Problemas com os avós | De Mãe para Mãe

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Problemas com os avós

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VlBvC -
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Desde 04 Jan 2017

Ola a todas! Desculpem este desabafo mas gostava de saber a vossa opinião. Fui mãe a 2 meses de uma menina linda. Vivo com ela e o meu marido em casa dos meus pais. Mas tou farta PK a minha mãe quer fazer tudo e intromete se em tudo. Controla a hora em que dou leite, entra no meu quarto pra ver a menina, tira me ela dos braços. Quando volto com o biberao preparado já ta pronta pra o dar a menina. Ta sempre a arranjar desculpas pra vir ao meu quarto. Já alguém passou por algo assim ou semelhante? Como resolveram?

Ana Ruca -
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Desde 28 Ago 2017

O ideal seria vocês terem o vosso cantinho

Submetido por Ana Ruca em Qui, 05/10/2017 - 01:18
Andro -
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Desde 03 Mar 2016

Boa noite . Até senti revolta no seu testemunho .. e quem disser que isso é normla , porque é avó e blá blá blá .. é mentira. Cada macaco no seu galho . Das duas uma .. ou mete já um travão , feche a porta do quarto à chave , estipule regras , diga que não é assim , que tem de pedir se pode primeiro entrar no quarto , é uma questão básica , de privacidade e que apartir de hoje , só cuida da criança quando você achar oportuno ... a outra opção é sair dai !!!!

Submetido por Andro em Qui, 05/10/2017 - 01:19
Mória -
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Desde 25 Nov 2016

Meta já os pontos nos is. Se nao fizer nada, com o tempo piora e sei bem do que falo

Submetido por Mória em Qui, 05/10/2017 - 08:02
Sobre Mória

❤❤❤
O nosso mundo ficou ainda mais azul ás 40s1d.
No dia 30.04.2017, ás 10h51m com 3,045kg e 49cm
❤❤❤

Lucicris -
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Desde 12 Jul 2016

Olá mamã,

Infelizmente sei bem do que fala. Quando o meu menino nasceu também vivia com os meus pais. Como era nova e sem experiência, a minha mãe achava-se no direito de tratar dele e eu só servia para dar mama. Também entrava no meu quarto sem pedir autorização, pegava nele e coisas assim. Tive de começar a trabalhar quando o menino tinha um mês, para não ter de depender dos meus pais, já que o pai dele não queria saber de ajudar, e o meu filho ficava com a minha mãe. A maior asneira que fiz, arrependo-me todos os dias.
Só para imaginar ao ponto em que as coisas chegaram, no dia que o meu filho ia comer fruta pela primeira vez eu disse que queria ser eu a dar, como é natural. Fui pra escola de condução, e quando cheguei ela já estava a dar...
O conselho que posso dar é pôr um travão de imediato, porque caso contrário vai se arrepender o resto da vida e nunca vai conseguir esquecer. É uma dor difícil de ser ignorada

Submetido por Lucicris em Qui, 05/10/2017 - 09:35
KellyPT -
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Desde 05 Abr 2011

Viver em casa dos pais é, do meu ponto de vista, completamente incompatível com ter a nossa própria família, por mais de mil razões e essa é só uma. Não acho que exista outra solução razoável, equilibrada, justa e adulta que não seja sair dali. O problema todo é estar a viver numa casa que não é sua. Enquanto assim for, nada se resolverá e de nada adianta"conversar", "negociar", "impor limites" ou trancar a porta do quarto

Submetido por KellyPT em Qui, 05/10/2017 - 10:01
Tyta.B -
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Desde 31 Jul 2015

Vivendo com ela é muito complicado. Os meus pais também eram assim, mas eu não vivia com eles, portanto quando as conversas não surtiram efeito eu afastei-me. E eles aprenderam a lição.
Claro que primeiro tentei falar com calma, depois bati o pé e fui bruta, e só depois afastei-me. A minha relação com eles nunca foi óptima, e ainda hoje mantenho pouco contacto, mas com o meu filho sei que posso confiar. Porque eles ficaram com tanto medo de ter acesso negado ao miúdo que reclamam, mas não passam dos limites impostos por mim.

