Parentalidade Partilhada...sim ou não? | De Mãe para Mãe

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Última entrada
Retrato de Sara Cristina Pinho Ribeiro
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Desde:
13.03.2014

Parentalidade Partilhada...sim ou não?

Mães,

Tenho dúvidas acerca da partilha do meu bébé com o pai...
Estamos em vias de nos divorciarmos e temos um bébé de um ano.
Estou de acordo que o bébé conviva com o pai, partilhe fins de semana, mas tendo em conta que o pai nunca tem tempo para estar com o filho, não corre as rotinas normais e habituais do bébé, pergunto até que ponto tenho eu direito em ter a custódia total do meu filho, até este ser um pouco mais crescido?
Obrigada a todas!

Retrato de MiriamAlves
Offline
Desde:
18.03.2013

Nenhum juiz te da uma guarda total, a não ser que proves mal tratos. Infelizmente quem queiras quem não o pai vai ter sempre direito a visitas. Pelos menos fim de semana de 15 em 15 dias. Falo por experiência própria , até porque o pai da minha nem a vê , e nem assim tenho a guarda total da menina . Ele tem sempre direito a ver a menina um sábado de 15 em 15 dias mas simplesmente não aparece.

Retrato de underthewater
Offline
Desde:
14.03.2014

Mãe Sara Cristina P aconselho a que não veja isto como você ter de partilhar o seu filho com o pai dele. Veja antes isto como... O seu filho tem direito, como qualquer outra criança, a ter contacto com pai e mãe.
Não estou a falar de casos de pais negligentes ou pais que não procuram os filhos. Numa situação normal, a convivência entre os progenitores deve ser mantida saudável pelo bem dos filhos.
Se a convivência não pode ser saudável os pais têm de entender que não são eles que têm direito ou poder sobre os filhos, mas sim, são eles que têm deveres para com os filhos e os filhos têm direito a ambos os pais.
Difícil manter a cabeça fria quando uma relação fracassa, mas fica tudo mais fácil se os pais se entendem.
Vocês até podem chegar a consenso entre vocês sem terem de deixar que um tribunal decida por si.
O pai até pode quer só estar com a criança um pouco todos os dias, e alguns dias que esteja livre, sei lá. Há tantas soluções. Como diz, com bebés pequenos é diferente de bebés mais crescidos. Havendo sensibilidade dos pais, tudo é possível.
Agora, o que aconselho mesmo é que não entre na espiral de eu tenho de dividir o meu filho... Isso não faz bem à si nem a ninguém.
Atenção o mesmo para o outro lado. Não estou de todo a dizer que só você tem de ver todo este processo dos olhos do seu filho e não dos seus.
Boa sorte e muita capacidade racional e reflectiva para que ponha o seu filho em primeiro lugar... Sempre nestes casos :)
Boa sorte
PS... Não a estou a julgar. Estou a dar-lhe uma opinião que vêm de fora e que só leu este bocadinho de si e da sua história Sorriso

Retrato de Sara Cristina Pinho Ribeiro
Offline
Desde:
13.03.2014

O fim de semana , de 15 em 15 dias é decidido pelo tribunal?E em que se baseiam eles para decidir se o pai tem ou não tem direito a ficar com o bebe o mesmo tempo que eu?
Estou de acordo que possa ficar com o bebe um fim de semana, de 15 em 15 dias, mas o mesmo tempo que eu, nesta fase, julgo ser muito precoce.

Retrato de Sara Cristina Pinho Ribeiro
Offline
Desde:
13.03.2014

Obrigada! Sorriso

Retrato de KellyPT
Offline
Desde:
05.04.2011

Sara Cristina Pinho Ribeiro escreveu:
O fim de semana , de 15 em 15 dias é decidido pelo tribunal?E em que se baseiam eles para decidir se o pai tem ou não tem direito a ficar com o bebe o mesmo tempo que eu?
Estou de acordo que possa ficar com o bebe um fim de semana, de 15 em 15 dias, mas o mesmo tempo que eu, nesta fase, julgo ser muito precoce.

