Mães que deixaram de trabalhar... sim ou não? | De Mãe para Mãe

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Retrato de vtr001
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Desde:
03.10.2013

Mães que deixaram de trabalhar... sim ou não?

Tal tem sido a confusão, os choros, as gritarias, as crises, as frustrações… principalmente ao fim-de-semana por causa de não conseguir por em dia o que devia ir fazendo à semana (quase TODOS OS FINS-DE-SEMANA há crises, choros….)… tal tem sido as consequências na educação com os filhos, na relação com o marido, na relação comigo mesma, no meu bem-estar e no dos que me rodeiam… as consequências a nível de saúde que… dou comigo a questionar-me e se? E se deixasse o trabalho? Ou tentasse algo a part-time? Por outro lado, com 36 anos.. acho que é um risco muito grande…

P.f. contem-me as vossas experiências... Alguma mãe que se tenha aventurado neste sentido? Correu bem? Correu mal? Arrependeram-se?

Mt obrigada!

Retrato de carmen susana rocha marques dos santos
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Desde:
30.01.2008

olá mamã!!!! eu pessoalmente não considero que a ideia de deixar de trabalhar seja uma opção muito positiva, uma vez que as crianças crescem e este período de maior dependência é muito transitório. aos 6 anos de idade eles obrigatoriamente entram na escola e depois ficamos sozinhas, sem rotinas que estavam definidas em prol dos filhos e sem trabalho. tendo prescindido do seu projecto profissional e com o problema de que a idade vai passando, 5/6 anos de paragem representa um grande "marca-passo", a nível de desenvolvimento profissional e a idade vai pesando como critério de admissão por parte das entidades patronais que consideram que acima dos 30 anos ja somos velhos para o mercado. esta é uma fase de adaptação e temos que aprender a relativizar as coisas... faz-se o que se pode, o melhor que se pode... O marido partilha as tarefas porque se faz o dobro do trabalho com metade do esforço e em metade e do tempo do que se fosse tudo só para um... e mais, para alguém que apresenta sintomas de inicio de uma depressão, o pior que tem a fazer é "prender-se" em casa, ficando dependente de marido e dos filhos... o trabalho, seja ele qual for, acrescenta-nos enquanto seres humanos porque nos dá a consciência de que não somos dependentes de alguém e que conseguimos ser independentes ou contribuir para a melhor saúde financeira da família... precisar dos outros para se sentir completa é ilusão e é na escolha de se desempregar em que isso vai desaguar... beijinho

Retrato de Marina4
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Desde:
15.05.2016

Eu acho que sim se o casal concordar, eles só são pequenos uma vez na vida, esses tempos nunca voltarão, temos tempo de trabalhar a vida toda.

Retrato de BagaLaranja
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Desde:
02.04.2014

Eu deixei de trabalhar, mas porque fui despedida. Os primeiros 18 meses foram em casa com a pequena. É muito bom, mas ao mesmo tempo 24h por dia sozinha com um bebé... às vezes é quase de levar à loucura, e muito solitário. Depois a pequenina foi para a creche em part-time e eu comecei a estudar para poder ter mais tempo para ela. De manhã e à noite estudo, de tarde estou com ela. Quando ela tiver 4.5 anos volto a procurar trabalho. São muitos anos sem trabalhar, mais de 40 anos de idade... tenho medo que seja difícil arranjar alguma coisa. Além de que também me vai custar recomeçar, afinal até é confortável ter menos stress e não ter horários. Agora as tarefas domésticas também ficam para o fim-de-semana, e são partilhadas com o pai. E stresses e falta de tempo devido às tarefas domésticas ao fim-de-semana também há. Eu não sou empregada doméstica e não deixei de receber ordenado para ficar em casa a trabalhar de graça! (No meu caso continuo a pagar metade das contas, até porque recebo subsídio para estudar - não moro em Portuga) Estou em casa porque quero estar mais tempo com a minha filha e porque tenho a "desculpa" de estar a estudar e espero que isso me ajude a encontrar um emprego melhor depois.
Concordo também com o comentário da mamã Carmen Susana.

