte do país), não acho normal que se ligue para a saúde 24 depois de se estar em contacto com pacientes confirmados ou de voltar de um país de risco e a resposta seja para lavar as mãos com frequência, não acho normal que muitas vezes se ligue até já com sintomas e isso seja desvalorizado, não acho normal ter ma médica a dizer-te que os grupos de risco são crianças (a sério? 🤷‍♀️), grávidas e idosos ... não acho mesmo. Parece-me a mim que em Portugal vamos andar sempre a correr atrás do prejuízo.
Enfim, eu estou agora à espera dos resultados da análise.

Atenção, o principal motivo para disparidade no número de mortos não será a qualidade do sistema de saúde da Alemanha versus Itália, será mesmo que em Itália o foco foram pessoas muito idosas e na Alemanha com certeza não foi o caso. Além de que Itália tem poucos jovens e a Alemanha tem imensos.
Independentemente disto eu confio no nosso SNS. Pode até ser ingénuo da minha parte, mas confio. E não vi nenhum relato em que tenham dito a pessoas vindas de Itália e com sintomas para fazerem as suas vidas normais. Disseram isso sim a pessoas vindas de Itália sem sintomas. O que eu entendo...porque quantas pessoas por dia devem chegar a Portugal de Itália? Não podem ficar todas de quarentena só porque vieram de Itália. Mas claro, devem ter cuidados adicionais e medir a sua temperatura com regularidade, e a qualquer sinal de doença devem isolar-se e ligar saúde 24.

Naturalmente, o facto de Itália ter uma população mais envelhecida terá influência nos resultados, mas não justifica 133 mortes num dia. Portugal também tem uma população bastantes envelhecida.
Tem, por exemplo, o caso do trabalhador de Felgueiras que esteve uma semana a trabalhar numa fábrica com sintomas, depois de já ter ido ao hospital (não apenas contactado a SNS 24). Este foi precisamente o caso “responsável” pela maioria dos contágios internos, como seria expectável. Muitos mais casos relacionados aparecerão nas próximas horas e dias. Depois disto, não, não me peçam para acreditar no SNS.
Não tenho noção de quantos serão já os casos suspeitos no S. João (pelo que me apercebi, sem dúvida mais do que os noticiados, incluindo bastantes médicos), mas está um verdadeiro caos.


Mas esse trabalhador de Felgueiras tinha dito que tinha estado em Itália, mostrou estar com sintomas e mandaram-no trabalhar? Isso acho estranho e se se confirmar algo falhou aí, de certeza.
*
Consegui encontrar álcool-gel hoje, na farmácia do norteshopping! Ainda tinham bastantes frasquinhos! Provavelmente até alguém se aperceber e comprar 30 Espertalhão
*
Eu hoje estava a pensar que se calhar o vírus já cá estava há bastante tempo. Houve uma notícia de um homem que morreu dia 13 de fevereiro em Espanha ou Itália (não tenho a certeza do país), antes desse país ter casos confirmados, e no final de fevereiro decidiram fazer uma autópsia e confirmou-se que ele tinha morrido com covid-19...o que me faz pensar que o vírus já tinha chegado à Europa muito antes do sensacionalismo. Isto tudo porque eu estou há dois dias a sentir uma situação respiratória super estranha, como se tivesse falta de ar ou respiração ofegante, sem fazer grande esforço físico...no entanto não sinto dificuldade respiratória, ou seja, consigo respirar perfeitamente bem e tenho a certeza que se me verificarem o oxigénio vai estar a 100%...e também estou com os músculos de uma forma geral meio cansados, por exemplo hoje estava a conduzir há 5 minutos e estava com os braços cansados de estar com eles elevados para pegar no volante. E pus-me a pensar, no dia de início de um dos meus cursos eu estive com uma italiana, não sei se ela tinha estado em Itália recentemente ou não...mas isto foi no dia 13 de fevereiro, nao voltei a estar com a mesma pessoa. E será possível uma manifestação assim atípica, sem febre ou tosse persistente? (eu dificilmente tenho febre) porque se for então provavelmente temos muitos mais casos do que pensamos.

Sobre Videl86

08 de dezembro de 2014 <3 49,5 cm e 2,920 de amor e doçura <3
13 de dezembro de 2017 <3 47 cm e 2,815 de fofurice e amor <3

RoxyGirl -
Offline
Desde 27 Jan 2016

Aqui em Portimão, devo de confessar, que estou espantada (no bom sentido) com as medidas tomadas (espero mesmo que no fim se tenha pecado por excesso), duas escolas já estão fechadas, (estão a ponderar o fecho das restantes) até dia 31 de Março também as salas de espetáculos, piscinas e pavilhões desportivos vão estar encerrados como medida preventiva. Eu aplaudo esta situação, não vou ficar barricada em casa, mas vou tentar minimizar ao máximo o nível de possível contágio, deixei de ir ao café (ainda poupo uns troços), por acaso já tinha feito as compras do mês, o que faltar agora compra-se online, parques infantis também já não vamos, passamos a ir passear à praia ou à serra, por acaso descobri também, que ir passear com crianças num centro de jardinagem é super agradável, o meu marido é rotário e também já decidiu que nas próximas semanas não irá a nenhum evento (o próprio presidente internacional desta organização aconselhou ao cancelamento dos eventos futuros), por isso sim, não é andar a panicar, mas se não pensarmos só em nós as coisas poderão não atingir proporções gigantes.

