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Retrato de VanyBv
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Desde:
21.07.2009

Problemas habituais na infância

decidi colocar este topico pk andava a pesquisar em relação à falta de apetite pois a minha tem andado a beber pco leite, ela n quer e eu tb n a obrigo mas claro q coraçãozinho de mamã fica sempre preocupada e fico-me a perguntar o pk esta falta de apetite. n é sempre q ela tem, desde ontem q ela anda assim mas ja teve fases como esta e q passaram apos uns dias.
**
Falta de apetite

A diminuição ou perda de apetite é um problema muito frequente nos bebés e costuma provocar preocupação entre os pais, mas a sua origem pode ser muito distinta e nem sempre indica a existência de um problema de saúde, o que justifica o facto de o comportamento a adoptar variar consoante os casos. Por exemplo, uma súbita perda de apetite num bebé, que até esse momento não evidencie dificuldades em comer, pode corresponder a um sinal pouco específico de inúmeras doenças infantis, como as infecciosas, e muitas vezes constituir a sua primeira manifestação, pelos os pais devem preocupar-se e ficar atentos ao aparecimento de outros sinais e sintomas que revelem a sua origem. Dado que o apetite do bebé costuma reaparecer após a cura do problema causador, é inútil e prejudicial tentar forçá-lo a comer enquanto a doença persiste, pois pode provocar uma rejeição mais persistente à comida.

O caso de um bebé que costuma estar sempre com falta de apetite é bem diferente. De facto, existem inúmeros casos em que, embora os pais pensem que o bebé não come tanto quanto deveria comer, está realmente a alimentar-se bem em função das suas necessidades nutritivas. A única forma objectiva para constatar se o bebé se alimenta ou não adequadamente consiste em controlar o seu crescimento e desenvolvimento. Caso os parâmetros estejam normais, não existem motivos para preocupação, mas caso se evidencie algum problema, como a paragem do aumento do peso, deve-se proceder a um estudo para se investigar a causa e determinar se o problema é, por exemplo, provocado por uma doença crónica.

No entanto, a falta de apetite nem sempre é provocada por um problema físico, pois também pode ser originada por um problema psicológico de origens mais ou menos profundas. De facto, é habitual e perfeitamente normal que o apetite diminua em algumas fases da infância, sem que isso reflicta um verdadeiro problema, nomeadamente entre os 4 e os 6 meses, altura em que se procede à introdução da alimentação complementar à amamentação ou ao desmame; entre o ano e meio e os 2 anos, altura em que o bebé apenas pretende comer sozinho e rejeita ser alimentado pelos seus pais; e, sobretudo, entre os 4 e os 6 anos, quando o bebé se mostra muito selectivo e rejeita alimentos que antes aceitava sem dificuldades.

Nestes casos, nunca se deve forçar o bebé a comer, já que assim apenas se vai aumentar o nervosismo e o incómodo na hora da refeição, o que propicia a rejeição. Deve-se igualmente evitar atribuir um valor excessivo à refeição, que nunca deve constituir uma forma de o bebé receber mais atenções ou ganhar o afecto dos pais. Caso o bebé provoque constantemente problemas à hora da refeição, o melhor é solicitar ajuda ao pediatra.

Vómitos

Os vómitos são muito comuns nos bebés, sobretudo nos lactentes e bebés pequenos; embora não sejam, na maioria dos casos, muito graves, não devem ser subestimados nem considerados sempre como um problema banal. Em primeiro lugar, é preciso distinguir os vómitos que correspondem à expulsão de alimento proveniente do estômago através da boca provocada de forma brusca, violenta e involuntária por uma súbita contracção do estômago e dos músculos abdominais, sendo normalmente precedidos por náuseas, das tão habituais regurgitações dos lactentes, que correspondem ao refluxo de pequenas quantidades de conteúdo gástrico à boca produzido sem esforço, não sendo acompanhadas por náuseas, nem pela brusca contracção da musculatura abdominal. Embora os lactentes costumem ser afectados por eventuais regurgitações, sobretudo ao longo das primeiras semanas de vida, estas não constituem motivo de preocupação, pois para além de não ter a tendência para interferir na nutrição, o problema costuma desaparecer com o tempo, no máximo até aos 7 ou 8 meses de vida. Por outro lado, caso um lactente com menos de 6 meses evidencie vómitos constantes, deve-se consultar imediata- mente um médico.

Os vómitos podem ser provocados por inúmeras situações, nem sempre de origem digestiva. Caso sejam ocasionais, os vómitos podem evidenciar-se, entre outras razões, como uma manifestação de alguma doença infecciosa comum (rinofaringite, otite, infecção intestinal ou urinária, etc.) ou serem provocados por doenças neurológicas (meningite, hipertensão intracraneana), intoxicações, intolerância a determinados medicamentos ou transgressões dietéticas. Caso se evidenciem de maneira repetida, podem ser provocados por complicações do cárdia estenose do piloro, malformações do esófago, estômago e duodeno, intolerância a determinados alimentos e inúmeras doenças de origem não gástrica, devido a problemas psicológicos ou afectivos.