Retrato de vtr001
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Desde:
03.10.2013

Carmen susana rocha marques dos santos,

Tem toda a razão naquilo que diz! É, ou era, exactamente isso que eu penso… ou pensava. Além da exaustão de gerir a vida familiar, um filho com umas necessidades diferentes, uma bébé, um marido que trabalha imensas horas… talvez também o facto de o trabalho não me trazer qualquer realização e mta frustração também esteja a contribuir para eu me sentir assim… recuso-me entregar à depressão. Sei os motivos. Só tenho de fazer alguma coisa. Não vivemos num conto de fadas e o trabalho é preciso mas, se me surgisse um part-time mesmo que a ganhar metade do meu salário, eu aceitá-lo-ia. Porque há coisas que o dinheiro jamais pagará e há coisas que não têm retorno…

Muito obrigada pela sua resposta. Beijinhos

Retrato de vtr001
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Desde:
03.10.2013

BagaLaranja,

Era o ideal! Poder estudar… mas no nosso Portugal isso não existe. Além disso, bem sei que ter a idade que tenho não é grd ajuda. Mas continuo a acreditar que sim, há coisas que dinheiro algum pagará! Assusta-me as consequências... desta vida frenética e que me está a por sem forças...

beijinhos

Retrato de estrelinhah
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Desde:
02.09.2009

Eu estou em casa por opção. Procuro trabalho a part-time.
Efetivamente não nego que o dinheiro faz falta mas não paga, de todo, a vida que tinha.
Todos os dias a chegar a casa às 19h, dar banho à minha filha, fazer o jantar, dar-lhe o jantar e cama. Tinha de se deitar às 20h30 porque no dia a seguir às 07h já tinha de se levantar. E era quando eu tinha tempo de tomar banho e preparar refeições, lanches e roupas para o dia a seguir. Não tinha tempo nenhum para ela durante a semana. Ao sábado era o dia todo de volta das limpezas, roupas, refeições, passar a ferro, etc e não dava para nada.
Ao domingo era quando tinha tempo para brincar com ela mas só me apetecia estar no sofá a descansar porque não aguentava o cansaço mas ao mesmo tempo pensava que era o único tempo que tinha para ela. Fazia um sacrifício (sei que soa mal mas é verdade) enorme para brincar com ela e mesmo assim só em casa porque a vontade de ir ao parque, jogar à bola, andar de bicicleta era nenhuma.
Depois do meu filho nascer decidi ficar em casa e para já não me arrependo.
Vou fazendo as coisas durante a semana, ela anda na primária mas só tem AEC'S 2 dias, nos restantes vou buscá-la às 16h, lancha, faz os deveres, vamos brincar, toma banho, brinca com o irmão, janta e ainda tem tempo para estar comigo no sofá um bocadinho porque já só tem de se levantar às 08h, logo só vai para a cama às 21h.
Quanto ao pai, ajuda e sempre ajudou no que podia mas trabalha por turnos e com horários rotativos. Por muita vontade que tenha de ajudar quantas vezes sai de casa às 10h e volta às 22h e quando as folgas eram à semana quase nem o víamos nem estávamos todos juntos. Hoje quando tem folgas à semana mesmo assim dá sempre para fazermos alguma coisa todos juntos.
Sinto falta de maior desafogo económico mas o estar muito mais tempo com a minha filha do que estava antes não tem preço.
Este é apenas o meu ponto de vista e claro que respeito e compreendo quem não pense assim.

Beijinhos

Adoro-te princesinha da mãe!

Retrato de Sandra Amaro
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Desde:
10.05.2016

Olá mamã Vtr001...no meu caso também estou sem trabalhar, porque fui despedida ainda grávida e está dificil de encontrar trabalho. Portanto, no meu caso não é por opção.

Tem sido fantástico poder acompanhar a minha pequenota e sei que no dia em que começar a trabalhar (ainda tenho esperança que isso aconteça) vai-nos custar muito, mas estar todos os dias com ela, mais fazer tudo em casa durante a semana para termos o fim de semama completo em família, consegue ser esgotante, e ela é uma bebé calminha!

No meu ponto de vista, um part-time seria o ideal, pois consegue ter a sua atividade profissional e também estar mais com os seus filhos, mas hoje em dia não é fácil encontrar um part-time num horário que nos convenha e, claro, muitas vezes não existem "parts-time" na profissão que se desempenha. Aliado a isto, há sempre a questão da idade que penso não ser "eliminatório", mas dificulta muito o acesso a um trabalho mais tarde.

Depois disto tudo...penso que em primeiro lugar tem de pensar na sua saúde fisica e mental, pois o seu filho precisa de si saudável.

Beijinho e que tudo corra pelo melhor.

Retrato de Soph_713
Offline
Desde:
25.03.2015

Eu acho que esta questão do part time faz toda a diferença... Veja-se o caso da França que tem a maior taxa de natalidade da UE, precisamente por incentivarem o part time entre outras ajudas governamentais às mamãs.

Aqui pensa-se que se chega lá com "deduções no IRS".

Só não equaciona ficar em casa uma trabalhadora do Estado, pois eu também costumo saír entre as 19h e as 20h (quando não é mais tarde) e entro por volta das 9h (quando não é mais cedo).