Vivendo na mesma casa complica. Já explicou que não gosta desse tipo de atitudes? Quando ela lhe tira a menina o que faz? Não lha tira de volta? Quando já está preparada para lhe dar o leitinho, permite? Porque não pode permitir, quanto mais permissiva for, mais a sua mãe se vai sentir no direito de fazer o que bem entende. Eu, no seu lugar, e se fosse completamente impossível mudar de casa, até a porta do quarto trancava, mas ela só lá entrava se eu quisesse.

Submetido por Tyta.B em Qui, 05/10/2017 - 10:12
KellyPT -
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Desde 05 Abr 2011

Tyta.B escreveu:
Vivendo com ela é muito complicado. Os meus pais também eram assim, mas eu não vivia com eles, portanto quando as conversas não surtiram efeito eu afastei-me. E eles aprenderam a lição.
Claro que primeiro tentei falar com calma, depois bati o pé e fui bruta, e só depois afastei-me. A minha relação com eles nunca foi óptima, e ainda hoje mantenho pouco contacto, mas com o meu filho sei que posso confiar. Porque eles ficaram com tanto medo de ter acesso negado ao miúdo que reclamam, mas não passam dos limites impostos por mim.
Vivendo na mesma casa complica. Já explicou que não gosta desse tipo de atitudes? Quando ela lhe tira a menina o que faz? Não lha tira de volta? Quando já está preparada para lhe dar o leitinho, permite? Porque não pode permitir, quanto mais permissiva for, mais a sua mãe se vai sentir no direito de fazer o que bem entende. Eu, no seu lugar, e se fosse completamente impossível mudar de casa, até a porta do quarto trancava, mas ela só lá entrava se eu quisesse.

Só que eu tenho um problema de principio em dizer que alguém pode estar impedido de entrar em qualquer divisão da sua própria casa. Enquanto os meus filhos viverwm cá em casa, eu entro no quarto deles quando me apetecer, nem que tenham 60 anos. Posso bater à porta, porque é uma questão de educação mas, em última instância, entro. Era o que faltava estar na minha casa, com as contas pagas por mim e não poder entrar numa divisão. Se não gostassem, como eu não gostaria, arranjassem a sua própria casa, como eu faria (e fiz). Quem quer ser tratado como um adulto comporta-se como tal, não fica em casa da mãe como as crianças

Submetido por KellyPT em Qui, 05/10/2017 - 10:22
Tyta.B -
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Desde 31 Jul 2015

KellyPT escreveu:

Tyta.B escreveu:Vivendo com ela é muito complicado. Os meus pais também eram assim, mas eu não vivia com eles, portanto quando as conversas não surtiram efeito eu afastei-me. E eles aprenderam a lição.
Claro que primeiro tentei falar com calma, depois bati o pé e fui bruta, e só depois afastei-me. A minha relação com eles nunca foi óptima, e ainda hoje mantenho pouco contacto, mas com o meu filho sei que posso confiar. Porque eles ficaram com tanto medo de ter acesso negado ao miúdo que reclamam, mas não passam dos limites impostos por mim.
Vivendo na mesma casa complica. Já explicou que não gosta desse tipo de atitudes? Quando ela lhe tira a menina o que faz? Não lha tira de volta? Quando já está preparada para lhe dar o leitinho, permite? Porque não pode permitir, quanto mais permissiva for, mais a sua mãe se vai sentir no direito de fazer o que bem entende. Eu, no seu lugar, e se fosse completamente impossível mudar de casa, até a porta do quarto trancava, mas ela só lá entrava se eu quisesse.