Pequeno desabafo e nada direccionado para as pessoas aqui do fórum:
- Já não posso ouvir/ler as comparações entre o número de pessoas que morrem numa guerra, fome, cancro, etc, são números igualmente trágicos, mas são problemas diferentes e com soluções diferentes, ou então as comparações com a gripe, não dá, ainda, para fazer comparações tão levianas, pois na realidade não se sabe muito bem os danos que este vírus pode causar a longo prazo

MisaL -
Offline
Desde 17 Abr 2019

Claro que ninguém está preparado, não há sistema nenhum que esteja, mas o que me "irrita" é que era óbvio que iam começar a cair dezenas de chamadas na linha de saúde 24, que o s.joao e o santo António não iam aguentar receber centenas de casos, que o INEM ia ter de transportar muita gente...mas e quê? Até há uma semana não havia cá casos e era um exagero pensar-se em fazer mais alguma coisa.
E o ministério da educação sabe o que fazer? Ainda no sábado recebemos indicação de cancelamento de todas as atividades fora da escola, mas se for dentro tudo bem...se a companhia de teatro quiser ir à escola, já pode ser.
Sexta-feira e hoje começaram "a aparecer" as pessoas que estiveram em Itália no carnaval e que decidiram não contar.

guialmi escreveu:
Deixo uma nota em relação aos comentários feitos mais atrás sobre a impreparação do SNS para uma situação destas. É evidente que nenhum sistema de saúde está preparado para uma epidemia, nem o português nem o alemão nem o italiano nem o britânico. E o nosso não é dos piores, muito longe disso, mas adiante.
Nem tudo passa na comunicação social. O hospital da minha cidade é um hospital de 2ª linha e já recebeu vários casos (9, segundo a imprensa local), todos negativos. Quando for preciso, estão cá recursos humanos e camas. Claro que com tantos médicos a aproveitar a ocasião para se porem em bicos de pés e virem para a comunicação social corroborar a tese do péssimo SNS que temos (e sabe-se bem que isto não é pontual e interessa a muita gente abrir caminho para a privatização da saúde), a imagem que passa é de desassossego. No entanto, como se vê pelo caso da Ana (ainda bem tudo está encaminhado, desejo as melhoras!), quando as coisas têm de funcionar, funcionam. E é curioso que o colégio das suas filhas não tenha aparecido na comunicação social como tendo fechado turmas...boa estratégia essa, a da direção...

DianaES -
Offline
Desde 08 Out 2013

Videl86 escreveu:

Ana Svensson escreveu:
Videl86 escreveu:
Ana Svensson escreveu:
Videl86 escreveu:Ah, outra coisa que quero dizer que pelo menos a mim me deixa bastante mais segura. É verdade que em Itália temos muitas mortes, provavelmente pelos motivos já referidos...mas temos também o exemplo da Alemanha que já conta com 1040 casos e zero mortes! Há ainda indicação que têm apenas 9 casos críticos...provavelmente as pessoas afetadas não eram tão idosas e o sistema de saúde teve uma resposta adequada, penso eu.

Isso a mim assusta-me. Parece-me a mim que o nosso SNS estará muito mais próximo do italiano que do alemão, o que não abona muito a nosso favor. Eu não acho normal que uma pessoa vinda de Milão vá ao hospital com sintomas e seja mandada fazer a sua vida normal (tendo agora contagiado dezenas de pessoas no norte do país), não acho normal que se ligue para a saúde 24 depois de se estar em contacto com pacientes confirmados ou de voltar de um país de risco e a resposta seja para lavar as mãos com frequência, não acho normal que muitas vezes se ligue até já com sintomas e isso seja desvalorizado, não acho normal ter ma médica a dizer-te que os grupos de risco são crianças (a sério? 🤷‍♀️), grávidas e idosos ... não acho mesmo. Parece-me a mim que em Portugal vamos andar sempre a correr atrás do prejuízo.
Enfim, eu estou agora à espera dos resultados da análise.

Atenção, o principal motivo para disparidade no número de mortos não será a qualidade do sistema de saúde da Alemanha versus Itália, será mesmo que em Itália o foco foram pessoas muito idosas e na Alemanha com certeza não foi o caso. Além de que Itália tem poucos jovens e a Alemanha tem imensos.
Independentemente disto eu confio no nosso SNS. Pode até ser ingénuo da minha parte, mas confio. E não vi nenhum relato em que tenham dito a pessoas vindas de Itália e com sintomas para fazerem as suas vidas normais. Disseram isso sim a pessoas vindas de Itália sem sintomas. O que eu entendo...porque quantas pessoas por dia devem chegar a Portugal de Itália? Não podem ficar todas de quarentena só porque vieram de Itália. Mas claro, devem ter cuidados adicionais e medir a sua temperatura com regularidade, e a qualquer sinal de doença devem isolar-se e ligar saúde 24.

Naturalmente, o facto de Itália ter uma população mais envelhecida terá influência nos resultados, mas não justifica 133 mortes num dia. Portugal também tem uma população bastantes envelhecida.
Tem, por exemplo, o caso do trabalhador de Felgueiras que esteve uma semana a trabalhar numa fábrica com sintomas, depois de já ter ido ao hospital (não apenas contactado a SNS 24). Este foi precisamente o caso “responsável” pela maioria dos contágios internos, como seria expectável. Muitos mais casos relacionados aparecerão nas próximas horas e dias. Depois disto, não, não me peçam para acreditar no SNS.
Não tenho noção de quantos serão já os casos suspeitos no S. João (pelo que me apercebi, sem dúvida mais do que os noticiados, incluindo bastantes médicos), mas está um verdadeiro caos.

