Mães que deixaram de trabalhar... sim ou não? | Page 3 | De Mãe para Mãe

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Mães que deixaram de trabalhar... sim ou não?

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Ana Svensson -
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Desde 23 Abr 2017

milene gomes escreveu:
Confesso que me causa borboletas no estômago certas formas de pensar nesta sociedade modernizada...
Ser milionária e continuar a trabalhar?! Vamos lá ver uma coisa: qual é o objectivo de ter um trabalho?! Ganhar dinheiro certo?! Se uma pessoa já tem que sobre porquê continuar a trabalhar?! Se me dissessem "ter uma ocupação" concordo plenamente. Eu dedicava-me ao voluntariado , por exemplo, que é uma coisa que me deixa bastante feliz emocionalmente em fazer e por poder ensinar/mostrar aos meus filhos através do meu exemplo. Agora... trabalhar?! Ter uma rotina com horários, pressa, trânsito, objectivos, chefes, clientes, pressões, atrasos, cansaço, estar com os filhos, o nosso bem mais precioso, 2h/dia?!
Por muito que tente não consigo mesmo perceber... Vivemos no mundo desenvolvido onde mais parecemos (eu incluída em muitos aspectos) uns burros com palas nos olhos transformados em robots e que só vêem dinheiro, consumismo e trabalho. Daqui a pouco nem precisa de ser remunerado tal é a satisfação!
Não quero ofender ninguém, cada qual é livre de pensar da forma que entender. Esta é a minha.

E uma pessoa não pode gostar de trabalhar? O trabalho tem de servir apenas como fonte de rendimento? Para si pode ser apenas esse o objectivo, mas não é para toda a gente. Eu, felizmente, nunca dependi do meu emprego para viver... viveria igualmente bem sem ele, mas não é por isso que deixei de querer tirar um curso e trabalhar.
Também concordo que fazer voluntariado é uma boa opção, aliás comecei a fazer aos 14 anos, mas isso não implica que não se possam fazer outras coisas. E, sim, acho que é um bom exemplo para os nossos filhos, mas trabalhar também o é. Quanto mais não seja porque por muito dinheiro que uma família possa ter, esse não dura muitas gerações se não houver quem continue a trabalhar. Nascer rico não significa ser rico a vida toda e, muito menos, garantir que os nossos filhos e netos também o venham a ser. Ora, uma criança que cresça apenas com o exemplo de pais que não trabalham por terem dinheiro tem muito menos probabilidades de vir, mais tarde, a trabalhar e a sair-se bem profissionalmente, caso as circunstâncias mudem (e isso está comprovado). Quanto ao comentário sobre nem ser preciso ser remunerado tal é a satisfação, se pensar bem cairíamos num quadro de voluntariado, que tanto defende. Dependendo da profissão, a ajuda para a sociedade poderia ser mais ou menos directa, mas não deixaria de estar presente. E, sim, a mim dá-me muita satisfação trabalhar. Ficar em casa não daria.
Além disso, tendo as duas experiências com os meus pais, não concordo minimamente que se passe mais tempo de qualidade com os filhos quando se está em casa o tempo todo. Quanto muito isso acontece enquanto são bebés.
E, atenção, eu não critico quem opta por não trabalhar. Acho uma opção tão válida como outra qualquer. Simplesmente acho que, pelo menos neste fórum, se julga muito facilmente quem assume que prefere trabalhar.

À autora do tópico desejo-lhe muita sorte e que tudo corra bem com a opção que tomou!