Só que eu tenho um problema de principio em dizer que alguém pode estar impedido de entrar em qualquer divisão da sua própria casa. Enquanto os meus filhos viverwm cá em casa, eu entro no quarto deles quando me apetecer, nem que tenham 60 anos. Posso bater à porta, porque é uma questão de educação mas, em última instância, entro. Era o que faltava estar na minha casa, com as contas pagas por mim e não poder entrar numa divisão. Se não gostassem, como eu não gostaria, arranjassem a sua própria casa, como eu faria (e fiz). Quem quer ser tratado como um adulto comporta-se como tal, não fica em casa da mãe como as crianças

Eu concordo mais ou menos Kelly. O meu filho já tem 14 anos, e eu não entro no quarto dele sem bater. Se bater e ele me pedir para esperar, eu não entro só porque sou eu que pago as contas. É o quarto dele, o espaço que eu lhe destinei para ser o seu mundo privado, não me sinto no direito de o invadir só porque me apetece.

Mas concordo completamente com a parte em que diz que quem ser tratado como adulto tem de se comportar como tal e arranjar o seu espaço, não foi à toa que eu arranjei o meu com 19 anos... mas há realidades muito diferentes da minha, há pessoas que simplesmente não têm possibilidades de sair de casa dos pais. Se deviam ter filhos nestas condicções? É discutível, mas eu, que até engravidei de forma acidental, também acho que há situações que "acontecem" e com as quais temos de lidar da melhor forma possível. E se isso nos obrigar a ficar numa situação chata, tal como ter viver com os pais, temos de tentar resolve-la mas enquanto não podemos é bom ter alguma rédea no que se passa à nossa volta. Por isso, apesar de concordar que o melhor é tentar sair de lá o mais rápido possível , não consigo criticar a situação de forma tão dura como a Kelly sem saber o que levou a autora do tópico a estar nesta situação.

Submetido por Tyta.B em Qui, 05/10/2017 - 10:42
KellyPT -
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Desde 05 Abr 2011

Tyta.B escreveu:

KellyPT escreveu:
Tyta.B escreveu:Vivendo com ela é muito complicado. Os meus pais também eram assim, mas eu não vivia com eles, portanto quando as conversas não surtiram efeito eu afastei-me. E eles aprenderam a lição.
Claro que primeiro tentei falar com calma, depois bati o pé e fui bruta, e só depois afastei-me. A minha relação com eles nunca foi óptima, e ainda hoje mantenho pouco contacto, mas com o meu filho sei que posso confiar. Porque eles ficaram com tanto medo de ter acesso negado ao miúdo que reclamam, mas não passam dos limites impostos por mim.
Vivendo na mesma casa complica. Já explicou que não gosta desse tipo de atitudes? Quando ela lhe tira a menina o que faz? Não lha tira de volta? Quando já está preparada para lhe dar o leitinho, permite? Porque não pode permitir, quanto mais permissiva for, mais a sua mãe se vai sentir no direito de fazer o que bem entende. Eu, no seu lugar, e se fosse completamente impossível mudar de casa, até a porta do quarto trancava, mas ela só lá entrava se eu quisesse.

Só que eu tenho um problema de principio em dizer que alguém pode estar impedido de entrar em qualquer divisão da sua própria casa. Enquanto os meus filhos viverwm cá em casa, eu entro no quarto deles quando me apetecer, nem que tenham 60 anos. Posso bater à porta, porque é uma questão de educação mas, em última instância, entro. Era o que faltava estar na minha casa, com as contas pagas por mim e não poder entrar numa divisão. Se não gostassem, como eu não gostaria, arranjassem a sua própria casa, como eu faria (e fiz). Quem quer ser tratado como um adulto comporta-se como tal, não fica em casa da mãe como as crianças

