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Retrato de ALES88
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Desde:
14.11.2016

Eh la o que para aqui vai! A verdade é que as pessoas têm que trabalhar e ponto. Se umas podem trabalhar em casa (meu caso) ou mesmo optar por não trabalhar para cuidar dos filhos ou até porque lhes apetece e o podem fazer,não vejo mal nenhum. Cada um é como cada qual é cada uma se sente realizada à sua maneira. Eu estou em casa e sinto-me muito realizada com o trabalho que tenho,e se trabalhasse fora já não me sentiria assim. Mas há mulheres que só se sentem realizadas a trabalhar fora de casa,e há outras que não mas tem que o fazer. Não há que julgar ninguém! Aliás,há muito boa gente que pensa que eu não trabalho e que estou em casa a viver à custa do marido e que acha que trabalhar em casa não é trabalho. Enfim.

Retrato de MiniMe84
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Desde:
18.10.2016

Acho que foi levantada uma questão essencial e que quem defende a pausa alargada/abandono da vida profissional ainda não respondeu: o depois deles crescerem.

Sim, até aos 10/12 anos os miúdos precisam e agradecem um acompanhamento de perto, que a mãe tenha toda a disponibilidade para eles. Mas depois dessa idade o que a maioria deles menos quer é uma mãe que esteja sempre 'em cima' deles. Começam a ter a sua própria independência, a construir os seus próprios círculos sociais e objectivos de vida. É o normal, é o saudável. E é aqui que entra a questão 'do depois'.
E sim, concordo em absoluto, que a maioria das sogras demasiado presentes advém desta ausência quase total de vida própria. De terem vivido tanto (demasiado?) tempo quase exclusivamente em função da vida dos filhos.

Eu dou um exemplo muito pessoal, o meu sogro trabalhou a vida quase toda, no entanto, numa situação de despedimento colectivo da empresa onde trabalhava, viu-se desempregado aos 58 anos. Com a mulher a trabalhar e ambos os filhos fora de casa, sem uma vida social além das pessoas com quem trabalhava, leva a vida de uma barata tonta, agarrado ao tlm a ligar para filhos e mulher só para dizer que agora veio uma rajada de vento que abanou as janelas todas ou para falar do tamanho da aranha que matou no WC (e não estou a exagerar, este foi o teor de dois dos telefonemas do dia de ontem). Ou seja, uma pessoa que deixa de ter uma obrigação real ou ser essencial para determinado papel (seja cuidar dos filhos e/ou cumprir o horário de trabalho) torna-se uma pessoa quase sempre inconveniente para os demais que não têm o seu ritmo de vida.

É triste, mas é assim. E é isso que eu tenho muito receio que aconteça. Porque uma coisa é abdicar de 2/3 anos de vida profissional e ter a garantia que depois se consegue voltar, outra é fazê-lo por 5/10 anos e não ter quaisquer garantias de conseguir novamente regressar à vida profissional.
Com os filhos criados, a roupa para passar diminui, as refeições não exigem tanto trabalho, a casa está quase sempre organizada, não há serviço de motorista para cumprir ou listas de afazeres para organizar...E depois, sem filhos para criar e sem objectivos profissionais para cumprir o que resta?!?

Retrato de Elisabete Almeida1
Offline
Desde:
07.11.2016

LiLino escreveu:
Eu trabalho em casa. Antes das miúdas nascerem ainda trabalhava fora, mas agora só trabalho fora uma tarde por semana, o resto é em casa.
Sempre quis ser eu a criar as minhas filhas. A minha mãe esteve em casa enquanto eu e o meu irmão éramos pequenos e foi trabalhar quando o meu irmão entrou no 1º ciclo. Senti-me sempre uma felizarda por ter o acompanhamento da minha mãe e ela entrou sem problemas no mercado de trabalho.
Entendo todos os pontos de vista, mas para mim não faz sentido ter um filho para serem os outros a criar. Não estou a julgar ninguém, sei que a vida não é fácil, este é só o meu ponto de vista e a minha forma de encarar a vida e a maternidade.
Tenho o meu trabalho, mas faço a gestão do mesmo em função das minhas filhas e das suas necessidades.
Não acho que ninguém deva se sentir inferiorizado por estar em casa a cuidar dos filhos. Acreditem que no futuro eles vão dar muito valor a isso. Eu valorizo muito a minha mãe por ter posto de parte a carreira durante alguns anos por mim e pelo meu irmão, da mesma maneira que a valorizo por ter voltado a procurar emprego quando começamos a crescer e ser mais independentes.
Não há soluções milagrosas, cada um saberá o melhor para os seus.

A questão é que para a maioria das mães, não é opção escolher entre ficar em casa a tomar conta dos filhos ou trabalhar fora. É mesmo uma necessidade trabalhar, pois infelizmente, o dinheiro não abunda e é necessário para que as contas sejam pagas. E ao trabalharem fora, não vejo isso como deixando outras pessoas criaram os nossos filhos, pois educação dá-se em casa. Nós como pais, somos os principais educadores dos nossos filhos: os professores, amas, educadoras de infância, auxiliares, servem de ajuda nesse caminho.

Se pudesse, optaria por ficar em casa com os meus filhos, mas infelizmente, a vida não o permite. Talvez há algum tempo, não fosse desta opinião, pois tal como muitas mães já referiram aqui, não me via mãe a tempo inteiro. Neste momento, talvez porque os veja a crescer tão depressa, também pelo crescente stress do dia a dia, tenha uma opinião diferente. Quem sabe, se um dia não ganho o euromilhões!

Retrato de Elisabete Almeida1
Offline
Desde:
07.11.2016

Tyta.B escreveu:
As mães que ficam em casa com os filhos é que inferiorizam as que trabalham fora de casa, com frases como estas:
"não faz sentido ter um filho para serem os outros a criar" - Mas então as mães que trabalham fora de casa, não criam os seus filhos?
"Acreditem que no futuro eles vão dar muito valor a isso" - e ainda nos atiram com sentimentos de culpa, porque no futuro eles vão nos culpar por não termos colocado a nossa carreira de lado?
Uma recém mamã, que ainda ande com as hormonas aos saltos, ouvir umas perolas destas, é de a deixar em desespero. Tenham consciência do que dizem por favor... eu sempre tive a minha cabeça muito bem resolvida, mas há quem não tenha, e coisas destas podem ser devastadoras.

Nem mais!!!

Retrato de Kristin
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Desde:
10.06.2014

Bem, não podemos comparar mães que trabalham em casa, têm um rendimento e independência financeira, com mães que dependem dos maridos, porque isso faz toda a diferença!
Estamos apenas a ver pontos de vista diferentes entre ter um trabalho remunerado (em casa ou fora dela, não interessa) e não o ter para se dedicar aos filhos e à lida da casa.
O meu marido felizmente tem um emprego muito bom com um ordenado 3x superior ao meu, ainda assim seria impensável deixar o meu emprego para depender financeiramente dele: porque me sinto mais útil, porque tenho a minha independência, e porque se por algum motivo (doença ou escolha) ele deixar de trabalhar, eu ainda consigo sustentar aos dois com as despesas mensais, isso dá-me uma sensação de segurança e paz, principalmente agora que teremos um pequeno ser a confiar em nós.
Se eu tivesse dinheiro a cair do céu na minha conta todos os meses, aí não me importava de trabalhar part-time, ficar alguns dias em casa, não sempre... era sem dúvida a situação ideal mas muito pouco provável de acontecer!
Por outro lado iria-me sentir inferior, admito. Falaram em casais mal resolvidos, não concordo. Nunca vi um marido a julgar e sei que o meu nunca me julgaria se eu ficasse em casa, aliás, já me disse que se tivéssemos 2 filhos era o que podia fazer, olhei para ele com uma cara que percebeu logo. Nós, mulheres que se recusam a isso por opção, temos essa sensação de inferioridade em depender de alguém, é o que eu penso e sinto.
Eu terei a oportunidade de ficar um ano com o meu filho em casa porque receberei licença de maternidade durante esse tempo, fico grata, mas depois volto ao meu emprego.

Para a mama Vtr001, já contratou alguém para ajudar na arrumação da casa? Uma ou duas vezes por semana já lhe tirava algum peso e ficava com mais tempo livre para as crianças. Compensa isso, a abdicar de um ordenado completo.
Boa sorte para a decisão que tomar Sorriso

Retrato de guialmi
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Desde:
13.07.2013

Eu já tenho filhas adolescentes, portanto a minha perspetiva é um pouco diferente. O meu trabalho tem algumas especificidades, horário muito flexível, com uma parte "fixa", digamos assim, e uma parte substancial que posso gerir com autonomia. Nesse aspecto sei que sou privilegiada, posso trabalhar em casa, à noite, há alturas calmas, outras mais sobrecarregadas. Quando as minhas filhas eram pequenas (até aos 3 anos) foi precisamente a altura de maior exigência, tinha um doutoramento para acabar, elas não dormiam de noite, tinha de dar aulas e fazer trabalho adminsitrativo - foi um período de exaustão completa. Posso dizer que entreguei a tese numa 6ª feira e fiquei de cama no fim de semana a seguir, porque finalmente o corpo pôde dar o berro.
Para mim deixar de trabalhar só mesmo se tivesse um rendimento próprio alternativo, e não seria bem deixar de trabalhar, mas sim ficar com a parte do trabalho de que gosto (investigação). Preciso de sair de casa, ter outros interesses, ter tempo sozinha. Sobretudo isso, ter tempo sozinha. Quando as miúdas eram pequenas, o ponto alto do meu fim de semana era ir ao super sozinha... estar 24h/7 dias por semana com as crianças para mim seria sufocante - mas isto sou eu.
Como elas já são crescidas, às vezes pergunto-lhes se gostavam que a mãe não trabalhasse e a resposta é sempre que não. Gostam que a mãe trabalhe, valorizam o que faço, os sucessos, os prémios. E elas próprias são mulheres a quem não preciso de falar muito sobre autonomia, igualdade de género, auto-estima - é algo natural, que se habituaram a ver desde sempre na família.
Não estou com isto a dizer que uma mãe que fique em casa está a passar uma mensagem de dependência à submissão às filhas. Mas não é assim tão linear que, se pudessem , todas as crianças escolheriam ter a mãe em casa.
E já agora...porquê a mãe? Porque não o pai? E porque é se fala sempre nos horários da mãe não nos horários do pai? Porque é que a mãe é que falta para levar as crianças ao médico e ficar com eles quando estão doentes?
Se nós, portugueses, tivéssemos uma consciência cívica diferente, ninguém trabalharia 10 horas/dia (como não o fazem em outros países europeus desenvolvidos...), nem pais nem mães. Realmente fico aterrada com esses horários...tb vivo numa cidade pequena (embora capital de distrito), estou a 5m do trabalho, a 10m da escola das minhas filhas. Mas as pessoas encolhem-se até para se sindicalizarem...