Decidem com base nas vossas circunstâncias concretas e naquilo que entendam ser melhor para a criança. A idade desta é importante: tanto quanto sei, até aos 2 ou 3 anos é muito raro decidirem-se pela guarda conjunta (penso que é isto que te preocupa). O poder paternal é sempre partilhado (ou seja, as decisões importantes sobre a vida do filho têm sempre de ser tomadas em conjunto), mas, até essa idade, o mais frequente é que a guarda seja atribuída apenas a um dos pais (quase sempre, à mãe). Ou seja, a criança vive diariamente com o progenitor que tem a sua guarda e depois passa fins-de-semana (quase sempre de 15 em 15 dias) com o outro, bem como parte das férias. Muitas vezes, dorme também uma vez por semana em casa do progenitor que não tem a guarda, para evitar afastamentos prolongados.

Se a criança for mais velha, já é muito mais frequente que seja atribuída a guarda conjunta, o que significa que passa mais ou menos metade do tempo todo com cada um dos pais. Para isto, é necessário que se entendam e, se não concordares, deves dizê-lo em tribunal e explicar os motivos. Os que invocas (o bebé ser muito pequeno e o pai passar muito tempo fora de casa) são perfeitamente válidos.

Boa sorte

Retrato de Sara Cristina Pinho Ribeiro
Offline
Desde:
13.03.2014

KellyPT, obrigada...é a idade do bebe que me preocupa, sim.Julgo que é muito pequenino para ficar com o pai, já que sou eu a 100% que trato dele todos os dias.A partir dos 2 ou 3 anos de idade, acho perfeitamente razoavel poder partilhar, mas até lá julgo ser prematuro demais e sim, é isso que me preocupa...o bébé perder a rotina dele diária e isso prejudicar o seu crescimento saudavel.

Retrato de MiriamAlves
Offline
Desde:
18.03.2013

KellyPT escreveu:

Sara Cristina Pinho Ribeiro escreveu:O fim de semana , de 15 em 15 dias é decidido pelo tribunal?E em que se baseiam eles para decidir se o pai tem ou não tem direito a ficar com o bebe o mesmo tempo que eu?
Estou de acordo que possa ficar com o bebe um fim de semana, de 15 em 15 dias, mas o mesmo tempo que eu, nesta fase, julgo ser muito precoce.

Decidem com base nas vossas circunstâncias concretas e naquilo que entendam ser melhor para a criança. A idade desta é importante: tanto quanto sei, até aos 2 ou 3 anos é muito raro decidirem-se pela guarda conjunta (penso que é isto que te preocupa). O poder paternal é sempre partilhado (ou seja, as decisões importantes sobre a vida do filho têm sempre de ser tomadas em conjunto), mas, até essa idade, o mais frequente é que a guarda seja atribuída apenas a um dos pais (quase sempre, à mãe). Ou seja, a criança vive diariamente com o progenitor que tem a sua guarda e depois passa fins-de-semana (quase sempre de 15 em 15 dias) com o outro, bem como parte das férias. Muitas vezes, dorme também uma vez por semana em casa do progenitor que não tem a guarda, para evitar afastamentos prolongados.
Se a criança for mais velha, já é muito mais frequente que seja atribuída a guarda conjunta, o que significa que passa mais ou menos metade do tempo todo com cada um dos pais. Para isto, é necessário que se entendam e, se não concordares, deves dizê-lo em tribunal e explicar os motivos. Os que invocas (o bebé ser muito pequeno e o pai passar muito tempo fora de casa) são perfeitamente válidos.
Boa sorte

Depende muito do juiz e do acordo a minha tem 3 anos e não passa noites com o pai , nem tem férias com ele, nem temos de tomar decisões em conjunto em decisões importantes , por exemplo . O tribunal no acordo que ficou foi unicamente a pensão de alimentos, e 1 terça e 1 sábado de 15 em 15 dias por exemplo, mas por norma é como tu dizes, e os juizes são da opinião que com 1 ano a criança já pode estar longe da mãe , mesmo que venha a ser um processe gradual .

Retrato de underthewater
Offline
Desde:
14.03.2014

Sara Cristina Pinho Ribeiro escreveu:
KellyPT, obrigada...é a idade do bebe que me preocupa, sim.Julgo que é muito pequenino para ficar com o pai, já que sou eu a 100% que trato dele todos os dias.A partir dos 2 ou 3 anos de idade, acho perfeitamente razoavel poder partilhar, mas até lá julgo ser prematuro demais e sim, é isso que me preocupa...o bébé perder a rotina dele diária e isso prejudicar o seu crescimento saudavel.