Eu concordo mais ou menos Kelly. O meu filho já tem 14 anos, e eu não entro no quarto dele sem bater. Se bater e ele me pedir para esperar, eu não entro só porque sou eu que pago as contas. É o quarto dele, o espaço que eu lhe destinei para ser o seu mundo privado, não me sinto no direito de o invadir só porque me apetece.
Mas concordo completamente com a parte em que diz que quem ser tratado como adulto tem de se comportar como tal e arranjar o seu espaço, não foi à toa que eu arranjei o meu com 19 anos... mas há realidades muito diferentes da minha, há pessoas que simplesmente não têm possibilidades de sair de casa dos pais. Se deviam ter filhos nestas condicções? É discutível, mas eu, que até engravidei de forma acidental, também acho que há situações que "acontecem" e com as quais temos de lidar da melhor forma possível. E se isso nos obrigar a ficar numa situação chata, tal como ter viver com os pais, temos de tentar resolve-la mas enquanto não podemos é bom ter alguma rédea no que se passa à nossa volta. Por isso, apesar de concordar que o melhor é tentar sair de lá o mais rápido possível , não consigo criticar a situação de forma tão dura como a Kelly sem saber o que levou a autora do tópico a estar nesta situação.


Eu também tenho cá em casa um adolescente de 16 anos e bato à porta do quarto, como eu disse por uma questão de educação e respeito pela privacidade. Mas nunca admitiria que, como disseste, ele ou qualquer um dos meus filhos trancassem a porta do quarto e "se fosse preciso eu nem lá entrava". Isto, realmente, cá em casa não acontecia e quem não gostasse, como eu não Gostaria, tinha bom remédio.
Realmente, eu não sei o que se passou para levar a autora do tópico a permanecer em casa da mãe, não só com um filho, mas com o marido também. É evidente que ninguém está livre de ficar sujeita a acidentes e imponderáveis e ver-se numa situação que não desejaria. Mas quem se vê numa situação assim, de estar a morar com uma família inteira em casa de uma família que já não é a sua família nuclear, tem de perceber que deu um passo em falso e que se criou um problema que urge resolver. E o problema, como eu comecei por dizer, é existir uma família que não tem o seu próprio espaço e não adianta protestar com questões acessórias e consequências do problema inicial

Submetido por KellyPT em Qui, 05/10/2017 - 11:05
Tyta.B -
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Desde 31 Jul 2015

Temos visões diferentes, se o meu filho trancar a porta do quarto dele eu nem me apercebo, simplesmente porque não entro lá sem permissão dele. Para mim é uma questão de respeito. E se eu o respeito, exijo respeito na mesma proporção. Mas neste caso, é a mãe da autora do tópico, na minha visão, que está a faltar ao respeito à própria filha, logo também não pode exigir respeito.

E eu não consigo entender uma mãe que se predispõe a ajudar uma filha cedendo-lhe um quarto na sua casa (estou a partir do principio que a autora do tópico vive lá por necessidade), apenas para que depois possa mandar na vida dessa filha...

Mas concordo que viver em casa dos pais é um problema que tem de ser resolvido de forma urgente, tanto que na minha primeira resposta frisei que trancaria a porta se fosse completamente impossível mudar de casa, porque como é óbvio essa era a solução ideal. Nisso estamos 100 % de acordo Sorriso

Submetido por Tyta.B em Qui, 05/10/2017 - 11:21
Nadia Ridgway -
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Desde 22 Ago 2017

Meu bebe vai nascer em dezembro e desde o 1 instante que soube da minha gravidez a minha mãe vivia mais que eu. Onde indicava que vinha todos os dias mudar a fralda, todos os dias fazer a mnh refeição mais do meu namorado , que ia tratar do passe para ir e vir assim que quizesse. Estamos nula distanciq de 70 km. Sempre com aquelas conversaa estranhas onde parecia quer apoderar-se do menino lol. Cheguei q falar cm ela onde disse senso o nosso primeiro filho gostávamos de ter o nosso espaço e claro se necessitasse de ajuda teríamos muito gosto tanto do dela como de todos que estão dispostos . Recusou -se que fosse viver no primeiro mês na casa da mnh sogra porque o mês do parto é o mês em que vamos mudar de casa. Enquanto q casa está a ser preparada ficamos lá pois é uma casa cm 7 quartos e apenas 2 estão ocupados . Dizia que era recusava que fosse viver para lá pois a mãe era ela e expliquei que tudo direito onde a casa que vamos fica a 4m da casa da minha sogra. Até que um dia disse.... Para se acalmar pois estava muito eufórica e que o bebe nascendo em dezembro não irá andar de casa em casa a visitar as pessoas pois queria que ficasse já fds e tudo. Eu nem gosto disso, tentei falar mas ficou ofendida de Eu dizer que achava que estava achar muito entusiasmo . Descobri que tava grávida aos 7 semanas no dia seguir já queria comprar roupas loool