Para a autora do tópico...espere que tome a melhor decisão para si e para a sua família. Pense bem no assunto, porque não sei se a raiz do seu problema está mesmo no trabalho. Para começar, e já lho disse no outro tópico, podia arranjar ajuda com os trabalhos domésticos. Se chegar a casa e não houver roupa para passar e chão para aspirar, fica muito mais livre para relaxar um bocadinho. E faça alguma coisa por si, apenas para si. Um bocadinho de egoísmo ás vezes não é egoísmo, é sabermos estar bem para poder dar o melhor de nós aos outros.

Retrato de carlaper
Offline
Desde:
11.10.2011

Este é um tema muito sensível e depende da dinâmica familiar de cada um. Não podemos comparar uma família que trabalha perto de casa e consegue gerir bem o seu tempo , com outra que sai de casa de madrugada, entra tarde e mal tem tempo para alguma coisa. É normal que esta mãe se sinta infeliz e desesperada, assim como esta, é a realidade de muitas famílias.
Não vamos comparar com o passado. É verdade que dantes a mulher que ficava em casa, pouco ou mais fazia do que se dedicar aos seus filhos e casa (e aposto que em nada se arrependem). Hoje não é assim, os tempos são outros e há muitas oportunidades da mulher, mesmo se dedicando aos seus filhos, ter tempo para ela e até para pensar em criar o próprio negócio. Uma mulher que esteja em casa, não é uma mulher desactualizada e que só fala em fraldas e lidas domésticas. Há todo um mundo para explorar, vivemos na era digital e o home working é uma realidade. Costumo dizer que só não faz nada quem não quer fazer.
Mamã se se sente infeliz aposte em si e na sua família, não pense na idade como uma factor limitativo. Estar infeliz não é opção!

Retrato de mamagemelar
Offline
Desde:
29.08.2011

olá a todas.. bem vou dar o meu contributo neste tópico, pois ja se leu dois pontos de vista diferentes(os das maes que estao em casa e os das maes que trabalham fora) mas ainda não apareceu ninguem que como eu ja esteve nas duas situacoes... eu parei de trabalhar 2 anos e meio que foi o tempo que fiquei com os meus filhos em casa. Parei pois nao me era vantajoso te los no infantario visto serem dois e o valor a pagar seria maior que o meu ordenado. Pensei muito visto que adorava o que fazia mas nao me arrependi nada. quando pensei em voltar ao trabalho, arranjei emprego 2 semanas depois de comecar as entrevistas e nao mais deixei de trabalhar ate hoje! nunca foi hipotese deixar de trabalhar ate eles terem 15\16 anos mas sim so ate apenas crescerem mais um pco e poderem entrar na pre escola e serem mais independentes e eu tambem me poder adaptar a ser mãe, e me organizar. Se houve muitas alturas em que pensei que dava em louca??? houve... muitas.... o trabalho em casa não é nada facil e muitas vezes não é assim tao mais benéfico em termos de organização! Muitas vezes me questionei se tivesse a trabalhar se não seria mais facil... exigi demais de mim como dona de casa e foi bastante exigente! ( dei por mim a fazer sopa para os meus filhos todos os dias durante 2 anos e meio, o que hoje vejo que é impensável) mas hoje olho para tras e faria tudo de novo. O unico contra que posso apontar é que nunca mais voltei á minha area mas para mim ate foi vantajoso, pois ganho mais do que ganhava na altura e arranjei um trabalho que me deixa confortavel, e que me adaptei muito bem! Acho que cada familia deve avaliar bem, mas uma pausa não é assim tao mau, como muitas possam pensar... eu gostei, tive tempo para me adaptar, os miudos eram prematuros, tb pesou um pouco para os proteger, e visto que a situacao financeira do meu marido nos permitia estar em casa, optamos por ser assim. beijinhos

Fez se luz no meu coracao a 22\11\2010... Rafaela as 00h10m e Fábio as 00h13m..Minhas vidas!!! Amo vos mto mto Afilhada e Madrinha babada da mnh kerida TWINMUMMY!!!mais uma madrinha e afilhada 5* SUSANA CORVOS mais uma afilhada linda. Sara78_98 . madrinha e afilhada da APIPAS querida!!!

Retrato de underthewater
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Desde:
14.03.2014

Se tivesse gémeos não poderia ter trabalhado até à primária. Simplesmente porque no país onde vivo as creches são exorbitantemente caras e o ordenado não chega para pagar duas mensalidades. Mas sinceramente questionamos quem ficaria em casa se eu ou o marido. Porquê? Porque o que tivesse um ordenado e um emprego mais promissor iria continuar e o outro faria o sacrifício.
Sim, para nós, deixar de trabalhar seria um sacrifício?porquê? Porque gostamos de trabalhar e porque somos adultos e iguais e temos objectivos para além da parentalidade.
Depois, temos também a certeza de que, vivendo num país que não o nosso, a nossa filha beneficia da convivência com crianças e adultos que conhecem e vivam a cultura e a língua deste país.
Em casa, falamos português, fazemos refeições juntos, fazemos do banho mais um momento de brincadeira, onde estivermos brincamos com ela. Passamos o tempo no chão a brincar com ela e dedicamos o nosso tempo livre a estarmos os 3 em família.
As tarefas são divididas.
Embora em perceba a ideia preconcebida da mãe matriarca, eu começo a perceber que o pai é tão capaz como nós e pode muito bem ser ele a assumir a educação de um filho, se necessário claro.
Enfim, não há uma resposta correcta. Não há uma fórmula mágica.
Eu estive em casa até ao primária e não é por isso que guardo memórias fantásticas da minha mãe a brincar comigo, a minha mãe ficou em casa mas sempre a trabalhar, sempre Sorriso Se me zango com ela por isso!? Não! Foi assim que ela cresceu, com a ideia de que a mulher que fica em casa tem de fazer tudo!
Todos fazemos coisas mais certas e mais erradas na educação dos nossos filhos.. Mas, se continuarmos a fazer o melhor por eles e por nós, sabemos que estamos no caminho certo para nós e isso é que importa.
Se se sentem confortáveis a abandonar o vosso emprego, à vossa estabilidade financeira!? Abdiquem, se não, arranjem estratégias enquanto família para que as coisas sejam prazerosas para todos.
Sério, não passem aos vossos filhos a ideia, que ainda está muito enraizada nas nossas cabeças, de que a mulher tem a responsabilidade de manter uma casa... Nope... Temos todos... O casal e, quando apropriado, os filhos também têm responsabilidades, de acordo com idades, capacidades etc.
PS. Não se ofendam, não estou a dizer que eu estou certa e os outros errados, estou a dar a minha opinião é a tentar que vejam que há outras formas de lidar com estas situações.
E não, a mim não me cabe na cabeça que uma mãe que trabalhe seja menos mãe que uma mãe que fique em casa, acreditem, não tem nada a ver. O que importa é o que se faz e não o tempo que se está :)
Fiquem bem

Retrato de mamagemelar
Offline
Desde:
29.08.2011

Pois no meu caso, tb foi um projecto a dois durante o tempo que tive sem trabalhar, pois o meu marido so trabalha 4 horas por dia. estivemos sempre os dois em casa, e dividimos as tarefas sempre durante esses dois anos e meio! neste momento eu passo 12 h por dia entre trabalho e transito(trabalho por turnos e faco noites) e o pai tem o papel de casa. Vai busca los a escola, todos os dias, da banhos, jantar e deita os, quando eu nao estou. Mas tambem tenho consciencia que ele se tornou no pai que é, e eu posso ter este ritmo de trabalho porque esses dois anos e meio foram fundamentais para nos adaptarmos á nova rotina familiar.

Fez se luz no meu coracao a 22\11\2010... Rafaela as 00h10m e Fábio as 00h13m..Minhas vidas!!! Amo vos mto mto Afilhada e Madrinha babada da mnh kerida TWINMUMMY!!!mais uma madrinha e afilhada 5* SUSANA CORVOS mais uma afilhada linda. Sara78_98 . madrinha e afilhada da APIPAS querida!!!

Retrato de Di_cris
Offline
Desde:
28.04.2016

Bem, não tenho muito a acrescentar.
Não vou falar da minha experiência pois aquilo que a define é forçosamente diferente do que a define a si :).
Venho apenas dizer que a sociedade está cada vez mais alerta para este potencial que são as mulheres que por opção fizeram uma pausa na carreira em prol dos filhos, exemplo disto é este projecto em curso na Vodafone:

http://imagensdemarca.sapo.pt/conteudos-especiais/radar/vodafone-apoia-r...

Isto apenas para lhe dizer que acima de tudo faça aquilo que a fizer feliz a si e à sua família, e decidido em consciência dos riscos, prós e contras.