Sara. Acredito que dê alguma forma o meu comentário te possa ter magoado e peço desculpa por isso.
Mas o motivo pelo que o fiz é simples.
A minha filha esteve comigo até aos 9 meses em casa, idade que ela tinha quando tive de voltar ao trabalho.
Eu trabalhava por turnos e vivemos no estrangeiro.
O meu marido teve de ficar com ela, noites sozinho, fins de semana sozinho. Havia dias que a deixava a dormir e chegava com ela a dormir. O meu marido cuidou dela sozinho e nem ele nem ela tiveram nenhum problema com isso.
A relação deles é impecável. Se ainda sou eu que assumo a maioria das tarefas, ele não tem problema nenhum de ficar com ela quando eu não posso.
E mais, a minha filha mamou só LM até aos 18 meses e sim teve 9 meses a passar às 14 horas sem mim, dia e de noite e não teve problemas.
Não estou contra si. Estou só a tentar mostrar lhe que, o homem que um dia escolheu para si, por muito que tenha que aceitar que a relação dos adultos acabe, não tem que obrigatóriamente ser um inconsciente se tiver de ficar com o filho dele sozinho.
É neste sentido que lhe digo que tentem entender se na questão dos tempos que a criança passa com ambos os pais. Acredite, ficam todos a ganhar.
Desculpe se não respondi da forma como queria. Queria só mesmo dar lhe uma opinião diferente.
Os pais dos nossos filhos nem sempre são bichos papoes... São homens e são pais! Às vezes temos de lhes dar mais crédito.
Mas volto a ressalvar. Há pais e pais e sei que nem todos os pais (femininos e masculinos) são responsáveis.
Fique bem e desculpe se a ofendi.

Retrato de Sara Cristina Pinho Ribeiro
Offline
Desde:
13.03.2014

Underthewater, não ofendeu...essa é também a minha opinião...somente acho que, não havendo tempo e disponibilidade para tratar de um bébé até agora, porque irá haver a partir de agora?

Retrato de underthewater
Offline
Desde:
14.03.2014

Sara Cristina Pinho Ribeiro escreveu:
Underthewater, não ofendeu...essa é também a minha opinião...somente acho que, não havendo tempo e disponibilidade para tratar de um bébé até agora, porque irá haver a partir de agora?

Porque as condições mudam. O meu marido também tem sempre a ideia de que estando eu, que eu trato mais rápido e que ela me obedece mais a mim Sorriso acomoda se.
Quando teve de estar sozinho teve de estar sozinho. E não havia nada a fazer.
Por isso digo que a conversa é o melhor caminho. Ele pode até dizer. Olha, eu não tenho geito nem tempo, mas gostava de participar na vida dela, e chegar a conclusão que, por exemplo, ir busca lá no fim do trabalho e ir ao parque com ela meia hora é suficiente. Ou pode mesmo chegar à conclusão que para já não se sente confortável com ela sozinho e pedir lhe para estarem os 3 num parque, onde podem conversar sobre as prioridades da vossa filha.
Conheço um pai que está separado da mãe do filho e vai vê-lo todos os dias. Eu sei, quando estamos a tentar endireitar as nossas vidas não é fácil, mas acredite, a vida dá tantas voltas :)
Se realmente ele não mostra interesse pela criança e só que a sua guarda para a chatear a si, aí percebo que tenha muitas chatices pela frente. Mas aí terá mesmo de arranjar um advogado que a guie na melhor forma de apresentar o seu caso a um juiz.
Outra coisa que pode fazer é dizer lhe que está disponível para o ajudar a guiar se na forma como a sua filha constuma ser tratada. Pergunte lhe o que ele está disposto a fazer com o filho.
Se vai dar lhe banhoca, se vai acordar de noite quando ela chorar e se vai conseguir gerir todos os sentimentos e dificuldades que acarreta ter uma criança.
A minha filha teve a primeira bronquite quando eu estava a trabalhar. O meu marido sozinho conseguiu perceber que algo não estava bem e levo a ao médico.
Eles às vezes parecem atados mas no fundo eles sabem identificar se algo não está bem. É o filho deles e, assim como nós têm medo de falhar :)
Falem e falem muito se poderem claro Sorriso

Retrato de underthewater
Offline
Desde:
14.03.2014

Desculpe... O seu menino é rapaz e eu passo a vida a dizer ela... Não é por mal.. desculpe

Retrato de KellyPT
Offline
Desde:
05.04.2011

underthewater escreveu:

Sara Cristina Pinho Ribeiro escreveu:Underthewater, não ofendeu...essa é também a minha opinião...somente acho que, não havendo tempo e disponibilidade para tratar de um bébé até agora, porque irá haver a partir de agora?