Submetido por Nadia Ridgway em Qui, 05/10/2017 - 11:25
VitaminaABC -
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Desde 29 Out 2016

Estas situaçoes devem ser muito chatas...imagino! Porque nao sei o que isso é. Mas muito chato é também estar a 300kms de casa da mãe, querer ajuda e nao ter ajuda de ninguém...se me permite vejo a questão de outra forma...certo que nem 8 nem 80 mas sinto tanto a falta do colinho da mamã: -) que mesmo chatinha bem gostava de a ter por perto :-). Felicidades e espero que encontre a melhor forma de aligeirar a situaçao.

Submetido por VitaminaABC em Qui, 05/10/2017 - 12:02
guialmi -
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Desde 13 Jul 2013

Eu entendo melhor esta opção em ficar em casa dos pais quando se trata de mães solteiras e/ou muito jovens, que muitas vezes não têm qualquer autonomia financeira. E mesmo aí deve ser uma solução temporária. Mas só mesmo a VIBvC para esclarecer a razão de o casal não ter o seu próprio espaço.

VitaminaABS, eu vivo a 150km da minha mãe e quando nasceram as minhas gémeas ela veio para minha casa ajudar no primeiro mês. Foi uma ajuda preciosa, mas era impensável para mim ser mais prolongada no tempo. Por ela, que tem a sua vida e nenhuma obrigação de cuidar das netas a tempo inteiro, e por mim/nós (casal), que precisamos de funcionar como família nuclear, com as nossas dificuldades e limitações. Claro que me dava muito jeito tê-la por perto e houve muitas situações em que tivemos de fazer o pino para conseguir conciliar tudo, mas paciência Sorriso Em contrapartida, ela ficou sozinha com as miúdas desde bastante cedo por breves períodos (íamos lá pô-las) e hoje têm uma relação muito forte e especial. Tudo tem um lado positivo!

Submetido por guialmi em Qui, 05/10/2017 - 12:44
VitaminaABC -
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Desde 29 Out 2016

Mama Guialmi...com toda a razao :-). É importante termos o nosso espaço, eu tenho o meu e nao poderia ser de outra forma. O que eu queria dizer é que estar demasiado "perto" nao é bom, mas demasiado "longe" tambem nao é. Eu "sofro" do mal inverso da autora deste tópico e tenho realmente pena de os avos (ambos estao longe) nao estarem mais presentes na vida da minha filha. Sabia tao bem ter alguem que lhe desse o biberon de vez em quando, que lhe desse banho, que ficasse um pouco com ela para eu fazer alguma coisa ou tirar um tempo para mim...sou eu, tudo eu...o papa vai ajudando mas entre trabalho e a necessidade de descanço, pouco tempo tem para ela...e eu ainda nao começei a trabalhar, porque vai piorar. Ela vai "escolinha" a dia de semana, eu trabalho...ao fds nao trabalho, queria descansar, ela nao tem escolinha...o pai trabalha fds Confuso é tudo eu...realmente nunca nada é o ideal, uns por mais, outros para menos...:)

Submetido por VitaminaABC em Qui, 05/10/2017 - 14:27
KellyPT -
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Desde 05 Abr 2011