Mas esse trabalhador de Felgueiras tinha dito que tinha estado em Itália, mostrou estar com sintomas e mandaram-no trabalhar? Isso acho estranho e se se confirmar algo falhou aí, de certeza.
*
Consegui encontrar álcool-gel hoje, na farmácia do norteshopping! Ainda tinham bastantes frasquinhos! Provavelmente até alguém se aperceber e comprar 30
*
Eu hoje estava a pensar que se calhar o vírus já cá estava há bastante tempo. Houve uma notícia de um homem que morreu dia 13 de fevereiro em Espanha ou Itália (não tenho a certeza do país), antes desse país ter casos confirmados, e no final de fevereiro decidiram fazer uma autópsia e confirmou-se que ele tinha morrido com covid-19...o que me faz pensar que o vírus já tinha chegado à Europa muito antes do sensacionalismo. Isto tudo porque eu estou há dois dias a sentir uma situação respiratória super estranha, como se tivesse falta de ar ou respiração ofegante, sem fazer grande esforço físico...no entanto não sinto dificuldade respiratória, ou seja, consigo respirar perfeitamente bem e tenho a certeza que se me verificarem o oxigénio vai estar a 100%...e também estou com os músculos de uma forma geral meio cansados, por exemplo hoje estava a conduzir há 5 minutos e estava com os braços cansados de estar com eles elevados para pegar no volante. E pus-me a pensar, no dia de início de um dos meus cursos eu estive com uma italiana, não sei se ela tinha estado em Itália recentemente ou não...mas isto foi no dia 13 de fevereiro, nao voltei a estar com a mesma pessoa. E será possível uma manifestação assim atípica, sem febre ou tosse persistente? (eu dificilmente tenho febre) porque se for então provavelmente temos muitos mais casos do que pensamos.


Siiim, do que li pode-se ser assintomático (completamente) ou ter sintomas ligeiros que nem sequer relacionamos com isso, como esse cansaço!
Não tenho a menor dúvida, e aliás está sempre a ser ressaltado, de que há muuuitos mais casos que os identificados. O que não deixa de ter o lado bom de a taxa de mortalidade ser bastante menor... Aliás, li um artigo de um médico sueco que diz que os vírus têm uma tendência de se tornar menos sintomáticos quando começam a ser contidos, quase como se houvesse uma espécie de "inteligência" tendenciosa de "Ora vamos cá ver, então estou a ser combatido, deixa-me lá ficar mais soft para conseguir passar despercebido e conseguir infetar mais pessoas", isto como é óbvio foi um modo paralelo que o médico encontrou de explicar as mutações que vão acontecendo... Refere imenss virus com os quais vivemos sem sequer dar por eles, e que não deixam de poder ser perigosos para certos grupos (como a herpes e os recém-nascidos)... E referia esses sintomas como não sintomas. Se encontrar o artigo ainda venho cá deixar.

Ana Svensson -
Offline
Desde 23 Abr 2017

guialmi escreveu:
Deixo uma nota em relação aos comentários feitos mais atrás sobre a impreparação do SNS para uma situação destas. É evidente que nenhum sistema de saúde está preparado para uma epidemia, nem o português nem o alemão nem o italiano nem o britânico. E o nosso não é dos piores, muito longe disso, mas adiante.
Nem tudo passa na comunicação social. O hospital da minha cidade é um hospital de 2ª linha e já recebeu vários casos (9, segundo a imprensa local), todos negativos. Quando for preciso, estão cá recursos humanos e camas. Claro que com tantos médicos a aproveitar a ocasião para se porem em bicos de pés e virem para a comunicação social corroborar a tese do péssimo SNS que temos (e sabe-se bem que isto não é pontual e interessa a muita gente abrir caminho para a privatização da saúde), a imagem que passa é de desassossego. No entanto, como se vê pelo caso da Ana (ainda bem tudo está encaminhado, desejo as melhoras!), quando as coisas têm de funcionar, funcionam. E é curioso que o colégio das suas filhas não tenha aparecido na comunicação social como tendo fechado turmas...boa estratégia essa, a da direção...

Naturalmente, nenhum sistema de saúde está preparado para uma situação destas, uns lidarão melhor com ela, outros pior. Do que vejo, em comparação com outro país (que não Itália nem a Alemanha... de facto não conheço o sistema de saúde de nenhum dos dois) parece-me que estamos a ter uma resposta muito lenta e acredito sinceramente que, tal como em Itália e Espanha (e provavelmente outros), podemos estar a falhar por falta de deteção precoce dos casos.
Obrigada pelas melhoras. Quanto ao colégio não posso comentar. Não pertenço à direção e, portanto, desde que tomem todas as medidas de segurança, pouco me importa o que sai cá para fora. De facto, não há nada nas notícias nem na parte pública do site. Passará, com certeza, a haver no dia em que se detectarem casos em alunos ou professores.

DianaES -
Offline
Desde 08 Out 2013

Ao que parece já reina o caos em Penafiel com as prateleiras dos super-mercados vazias...

Ana Svensson -
Offline
Desde 23 Abr 2017

Videl86 escreveu:

Ana Svensson escreveu:
Videl86 escreveu:
Ana Svensson escreveu:
Videl86 escreveu:Ah, outra coisa que quero dizer que pelo menos a mim me deixa bastante mais segura. É verdade que em Itália temos muitas mortes, provavelmente pelos motivos já referidos...mas temos também o exemplo da Alemanha que já conta com 1040 casos e zero mortes! Há ainda indicação que têm apenas 9 casos críticos...provavelmente as pessoas afetadas não eram tão idosas e o sistema de saúde teve uma resposta adequada, penso eu.