Beijinho grande e espero que encontrem a vossa paz enquanto família Sorriso

Retrato de mamagemelar
Offline
Desde:
29.08.2011

Di_cris escreveu:
Bem, não tenho muito a acrescentar.
Não vou falar da minha experiência pois aquilo que a define é forçosamente diferente do que a define a si :).
Venho apenas dizer que a sociedade está cada vez mais alerta para este potencial que são as mulheres que por opção fizeram uma pausa na carreira em prol dos filhos, exemplo disto é este projecto em curso na Vodafone:
http://imagensdemarca.sapo.pt/conteudos-especiais/radar/vodafone-apoia-r...
Isto apenas para lhe dizer que acima de tudo faça aquilo que a fizer feliz a si e à sua família, e decidido em consciência dos riscos, prós e contras.
Beijinho grande e espero que encontrem a vossa paz enquanto família

Exactamente a empresa para a qual trabalho. Nunca me questionaram em entrevista nenhuma se tinha filhos, ou qual a disponibilidade familiar. N tenho um cargo de chefia mas estou mt satisfeita com as condições. Podia ter horários melhores mas enfim... N se pode ter tdo. Piscar o olho

Fez se luz no meu coracao a 22\11\2010... Rafaela as 00h10m e Fábio as 00h13m..Minhas vidas!!! Amo vos mto mto Afilhada e Madrinha babada da mnh kerida TWINMUMMY!!!mais uma madrinha e afilhada 5* SUSANA CORVOS mais uma afilhada linda. Sara78_98 . madrinha e afilhada da APIPAS querida!!!

Retrato de Di_cris
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Desde:
28.04.2016

mamagemelar escreveu:

Di_cris escreveu:Bem, não tenho muito a acrescentar.
Não vou falar da minha experiência pois aquilo que a define é forçosamente diferente do que a define a si :).
Venho apenas dizer que a sociedade está cada vez mais alerta para este potencial que são as mulheres que por opção fizeram uma pausa na carreira em prol dos filhos, exemplo disto é este projecto em curso na Vodafone:http://imagensdemarca.sapo.pt/conteudos-especiais/radar/vodafone-apoia-r...
Isto apenas para lhe dizer que acima de tudo faça aquilo que a fizer feliz a si e à sua família, e decidido em consciência dos riscos, prós e contras.
Beijinho grande e espero que encontrem a vossa paz enquanto família

Exactamente a empresa para a qual trabalho. Nunca me questionaram em entrevista nenhuma se tinha filhos, ou qual a disponibilidade familiar. N tenho um cargo de chefia mas estou mt satisfeita com as condições. Podia ter horários melhores mas enfim... N se pode ter tdo.

Boa, não conheço ninguém a trabalhar na Vodafone, quando vi esta noticia (curiosamente veio a público no dia da Mulher), fez-me tanto sentido.
Finalmente alguém tinha olhado para essas mulheres com a mente aberta de que são uma mais valia para qualquer organização.
Fico muito contente :).
Beijinhos

Retrato de Carolina Marques16
Offline
Desde:
23.03.2014

Sara Lisboa é tudo uma questão de perspectiva.
Quem diz que a realização passa pelo trabalho?!
A forma como fala pressupõe que todas as mulheres pensam como a Sara, o que não é, de todo, a realidade.
Tentemos não falar em tom acusatório porque alguém pensa diferente de nós!! Há imensas mulheres que a realização pessoal passa pela maternidade e não pelo lado profissional e há que respeitar isso Piscar o olho

Retrato de smpvfd
Offline
Desde:
23.08.2014

Eu sou daquelas que escolheu/emos ficar em casa nos primeiros 3 anos.
Ao ler os comentarios fiquei a saber que sou frustrada, que sou uma dondoca, que a minha filha e uma coitada porque a mama nao lhe liga nenhuma. Vou ser a pior sogra do mundo, a minha filha nao vai ter acesso a cultura, a viagens, a hobbies e...

Para a mama que abriu o topico, talvez uma licenca sem vencimento inicialmente seja uma boa opcao para ver como se adapta. Ser mae a tempo inteiro pode ser bastante desgastante e por vezes ingrato.

Retrato de milene gomes
Offline
Desde:
12.06.2014

O problema é que no "primeiro mundo", industrializado, e consumista em que vivemos perdem-se os valores, perde-se o que é realmente importante em prol de um trabalho, de uma empresa, de pessoas que nem conhecemos. É a isto que muitas pessoas chamam de "realização pessoal".

Acho que não ofendi ninguém. Pelo menos tentei! Piscar o olho

Retrato de Cat Chloé
Offline
Desde:
30.03.2011

Este tópico já vai bem longo o que só demonstra a disparidade de posições. Como tudo na vida as nossas opções têm consequências, ser mãe a tempo inteiro ou mãe trabalhadora vão as duas pelo mesmo caminho. Há quem ache que ficando em casa com eles é que é bom pois acompanha de perto os filhos, outras sentem-se bem em continuar a trabalhar e os filhos acabam por ter de ir para a creche mais cedo. Como já disse e volto a referir, todas as decisões têm consequências! Ficar em casa com os filhos pode ser super desgastante, uma criança dá imenso trabalho, os dias são passados entre tarefas domésticas e depois das crianças crescerem o retorno ao mercado de trabalho pode ser complicado ou não, já para não falar que o orçamento familiar fica dependente do cônjuge. Há mulheres que sabem lidar muito bem com o facto de serem dependentes e não contribuintes para o orçamento familiar e conseguem gerir muito bem esse mini orçamento. Há depois aquelas mulhereres que não se sentem realizadas com o full-time mum pois implica também ser dona de casa e quem é mãe sabe que crianças em casa é meio caminho andado para a desarrumação e sujidade! Faz parte,mas pode ser muito frustrante uma mulher estar em casa e não conseguir orientar nada. E muitas mães decidem trabalhar!! Trabalhar!! Não só para satisfação pessoal, como também porque o amor a brotar no peito pode ser muito mas infelizmente ainda não paga contas ao final do mês e não coloca comida na mesa. Infelizmente em Portugal os ordenados são baixos e já sabemos que só um a trabalhar pode não ser suficiente e até é meio caminho andado para a desgraça financeira. E depois há aqui a questão mais importante de todas: mães felizes, bebés felizes. Nem toda a mãe é feliz a trabalhar e quer muito acompanhar os filhos, nem toda a mulher é feliz em casa a tratar da criança e fazer disso rotina e o nosso psicológico é o mais importante. Estive em casa alguns meses com o meu filho e havia dias que chorava de frustração pois não me sentia realizada. Ele não me deixava fazer nada, dormir era complicado, ir às compras com ele mais complicado era. Fazia malabarismo para tudo, desde cozinhar, um simples banho, passar a ferro,já nem digo casa arrumada. O meu marido chegava tarde mas a minha jornada continuava: ia às compras, fazia comida, passava a ferro. Moral da história: estoirada era o meu nome do meio e frustrada pois sentia que o meu filho não me levava a sério, que fazia o que bem entendia e eu não conseguia meter um travão naquilo! E então eu chorava. Chorava porque aquilo mexia comigo, apesar de estar em casa com o meu filho eu não estava a ser a mãe que ele merecia. Ele merece ter uma mãe que estivesse bem psicologicamente e eu não estava. Daí eu ter retomado a minha área de trabalho, que tanto lutei para entrar. E comecei a sentir-me melhor, porque aquela rotina estava a afectar-me muito. O meu filho foi para a escola e noto que lhe fez bem em termos de regras e aprendizagem que comigo sentia que não estava a ir ao sítio. Ele é feliz lá e eu sou feliz em trabalhar. Eu não deposito o meu filho na creche horas infinitas, até me chateia dele ter que entrar até às 9:30 pois não há necessidade de ser tão cedo pois como tenho turnos rotativos há dias que gostava que entrasse mais tarde. Vamos buscá-lo cedo, brincamos com ele, o tempo todo é para ele,nunca poderá dizer que a mãe ou o pai por trabalharem não brincam ou não dão atenção! Tempo de qualidade foi o que ganhamos por eu ter voltado a trabalhar, pois como me sentia tão em baixo também sentia que não lhe dava tempo de qualidade, se calhar estou a ser injusta comigo própria mas acima de tudo fui verdadeira! Assumo que ser full-time mum não é o meu desejo de vida, há alguma coisa de errado nisso? O meu filho não é educado por terceiros como já li por aqui, os pais dão educação em casa.
Cada mulher tem de saber o que é melhor para si e os seus limites! Aí sim conseguimos ser boas mães. Não vale a pena julgarmos pois cada uma é diferente,mas cada decisão tomada tem de se reflectir no bem estar da família. De que me vale estar em casa a chorar? De que me vale ir trabalhar e estar frustrada?! É este o exercício que devemos fazer, saber por onde somos felizes, por onde conseguimos transmitir e emanar essa felicidade à nossa família. Eu sou das mães que trabalha e que tira o chapéu às full-time mum's! Mas é desta forma que o meu filho tem a mãe realizada e feliz, não estou a fazer por ele nada que ninguém já não tenha feito na vida.

Retrato de underthewater
Offline
Desde:
14.03.2014

milene gomes escreveu:
O problema é que no "primeiro mundo", industrializado, e consumista em que vivemos perdem-se os valores, perde-se o que é realmente importante em prol de um trabalho, de uma empresa, de pessoas que nem conhecemos. É a isto que muitas pessoas chamam de "realização pessoal".
Acho que não ofendi ninguém. Pelo menos tentei!