Eu não tenho de entender nem deixar de entender onde e com quem vive cada um e muito menos por que motivos o faz. Até porque os motivos que levam a essa situação não fazem grande diferença para o que estou a dizer. Claro que não faltam mães inconvenientes (e de modo nenhum são apenas aquelas que coabitam com as filhas), mas normalmente não se imiscuem na vida dos filhos por "maldade". É quase sempre porque, genuinamente, as vêem como crianças e duvidam que tenham plenas competências para tratar de um bebé. Ora, se isto é um sentimento comum a muitas mães, agrava-se exponencialmente no caso de filhos que continuam a morar com os pais, porque estes se sentem como os únicos adultos lá de casa. E a verdade é que o são, em muitos assuntos. Estão em sua casa, são (quase sempre) eles que pagam as contas, gerem tudo quanto é indispensável ao quotidiano e, portanto, sentem-se (e estão) no comando da situação. Se a pessoa se colocou nessa situação involuntariamente, isso não afeta nada este fenómeno; pelo contrário, reforça o sentimento de que não tem controlo sobre a sua vida e precisa de "ajuda"

Submetido por KellyPT em Qui, 05/10/2017 - 15:13
Tyta.B -
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Desde 31 Jul 2015

Eu entendo a opinião da Kelly e concordo com o que diz, apenas não acho que uma mãe que auxilie uma filha adulta, cedendo-lhe um quarto na sua casa, tenha depois o direito de entrar por esse quarto dentro sem mais nem menos, arrancar o neto dos braços da sua verdadeira mãe, fazer e ir para onde bem lhe apetecer com essa criança como se a mãe do bebé não tivesse uma palavra a dizer.

Óbvio que metade do problema se resolve se a filha sair de casa da mãe, mas caso não seja possível, seja por que motivo for, nunca vou entender nem defender uma avó que acha que tem este direito, por muito que ajude a sua filha.

Não sei se me estou a conseguir exprimir bem, mas também não interessa muito para a autora do tópico, porque no fim até estamos a dizer o mesmo: o melhor é arranjar uma solução e sair de lá o mais rápido possível, quando o respeito não abunda infelizmente é o único caminho.

Submetido por Tyta.B em Qui, 05/10/2017 - 16:11
KellyPT -
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Desde 05 Abr 2011

Eu também não estou a dizer que a senhora faz bem, porque é evidente que a situação descrita não se devia passar. Estou a dizer duas coisas diferentes: que quem se coloca nessa situação presta-se a ser tratada assim e que a primeira coisa que me ocorre quando ouço dizer que alguém tem em casa a filha adulta, o genro e uma neta (estou a presumir que é só uma) é uma santa. E, em relação aos santos, tem-se um bocadinho de paciência, mesmo que por vezes cometam erros

Submetido por KellyPT em Qui, 05/10/2017 - 16:59
suagomes -
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Desde 19 Set 2017

Já todas percebemos que o melhor cenário seria a mãe do tópico ter a sua própria casa, mas por razões que não nos dizem respeito vive com a mãe. Por isso não a vamos julgar e contribuir com stress extra numa altura em que andamos tão sensíveis e onde tudo mexe tanto connosco!

Quanto ao problema que levou a mãe a abrir discussão, vai ter mesmo que se impor, também não consigo explicar o que se passa com as avós, que quando chegam os netos passam a ter comportamentos que não lhes era comum, felizmente no meu caso foi a minha mãe que lhe deu os 5m! "Felizmente"? Porque com ela eu tenho à vontade para a por no sitio, chateamo-nos muitas vezes agora! Mas chateamo-nos e logo a seguir já estamos bem...se fosse a avó paterna se calhar já tinha mais dificuldade em me impor, por não ter tanto à vontade se calhar ia engolir muita coisa, e acumular coisas que nos chateiam nunca é bom...mas felizmente a minha sogra é um doce, a avó teimosa saiu a minha mãe Gargalhadas ainda nem um mês o meu pequeno tinha feito, e o pai teve que se ausentar 5dias em trabalho e perguntou se não era melhor convidar a minha mae a dormir cá em casa esse tempo para dar uma ajuda, e apesar de na altura eu precisar muito da ajuda eu disse nem pensar! Entre ficar fisicamente exausta e a minha sanidade mental....preferi a tranquilidade mental!! Por isso nem quero pensar o que é ter a avó 24h/24h quando esta não sabe respeitar o nosso espaço nem o facto de nós sermos as mães e não elas. Por isso vai ter que a contrariar até ela perceber o lugar dela...vai ser uma luta! Mas mesmo estando na sua própria casa, ela terá de ser contrariada, porque apesar de estar no seu espaço, isso não faz dela a mãe do bebé!