Isso a mim assusta-me. Parece-me a mim que o nosso SNS estará muito mais próximo do italiano que do alemão, o que não abona muito a nosso favor. Eu não acho normal que uma pessoa vinda de Milão vá ao hospital com sintomas e seja mandada fazer a sua vida normal (tendo agora contagiado dezenas de pessoas no norte do país), não acho normal que se ligue para a saúde 24 depois de se estar em contacto com pacientes confirmados ou de voltar de um país de risco e a resposta seja para lavar as mãos com frequência, não acho normal que muitas vezes se ligue até já com sintomas e isso seja desvalorizado, não acho normal ter ma médica a dizer-te que os grupos de risco são crianças (a sério? 🤷‍♀️), grávidas e idosos ... não acho mesmo. Parece-me a mim que em Portugal vamos andar sempre a correr atrás do prejuízo.
Enfim, eu estou agora à espera dos resultados da análise.

Atenção, o principal motivo para disparidade no número de mortos não será a qualidade do sistema de saúde da Alemanha versus Itália, será mesmo que em Itália o foco foram pessoas muito idosas e na Alemanha com certeza não foi o caso. Além de que Itália tem poucos jovens e a Alemanha tem imensos.
Independentemente disto eu confio no nosso SNS. Pode até ser ingénuo da minha parte, mas confio. E não vi nenhum relato em que tenham dito a pessoas vindas de Itália e com sintomas para fazerem as suas vidas normais. Disseram isso sim a pessoas vindas de Itália sem sintomas. O que eu entendo...porque quantas pessoas por dia devem chegar a Portugal de Itália? Não podem ficar todas de quarentena só porque vieram de Itália. Mas claro, devem ter cuidados adicionais e medir a sua temperatura com regularidade, e a qualquer sinal de doença devem isolar-se e ligar saúde 24.

Naturalmente, o facto de Itália ter uma população mais envelhecida terá influência nos resultados, mas não justifica 133 mortes num dia. Portugal também tem uma população bastantes envelhecida.
Tem, por exemplo, o caso do trabalhador de Felgueiras que esteve uma semana a trabalhar numa fábrica com sintomas, depois de já ter ido ao hospital (não apenas contactado a SNS 24). Este foi precisamente o caso “responsável” pela maioria dos contágios internos, como seria expectável. Muitos mais casos relacionados aparecerão nas próximas horas e dias. Depois disto, não, não me peçam para acreditar no SNS.
Não tenho noção de quantos serão já os casos suspeitos no S. João (pelo que me apercebi, sem dúvida mais do que os noticiados, incluindo bastantes médicos), mas está um verdadeiro caos.

Mas esse trabalhador de Felgueiras tinha dito que tinha estado em Itália, mostrou estar com sintomas e mandaram-no trabalhar? Isso acho estranho e se se confirmar algo falhou aí, de certeza.
*
Consegui encontrar álcool-gel hoje, na farmácia do norteshopping! Ainda tinham bastantes frasquinhos! Provavelmente até alguém se aperceber e comprar 30
*
Eu hoje estava a pensar que se calhar o vírus já cá estava há bastante tempo. Houve uma notícia de um homem que morreu dia 13 de fevereiro em Espanha ou Itália (não tenho a certeza do país), antes desse país ter casos confirmados, e no final de fevereiro decidiram fazer uma autópsia e confirmou-se que ele tinha morrido com covid-19...o que me faz pensar que o vírus já tinha chegado à Europa muito antes do sensacionalismo. Isto tudo porque eu estou há dois dias a sentir uma situação respiratória super estranha, como se tivesse falta de ar ou respiração ofegante, sem fazer grande esforço físico...no entanto não sinto dificuldade respiratória, ou seja, consigo respirar perfeitamente bem e tenho a certeza que se me verificarem o oxigénio vai estar a 100%...e também estou com os músculos de uma forma geral meio cansados, por exemplo hoje estava a conduzir há 5 minutos e estava com os braços cansados de estar com eles elevados para pegar no volante. E pus-me a pensar, no dia de início de um dos meus cursos eu estive com uma italiana, não sei se ela tinha estado em Itália recentemente ou não...mas isto foi no dia 13 de fevereiro, nao voltei a estar com a mesma pessoa. E será possível uma manifestação assim atípica, sem febre ou tosse persistente? (eu dificilmente tenho febre) porque se for então provavelmente temos muitos mais casos do que pensamos.


Bem, do que se sabe foi isso que aconteceu. Claro que não posso garantir que a pessoa em questão tenha dito tudo aos médicos.
É precisamente nesse atraso de detecção dos casos que eu acho que se está a falhar muito. Sim, do que tenho lido, ainda há bastantes casos que não provocam febre. Da informação que vi (certa ou não, não sei) dos casos portugueses, o sintoma mais comum era a tosse, mas mesmo isso nem todos tinham. Claro que o mais provável é que a italianas com que esteve não tivesse nada e a Videl os sei sintomas estejam relacionados com qualquer outra coisa. Mas certezas, nunca se tem.