Submetido por Ana Svensson em Dom, 24/09/2017 - 17:06
guialmi -
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Desde 13 Jul 2013

Pois eu sou das que deixaria de trabalhar se me saísse o euromilhões Sorriso e tenho um trabalho qualificado, com horários simpáticos, mas há partes dele de que eu gosto e outras de que não gosto - de bom grado abdicaria das duas!
O mais me seduziria era mesmo a liberdade: poder fazer o que quisesse, quando quisesse, como quisesse. Acho que uma pessoa que nasceu rica (desculpe, Ana, mas estou a pensar em si), dificilmente entende isto, porque teve sempre alternativas. Teve sempre múltiplos caminhos à sua frente. A esmagadora maioria de nós, pelo contrário, cresceu com a pressão de ser independente financeiramente, de ganhar para viver, e pôs essa necessidade à frente de desejos e vontades. Na faculdade gostaria de ter ido para a via científica, mas a via ensino garantia-me um emprego - foi isso que fiz. Mal acabei o curso arranjei emprego, mas adorava ter feito mestrado a tempo inteiro (impossível). Fiz mestrado (dos antigos, de 4 anos) a trabalhar, fiz doutoramento a trabalhar e com filhas pequeninas. E eu até sou privilegiada, ganho bem mais que a média, mas não poderia jamais deixar de trabalhar, a não ser cortando radicalmente o nosso estilo de vida.
Portanto, sim, adoraria poder deixar de trabalhar para viver e escolher o que me agradasse desse trabalho. Por exemplo, fazer investigação por prazer, sem ter de encaixar esse trabalho que tanto prazer me dá nas mil outras coisas rotineiras. Poder ir aos congressos que quisesse sem olhar para o preço da inscrição ou o preço das viagens. Não era para ficar em casa com as filhas (mesmo que ainda fossem pequenas). Era para ter liberdade Sorriso Poder viajar, viajar, viajar! E dar (ainda) mais oportunidades às minhas filhas.

Submetido por guialmi em Dom, 24/09/2017 - 21:13
Ana Svensson -
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Desde 23 Abr 2017

E eu não critico essa decisão, de todo! Se era o que a faria mais feliz, então acho que fazia muitíssimo bem! Estava simplesmente a responder a um comentário que, como tantos outros que já tenho visto, quase ataca quem trabalha por opção.
Evidentemente, eu tenho consciência que não é igual trabalhar no que se gosta ou trabalhar em algo que não nos satisfaz minimamente e compreendo que quem não goste do seu trabalho preferisse não trabalhar. Até compreendo que existam pessoas que mesmo gostando do trabalho, optariam por não trabalhar. Isso não está sequer em questão. Mas da mesma forma que eu compreendo isso, também gostaria que mais gente compreendesse que há, de facto, quem goste mesmo de trabalhar e não abdicasse disso independentemente das suas condições financeiras. E que não é isso que faz de alguém boa ou má pessoa, nem boa ou má mãe.
Também eu tenho partes que gosto e partes que não gosto no trabalho... acho que não há ninguém que goste de tudo, mas para mim o balanço é muito positivo e, se de bom grado abdicaria das partes más, o mesmo não posso dizer das boas.
Se eu tive sempre muitas alternativas? Depende do ponto de vista. É certo que nunca me faltou nada, mas também eu cresci sujeita a imensas pressões. Também não é fácil vermos a nossa vida toda planeada desde que nascemos simplesmente porque temos de estar preparados para "herdar" as empresas de família que podem até garantir-nos estabilidade financeira, mas estão longe de garantir felicidade. Eu não tirei o curso que sempre sonhei, simplesmente porque não era minimamente aceite em casa (e nem era um curso de nenhuma área esquisita). Claro que ninguém me obrigou a nada, mas acabei por optar, e foi uma decisão ponderada, por uma solução de compromisso entre o que eu queria e o que os outros queriam para mim. Algo em que pudesse ter uma forte componente de que gostasse e simultaneamente preparar-me para o que a família esperava. Felizmente, correu-me bem e agora adoro o que faço, mas podia não ter corrido. Não trabalho com o meu pai porque não quero... nunca quis começar a carreira como a filha do patrão, mas um dia em que venha a ser preciso, sei que estou preparada para isso.
Também eu fiz o doutoramento a trabalhar a tempo inteiro e com uma filha pequenina (culpa minha que engravidei antes do planeado). Não porque precisasse de trabalhar, mas porque não quis desperdiçar o emprego que já tinha (eu optei por fazer uma pausa de um ano entre mestrado e doutoramento para trabalhar).
Essa liberdade de que fala, pessoalmente não gostaria de a ter. Prefiro muito mais a rotina e o stress do dia-a-dia. Mas isso são gostos pessoais. E, pelo que vejo, no seu caso, também gostaria de trabalhar, só não no que faz agora. Viajar, adoro! E é óptimo ter a possibilidade de dar aos meus filhos essa oportunidade. Mas para mim as férias chegam-me.