Milene de que valores fala? Porque é que ter um emprego implica inversão de valores?
Já viu o caminho que se percorre todos os dias para que o machismo deixe de estar presente em todas as esferas das nossas vidas, mas, no fim, acabamos por ser nós as mulheres que permitimos que isto perpetue.
Porque é que tem de ficar a mulher em casa? Porque não pode ficar o homem então?
Porque é que mostrar aos filhos que a mulher é um ser tão ou mais capaz que o homem de ser realizado e um ser activo na sociedade?
Eu não estou contra ou a favor ficar em casa. Eu fiz a decisão que me deixa feliz a mim e a minha família! Porque raio é que tenho de sentir que estou a inverter valores fundamentais?
Eu tenho uma familiar que estava na faculdade e o marido obrigou a a sair porque já eram casados e o lugar dela era em casa, com os filhos! São estes valore que fala?
Eu sei que muitas mães fica em casa por vocação... Maravilhoso... Fazem o que acham melhor para elas e para os filhos delas, mas há outras mães que têm outros objectivos para além da parentalidade! Que mal tem nisso?
Eu sei qual é a sua intenção com o seu comentário, mas eu quero só abanar um pouco as ideias.
E depois, não digam que não se fica dependente quando se fica em casa. Fica sim...porque o dinheiro vem só de um lado.
Se podem fazer o que querem com o dinheiro? Pois algumas devem poder, mas deve haver outras que não podem!
Os valores de que fala estão em nós!! e esses nós passamos por actos, exemplos e pela forma como lidamos com os nossos filhos.. O tempo não é sinónimo imediato de qualidade... Eu sei que as pessoas ficam muito ofendidas por verem uma mulher a pensar assim. Eu devo ser péssima pois a minha filha já fica sozinha com o pai desde os 9 meses. Sozinha a passar 12 a 14 horas... pior, devo ser a maior mmmmm de mãe porque sou apologista das creches... E só as mães que ficam com os filhos em casa é que verdadeiramente sabem transmitir e manter os valores fundamentais... Porque isto de se querer ser alguém realizado profissionalmente é só para agradar os outros ou só para encher os bolsos de alguém...
Enfim, estou a ser o advogado do diabo, mas acredite, não tem nada a ver com destruição de valores... Tem a ver com o evoluir dos tempos e com a mulher poder decidir por si o que quer fazer da própria vida.
Como já disse, se a motivação é ficar em casa... Maravilhoso... Agora se não é... Maravilhoso também... Porque famílias felizes geram seres humanos felizes...
Não se ofenda. Eu só tenho uma opinião diferente.

E agora uma reflexão geral ao tópico...
Já viram como é muito raro haver meio termo? Há sempre tanta hostilidade pelas decisões contrárias às nossas... Devíamos ser mais tolerantes e saber aceitar a diferença... Nós andamos cá um par de anos... Acreditem... Nenhuma de nós tem a fórmula mágica para passar com excelente no teste da vida...

Retrato de bolas_e_bolinhas
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Desde:
31.03.2012

Aqui esta o exemplo perfeito de que somos todos individuos diferentes e o que é bom para mim pode nao ser o ideal para o outro.
Para mim o ideal, ouro sobre azul, era ter um part time bem remunerado que me desse independencia financeira e que me permitisse ter mais tempo disponivel :)
Isso é que era ouro sobre azul!! Sorriso

Retrato de underthewater
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Desde:
14.03.2014

bolas_e_bolinhas escreveu:
Aqui esta o exemplo perfeito de que somos todos individuos diferentes e o que é bom para mim pode nao ser o ideal para o outro.
Para mim o ideal, ouro sobre azul, era ter um part time bem remunerado que me desse independencia financeira e que me permitisse ter mais tempo disponivel :)
Isso é que era ouro sobre azul!!

Se eu pudesse ganhar o euro milhões era ainda mais upa upa... Mas acho que nem assim ficava em casa... Teria de arranjar qualquer coisa para ocupar a minha mente inquieta Sorriso mas provavelmente seria sem horário obrigatório Loooollll

Retrato de Tyta.B
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Desde:
31.07.2015

underthewater escreveu:

milene gomes escreveu:O problema é que no "primeiro mundo", industrializado, e consumista em que vivemos perdem-se os valores, perde-se o que é realmente importante em prol de um trabalho, de uma empresa, de pessoas que nem conhecemos. É a isto que muitas pessoas chamam de "realização pessoal".
Acho que não ofendi ninguém. Pelo menos tentei!

Milene de que valores fala? Porque é que ter um emprego implica inversão de valores?
Já viu o caminho que se percorre todos os dias para que o machismo deixe de estar presente em todas as esferas das nossas vidas, mas, no fim, acabamos por ser nós as mulheres que permitimos que isto perpetue.
Porque é que tem de ficar a mulher em casa? Porque não pode ficar o homem então?
Porque é que mostrar aos filhos que a mulher é um ser tão ou mais capaz que o homem de ser realizado e um ser activo na sociedade?
Eu não estou contra ou a favor ficar em casa. Eu fiz a decisão que me deixa feliz a mim e a minha família! Porque raio é que tenho de sentir que estou a inverter valores fundamentais?
Eu tenho uma familiar que estava na faculdade e o marido obrigou a a sair porque já eram casados e o lugar dela era em casa, com os filhos! São estes valore que fala?
Eu sei que muitas mães fica em casa por vocação... Maravilhoso... Fazem o que acham melhor para elas e para os filhos delas, mas há outras mães que têm outros objectivos para além da parentalidade! Que mal tem nisso?
Eu sei qual é a sua intenção com o seu comentário, mas eu quero só abanar um pouco as ideias.
E depois, não digam que não se fica dependente quando se fica em casa. Fica sim...porque o dinheiro vem só de um lado.
Se podem fazer o que querem com o dinheiro? Pois algumas devem poder, mas deve haver outras que não podem!
Os valores de que fala estão em nós!! e esses nós passamos por actos, exemplos e pela forma como lidamos com os nossos filhos.. O tempo não é sinónimo imediato de qualidade... Eu sei que as pessoas ficam muito ofendidas por verem uma mulher a pensar assim. Eu devo ser péssima pois a minha filha já fica sozinha com o pai desde os 9 meses. Sozinha a passar 12 a 14 horas... pior, devo ser a maior mmmmm de mãe porque sou apologista das creches... E só as mães que ficam com os filhos em casa é que verdadeiramente sabem transmitir e manter os valores fundamentais... Porque isto de se querer ser alguém realizado profissionalmente é só para agradar os outros ou só para encher os bolsos de alguém...
Enfim, estou a ser o advogado do diabo, mas acredite, não tem nada a ver com destruição de valores... Tem a ver com o evoluir dos tempos e com a mulher poder decidir por si o que quer fazer da própria vida.
Como já disse, se a motivação é ficar em casa... Maravilhoso... Agora se não é... Maravilhoso também... Porque famílias felizes geram seres humanos felizes...
Não se ofenda. Eu só tenho uma opinião diferente.
E agora uma reflexão geral ao tópico...
Já viram como é muito raro haver meio termo? Há sempre tanta hostilidade pelas decisões contrárias às nossas... Devíamos ser mais tolerantes e saber aceitar a diferença... Nós andamos cá um par de anos... Acreditem... Nenhuma de nós tem a fórmula mágica para passar com excelente no teste da vida...

O comentário da milene mostra bem o sentimento de superioridade, que a maioria das mulheres que ficam em casa, sentem em relação às outras.
Eu não tenho nada contra quem o faz, mas causa-me muita perplexidade esta mania de que são mais mães que as outras.
Repito, a mim pouco me incomoda, mas uma recem mamã que não possa mesmo ficar em casa, ao ler estas coisas vai sentir-se muito mal. É crueldade pura, entre mulheres, que até se deveriam era apoiar.
De resto, subscrevo tudo o que já disse até aqui - a parte em que as chamei de dondocas estava a ser irônica, apenas para que percebessem como pode custar as generalizações- e este comentário da underthewater que reflete perfeitamente o que penso.

Retrato de bolas_e_bolinhas
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Desde:
31.03.2012

underthewater escreveu:

bolas_e_bolinhas escreveu:Aqui esta o exemplo perfeito de que somos todos individuos diferentes e o que é bom para mim pode nao ser o ideal para o outro.
Para mim o ideal, ouro sobre azul, era ter um part time bem remunerado que me desse independencia financeira e que me permitisse ter mais tempo disponivel :)
Isso é que era ouro sobre azul!!

Se eu pudesse ganhar o euro milhões era ainda mais upa upa... Mas acho que nem assim ficava em casa... Teria de arranjar qualquer coisa para ocupar a minha mente inquieta mas provavelmente seria sem horário obrigatório Loooollll

Isso é que era Sorriso concordo que goatava mt que me saisse o euromilhões Sorriso mas nao tenho sorte nenhuma ao jogo. Nem 1€ na raspadinha me saí!!! Lol só sai da carteira!
Mas mesmo com o euromilhões tb tinha que arranjar algo para me entreter! Sempre sempre em casa, a mim nao me faz sentir feliz. Uns tempos sabe bem, mas depois faz falta outras coisas.

Retrato de Filipasno
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Desde:
24.03.2014

Bem o que para aqui vai....
Bem comecemos pela arrumação de casa... Eu devo ser mt deixa andar... lol Tenho duas cadelas em casa, saio de casa as 7h30m da manha e chego ás 19h da tarde. Trabalho de segunda a sexta e no fim de semana dou um jeito a casa, passeio c a minha menina e consigo descansar um pouco c ela na hora da sesta... Se a casa brilha de tanto esfregar? Não n brilha, mas ta limpa de maneira que ela possa andar a rastejar pelo chão se assim quiser... Faço almoço e jantar e tento que sejam refeições simples e sem complicações. Fazer isto tudo torna o fim de semana cansativo? Verdade! Ela acorda as 7h30m e so paramos para preparar o almoço, voltamos a brincar e hora de sesta e acorda e so paramos novamente para fazer o jantar! Eu faço o que posso e consigo o marido faz o resto!
Em relação ao largar td para poder ter mais tempo com ela... Adorava...
Quando começou a chegar a hora do fim da licença de parto só tinha vontade de largar td para poder ficar com ela, comecei a trabalhar e so pensava em ter um part-time para poder ter mais tempo para ela... Mas o nosso ordenado n é grande coisa, part-time bem pago é uma raridade e o medo de deitar td ao ar é mt maior e n me deixa faze-lo...
Durante a semana é chegar e fazer jantar e tratar dela e so temos uns minutos antes de dormir para miminhos e brincadeira... Mas tem de ser...
Se tivesse hipótese ficaria em casa sim! Adorooooo tratar da casa e se tivesse mais tempo seria uma maravilha e adoroooooo ainda mais poder brincar e tratar da minha filha... tv um dia me saia o euro milhoes!!! Espertalhão