Digam-me como é que isto é compatível com a maternidade?????

Ainda não tive o meu bebé, mas isto já me atormenta tanto que já estou a criar uma almofada financeira para poder deixar o emprego se então considerar o mais benéfico para a minha família.

Retrato de bolas_e_bolinhas
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Desde:
31.03.2012

Olá,
Eu adorava poder deixar o meu trabalho e ficar a tomar conta da casa e dos filhos. De bon grado assumiria as tarefas donesticas e teria tanto para aproveitar com a minha filha. Nao deixo (so se for despedida, ninguem sabe o amanha) pprque o que o meu marido ganha nao chega para todas as despesas e para vivermos desafogadamente. E porque tambem me custa depender financeiramente dele. Ia me custar muito muito muito, principalmente pq por mais que eu o ame eu nao sei o dia de amanhã... E se de repente tivesse que me separar? Como me iria sustentar a mim e à minha filha.
Infelizmente se eu fosse despedida tinha que arranjar outro trabalho, fosse a fazer limpesas fosse na restauracao fosse numa fabrica... Nao me posso dar ao luxo de nao ter ordenado. Tenho frequencia de ensino superior mas nao trabalho como tecnica superior, conecei a descontar com 16 anos e ja tive trabalhos em varias areas, seja adninistrativo, seja comercio, seja em lojas de roupa de marca seja em lojas dos 300 / chineses.
Nao trabalhar para mim nao é opcional. Mas se fosse apesar de gostar mt da ideia cor de rosa de estar com a minha filha e gerir a casa, iria me assustar pq me ia tornar financeiramente dependente de alguem.

Retrato de ALES88
Offline
Desde:
14.11.2016

Eu ainda não sou mãe, estou nos treinos, mas trabalho em casa, tanto eu como o marido. Nenhum de nós exerce a profissão para a qual estudou, tanto por falta de emprego na área como por gostarmos mais das outras coisas que fazemos. Já pensei em arranjar emprego, apenas para ter um rendimento fixo mais certo, já que o meu é muito incerto, e o do marido também embora nem tanto (basicamente o marido tem trabalho quando quiser, mas estivemos alguns meses sem receber nada da parte dele porque decidiu fazer projetos a solo e esses não são pagos a não ser quando vendem; caso trabalhe para outros, que tem sempre trabalho quando quer, aí é certo o rendimento), mas felizmente ainda não necessitamos e ambos gostamos de estar em casa. Tenho os meus próprios horários, não tenho despesas com carro, gasóleo, portagens, roupa e comida, e o marido trabalha imenso e por causa de eu estar em casa, consigo apoia-ló imenso, o que poupa dinheiro; além disso faço tudo em casa, lavo, limpo, passo, vou às compras, e se não estivesse em casa teria que contratar alguém para o fazer. Quando tivermos um bebé também vamos poupar no facto de não ter que o colocar na creche logo de pequenino.
Resumindo, acho que os prós compensam os contras, e quem consegue trabalhar em casa não pensa nunca em voltar ao trabalho fora de casa, mas nós felizmente podemos dar-nos a esse "luxo", e sei que a maioria das pessoas provavelmente não pode. Caso possa, força nisso, não há melhor e há tempo para tudo.

Retrato de bolas_e_bolinhas
Offline
Desde:
31.03.2012

Acrescento outro risco nos dias que correm: e se o pai dos nossos filhos tambem fica desempregado e ficamos ambos sem fontes de rendimentos?!
Ficaria em casa se fosse rica, se tivesse negocios de familia que nao me obrigassem a estar la diariamente (dos meus pais por exemplo), mas que me sustentassem e a qualquer momento se quisesse pudesse regressar ao trabalho. Oi se me saisse o euromilhoes Sorriso

Retrato de estrelinhah
Offline
Desde:
02.09.2009

No meu caso o depender do meu marido não me assusta, somos um casal e tomamos a decisão em família, efetivamente dependo dele mas na realidade não vemos nunca as coisas dessa forma nem nunca foi tema de conversa ou discussão. Em caso de divórcio (esperemos que não) procuro trabalho ou vou para perto da minha família (emigrantes) e facilmente arranjaria trabalho. Além disso nada me garante que se trabalhasse agora não ficasse sem trabalho mais tarde... é sempre uma incógnita.
Se o meu marido perdesse o emprego (também espero que não visto estar efetivo há muitos anos) nós temos seguro de desemprego involuntário e + o sub. de desemprego daria tempo para ele (ou eu, ou os dois) arranjarmos outro trabalho. Vai sempre tudo da necessidade do momento. Nunca sabemos o futuro. Hoje até poderíamos estar os 2 a trabalhar e a ganhar muito dinheiro e amanhã estarmos os 2 no desemprego.
Vamos vivendo conforme as necessidades e o que achamos melhor para a nossa família.

