- Clique Iniciar Sessão ou registar-se para colocar comentários
Este é um post que pode interessar a todas: a treinantes, grávidas e mamãs. É uma livre tradução que fiz de um excerto de um dos livros do Dr. Carlos Gonzalez - pediatra espanhol mt conhecido no campo da amamentação e da alimentação infantil, autor de diversos livros sobre estes e outros temas.
Tirei isto de "Un regalo para toda la vida". Em poucas palavras o Dr. Gonzalez explica-nos como surgiram as fórmulas de LA, como é que se passou da introdução dos sólidos ao ano de idade para os 3 meses ou menos e depois se foi aumentando progressivamente, até chegar aos 6 meses actuais.
Acho que esta informação nos ajuda a perceber por que é que, actualmente, faz todo o sentido só introduzir outros alimentos aos 6 meses e não antes.
Boas leituras 
«Ao longo do sec XX a idade para introduzir os sólidos sofreu notáveis alterações. (...)
No início do século passado, a primeira papa dava-se aos 12 meses. Até ao ano, só mama e nada mais que mama. Porque naqueles tempos todas as crianças eram amamentadas ao peito: os pobres, pelas suas mães, e os ricos, pelas amas-de-leite. Só nos orfanatos (...) existia a lactação artificial, com pessímos resultados. A mortalidade era altísssima.
O leite de vaca tem um grande excesso de proteínas e minerais que o organismo de um recém-nascido não consegue eliminar. Por isso era preciso dilui-lo com água. Contudo, o leite de vaca contém menos lactose e menos gorduras que o leite materno, e ao acrescentar água era ainda pior. Como não havia forma de misturar gordura com o leite (porque separava-se deste e flutuava), tentaram compensá-lo com bastante açúcar. E assim se preparavam os biberons: um tanto de leite, um tanto de água, um tanto de açúcar. Com o tempo foram-se juntando outros ingredientes, até que se tornou tão complicado que deixou de se preparar em casa e passou a fazer-se somente na farmácia. Ainda hoje, em inglés, o leite adaptado chama-se "fórmula".
Com aquelas misturas alguns bebés sobreviveram, mas tiveram problemas. No havia leite pasteurizado industrialmente, (...) e por isso o leite fervia-se em casa e a vitamina C era destruída com a fervura. Os bebés que só se alimentavam com aquelas fórmulas primitivas caseiras sofriam de escorboto por falta de vitamnina C. O ferro do leite de vaca é de péssima absorção, e ao diluir o leite com água o nível de ferro baixava, e aquelas crianças tinham anemia. (...) Como solucionar todos estes problemas? Se lhes dermos fruta, sobretudo sumo de laranja, evitamos o escorboto. Se lhes dermos alimentos ricos em ferro, carne e fígado, evitamos a anemia. (...)
Quando a mulher entrou no mercado de trabalho deixaram de poder amamentar e as mulheres de classe alta deixaram de o fazer porque parecia mal. Assim, as crianças de famílias ricas passaram a sofrer de escorboto, raquitismo e anemia... Os pediatras, logicamente preocupados, aplicaram o remédio mais adequado: introduziram progressivamente a alimentação complementar, e cada vez mais cedo... Um especialista norteamericano, nos anos quarenta, chegou a recomendar sardinhas, atum e gambas para bebés de poucas semanas, enquanto em Espanha se recomandava o sumo de laranja a partir dos quinze dias.
Mas ao mesmo tempo estava a tornar-se cada vez mais famosa a fórmula preparada em casa ou na farmácia, e os biberons encheram-se de leite artificial preparado industrialmente. A indústria preocupou-se em investigar e aperfeiçoar o produto, acrescentando-lhe vitamina C, D, ferro e outras dezenas de ingredientes (...). À medida que se ia acrescentando ao leite diversos nutrientes, diminuia a necessidade de introduzir outros alimentos. Tornaram-se conhecidos os perigos de uma alimentação demasiado precoce, em particular o perigo de alergias (...). E novamente a primeira papa se foi retardando, aos 3 meses, aos 4, entre 4 e 6, aos 6...
Desde há anos, que a OMS, a UNICEF, a Academia Americana de Pediatria e a Associação Espanhola de Pediatria recomendam amamentação exclusiva até aos 6 meses, e a partir dessa idade oferecer outros alimentos para além do peito.
(...) O mal de todas estas alterações, reflexu das mudanças no leite artificial, foi que também se aplicaram aos bebés que só tomavam peito, quando o leite materno não tinha sofrido qualquer alteração. O leite materno de agora é igual ao que tomava os nossos bisavós, em exclusivo, durante um ano. (...)»
adoro ler estes estudos
muito obrigada
e mais uma vez chego a comclusão que o que é verdade hoje amanha pode nao ser
estamos sempre a aprender ....
o texto é excelente! Parabéns e obrigada!
Muito obrigada por partilhares o texto e sempre bom aprendermos !
bjinhos
Obrigado pela partilha. Tenho gostado muito de ler coisas do pediatra Carlos Gonzalez!
De nada meninas 
Eu tb adoro ler Carlos Gonzalez. Já li 3 livros dele. Acho q é um pensamento mt pragmático, mt prático e lógico, e além disso, mt natural, mt em prol do bem estar das crianças e das mães.
- Clique Iniciar Sessão ou registar-se para colocar comentários






Realmente, como a sociedade evolui .... Muito bom texto mesmo.
Obrigada pela partilha
15-08-2007 : Nasceu o nosso Pedrito!
Vem uma mana a caminho!!!
DPP pela eco: 25/02 Sacaninha que não quer nascer nem por nada!! Está confortável na barriguinha
01/03 Conheci o amor pequenino da minha vida! Minha Beatriz <3