Tendo em conta o que foi dito, deve-se sempre determinar a origem dos vómitos, o que necessita de uma oportuna consulta médica. De modo a facilitar o trabalho do médico e orientar o diagnóstico, convém que os pais lhe dêem uma informação precisa sobre questões como as características do vómito, se o mesmo foi ou não precedido por náuseas, o momento do seu aparecimento e a sua relação com as refeições, a sua frequência, o aspecto e a natureza do material expulso ou os sinais e sintomas associados. Caso se evidenciem as situações de seguida enumeradas, deve-se imediatamente consultar um médico ou dirigir-se a um serviço de urgências:

• caso os vómitos sejam copiosos, muito potentes e não sejam precedidos de náuseas;

• caso sejam constituídos por sangue, bílis ou material de aspecto fecalóide;

• caso sejam acompanhados por dor abdominal espontânea ou mediante palpação;

• caso sejam acompanhados por uma debilidade do estado geral;

• caso se evidenciem sinais de desidratação;

• sempre que persistam por mais de doze horas.

Diarreia

A diarreia corresponde ao aumento da frequência e do volume e conteúdo em água das fezes em relação ao padrão habitual num determinado bebé, um problema muito comum na infância, sobretudo nos lactentes e bebés mais novos, que costuma ser provocado quando o intestino não é capaz de absorver bem os alimentos ou caso se produza uma aceleração da circulação intestinal. As suas causas podem ser muito variadas, já que a diarreia tanto pode constituir um sinal de inúmeras doenças orgânicas como ser originada por uma alimentação inadequada, pela exposição do bebé a um ambiente demasiado frio ou muito quente, por uma intolerância alimentar ou até devido a factores psicológicos. Independentemente da sua origem, a diarreia nunca deve ser subestimada, mesmo nos casos em que é banal, porque pode provocar uma perda significativa de líquidos e originar um grave quadro de desidratação.

A diarreia crónica pode ser, entre outras razões, provocada por intolerância alimentar, problemas metabólicos e diversas alterações do aparelho digestivo que provoquem uma síndrome de má absorção intestinal. Deve-se proceder sempre ao oportuno diagnóstico da sua origem, um ponto fundamental para se desencadear o seu devido tratamento.

A diarreia aguda é, por outro lado, muito mais comum e, embora seja na maioria dos casos provocada por transgressões dietéticas, corresponde muitas vezes à manifestação de uma infecção, não necessariamente digestiva, como uma gastrenterite, que pode originar, entre os bebés mais novos, uma crise diarreica, uma otite, uma infecção respiratória ou urinária, podendo igualmente ser provocada pelo efeito secundário de algum medicamento. A diarreia é, na maioria dos casos, felizmente resolvida em poucos dias, não chegando a provocar complicações, sem que se tenha de recorrer a um tratamento farmacológico específico, pois apenas costuma ser necessário proceder-se à adopção de algumas medidas dietéticas, baseadas essencialmente em deixar o aparelho digestivo em repouso e, consequentemente, em evitar os estímulos que aumentem o peristaltismo intestinal e uma abundante assimilação de líquidos para compensar as perdas.

Caso se evidencie um quadro de diarreia com alguma das características de seguida enumeradas, deve-se consultar urgentemente um médico:

• caso a matéria fecal seja sanguinolenta ou constituída por vestígios de sangue;

• caso o bebé seja um lactente, sobretudo caso tenha menos de 3 meses;

• caso o bebé tenha febre e vómitos;

• caso se evidenciem sinais de desidratação;

• caso a crise de diarreia coincida com a administração de algum medicamento, em especial um antibiótico;

• caso os episódios de diarreia.

Tosse

A tosse é um reflexo desencadeado pela irritação da mucosa da laringe, traqueia ou brônquios, cujo principal objectivo é a desobstrução das vias aéreas. A tosse constitui um problema muito comum nas crianças, pois representa uma manifestação de inúmeras patologias do aparelho respiratório, algumas delas, sobretudo as de origem infecciosa, muito frequentes ao longo da infância. Como é óbvio, o tratamento corresponde sempre ao da patologia causadora, embora se possam adoptar algumas medidas específicas para aliviar o incómodo consequente da mesma, sendo igualmente possível distinguir dois tipos de tosse, dadas as suas evidentes diferenças:

• a tosse seca ou irritativa, que como não é acompanhada por expectoração, não costuma ter qualquer benefício: caso seja incómoda, por exemplo, se provocar vómitos ou impedir o sono nocturno, pode ser combatida com medicamentos antitússicos que eliminem o reflexo;

• a tosse húmida ou produtiva, como é acompanhada por expectoração, beneficia a expulsão das secreções acumuladas nas vias respiratórias: nunca deve ser tratada com antitússicos, pois deve-se facilitar a expectoração através de medicamentos mucolíticos e fluidificantes.

Em suma, deve-se obviamente consultar o médico sempre que o bebé tenha tosse, pois é necessário determinar a sua origem de modo a proceder-se ao seu oportuno tratamento, embora existam situações em que se deve iniciar a terapêutica com urgência:

• caso a tosse seja acompanhada por sinais e sintomas de dificuldade respiratória, como adejo nasal e tiragem, sobretudo caso seja intensa e progressiva;

• caso a respiração seja acompanhada por ruídos anómalos que sugiram a obstrução das vias aéreas, como assobios, silvos ou um som áspero, rouco e agudo (estridor laríngeo);

• caso se evidenciem alterações da coloração cutânea que sugiram um problema de oxigenação, independentemente de ser palidez ou cianose (tonalidade azulada da pele e mucosas);

• sempre que seja acompanhada por febre elevada.

FONTE: http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=846

Retrato de Maria Paixão
Offline
Desde:
24.11.2010

obrigada por partilhares! são sempre informações importantes Espertalhão

M.J.

Retrato de VanyBv
Offline
Desde:
21.07.2009

de nada, é msm bom sp este tipo de partilhas Sorriso