Porque as condições mudam. O meu marido também tem sempre a ideia de que estando eu, que eu trato mais rápido e que ela me obedece mais a mim acomoda se.
Quando teve de estar sozinho teve de estar sozinho. E não havia nada a fazer.
Por isso digo que a conversa é o melhor caminho. Ele pode até dizer. Olha, eu não tenho geito nem tempo, mas gostava de participar na vida dela, e chegar a conclusão que, por exemplo, ir busca lá no fim do trabalho e ir ao parque com ela meia hora é suficiente. Ou pode mesmo chegar à conclusão que para já não se sente confortável com ela sozinho e pedir lhe para estarem os 3 num parque, onde podem conversar sobre as prioridades da vossa filha.
Conheço um pai que está separado da mãe do filho e vai vê-lo todos os dias. Eu sei, quando estamos a tentar endireitar as nossas vidas não é fácil, mas acredite, a vida dá tantas voltas :)
Se realmente ele não mostra interesse pela criança e só que a sua guarda para a chatear a si, aí percebo que tenha muitas chatices pela frente. Mas aí terá mesmo de arranjar um advogado que a guie na melhor forma de apresentar o seu caso a um juiz.
Outra coisa que pode fazer é dizer lhe que está disponível para o ajudar a guiar se na forma como a sua filha consuma ser tratada. Pergunte lhe o que ele está disposto a fazer com o filho.
Se vai dar lhe banhoca, se vai acordar de noite quando ela chorar e se vai conseguir gerir todos os sentimentos e dificuldades que acarreta ter uma criança.
A minha filha teve a primeira bronquite quando eu estava a trabalhar. O meu marido sozinho conseguiu perceber que algo não estava bem e levo a ao médico.
Eles às vezes parecem atados mas no fundo eles sabem identificar se algo não está bem. É o filho deles e, assim como nós têm medo de falhar :)
Falem e falem muito se poderá claro

Underweather, eu tendo a concordar muito contigo neste ponto e acho mais do que importante a participação do pai no cuidado das crianças, mas um bebé de um ano é realmente muito pequenino. Uma coisa é o casal estar junto - a casa é a mesma e ainda se controla muita coisa. Mas dividir o tempo 50/50 com uma criança tão pequena sem que o pai tenha experiência a tratar dela, numa casa diferente cujas condições são inteiramente controladas por ele parece-me realmente arriscar bastante. Eu também acho que eles muitas vezes se desenrascam quando tem de ser, mas uma criança de um ano ainda não fala e, se eu estivesse no lugar desta mamã, também teria receio. Acho que fazer as coisas mais gradualmente é capaz de ser mais benéfico. Acima de tudo, acho que os pais se devem entender, tanto quanto possível, sem passar pelo tribunal e que podem ir reforçando as competências parentais de ambos a pouco e pouco e sem arriscar tanto

Retrato de underthewater
Offline
Desde:
14.03.2014

Eu nestas coisas da parentalidade sou um pouco romântica e ingénua eu sei.
Talvez por ter aprendido à força que o pai da minha filha é tão capaz com eu de ficar com ela Sorriso pensam que não morri de medo na primeira noite? Pensam que não dei por mim a pensar como estaria a ser o fim de semana daqueles dois Sorriso pensam que ainda não me custa quando tenho de deixar tudo para o pai fazer!? Somos mães, somos super protectoras dos nossos filhos :)
Eu sei que as condições são diferentes, eu sei... Mas, quantas vezes não confiamos os nossos filhos a amas, creches, avós :)
Estes homens são país dos nossos filhos, tirando claro casos de completa negligência, eles têm normalmente a mesma vontade que nós em ver os nossos filhos crescer e serem felizes.... Lá estou eu a ser romântica outra X.
Desculpem se pareço despropositada.
Talvez pense assim por já ter discutido a situação com o meu marido e saber que, no caso de uma separação, ele vai preferir fazer parte da vida da filha, tal como diz a mamã Kelly, de forma proporcional e adequada às necessidades da menina. Sorriso ou seja, de forma faseada e sem obrigações de 15 dias cá 15 dias lá... Pelo menos enquanto pequenina Sorriso

Retrato de Sara Cristina Pinho Ribeiro
Offline
Desde:
13.03.2014

Obrigada! Sorriso

Retrato de Sara Cristina Pinho Ribeiro
Offline
Desde:
13.03.2014

É o que acho e sinto, na realidade...obrigada!