Inicio dos treinos: Fev de 2014
Positivo: 29-08-2014 <3
AE - 12 de Setembro (7 semanas)
Positivo: 02-01-2015 <3
Eco 20-04-2015 -> Vem ai a nossa menina Iris <3
Iris nasceu a 9/9/2015 <3

Retrato de tita30
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Desde:
04.09.2008

Boa tarde, confesso que não li todos os comentários anteriores, mas acho que se trata de uma decisão muito pessoa e incontestável.
Não se é melhor mãe ou pior por decidir ficar em casa, ou decidir trabalhar.
A única achega que gostaria de dar é algo que me incomoda bastante e já falaram anteriormente, que é a dependência financeira.
Quando tudo está bem, a decisão é conjunta e todos vivem felizes com a mesma.
Contudo, infelizmente, nos 2 únicos casos de amigas que conheço, em que optaram por ficar em casa, quando a relação acabou, os maridos "deixaram-nas na mão". O que era um projecto familiar passou a ser um problema exclusivo da mãe, que não auferia rendimentos e até serviu como "ameaça" para retirar a criança e infernizar ainda mais.
Podemos pensar, que o nosso marido será diferente e nunca seria ordinário a esse ponto, mas posso-vos assegurar que os finais das relações são momentos de revelação e que a pessoa mais respeitosa pode facilmente passar a ser uma besta.
Desde deixar de pagar as contas da casa onde ficou a mãe com a criança, esvaziar contas conjuntas e muito menos pensão de alimentos ao cônjuge, até esta se restabelecer profissionalmente.
Não querendo agoirar, não podia deixar de partilhar estes casos traumáticos que acompanhei de perto porque, no fundo, é a realidade a que uma pessoa se expõe tomando uma decisão dessa importância.

Retrato de Marina4
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Desde:
15.05.2016

Post errado

Retrato de JoanaRMG
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Desde:
19.04.2017

Boa tarde! Bem este tema gera sempre alguma controvérsia, no entanto acho que se tomam posições de extremos. Não está errado querer ficar em casa com os filhos nem está errado trabalhar fora de casa e acho que não têm de existir acusações nem comparações de ambos os lados... porque não tentar arranjar uma solução no meio termo?
Antes de ser mãe era uma pessoa bastante ambiciosa, qualquer trabalho que tivesse dedicava me inteiramente a ele, mesmo que tivesse de entrar às 9h e sair às 23h (sim, acontecia várias vezes) Nessa altura sempre achei que quando fosse mãe nunca iria pensar ficar em casa, pensei que me iria sentir inútil sendo "apenas" uma mãe... até que engravidei e comecei a negar me a certas coisas, certos exageros pois a minha vida já não passava só pelo trabalho, agora tinha outras prioridades! despediram me (não renovaram contrato). Hoje estou em casa com o meu bebé e sinto me agradecida por não ter de ir trabalhar daqui a um mês... Acho sinceramente que o tempo de licença é muito curto para as necessidades dos bebés. No entanto, não penso ficar com ele para sempre em casa. Inscrevi o menino na creche pois acho importante para o seu desenvolvimento e quando ele entrar irei a procura de um part time. Assim, tenho uma actividade profissional mas vou ter tempo de acompanhar o meu filho e tratar da casa e das coisas dele. Acho que ambas as coisas são importantes na nossa vida para nos sentirmos úteis. Sei que nem toda a gente pode fazer isto porque o que recebemos a menos faz diferença, mas as mãe que puderem acho que é uma solução. Quanto ao depender do marido, acho que num casal essa questão não se devia colocar. Tratando da casa e do filho a mulher também contribui para o bem estar do marido, assim como se o contrário acontecesse.
Adoro trabalhar e receber um bom salário ao final do mês, mas a partir do momento em que fui mãe comecei a pensar de maneira diferente. Agora cuidar do meu filho tem mais valor do que um bom ordenado. Podemos não poder fazer certos luxos, jantar fora e comprar roupas para nós, mas dá para vivermos e terei o prazer de acompanhar o crescimento e desenvolvimento do meu menino. Quero ensina lo a andar, ajuda lo com os trabalhos de casa, poder fazer um bolo com ele. Quero fazer isto tudo sem ser um stress é um sacrifício.

Retrato de vtr001
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Desde:
03.10.2013

Bom dia.

Já devia ter respondido há mt tempo aos vossos comentários mas, não houve, não há tempo… realmente tomar uma decisão destas de continuar a trabalhar ou não, não é de todo fácil, nem se toma de um mês para o outro, nem de um ano para o outro, nem de uns anos para os outros… talvez nunca se tome essa decisão. Essa é que é a verdade. Continuo a pensar que não há salário algum que pague a paciência, dedicação, saúde, equilíbrio psíquico e emocional necessárias para boa educação e orientação dos nossos filhos e para uma vida pessoal, familiar de qualidade, em geral. Na verdade, nada disto tem reinado… continuo a ter semanas de rali em modo automático e “bomba” e ao fim-de-semana desperto em modo histeria e não consigo escolher entre fazer limpeza, arrumar/organizar, ir às compras de alimentos, ir em busca de roupas para os filhos, dar atenção aos filhos, etc, etc, etc. Parece pouco mas não é. Somando ao facto de qdo tu adias dias, meses, anos… torna-se uma bola de neve. Não dá. É o caos, é a falta de tempo total. É viver em modo sobrevivência. E por incrível que pareça, nestes últimos meses não há um Domingo à noite que não desate no pranto… não consigo evitar. Talvez precise mesmo de ajuda  … mas… há igualmente outras prioridades a tratar…

Tirar licenças sabáticas: isso não existe onde trabalho nem na maioria das empresas. Dizer-se que quem não trabalha e está em casa é uma dondoca é porque certamente tem quem lhe faça as coisas! É uma ofensa até para mim que trabalho! Mas do meu primeiro filho, há uns anos atrás, estive numa situação de desemprego (em casa forçada!) e trabalho nunca me faltou! Mt pelo contrário!

Talvez precise mesmo de ajuda, talvez precise de ser radical e tomar uma decisão de uma vez por todas! O certo é que neste momento sinto-me revoltada por sentir que o trabalho é o principal foco de atenção da minha vida e tudo o resto parece que fica para trás! Não sou rica mas sinceramente, se vivesse com metade do meu salário e com o do meu marido e tivesse tempo para por a minha cabeça, a minha vida, a minha saúde em dia, eu sentir-me-ia sem dúvida a pessoa mais rica do mundo!

Sentir-me realizada aqui já nem é a questão. Tenho feito o meu papel de procurar outra coisa mas não é fácil! Também não sei até que ponto mudar assim de emprego não seria pôr mais lenha na fogueira pq se sinto que tenho falta de tempo será que estar mais realizada num trabalho me traria mais tempo? Talvez ajudasse, acredito, por isso ainda não desisti de procurar.

Respondendo a uma mãe: quando a nossa saúde, vida, estabilidade psíquica e física, e dos nossos filhos começa a estar em causa, a nossa vida pode passar a depender de um único papel sim. Não deixo de querer crescer, evoluir como ser humano. Posso não conseguir crescer profissionalmente mas certamente que evoluo e consigo realização enquanto ser humano. E não, não critique quem opta por “SÓ SER MÃE e ficar em casa”. Se calhar esse só ficar em casa, faz mt mais e evolui mt mais do que uma mãe que esteja nos 2 campos de batalha.

E REALÇO: idealmente esta situação de não trabalhar não seria vitalícia mas sim durante algum tempo.

Mto obrigada pelas vossas palavras… por mt difícil que esteja a minha vida eu é que tenho de encontrar um caminho …

Um beijinho a todas!

Retrato de LiLino
Offline
Desde:
13.08.2007

Fiquei com o coração apertadinho ao ler o seu comentário. Acho que sabe que tem de mudar, que algo tem de mudar, só falta a força para o conseguir fazer. Neste momento não me parece que a questão seja a realização profissional ou pessoal, mas sim a sua sanidade mental e começar a conseguir um pouco de qualidade de vida para poder viver, e não simplesmente sobreviver.
Todas as pessoas têm opiniões, mas ninguém sabe melhor do que vós o que será melhor para si e para a sua família.
Espero, do fundo do coração, que consiga encontrar uma solução e que tudo comece a melhorar.

Beijinhos

Mãe das duas princesas mais lindas do universo.

Retrato de Gigi2010
Offline
Desde:
03.08.2010

Olá VTR001,

Espreitei este tópico porque a decisão de ficar em casa fez parte da minha escolha pessoal e vou-lhe dar o meu testemunho, pois efectivamente cada qual toma a decisão que + se ajusta à sua vida num determinado momento.

Antes e durante de vir para casa para cuidar das crianças ouvi todo o tipo de criticas, comentários e opiniões..muitas de pessoas que nem filhos tinham portanto dificilmente se poderiam colocar no meu lugar, mas muita facilidade tiveram em julgar-me.
Tenho 37 anos e 2 princesas. Sou casada, trabalho desde os 18 anos, fiz a licenciatura e a pós graduação sempre como trabalhadora estudante e nunca perdi um ano. Engravidei e gozei licenças de maternidade de 5 meses, portanto elas foram cedo para creche pois não havia alternativa.
Da segunda filha nem a licença de amamentação consegui gozar, tal era a pressão.. Não temos familiares que nos prestem ajuda. O meu trabalho é das 8h30 às 18h, moro na periferia de Lisboa e na altura demorava cerca de 1h para chegar à creche e ao ATL (muitas vezes atrasada), onde as minhas filhas passavam perto de 12h diárias.
Em 2014 (tinha a minha mais nova 2 anos) decidi tirar uma licença sem vencimento pois não aguentava mais o ritmo de vida..viver para trabalhar? Não. Ambição profissional? Desempenho as minhas funções para ganhar um salário, é essa a realidade. Ganho razoavelmente bem mas não tinha possibilidade de aproveitar, acabava por ser para pagar contas e consultas no psiquiatra. Para isso mais valia estar em qualquer outra profissão, a ganhar menos mas com horários decentes.
O tempo que é o bem mais precioso..não consegue comprar :(
Saía de casa pelas 7h, regressava às 19h30 e tinha 2h de puro stress para organizar banhos, jantar, marmitas para o dia seguinte, compras, limpezas..para cair na cama esgotada e após uma boa sessão de gritos para tentar que estivessemos todas na cama às 21h30. O marido trabalhava por turnos e esteve meses no estrangeiro e também não podia ajudar mais do que fazia..