Submetido por Ana Svensson em Seg, 25/09/2017 - 01:32
elizamor -
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Desde 09 Ago 2010

milene gomes escreveu:
Confesso que me causa borboletas no estômago certas formas de pensar nesta sociedade modernizada...
Ser milionária e continuar a trabalhar?! Vamos lá ver uma coisa: qual é o objectivo de ter um trabalho?! Ganhar dinheiro certo?! Se uma pessoa já tem que sobre porquê continuar a trabalhar?! Se me dissessem "ter uma ocupação" concordo plenamente. Eu dedicava-me ao voluntariado , por exemplo, que é uma coisa que me deixa bastante feliz emocionalmente em fazer e por poder ensinar/mostrar aos meus filhos através do meu exemplo. Agora... trabalhar?! Ter uma rotina com horários, pressa, trânsito, objectivos, chefes, clientes, pressões, atrasos, cansaço, estar com os filhos, o nosso bem mais precioso, 2h/dia?!
Por muito que tente não consigo mesmo perceber... Vivemos no mundo desenvolvido onde mais parecemos (eu incluída em muitos aspectos) uns burros com palas nos olhos transformados em robots e que só vêem dinheiro, consumismo e trabalho. Daqui a pouco nem precisa de ser remunerado tal é a satisfação!
Não quero ofender ninguém, cada qual é livre de pensar da forma que entender. Esta é a minha.

Concordo! Se fosse milionária, deixaria de trabalhar, isso seria certinho! Dedicar-me inteiramente aos meus filhos, ter uma ocupação (não digo que não), fazer voluntariado (talvez), isso sim. O dinheiro não é tudo, é necessário como é óbvio porque as contas não se pagam sozinhas, traz alguma felicidade mas não é tudo! Mas esta é apenas a minha opinião!

Submetido por elizamor em Seg, 25/09/2017 - 09:15
saralisboa -
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Desde 30 Jul 2009

O que eu não entendo são comentários como os da Milene Gomes...Enfim!

Submetido por saralisboa em Seg, 25/09/2017 - 10:56

Sara

Ana Svensson -
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Desde 23 Abr 2017

elizamor escreveu:

milene gomes escreveu:Confesso que me causa borboletas no estômago certas formas de pensar nesta sociedade modernizada...
Ser milionária e continuar a trabalhar?! Vamos lá ver uma coisa: qual é o objectivo de ter um trabalho?! Ganhar dinheiro certo?! Se uma pessoa já tem que sobre porquê continuar a trabalhar?! Se me dissessem "ter uma ocupação" concordo plenamente. Eu dedicava-me ao voluntariado , por exemplo, que é uma coisa que me deixa bastante feliz emocionalmente em fazer e por poder ensinar/mostrar aos meus filhos através do meu exemplo. Agora... trabalhar?! Ter uma rotina com horários, pressa, trânsito, objectivos, chefes, clientes, pressões, atrasos, cansaço, estar com os filhos, o nosso bem mais precioso, 2h/dia?!
Por muito que tente não consigo mesmo perceber... Vivemos no mundo desenvolvido onde mais parecemos (eu incluída em muitos aspectos) uns burros com palas nos olhos transformados em robots e que só vêem dinheiro, consumismo e trabalho. Daqui a pouco nem precisa de ser remunerado tal é a satisfação!
Não quero ofender ninguém, cada qual é livre de pensar da forma que entender. Esta é a minha.