RoxyGirl -
Offline
Desde 27 Jan 2016

guialmi escreveu:

TA2020 escreveu:
guialmi escreveu:
Essa informação é bastante útil, obrigada.
As escolas secundárias aqui (há 2)estão a adotar diferentes procedimentos. Uma cancelou todas as visitas de estudo, a outra não,inclusive mantém-se uma prevista para a Páscoa a Londres. Daqui a duas semanas são as olimpíadas de química em Aveiro, uma das escolas já não vai, a outra sim (uma das minhas filhas será representante da escola).
Vamos vendo...

A UA cancelou os eventos, para já, entre os dias 10 e 27 de Março.

Coitada da miúda, estava toda entusiasmada por ir (ainda não teve informação, talvez hoje já saiba). Eu própria quero marcar uma visita de estudo e nem sei se vale a pena avançar. Está tudo em suspenso.

Acredito que o evento não seja cancelado e sim adiado. Em relação à sua visita de estudo, espere mais um mês, até ver como esta situação evolui

mamagemelar -
Offline
Desde 29 Ago 2011

Nos por ca continuamos sem ser contagiados. Ainda hoje de manha me pus a pensar q na escola dos meus ainda nao se lembraram q tanto eu como o pai trabalhamos no aeroporto. Ainda me mandem as criancas para casa. Nao temos qq sintoma e estamos todos super bem. Espero q a tendencia seja.esta e que tudo isto passe muito rapido.

Fez se luz no meu coracao a 22\11\2010... Rafaela as 00h10m e Fábio as 00h13m..Minhas vidas!!! Amo vos mto mto Afilhada e Madrinha babada da mnh kerida TWINMUMMY!!!mais uma madrinha e afilhada 5* SUSANA CORVOS mais uma afilhada linda. Sara78_98 . madrinha e afilhada da APIPAS querida!!!

mamagemelar -
Offline
Desde 29 Ago 2011

Nos por ca continuamos sem ser contagiados. Ainda hoje de manha me pus a pensar q na escola dos meus ainda nao se lembraram q tanto eu como o pai trabalhamos no aeroporto. Ainda me mandem as criancas para casa. Nao temos qq sintoma e estamos todos super bem. Espero q a tendencia seja.esta e que tudo isto passe muito rapido.

Fez se luz no meu coracao a 22\11\2010... Rafaela as 00h10m e Fábio as 00h13m..Minhas vidas!!! Amo vos mto mto Afilhada e Madrinha babada da mnh kerida TWINMUMMY!!!mais uma madrinha e afilhada 5* SUSANA CORVOS mais uma afilhada linda. Sara78_98 . madrinha e afilhada da APIPAS querida!!!

MisaL -
Offline
Desde 17 Abr 2019

DianaES escreveu:
Ao que parece já reina o caos em Penafiel com as prateleiras dos super-mercados vazias...

É de se esperar ...ontem à noite mandaram toda a gente ficar em casa e não saírem do concelho (falo de Lousada, mas em Penafiel deve ser igual).
Num dia é tudo "na boa" no outro é tudo fechado.

Tyta.B -
Offline
Desde 31 Jul 2015

DianaES escreveu:
Ao que parece já reina o caos em Penafiel com as prateleiras dos super-mercados vazias...

Lá está a tal histeria coletiva.
Lousada e Felgueiras têm muitos casos, entre confirmados e suspeitos, mas o resto do Vale do Sousa não. E isto é grande. Nem Penafiel, nem Paredes, nem Paços de Ferreira, nem Castelo de Paiva têm casos confirmados.

TA2020 -
Offline
Desde 23 Set 2019

guialmi escreveu:

Coitada da miúda, estava toda entusiasmada por ir (ainda não teve informação, talvez hoje já saiba). Eu própria quero marcar uma visita de estudo e nem sei se vale a pena avançar. Está tudo em suspenso.

E acredito que, dependendo do evoluir da situação, eles alarguem este cancelamento após o dia 27. A UA tem tanta malta de todas as partes do mundo (e do país), que duvido que arrisquem facilitismos.

TA2020 -
Offline
Desde 23 Set 2019

MisaL escreveu:
Até há uma semana não havia cá casos e era um exagero pensar-se em fazer mais alguma coisa.

Na empresa onde trabalho, foi pedido ainda em Janeiro à responsável de HST que preparasse um plano de contingência, para o caso de a coisa vir a piorar. Andou a empurrar o assunto durante este tempo todo e só na semana passada, quando surgiu o primeiro caso, é que resolveu agir. Agora anda aflita porque, aqui na zona, não encontra álcool gel em lado nenhum para os dispensadores que já tínhamos do tempo da Gripe A e que estão vazios desde essa altura (picamos ponto com impressão digital, era algo a manter sempre e não só em caso de alarme).

DianaES -
Offline
Desde 08 Out 2013

A comunicação social também não ajuda... a sério. Em espaço de minutos dizem: Há muitos mais casos que os identificados (alaaaarme!), e pouco depois dizem que OMS diz que a taxa de mortalidade é maior que a da gripe... Tipo, não era melhor correlacionar as notícias explicando que se há muitos mais casos que os que se sabe, significa que a taxa de mortalidade é também menor que a calculada. Depois não dizem que a da gripe é 0.9, mas dizem que a do ébola chegou aos 50%... Tipo, parece mesmo a querer mostrar que se tratam de taxas altíssimas. Vou começar a ver só a Disney Junior...

DianaES -
Offline
Desde 08 Out 2013

TA2020 escreveu:

MisaL escreveu:Até há uma semana não havia cá casos e era um exagero pensar-se em fazer mais alguma coisa.