Submetido por suagomes em Sex, 06/10/2017 - 10:48
aries23 -
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Desde 18 Jul 2016

Concordo com a Tyta.B. Já tive 16 anos e na altura não tinha independência financeira, e nada pior que não ter um espaço meu onde me posso sentir segura sem ser invadida contra a minha vontade, o que aconteceu muitas vezes. É horrível, e não é por alguém nos dar o espaço para viver que possa violar a nossa necessidade de privacidade.

Claro que às vezes as pessoas com quem vivemos, donos de casa ou não, acabam por passar alguns limites, a propósito ou não. Vivendo juntos estamos sujeitos a diferenças e conflitos. Embora é necessário falar, resolver, repetir. Às vezes as pessoas não percebem ou compreendem e falar é importante. Se isso não resultar mesmo então há que ponderá se é possível ter a nossa própria casa.

Mas acho que sendo família há que se tentar falar e resolver a bem primeiro.

Submetido por aries23 em Sex, 06/10/2017 - 12:09
FSilsa -
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Desde 08 Abr 2014

Olá VlBvC, realmente não é de todo a situação ideial. Mas presumindo eu, que não tenha outra hipótese senão ficar em casa dos seus pais, o melhor será por o bebe a dormir e lavar a roupa suja com a sua mãe. Dizer-lhe que está na sua vez de cometer erros e aprender a ser mãe. E que ela poderá ser avó, mas que não queira passar por cima de si. Acordem entre vocês o que compete a uma e a outra fazer e que para bem de todos é bom que esses limites sejam cumpridos. Depois com o tempo, e se a sua mãe a aprender a respeitar, vai ver que vão começar a colaborar uma com a outra em vez de estarem a competir uma com a outra.
Inevitavelmente as nossas mães tentam sempre nos ajudar porque sabem o quão exigente é ser mãe e se calhar querem evitar que cometamos os mesmos erros que elas. Mas cometer erros faz parte, tente fazê-la entender isso e que precisa de espaço. Penso que depois desta fase inicial de adaptação, e com o bom senso de todas as partes as coisas vão ao sítio.. Nós mães não sabemos sempre tudo acerca dos nossos filhos, como cuidar, porque choram, etc etc. Fala-se do instinto materno. Às vezes até resulta, outras vezes o instinto materno funciona por tentativa e erro. Mas é algo que faz parte da nossa aprendizagem enquanto mães.
É obviamente ótimo ter ajuda nesta fase, mas cada macaco no seu galho e não vamos baralhar tudo. Cabe à mãe amamentar, dar banhinho, comer, por a dormir etc etc. A avó se calhar até pode dar banho ou comer de vez enquando. Mas se for a mãe a dizê-lo para fazer ou a sugerir isso, a avó vai sentir que está a ajudar e a mãe ficará grata pela ajuda. Se a avó se impôr. Aí vai apenas haver lugar para o sentimento de competição e ressentimento, em que a avó vai achar que a mãe devia agradecer e a mãe vai se sentir invadida porque era uma tarefa que lhe competia fazer e queria fazer. Arrastar essa situação só vai fazer a coisa tomar proporções gigantescas e será mais difícil voltar atrás.
Para quem tem ajuda, é difícil as pessoas à volta entenderem que por vezes não queremos ajuda, queremos tentar dar conta do recado sozinhas. Caso não consigamos pediremos ajuda, mas cabe a nós decidir isso.

Submetido por FSilsa em Sáb, 07/10/2017 - 10:31