Concordo! Se fosse milionária, deixaria de trabalhar, isso seria certinho! Dedicar-me inteiramente aos meus filhos, ter uma ocupação (não digo que não), fazer voluntariado (talvez), isso sim. O dinheiro não é tudo, é necessário como é óbvio porque as contas não se pagam sozinhas, traz alguma felicidade mas não é tudo! Mas esta é apenas a minha opinião!

Evidentemente que o dinheiro não é tudo! Nem perto disso! A felicidade que traz é até muito limitada. O dinheiro contribui para a felicidade enquanto serve para satisfazer as necessidades e pequenos caprichos/luxos (refiro-me, por exemplo, a férias). Mas tudo o que vai para além disso, não acrescenta rigorosamente nada. Falando em milhões, ter 10, 100 ou 1000 milhões não faz a menor diferença na vida de uma pessoa. Mas se reparar, os tais milionários a que se refere são, quase sempre, precisamente aqueles que não olham para o seu trabalho apenas como uma fonte de rendimento. Continuar a trabalhar ainda que financeiramente não se dependa desse emprego não é sinónimo de colocar o dinheiro acima de tudo e é aí que falha o seu raciocínio e o da milene.

Submetido por Ana Svensson em Seg, 25/09/2017 - 12:18
elizamor -
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Desde 09 Ago 2010

O meu raciocínio passa pelo seguinte: todos nós temos prioridades e o que vejo no seu caso (e não estou a criticar, pois são opções de vida), é que valoriza muito o seu trabalho, adora aquilo que faz, é uma prioridade. Para mim, trata-se de uma fonte de rendimento, ainda que até goste daquilo que faço, mas a minha prioridade será sempre a minha família. Se pudesse, deixaria sim, de trabalhar, pois acho que acompanhar os filhos a tempo inteiro é importante não só para nós, mas e sobretudo para eles. "Despejá-los" em centros de estudo, quando os pais até poderiam estar com eles (mesmo até depois do trabalho), chega a chocar-me. Eu tenho a sorte de ter um horário de trabalho que me permite acompanhar ambos os meus filhos quer nas suas atividades extra-curriculares, quer no estudo diário. Poderia até tê-los inscrito num ATL ou centro de estudos de forma a orientar a minha vida de casa, mas não o fiz, pois considero um privilégio poder ajudá-los nos estudos e afins. Não estou a julgá-la, mas como tenho a liberdade de opinar...

Submetido por elizamor em Qua, 27/09/2017 - 10:47
Tyta.B -
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Desde 31 Jul 2015

Elizamor, parece-me que o grande problema é mesmo esse que referiu. Uma mulher que admite que gosta de trabalhar, e que não gostava de se ver numa posição de stay home mom, aos olhos das outras mulheres passa automaticamente a ser uma mãe negligente, que não tem como prioridade o seu filho.

E isto é errado.

Por muito que eu goste desta rotina de sair de casa todos os dias com uma finalidade (que no meu caso é trabalhar, mas que podia ser fazer voluntariado, ou qualquer outra dessas opções que foram dando no caso de sair o euromilhões) o meu filho vem sempre em primeiro lugar. E não é por eu não estar 24 horas por dia com ele, que gosto menos do meu filho que uma mãe que está a tempo inteiro com a sua criança.

Sinceramente é isto que me chateia em torno deste assunto, as pessoas sugerirem que sou uma mãe negligente ou que gosta pouco do seu filho, apenas porque eu gosto de fazer outras coisas para além de ficar com ele.