Na empresa onde trabalho, foi pedido ainda em Janeiro à responsável de HST que preparasse um plano de contingência, para o caso de a coisa vir a piorar. Andou a empurrar o assunto durante este tempo todo e só na semana passada, quando surgiu o primeiro caso, é que resolveu agir. Agora anda aflita porque, aqui na zona, não encontra álcool gel em lado nenhum para os dispensadores que já tínhamos do tempo da Gripe A e que estão vazios desde essa altura (picamos ponto com impressão digital, era algo a manter sempre e não só em caso de alarme).


Nisso estou com sorte, por aqui há imensos dispensadores de gel desinfetante e já vi que têm um bom stock.
Em contrapartida tenho um colega do meu gabinete que foi almoçar com um cliente recem chegado de França... E amanhã temos reunião com outro...

MisaL -
Offline
Desde 17 Abr 2019

As escolas (eu ando ao lado de Lousada) ainda hoje não sabem o que fazer, não há nada estabelecido.
Devia haver algo previsto, os miúdos têm receio que a escola feche e não se sabe como são dadas as notas, há exames nacionais daqui a pouco, etc, etc O que provoca o caos é não se saber, é tudo dito em cima do acontecimento e não fazemos ideia do que podem dizer.
E os infantários podem fechar? Se forem privados podem decidir fechar? E os pais podem faltar?...eu acho que se devia ter tudo mais definido.
Ainda há umas semanas quem estivesse de quarentena descontava do vencimentos, uns dias depois passou a ser pago a 100%. Não há regras claras para nada.
Houve tanto tempo para se pensar um pouco, mas não.

DianaES escreveu:

TA2020 escreveu:
MisaL escreveu:Até há uma semana não havia cá casos e era um exagero pensar-se em fazer mais alguma coisa.

Na empresa onde trabalho, foi pedido ainda em Janeiro à responsável de HST que preparasse um plano de contingência, para o caso de a coisa vir a piorar. Andou a empurrar o assunto durante este tempo todo e só na semana passada, quando surgiu o primeiro caso, é que resolveu agir. Agora anda aflita porque, aqui na zona, não encontra álcool gel em lado nenhum para os dispensadores que já tínhamos do tempo da Gripe A e que estão vazios desde essa altura (picamos ponto com impressão digital, era algo a manter sempre e não só em caso de alarme).

Nisso estou com sorte, por aqui há imensos dispensadores de gel desinfetante e já vi que têm um bom stock.
Em contrapartida tenho um colega do meu gabinete que foi almoçar com um cliente recem chegado de França... E amanhã temos reunião com outro...

RoxyGirl -
Offline
Desde 27 Jan 2016

MisaL escreveu:
As escolas (eu ando ao lado de Lousada) ainda hoje não sabem o que fazer, não há nada estabelecido.
Devia haver algo previsto, os miúdos têm receio que a escola feche e não se sabe como são dadas as notas, há exames nacionais daqui a pouco, etc, etc O que provoca o caos é não se saber, é tudo dito em cima do acontecimento e não fazemos ideia do que podem dizer.
E os infantários podem fechar? Se forem privados podem decidir fechar? E os pais podem faltar?...eu acho que se devia ter tudo mais definido.
Ainda há umas semanas quem estivesse de quarentena descontava do vencimentos, uns dias depois passou a ser pago a 100%. Não há regras claras para nada.
Houve tanto tempo para se pensar um pouco, mas não.

DianaES escreveu:

TA2020 escreveu:
MisaL escreveu:Até há uma semana não havia cá casos e era um exagero pensar-se em fazer mais alguma coisa.

Na empresa onde trabalho, foi pedido ainda em Janeiro à responsável de HST que preparasse um plano de contingência, para o caso de a coisa vir a piorar. Andou a empurrar o assunto durante este tempo todo e só na semana passada, quando surgiu o primeiro caso, é que resolveu agir. Agora anda aflita porque, aqui na zona, não encontra álcool gel em lado nenhum para os dispensadores que já tínhamos do tempo da Gripe A e que estão vazios desde essa altura (picamos ponto com impressão digital, era algo a manter sempre e não só em caso de alarme).

Nisso estou com sorte, por aqui há imensos dispensadores de gel desinfetante e já vi que têm um bom stock.
Em contrapartida tenho um colega do meu gabinete que foi almoçar com um cliente recem chegado de França... E amanhã temos reunião com outro...

Mas isso é o típico "tuguismo"

RoxyGirl -
Offline
Desde 27 Jan 2016

Entretanto li, no meu ponto de vista, das opiniões mais ponderadas e correctas de alguém da classe médica"

"Perante uma situação como a que estamos a atravessar em relação ao Coronavírus tem sempre de se encontrar um meio-termo entre o alarmismo que pode gerar movimentos de pânico e a total relativização/desvalorização da situação. Se o primeiro gera, por exemplo, movimentos de açambarcamento de material de proteção individual ou mesmo segregação de pessoas porque parecem suspeitas, o segundo leva a que a epidemia possa atingir proporções muito piores.

A China, depois de um período inicial de negação e de tentar abafar o caso, tomou medidas draconianas que acabaram por dar tempo aos outros países para se prepararem. Houve quem o fizesse e bem e outros parecem adotar uma estratégia reativa e muitas vezes retardada na resposta, tal como infelizmente parece ser o caso de Portugal. Alguns no início ingenuamente pensaram que era um problema deles e dos países vizinhos, como se o mundo não fosse cada vez mais global. E isso continua a acontecer mesmo depois da situação dramática que se está a viver em Itália, o que já parece mais incompreensível.