O caos gerou-se quando comuniquei a minha decisão!
Porque não queria eu trabalhar quando havia milhares de pessoas a chorar por 1 emprego? Que vida ia eu ter, dondoca? Passar o dia a limpar ranho e aspirar a casa? Ir às festas na escola e reuniões de pais? Para quê é que eu queria isso? Viver dependente do marido, que vergonha.. Estudei anos para isso?

Era exactamente isso que eu queria..poder ter tempo para mim e para as minhas filhas, poder acompanha-las na escola, estar em casa para usufruir da mesma e não ser a escrava profissional e domestica que o quotidiano me tinha tornado.. Ter tempo para algo que não fosse vontade de chorar por sentir que as minhas filhas eram criadas por terceiros e que eram as ultimas no canto da sala à espera que as fossem buscar..
Mas esperem, isso não é permitido na nossa sociedade pois não?
Todas temos de ser super mulheres, super profissionais, certo? Viver de aparências?
Domestica? Isso era há 30 anos atrás, que não estudava.

Stay at home mom? Conceito para pessoas ricas certamente..
Quem está em casa com os filhos sabe o quanto é cansativo, mas eu ouvia por terceiros as piadas que se contavam no trabalho.. "que está de ferias, dorme o dia todo, tá na net o dia todo".. a realidade é que quem está em casa não tem ferias, feriados nem horários de almoço. Há sempre algo a fazer mas felizmente também se pode aproveitar as sestas das crianças de vez em quando Piscar o olho e os momentos de crescimento dos filhos que nunca mais se irão repetir <3

A nível financeiro tudo se orientou com 1 ordenado..das pessoas que me criticavam pelas costas nenhuma alguma vez me perguntou se precisava de ajuda para algo,,também viam que nada faltava às minhas filhas, nem a nós..é a chamada "luva branca"..

Nunca me arrependi, pelo contrario. Foram 2 anos fabulosos, que cresci como mãe e mulher. Não senti falta do trabalho 1 único dia.

Voltei ao fim de 2 anos, custou voltar a rotina mas tem de ser.. Hoje em dia o marido já não trabalha por turnos, o que ajuda bastante. O resto mantém-se..mas elas também estão mais crescidas, é diferente!

Mas naquela fase tomei a melhor decisão que poderia ter tomado.

VTR001, em prol da sua sanidade mental, tome a sua decisão sem medos! Vai ser criticada, julgada, aconselhada...o que importa é como nos sentimos e no meu caso foi um alivio mental absoluto. Espero que também consiga alcançar para si!
Espero que o meu testemunho possa ajudar, se assim fôr já valeu a pena o testamento.

PS. A licença especial de apoio a filhos não pode ser negada pela entidade patronal.

Retrato de elizamor
Offline
Desde:
09.08.2010

vtr001 escreveu:
Bom dia.
Já devia ter respondido há mt tempo aos vossos comentários mas, não houve, não há tempo… realmente tomar uma decisão destas de continuar a trabalhar ou não, não é de todo fácil, nem se toma de um mês para o outro, nem de um ano para o outro, nem de uns anos para os outros… talvez nunca se tome essa decisão. Essa é que é a verdade. Continuo a pensar que não há salário algum que pague a paciência, dedicação, saúde, equilíbrio psíquico e emocional necessárias para boa educação e orientação dos nossos filhos e para uma vida pessoal, familiar de qualidade, em geral. Na verdade, nada disto tem reinado… continuo a ter semanas de rali em modo automático e “bomba” e ao fim-de-semana desperto em modo histeria e não consigo escolher entre fazer limpeza, arrumar/organizar, ir às compras de alimentos, ir em busca de roupas para os filhos, dar atenção aos filhos, etc, etc, etc. Parece pouco mas não é. Somando ao facto de qdo tu adias dias, meses, anos… torna-se uma bola de neve. Não dá. É o caos, é a falta de tempo total. É viver em modo sobrevivência. E por incrível que pareça, nestes últimos meses não há um Domingo à noite que não desate no pranto… não consigo evitar. Talvez precise mesmo de ajuda  … mas… há igualmente outras prioridades a tratar…
Tirar licenças sabáticas: isso não existe onde trabalho nem na maioria das empresas. Dizer-se que quem não trabalha e está em casa é uma dondoca é porque certamente tem quem lhe faça as coisas! É uma ofensa até para mim que trabalho! Mas do meu primeiro filho, há uns anos atrás, estive numa situação de desemprego (em casa forçada!) e trabalho nunca me faltou! Mt pelo contrário!
Talvez precise mesmo de ajuda, talvez precise de ser radical e tomar uma decisão de uma vez por todas! O certo é que neste momento sinto-me revoltada por sentir que o trabalho é o principal foco de atenção da minha vida e tudo o resto parece que fica para trás! Não sou rica mas sinceramente, se vivesse com metade do meu salário e com o do meu marido e tivesse tempo para por a minha cabeça, a minha vida, a minha saúde em dia, eu sentir-me-ia sem dúvida a pessoa mais rica do mundo!
Sentir-me realizada aqui já nem é a questão. Tenho feito o meu papel de procurar outra coisa mas não é fácil! Também não sei até que ponto mudar assim de emprego não seria pôr mais lenha na fogueira pq se sinto que tenho falta de tempo será que estar mais realizada num trabalho me traria mais tempo? Talvez ajudasse, acredito, por isso ainda não desisti de procurar.
Respondendo a uma mãe: quando a nossa saúde, vida, estabilidade psíquica e física, e dos nossos filhos começa a estar em causa, a nossa vida pode passar a depender de um único papel sim. Não deixo de querer crescer, evoluir como ser humano. Posso não conseguir crescer profissionalmente mas certamente que evoluo e consigo realização enquanto ser humano. E não, não critique quem opta por “SÓ SER MÃE e ficar em casa”. Se calhar esse só ficar em casa, faz mt mais e evolui mt mais do que uma mãe que esteja nos 2 campos de batalha.
E REALÇO: idealmente esta situação de não trabalhar não seria vitalícia mas sim durante algum tempo.
Mto obrigada pelas vossas palavras… por mt difícil que esteja a minha vida eu é que tenho de encontrar um caminho …
Um beijinho a todas!

Revejo-.me em algumas coisas que falou! Aliás em muitas! Muito sinceramente, tenho 38 anos e profissionalmente não tenho a ambição de evoluir mais. Poderá chocar algumas pessoas, mas é assim que me sinto! Faço o melhor que posso no meu trabalho, mas atualmente penso que depois do trabalho tenho uma vida lá fora e dois filhos que preciso de cuidar. Se gostava de ficar em casa a cuidar deles? Sim, mas não posso. Infelizmente, há que pensar com a razão e não com o coração. As despesas são muitas e um único ordenado não chegaria.
Penso que está a entrar numa grande depressão e deveria ir ao médico para a ajudar com o lado emocional. Um bjinho e tudo de bom.

Retrato de Gigi2010
Offline
Desde:
03.08.2010

O eterno estigma da dondoca:

http://www.mamaexiquita.com/nao-faco-nada-a-serio-42840

Está na hora de acabar com isto!

Retrato de vtr001
Offline
Desde:
03.10.2013

O problema está no retornar ao trabalho mais tarde... se me garantissem isso, não hesitaria!

Retrato de Gigi2010
Offline
Desde:
03.08.2010

No caso da licença sem vencimento que tirei (1 ano por cada filho) está garantido o regresso, mas se quiser mais informações contacte o ACT que eles ajudam.

Só em jeito de ironia, para desanuviar o ambiente transcrevo este artigo:

"Eu sou mãe. Tenho 2 filhos. Fui ao médico porque eu tenho perda de memória e dificuldade em concentrar-me. O médico me diz que tenho que dormir 8 horas de 24.
Tenho dores nas costas. O ortopedista diz que tenho que fazer atividade física regular e pilates 2-3 vezes por semana.
A professora do meu filho mais velho diz que a criança precisa que a monitore enquanto faz os trabalhos de casa. O filho mais novo também tem uma professora, e também tem tarefas, trabalhos, maquetes e feiras culturais, apresentações semanais na escola e os dois ainda fazem esportes ( Eles esperam ansiosamente que eu os assista, sentada na arquibancada ).
O alergista do meu filho caçula diz que a criança precisa que cozinhe em cada refeição alimentos frescos sem nenhum ingrediente dos 30 para os que tem alergia. Que tenho que comprar tudo fresco, cozinhar em casa, descascar mais e desembalar menos. Hum, isso leva o dobro do tempo, nown? Meu marido e meu filho mais velho, dizem que a comida do pequeno é ruim e que não podem comer, então eu tenho que cozinhar outra coisa.
Os especialistas em educação e os psicólogos dizem que é preciso passar 30 minutos diários com cada criança para um desenvolvimento harmonioso.
O pediatra disse que os dois devem tomar sol e passar diariamente uma hora no parque ao ar livre e que isso faz bem ao cérebro.
As faturas mensais dizem que tenho que trabalhar o tempo inteiro.
O especialista em educação e desenvolvimento diz que o melhor é deixar as crianças explorar quando jogam e que podem se sujar, mesmo quando isto significa lavar roupa todos os dias.
O especialista em terapia de casal diz que é preciso que os dois cônjuges saiam para um encontro romântico ou que passem um tempo juntos 1-2 vezes por semana. A ciência diz que sexo é vida é que casais harmoniosos o praticam 2 a 3 vezes por semana.
As mulheres de carreira bem-sucedida dizem que uma mulher deve investir na sua carreira, estar atualizada e fazer cursos e também reservar um tempo para cuidar de seu próprio aspecto, que se tem que cuidar.
O psicólogo disse que eu preciso de tempo só para mim.
Por isso agora procuro especialista em feitiçaria que me mostre como fazer para que tudo isso me caiba em 24 horas."