Submetido por Tyta.B em Qua, 27/09/2017 - 12:14
Ana Svensson -
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Desde 23 Abr 2017

De facto, o trabalho é para mim uma prioridade sobre muitos outros aspectos da vida... sobre a família, não é, de todo! Para si é apenas uma fonte rendimento, ok nada contra isso. Mas o facto de o trabalho não ser apenas uma fonte de rendimento não implica que a maior prioridade não seja sempre a família. Passar tempo com os meus filhos, acho importantíssimo. Passar 24 horas por dia, já não acho assim tão vantajoso para nenhuma das partes. Além de que, se pensar bem, grande parte do dia deles a partir de certa idade é passado na escola. A minha filha tem aulas das 9h às 16h30 todos os dias (vem a casa à hora de almoço), daqui a uns anos os irmãos também terão. Acha mesmo que é vantajoso para eles que a mãe fique em casa enquanto estão no colégio? E, não, nenhum deles nunca foi "despejado" para centros de estudo, creches ou ATLs. A minha filha ainda está no primeiro ano, por isso ainda não foi precisa grande ajuda nos estudos, mas se um dia vier a ser, esta será totalmente dada por mim e pelo meu marido. Não tenciono sentar-me a estudar com ela (isto não por uma questão de tempo, mas porque acho que não estudar comigo foi das melhores coisas que os meus pais fizeram por mim em termos académicos), mas terá toda o tempo necessário dedicado a ela, quando precisar de ajuda ou de tirar dúvidas. Tal como tem em todos os outros campos da vida.
De qualquer forma, esta "discussão" é inútil, já que, utilizando a sua metáfora, a milene parece ser a única pessoa aqui que vê com palas e não consegue olhar para outras perspectivas sem se considerar superior. É isso que eu lamento...

Submetido por Ana Svensson em Qua, 27/09/2017 - 12:29
elizamor -
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Desde 09 Ago 2010

Com os meus comentários (opinião), não pretendi magoar nem atingir ninguém. Acreditem, há uns anos atrás eu própria dizia que era impensável ser mãe e dona de casa a tempo inteiro, necessitava de trabalhar fora. Hoje, continuo a trabalhar, embora sinta uma necessidade de estar mais em casa, não só para acompanhá-los como também para tratar da casa. No entanto, conforma já o disse, não é possível, porque o dinheiro é preciso! Quando falei em pais que optam por colocar os filhos em ATL's, não é de todo a minha intenção criticar, apenas disse-o pois sei que muitos deles colocam-nos para não terem a preocupação de os acompanhar nos trabalhos de casa, por ex. É evidente que se o meu horário de trabalho não fosse compativel com as saídas deles das respetivas escolas, teria que os colocar num ATL, mas como isso não acontece, não os coloco. Posto isto, são tudo opiniões, cada um é livre de fazer o que bem entende.

Submetido por elizamor em Qui, 28/09/2017 - 09:44
Tyta.B -
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Desde 31 Jul 2015

Neste tópico já insinuaram que as mães que trabalham não criam os seus filhos, que perderam os “valores” importantes, e que não têm como prioridade os seus miúdos, e depois dizem que não querem ofender?!

A única pessoa que neste momento tenho próxima de mim que está em casa com a filha, tem a miúda metade do dia num infantário, com a desculpa de que é o melhor para o seu desenvolvimento, e passa o dia todo em frente à tv a ver aqueles programas bonitos tipo casa dos degredos e tretas dessas.
Se é para generalizar, com base nesta minha experiência, também eu posso dizer que todas as mães que ficam em casa com os filhos são umas preguiçosas que não gostam é de fazer nada.

Mas não se ofendam, não era a minha intenção, é só um comentário
Beijinho

Submetido por Tyta.B em Qui, 28/09/2017 - 11:05
milene gomes -
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Desde 12 Jun 2014

Mamã Tyta, claro que não há ofensas,pelo menos da minha parte. Estamos num país, ainda, livre em que cada qual pode manifestar a sua opinião. Concorda?! Beijinho

Submetido por milene gomes em Qui, 28/09/2017 - 14:51
Tyta.B -
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Desde 31 Jul 2015

Claro que sim. Mas quem diz o que quer, pode ouvir o que não quer. E quem faz juízos de valor com base em generalizações bacocas, arrisca-se a ser julgada na mesma medida.