Mas há ainda muitas pessoas e colegas médicos que relativizam a situação. Que falam das mortes causadas por outros vírus como o da gripe, muito superiores que as causadas pelo Covid19, que acham tudo isto um exagero, quando estamos com taxas de mortalidade de 3-4%. Ignorando que a história desta epidemia está ainda a ser escrita e que ainda não sabemos tudo sobre este vírus.

Outros sublinham o facto de que quem corre maior risco são sobretudo os idosos (acima dos 70-80 anos). Isso é verdade, mas alguém relativiza este facto se estiver em causa perder os seus próprios pais ou os avós?

Uma coisa que nos devia ter feito refletir foi a dureza das medidas tomadas e que não têm precedentes (é bom ter isso em conta) em mais nenhuma epidemia ocorrida dos nossos dias pelas autoridades chinesas. Quarentenas de cidades de milhões de habitantes, agora também já ocorrida no norte de Itália, limitações nas reuniões e viagens, hospitais construídos em poucas semanas, paragem da atividade industrial com óbvias repercussões económicas.. algo de estranho se passaria, certo?

E se olharmos bem para os números e embora variem de país para país, a verdade é que há um número considerável de pessoas que podem necessitar de cuidados mais especializados e de unidades de cuidados intensivos (fala-se em 10-15%). E se a mortalidade for X, numa primeira fase em que há possibilidade de as estruturas sanitárias responderem às necessidades, nomeadamente em cuidados intensivos, com o avolumar do número de casos, chegará a um ponto em que pura e simplesmente não há possibilidade de atender os casos graves. Ou seja a mortalidade neste grupo subirá muito mais. E depois começam os critérios para admissão em UCI. “tem mais de 70 anos, é diabético, ou tem comorbilidades? Temos pena, não há possibilidade de o tratar”. E pelos relatos que temos recebido isto está longe de ser ficção, muito pelo contrário.

Por isso, só há uma resposta a dar a esta epidemia. Tomar medidas mais eficazes e de forma decidida e agora mesmo. A primeira coisa em que se devia apostar era informar a população sobre cuidados que pode ter no dia-a-dia. Não apenas quando tosse ou espirra e coloca indevidamente a mão à frente, mas evitando tudo o que sejam riscos necessários, como grandes aglomerações, eventos, espetáculos, centros comerciais, sobretudo em hora de ponta. Escolher horas menos concorridas para ir às compras. Claro que isto terá repercussão em sectores como o turismo, restauração e comércio, mas se o fizermos já e tivermos sucesso, o período de crise será certamente mais reduzido do que se não atuarmos. Também a frequência de piscinas e ginásios poderia ser equacionada. Os cumprimentos individuais como os apertos de mão, evitados. Promover cuidados básicos como a lavagem frequente das mãos, evitar levar as mãos à boca, nariz ou olhos, Em relação às máscaras, há casos em que deviam começar a ser usadas, pelo menos nos aeroportos e aviões, e em casa, perante qualquer caso que nos pareça suspeito. E não me parece que o facto das pessoas não saberem usar as máscaras seja um argumento válido para desaconselhar a sua utilização. Então nesse caso investe-se em campanhas pedagógicas sobre a forma correta de as usar. Também não me parece que o argumento das máscaras darem falsa sensação de segurança seja pertinente. Primeiro, porque seriam usadas como complemento às outras medidas que têm de ser adotadas e todos sabemos que a proteção não é completa. Aliás espero que toda esta desvalorização das máscaras não esteja relacionada com a indisponibilidade que existe das mesmas e que chega aos profissionais de saúde, que são das profissões mais expostas e o grupo profissional onde têm surgido mais casos... Urge também assegurar o fabrico de mais máscaras e penso que o país o poderá fazer. Os profissionais de saúde têm de se proteger até porque são essenciais para tratar os doentes.

Era importante que se começasse já a promover o trabalho a partir de casa sempre que possível, até para diminuir a afluência aos transportes públicos sobretudo em hora de ponta e contactos com muitas pessoas. Que se pensassse seriamente em fechar escolas e outros estabelecimentos. Que se evitassem reuniões alargadas em espaços fechados.

Portanto gostaria que se investissem mais em campanhas informativas na TV sobre todos estes aspetos. Não se pode continuar a esconder o Sol com a peneira.

Gostaria também que se generalizassem mais os testes como na Coreia do Sul, em que se fizeram dezenas de milhares. Isto permitiria um diagnóstico mais rigoroso da situação e que as medidas não fossem retardadas por uma falsa sensação de segurança que advém de serem conhecidos apenas poucos casos confirmados, e com uma ligação com casos de Itália ou indivíduos já com diagnóstico confirmado. Porque são exatamente esses os testados, logo só os positivos nesse grupo podem ser detetados.

Se evitarmos que nós nos infetemos e que o mesmo aconteça com quem contactamos/comunicamos, contribuiremos para evitar a transmissão da doença na comunidade.

A China (onde começam a existir sinais positivos em relação aos novos casos) e a Italia deveriam ser as nossas referencias relativamente a medidas de atuação imediata, se não queremos que o filme se repita ou seja ainda pior em termos de infetados no nosso país.

Não podemos continuar a correr muito atrás do prejuízo. Não podemos deixar que se desvalorize a situação e que cada um tome medidas desde já. Ou então lamentá-lo-emos muito em breve e de forma dramática.