Autora desconhecida

Para mais textos como esse, segue a gente no instagram: @maezice

Retrato de vtr001
Offline
Desde:
03.10.2013

Gigi2010,

Na empresa ond trabalho não "há disso"...sou extremamente precisa! Qdo decidi tirar os 5 meses de licença maternidade "resmungaram", fará uma licença! ´Se fosse "permitido" já outras pessoas que lá estão há 20 anos teriam tirado!
Esse texto partilhei-o há dias no meu face Piscar o olho Tão Verdade!!

Retrato de carlaper
Offline
Desde:
11.10.2011

vtr001 escreveu:
O problema está no retornar ao trabalho mais tarde... se me garantissem isso, não hesitaria!

Arriscar é também saber lidar com a incerteza. Temos de ser felizes é agora, enquanto podemos.

Retrato de Gigi2010
Offline
Desde:
03.08.2010

Veja isso melhor...a licença especial para assistência a filhos menores é muito pouco ou nada conhecida, mas não pode ser recusada!

No meu trabalho nunca ninguém tinha tirado pois imaginavam que era um mito urbano :-)
O espanto foi bem pior do que quando disse que estava grávida e ia de baixa...a minha filha mais nova nasceu prematura e nem assim consegui um pouco de condescendência. A licença de amamentação não consegui gozar totalmente, fizeram -me a vida negra...
Os 2 anos que estive em casa (1 ano por cada filha) foram mesmo uma lufada de ar fresco na minha vida!

Retrato de Mindless
Offline
Desde:
28.10.2013

vtr001 escreveu:
O problema está no retornar ao trabalho mais tarde... se me garantissem isso, não hesitaria!

Às vezes temos de arriscar um pouco :).
@Gigi2010, clap clap clap, adorei o seu testemunho. Tiro-lhe o chapéu :). Precisamos de mais gente assim.
Eu sou um caso de "casal ao contrário". Decidimos engravidar do nosso 2º filho quando o meu marido estava desempregado :p. Chamaram-me louca, estava maluquinha, como ia ser a minha vida, a sustentar os meus 2 filhos e o meu marido.
Entretanto agrramos uma oportunidade que surgiu de trabalho a partir de casa e quando voltei de licença de maternidade decidimos que o meu marido não iria mais procurar trabalho fora de casa. Eu trabalho a tempo inteiro ainda, o meu marido em casa.
Chego a casa e o meu marido trata do jantar, dos banhos e eu tenho todo o tempo para estar com os pequenos.
3 anos depois continuo a ouvir críticas porque não parece bem o marido estar em casa, porque a malta pensa que estar em casa é passar o dia a coçar a micose :p. A sociedade não aceita. Porque o homem e a mulher têm de sair de casa, trabalhar 8 horas por dia, depositar os miúdos na escola e ir buscá-los à noite.
Por mim, aprendi a ouvir, sorrir, virar costas e mandar à m.... baixinho :p. Porque assim nós somos felizes :). Portanto, agarrem os limões que a vida nos dá e façam uma bela limonada Sorriso

Retrato de Gigi2010
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03.08.2010

Mindless, vocês também são exemplo de vanguarda!
É como diz, tudo o que foge à rotina do tradicional é criticado...
Mas cada um sabe de si, PARABÉNS!

Eu até ao final do ano vou lançar outra bomba, uma mudança radical de vida :-P
Depois venho contar, por enquanto ainda está tudo em.elaboração...

Retrato de Mindless
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28.10.2013

Gigo2010, ansiosa por saber da bomba :p

Retrato de vtr001
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03.10.2013

Gigi2010 e Mindless,

Admiro as vossas opções e para mim são super normais! Apesar de não ser a pessoa mais extrovertida do mundo nem a mais ousada, sempre disse à minha mãe e ao “mundo” , desde pequenina “porque é que tem de ser assim, veio Deus à terra ditar que tem de ser assim porque senão morremos?!”. Quem faz as regras é o Homem. Claro que temos que nos reger por regras mas, regras que podem adaptar-se com o avançar dos tempo de forma a, acima de tudo, zelar pelo nosso equilíbrio físico e emocional como seres humanos. Não faz sentido sermos todos ovelhinhas e andarmos no mundo por andar e fazer tudo assim só porque toda a gente faz! Viemos ao mundo com livre arbítrio e, à partida, só temos esta vida. Cabe-nos a nós tomar as rédeas da nossa vida independentemente do que os outros pensem! Claro que na prática não é tudo assim linear e fácil mas… eu preciso urgentemente de uma mudança na minha vida e não sei como fazê-lo e tenho receio pq realmente o dinheiro faz falta…. Mas estou sem saúde e estou a comprometer a educação e bem estar psicológico dos meus filhos (e meu!) Triste

Gigi2010, partilhe connosco essa grande novidade! Sorriso Fico curiosa! Sorriso

Beijinho e mt grata a vocês e a todas pela v/ partilha!

Retrato de Gigi2010
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Desde:
03.08.2010

ALES88 escreveu:
Eh la o que para aqui vai! A verdade é que as pessoas têm que trabalhar e ponto. Se umas podem trabalhar em casa (meu caso) ou mesmo optar por não trabalhar para cuidar dos filhos ou até porque lhes apetece e o podem fazer,não vejo mal nenhum. Cada um é como cada qual é cada uma se sente realizada à sua maneira. Eu estou em casa e sinto-me muito realizada com o trabalho que tenho,e se trabalhasse fora já não me sentiria assim. Mas há mulheres que só se sentem realizadas a trabalhar fora de casa,e há outras que não mas tem que o fazer. Não há que julgar ninguém! Aliás,há muito boa gente que pensa que eu não trabalho e que estou em casa a viver à custa do marido e que acha que trabalhar em casa não é trabalho. Enfim.

Ora aqui está a grande questão...
A maioria das pessoas nao vê com bons olhos quem deixa de trabalhar por conta de outrem. Mas o facto de largar um emprego onde não sentimos qualquer motivação, pelo contrário até somos vítimas do agora apelidado Bullying ou simplesmente porque não compensa é uma decisão tão ou mais válida com o qualquer outra.

http://www.maxima.pt/bem-estar/detalhe/bullying-ou-mobbing-no-trabalho

Retrato de aries23
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18.07.2016

Olá mamãs, não consegui ler tudo neste tópico mas este tema é algo que tenho ponderado algumas vezes.

Os dias passam rápido e vejo o nosso bebé crescer. Vou tirar a licença alargada pelo que estarei com ele até aos 9 meses. Depois dos 9 meses estará com os avós em princípio, se tudo correr bem, até aos 3 anos.
No entanto custa-me pensar que não o poderei acompanhar mais! Custa-me pensar de como os avós é que terão que desempenhar o nosso papel, e ele ainda é tão pequenino... Gostava de o acompanhar, educar, presenciar as primeiras vezes...

A carreira para mim é importante pelo simples facto de manter a minha capacidade de independência e contribuição financeira. Mesmo quando as coisas correm bem entre um casal, termos apenas uma pessoa a ganhar dinheiro é depositar toda esta responsabilidade para cima dos ombros dele. Quando duas pessoas ganham dinheiro, podemos arriscar mudar de emprego quando o mesmo já não nos satisfaz, ou tomar outras decisões, até mudar de carreira, sem medo de arriscarmos a estabilidade financeira da família toda.
Pelo que se eu deixar de trabalhar a longo prazo, seria não só um peso aumentado para ele, como também um risco maior.
A nossa qualidade de vida também poderá descer, teríamos que amanhar muito.

No entanto adoraria também acompanhar os primeiros anos do nosso bebé. Nem que sejam apenas 2 ou 3 anos. Estive a ponderar isso, de estar com ele até essa idade, pois assim não afectaria tanto a carreira e no entanto posso estar com ele até ele entrar para o infantário.

Enquanto estiver em casa, se conseguir ter tempo, talvez também posso fazer outras coisas para ganhar algum dinheiro.

Enfim. Sinto um conflito interno sobre esta questão. Se tivesse dinheiro talvez a decisão seria mais fácil. Infelizmente hoje em dia só com um salário também é complicado.

Retrato de Katitaa
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Desde:
03.08.2017

Ola vou contar um pouco da minha experiência.
Estudei tirei um curso profissional e comecei logo a trabalhar. A area era televisiva, ou seja trabalhava nuito, muitas horas fins de semana inclusive.
Stress e mais stress.
Casei e tive um filho e as prioridades mudaram, coisa que não foi bem vista no trabalho.
Comecei a negar as horas extras e trocas de horários, mas mesmo assim para estar em Lisboa a horas tinha de sair casa 7h e quando saia do trabalho as 18 so chegava a casa as 20h trânsito e mais trânsito
Tinha pouco tempo para a casa, marido e filho, ficava exausta.
Contava os dias para as folgas que passavam a voar.
O ambiente no trabalho era de stress, competitividade comecei a chegar ao meu limite.
Ate que decidi abandonar tudo! Dedicada à família 24h por dia, acompanhei o crescimento do meu menino antes da primária aproveitar para praia, parques, muita brincadeira e partilha, depois iniciou a primária e eu sempre estive presente em tudo, festas, reunioes, participações, trabalhos, levava e buscava era uma mãe presente e sabes que mais era feliz!! A vida económica nao era a melhor sim nao podia dar me ao luxo de férias, de extravagâncias mas ha coisas que o dinheiro não paga.o elo de ligação entre mim e o meu menino a amizade o carinho vale muito mais. Muitas vezes pinderei em arranjar um trabalho e recebi propostas boas mas priorizei o meu filho e ele próprio me dizia mae prefiro nao ter dinheiro, brinquedos mas ter te comigo. Isso nada paga! Mas eles crescem e as necessidades economias também então resolvi retomar em part time um trabalho enquanto ele esta na escola sempre adaptando ao horário dele. Foi difícil voltar as rotinas foi se preferia continuar somente a cuidar da casa e filho sim claro que sim so quem passa por essa experiência é que entende o que vivemos dia a pos dia, a troca e partilha a ligação forte que criamos com nossos filhos! Claro que ha dias mais difíceis que por vezes nos sentimos inúteis desvalirizamos tudo o que fazemos mas olha que nos que escolhemos ficar em casa temos muita coragem pq largamos tudo esquecemos por vezes o nosso eu em prol dos nossos bebes mas compensa, aquele sorriso aquele abraço apaga tudo. Mas tudo tem de ser ponderado na balança eu agora voltei a trabalhar porque agora que ele ta mais crescido a minha prioridade é de não lhe faltar nada e a situação financeira do país atualmente esta complicada.
Espero ter te ajudado.