Submetido por Tyta.B em Qui, 28/09/2017 - 14:56
elizamor -
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Desde 09 Ago 2010

Cada um é livre de dar a sua opinião. Os Fóruns servem para isso mesmo. Se disse alguma coisa que tenha desagradado alguém, possivelmente é porque se sentiu atingida. Conforme salientei no meu comentário anterior, cada um é livre de fazer o que bem entende, e friso que não vejo que quem opta por ficar em casa seja preguiçosa. Tenho uma pessoa amiga, que optou por trabalhar em casa (faz trabalhos de costura) e disse-me claramente, que quando trabalhava fora, tinha a vida de casa mais organizada do que agora que está em casa. Não quis generalizar nos meus comentários. Entendam como quiserem!

Submetido por elizamor em Sex, 29/09/2017 - 10:42
Ana Svensson -
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Desde 23 Abr 2017

Sim, cada um é livre de dar a sua opinião, mas convém ter algum cuidado quando se faz juízos de valor de pessoas e situações que não se conhece. Se reparar também não ofendi nem ataquei quem decide ficar em casa (até porque é uma opção tão válida como outra qualquer), apesar de não concordar que seja benéfico para as crianças, especialmente meninas, crescerem com o exemplo de que um homem pode fazer o que quiser, mas uma mulher tem de abdicar de tudo resto para ser considerada uma boa mãe.
Eu tive a minha mãe em casa o tempo todo e o meu pai a trabalhar e, sinceramente, a maior vantagem que isso teve na minha vida e educação foi ter-me mostrado que a nível de relações familiares e de tempo de qualidade que se passa junto, não faz diferença nenhuma. Como tal, sempre cresci com a certeza de que, nesse aspecto, queria ser como o meu pai e que não precisaria de abdicar de outros sonhos para ser uma excelente mãe.
Se me perguntar, embora sem generalizar, também acho que muita gente vê nos filhos a desculpa perfeita para deixar de trabalhar sem peso na consciência, simplesmente porque trabalhar dá efetivamente trabalho. Aliás, conheço casos próximos em que assumidamente é esse o verdadeiro motivo. E depois claro que também há as que o fazem, até a custo, por acreditarem que é o melhor para os filhos. Daí o perigo das generalizações.

Submetido por Ana Svensson em Sex, 29/09/2017 - 11:58
Tyta.B -
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Desde 31 Jul 2015

Eu nao me senti minimamente atingida, até porque o meu filho já tem 14 anos, e a boa educação que eu lhe dei já está bem presente na sua personalidade de rapaz educado responsável bom aluno e com quem tenho uma relação muito próxima.

Mas gosto de mostrar a quem julga só porque sim, que quando aponta um dedo a alguém fica com 3 virados para si mesma.

Submetido por Tyta.B em Sex, 29/09/2017 - 13:16
Gigi2010 -
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Desde 03 Ago 2010

Gostaria apenas de salientar a diferença entre mães que deixaram de trabalhar e mães que optaram por trabalhar a partir de casa, é bem diferente!

Submetido por Gigi2010 em Sáb, 30/09/2017 - 09:56
elizamor -
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Desde 09 Ago 2010

São felizes com as vossas decisões? Sentem que os vossos filhos tambem o são? Se sim, ainda bem, pois isso sim, é o mais importante, independentemente se está em casa a cuidas a tempo inteiro dos filhos ou se trabalha fora.

Submetido por elizamor em Sáb, 30/09/2017 - 10:02
Gigi2010 -
Offline
Desde 03 Ago 2010

elizamor escreveu:
São felizes com as vossas decisões? Sentem que os vossos filhos tambem o são? Se sim, ainda bem, pois isso sim, é o mais importante, independentemente se está em casa a cuidas a tempo inteiro dos filhos ou se trabalha fora.

Precisamente!

Submetido por Gigi2010 em Dom, 01/10/2017 - 13:27
Marina4 -
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Desde 15 Maio 2016

bom já que eu tinha dado a minha opinião, venho partilhar que , depois de nove meses em casa, que foram muito bons, voltei ao trabalho..custou às duas, claro. Mas pronto adorei estar em casa.

Submetido por Marina4 em Dom, 01/10/2017 - 15:49

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