Escrito pelo médico José Pedro Penedo"

Aqui está o link da publicação original

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=10163479948260554&id=826435553

guialmi -
Offline
Desde 13 Jul 2013

TA2020 escreveu:

guialmi escreveu:
Coitada da miúda, estava toda entusiasmada por ir (ainda não teve informação, talvez hoje já saiba). Eu própria quero marcar uma visita de estudo e nem sei se vale a pena avançar. Está tudo em suspenso.

E acredito que, dependendo do evoluir da situação, eles alarguem este cancelamento após o dia 27. A UA tem tanta malta de todas as partes do mundo (e do país), que duvido que arrisquem facilitismos.


Mas isso todos nós temos (ensino superior),em maior ou menor escala. É início de semestre, a semana passada e esta semana estamos a receber imensos alunos estrangeiros. Eu própria recebi e conversei, a menos de um metro, com uma aluna turca, sei lá por onde passou. Espanhóis, então, temos imensos. E depois começa o diz que disse...disse-me agora uma colega que há um caso suspeito numa das secundárias (eu tenho uma filha em cada uma das duas) e que já se sabe desde a semana passada, mas não me soube dizer se era suspeito por ter sintomas ou simplesmente por ter estado em Itália no carnaval. Se ficamos a remoer nisto damos em malucos...(entretanto, nada a ver, mas um ex colega meumorreu na sexta por causa de um idoso em contramão, continuo a ter mais medo de morrer no carro do que pelo vírus).

TA2020 -
Offline
Desde 23 Set 2019

DianaES escreveu:
Depois não dizem que a da gripe é 0.9, mas dizem que a do ébola chegou aos 50%... Tipo, parece mesmo a querer mostrar que se tratam de taxas altíssimas. Vou começar a ver só a Disney Junior...

Isso faz lembrar as notícias que são dadas sobre o crescimento económico. Até pode crescer 2%, mas se no ano passado cresceu 2,5%, a notícia não é sobre o crescimento que efectivamente aconteceu, mas sim para dizer que cresceu menos.
Tenho evitado um bocado os telejornais porque já começa a ser lavagem cerebral a mais.

TA2020 -
Offline
Desde 23 Set 2019

guialmi escreveu:
Se ficamos a remoer nisto damos em malucos...(entretanto, nada a ver, mas um ex colega meumorreu na sexta por causa de um idoso em contramão, continuo a ter mais medo de morrer no carro do que pelo vírus).

É isto, sem tirar nem pôr. O meu marido está a ficar um bocado histérico, este fim-de-semana insistiu algumas vezes para eu pedir baixa, mas por enquanto não vou fazê-lo, porque ainda não sinto que se justifique. Se não estivesse grávida, não me preocuparia minimamente com este tema, estando claro que tenho um mínimo de preocupação mas estou a fazer a minha parte: lavar e desinfectar as mãos com regularidade, cortei totalmente os cumprimentos aqui na empresa e vou evitar shoppings e afins mas, para já, não me parece que faça sentido apostar em nada maior. Talvez se surgir algum caso aqui na empresa aí sim, repense na minha situação.

MisaL -
Offline
Desde 17 Abr 2019

Sim, também não tenho propriamente medo do vírus, tenho "medo" do stress do não se saber o que se vai passar.
Imagina que fecha a escola de uma, mas da outra não, depois vai ser o stress dos exames nacionais, do que como se recupera, etc, etc. Os miúdos já andam em anos tão stressantes, são as médias a contar, e depois fica assim, tudo decidido na hora.
E agora estão a fechar 2 semanas e quando reabriram se surgir novo caso fecham mais 2?
Talvez até seja mais simples nas universidades, mas nas secundárias é muito complicado.

guialmi escreveu:

TA2020 escreveu:
guialmi escreveu:
Coitada da miúda, estava toda entusiasmada por ir (ainda não teve informação, talvez hoje já saiba). Eu própria quero marcar uma visita de estudo e nem sei se vale a pena avançar. Está tudo em suspenso.

E acredito que, dependendo do evoluir da situação, eles alarguem este cancelamento após o dia 27. A UA tem tanta malta de todas as partes do mundo (e do país), que duvido que arrisquem facilitismos.

Mas isso todos nós temos (ensino superior),em maior ou menor escala. É início de semestre, a semana passada e esta semana estamos a receber imensos alunos estrangeiros. Eu própria recebi e conversei, a menos de um metro, com uma aluna turca, sei lá por onde passou. Espanhóis, então, temos imensos. E depois começa o diz que disse...disse-me agora uma colega que há um caso suspeito numa das secundárias (eu tenho uma filha em cada uma das duas) e que já se sabe desde a semana passada, mas não me soube dizer se era suspeito por ter sintomas ou simplesmente por ter estado em Itália no carnaval. Se ficamos a remoer nisto damos em malucos...(entretanto, nada a ver, mas um ex colega meumorreu na sexta por causa de um idoso em contramão, continuo a ter mais medo de morrer no carro do que pelo vírus).

guialmi -
Offline
Desde 13 Jul 2013

Infelizmente, não são só os tugas...
https://expresso.pt/sociedade/2020-03-09-Coronavirus.-Dois-dinamarqueses...

Nem quero pensar a complicação que vai ser com os exames nacionais se houver um número significativo de escolas fechadas. Felizmente daqui a 3 semanas são as férias da Páscoa e acredito mesmo (sou otimista por natureza) que até lá a situação estará controlada.

Votação

Qual destas bebidas consome no dia-a-dia?