Retrato de Katitaa
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Desde:
03.08.2017

Ola vou contar um pouco da minha experiência.
Estudei tirei um curso profissional e comecei logo a trabalhar. A area era televisiva, ou seja trabalhava nuito, muitas horas fins de semana inclusive.
Stress e mais stress.
Casei e tive um filho e as prioridades mudaram, coisa que não foi bem vista no trabalho.
Comecei a negar as horas extras e trocas de horários, mas mesmo assim para estar em Lisboa a horas tinha de sair casa 7h e quando saia do trabalho as 18 so chegava a casa as 20h trânsito e mais trânsito
Tinha pouco tempo para a casa, marido e filho, ficava exausta.
Contava os dias para as folgas que passavam a voar.
O ambiente no trabalho era de stress, competitividade comecei a chegar ao meu limite.
Ate que decidi abandonar tudo! Dedicada à família 24h por dia, acompanhei o crescimento do meu menino antes da primária aproveitar para praia, parques, muita brincadeira e partilha, depois iniciou a primária e eu sempre estive presente em tudo, festas, reunioes, participações, trabalhos, levava e buscava era uma mãe presente e sabes que mais era feliz!! A vida económica nao era a melhor sim nao podia dar me ao luxo de férias, de extravagâncias mas ha coisas que o dinheiro não paga.o elo de ligação entre mim e o meu menino a amizade o carinho vale muito mais. Muitas vezes pinderei em arranjar um trabalho e recebi propostas boas mas priorizei o meu filho e ele próprio me dizia mae prefiro nao ter dinheiro, brinquedos mas ter te comigo. Isso nada paga! Mas eles crescem e as necessidades economias também então resolvi retomar em part time um trabalho enquanto ele esta na escola sempre adaptando ao horário dele. Foi difícil voltar as rotinas foi se preferia continuar somente a cuidar da casa e filho sim claro que sim so quem passa por essa experiência é que entende o que vivemos dia a pos dia, a troca e partilha a ligação forte que criamos com nossos filhos! Claro que ha dias mais difíceis que por vezes nos sentimos inúteis desvalirizamos tudo o que fazemos mas olha que nos que escolhemos ficar em casa temos muita coragem pq largamos tudo esquecemos por vezes o nosso eu em prol dos nossos bebes mas compensa, aquele sorriso aquele abraço apaga tudo. Mas tudo tem de ser ponderado na balança eu agora voltei a trabalhar porque agora que ele ta mais crescido a minha prioridade é de não lhe faltar nada e a situação financeira do país atualmente esta complicada.
Espero ter te ajudado.

Retrato de Ana Svensson
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Desde:
23.04.2017

Para mim seria impensável deixar de trabalhar (excepto nalguma situação particularmente grave) para ser apenas mãe. Isto, não por questões económicas, que felizmente nunca foram um problema, mas porque gosto de trabalhar e não me iria sentir totalmente realizada. Não tenho nada contra quem toma essa decisão (a minha mãe deixou de trabalhar depois de nós nascermos), mas para mim não dava, nem sequer era o exemplo que queria para as minhas filhas. Quero que elas cresçam a saber que não é por serem mulheres que têm de se limitar a casar e ter filhos. Quero que saibam que têm exactamente o mesmo direito e a mesma capacidade de terem sucesso a nível profissional que qualquer homem. E quero, acima de tudo, que saibam que é possível serem excelentes profissionais e excelentes mães em simultâneo, que não são coisas incompatíveis... Aliás, cada vez há mais estudos de universidades com grande prestígio internacional a relatar os benefícios que trabalhar fora de casa tem para a educação dos filhos. Que me lembre de repente, há um estudo de Harvard a confirmar que filhas de mães trabalhadoras têm, em geral, mais sucesso profissional e que os filhos têm uma maior probabilidade de ajudarem nas tarefas da casa quando forem adultos. Há também muitos estudos a comprovar que crianças que crescem com ambos os pais a trabalhar se tornam, em média, melhores alunos, mais bem comportados e mais independentes porque não têm constantemente os pais para fazerem as coisas por eles e que não há diferenças significativas no tempo que a mãe e os filhos passam juntos (isto acho totalmente verdade, tendo em conta a minha experiência pessoal como mãe e como filha), sendo que, por acharem que passam pouco tempo com os filhos, as mães trabalhadoras tendem a passar até mais tempo de qualidade com as crianças (aqui não sei se concordo ou não). Finalmente, trabalhar fora de casa parece diminuir a probabilidade de depressões (no meu caso, não tenho dúvidas de que é verdade).
Com certeza, também existem muitos estudos sobre os benefícios de se ficar em casa com os filhos. E não tenho dúvidas de que existem vantagens e desvantagens nas duas opções. De qualquer forma, eu seria infeliz se abdicasse de tudo o que construí a nível profissional, simplesmente porque quis ter filhos. E bem vi, embora ela não o dissesse, o quanto custou à minha mãe abdicar de tudo para ficar connosco. E a verdade é que não tenho melhores memórias de infância com ela do que com o meu pai que trabalhava e ainda trabalha, muito mais do que horas por dia, sendo que, para além de estar em casa, a minha mãe sempre foi muito mais carinhosa e muito mais de brincar connosco do que o meu pai, que é "frio" e extremamente rígido e exigente. Lembro-me de ter sempre a minha mãe em casa, mas também me lembro que, a maior parte do tempo em que ela estava em casa, eu e a minha irmã estávamos no colégio e, quando estávamos em casa acabávamos por estar entretidas uma com a outra, ou cada uma no seu quarto a fazer as suas coisas. O meu pai só o via ao fim do dia (às vezes nem isso) e fins-de-semana quando não estava em viagens de trabalho e, ainda assim, não tenho memórias de alguma vez me ter faltado. Por isso, não consigo achar que ficar em casa o tempo todo traga grandes vantagens em termos de relação entre pais e filhos.
Acho que cada uma deve fazer aquilo com que se sentir melhor e, naturalmente, se existirem problemas financeiros, pensar muito bem na decisão a tomar. Mas acho, sobretudo, que ninguém se deve culpar ou sentir mal pela decisão que tomar, seja ela qual for. Ficar em casa não faz, por si só, de ninguém uma boa mãe, da mesma forma que trabalhar fora não faz de ninguém uma má mãe (e o contrário também é verdade). Acima de tudo, é preciso que cada uma se sinta bem com a sua vida e esteja feliz, para criar também crianças felizes. E, no final de contas, todas nós, de maneiras diferentes, apenas queremos o melhor para os nossos filhos e para a nossa família.

Retrato de Ansha
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Desde:
13.04.2016

Compreendo perfeitamente o que sentes, por isso, para mim o ideal é um part time Sorriso tem o melhor dos dois mundos
E um dia que ele já seja mais independente voltarmos a full-time se for esse o nosso desejo ou até não, e aproveitarmos esse tempo extra para as nossas coisas

Retrato de saralisboa
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Desde:
30.07.2009

Concordo em absoluto com a mãe Ana Svensson. Nem que fosse milionária abdicaria da minha vida profissional. Seria seguramente uma péssima mãe se deixasse de me sentir realizada com a minha carreira. Uma mulher não é só mãe e ter filhos não é a sua única «função».

Sara

Retrato de Gigi2010
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Desde:
03.08.2010

O prometido é devido!
Tomei finalmente a decisão que venho a adiar à anos...
Tenho esta semana uma reunião com os Recursos Humanos para discutir valores com vista à minha rescisão.
Após 15 anos vou dar o salto, procurar ser feliz!

Wish me Luck!

Retrato de guialmi
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Desde:
13.07.2013

Boa sorte! E vá partilhando a evolução, certamente ajudará muita gente!

Retrato de milene gomes
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Desde:
12.06.2014

Confesso que me causa borboletas no estômago certas formas de pensar nesta sociedade modernizada...
Ser milionária e continuar a trabalhar?! Vamos lá ver uma coisa: qual é o objectivo de ter um trabalho?! Ganhar dinheiro certo?! Se uma pessoa já tem que sobre porquê continuar a trabalhar?! Se me dissessem "ter uma ocupação" concordo plenamente. Eu dedicava-me ao voluntariado , por exemplo, que é uma coisa que me deixa bastante feliz emocionalmente em fazer e por poder ensinar/mostrar aos meus filhos através do meu exemplo. Agora... trabalhar?! Ter uma rotina com horários, pressa, trânsito, objectivos, chefes, clientes, pressões, atrasos, cansaço, estar com os filhos, o nosso bem mais precioso, 2h/dia?!
Por muito que tente não consigo mesmo perceber... Vivemos no mundo desenvolvido onde mais parecemos (eu incluída em muitos aspectos) uns burros com palas nos olhos transformados em robots e que só vêem dinheiro, consumismo e trabalho. Daqui a pouco nem precisa de ser remunerado tal é a satisfação!

Não quero ofender ninguém, cada qual é livre de pensar da forma que entender. Esta é a minha.

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