Adoro-te princesinha da mãe!

Retrato de bruninha29
Offline
Desde:
08.08.2012

carmen susana muito boa a sua exposição!

respeito quem o faz, deve ser muito compensador ser " mãe a tempo inteiro" mas acho que deve pensar muito bem...1°se economicamente e viável para vocês (nunca se esqueça que casa que não tem pão todos ralham e ninguém tem razao) e 2° se para si própria a faria sentir-se realizada e feliz. vou-lhe ser sincera pra mim não dava...não dava economicamente mas tambem em termos de realização profissional/pessoal. acho que faz bem sairmos de casa...termos a nossa actividade profissional falar com pessoas...
e muito solitário estar em casa...agora que custa, custa...chegar a casa e ter tudo pra fazer...tente encontrar o equilíbrio psicológico e logo decide. se não se sente bem e melhor procurar ajuda psicológica o mais rápido possível. quanto mais tarde pior para curar uma depressão

Retrato de vtr001
Offline
Desde:
03.10.2013

mãmãdesetembro,

De facto, esses medos que me falas também são os meus… apesar do desespero, não tomo decisões sem pensar se bem que já penso neste assunto há anos… embora se tenha intensificado nos últimos meses dadas as consequências… mesmo quem está “à minha volta” sugere mesmo arranjar algo em part-time.. mas não, não estamos numa novela e não é assim tão linear! No entanto, já pensei em fazer formações em coisas “práticas” para depois conciliar com a vida em casa…tipo fazer bolos, etc… mas tb não passam de ideias… enfim, é mt complicado ser mãe nos dias que correm. Para o marido trabalhar até às 21h alguém fica sempre sobrecarregada… isto não é há um ano… mas há 9! Acho que já não é depressão, nem esgotamento… já ultrapassou isso à séculos! Assustam-me os fins-de-semana, parece que estou sempre com o TPM, não consigo controlar-me e passo-os a chorar… assim tb n posso continuar, não é bom para mim nem para os meus filhos.. enfim…

Retrato de mariasilva1994
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Desde:
07.09.2016

Alô mamã.

Neste momento, encontro-me desempregada desde o dia 2 de Março. Trabalhava a part-time. Quando foi colocada de baixa(1de março), a empresa decidiu despedir-me. O meu contrato de trabalho era a termo incerto.
Ficar desempregada não foi opção, pois a vinda de um bebé acarreta mais despesas. Confesso que, neste momento sinto-me mais relaxada e a aproveitar o resto da minha gravidez. Após a minha princesa nascer, terei que voltar a procurar trabalho, contudo, o pai, diz-me para eu aproveitar pelo menos até a princesa ter um ano de idade. Só que eu, penso nas despesas e não me sinto muito confortável com essa ideia.
De momento vivo num apartamento arrendado, mas até ao final do próximo mês vou mudar-me para uma casa que pertence à família do meu namorado, onde não pago renda, mas as restantes despesas serão pagas por mim. Mudo de apartamento pois as despesas neste momento são muitas e eu não me sinto bem em ser o namorado a pagar a maior parte delas...

Com isto quero dizer que se a mamã se sente confortável em deixar de trabalhar, ou então, trabalhar em part-time, para assim aproveitar está fase de vida, porque não??! Se tem possibilidades para isso!!!

Boa sorte

DPP prevista para 26-05- 2017

Maria Silva

Retrato de dona_amora
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Desde:
20.05.2012

Cada vida é incomparável como cada ser humano, falando da minha situação, decidimos em conjunto que eu ficaria em casa uma vez que o que recebia não compensava pagar um infantário, até agora tudo tem corrido bem e nunca me arrependi. Para nós foi a melhor opção.

Editei - acrescento que não só dou apoio à minha filha como aos meus pais, avó e irmã com pouca saúde.

Retrato de saralisboa
Offline
Desde:
30.07.2009

Não compreendo a facilidade com que muitas mulheres abdicam da sua vida profissional e da sua realização. Ficar em casa a tomar conta dos filhos???? E quando estes crescerem? O meu papel de mulher resume-se a ser mãe? Eu podia ter ficado com a minha filha em casa até ela ir para a escola, mas jamais o faria. Os 6 meses que estive em casa, sem trabalhar, ia dando em doida. Sou advogada e quem me tira o tribunal e o stress dos prazos tira-me tudo. Para além de ser uma profissão que exige estudo permanente. Adoro o que faço e sou muito melhor mãe para a minha filha estando realizada como mulher e profissional.

Sara

Retrato de Marisa de Castro
Offline
Desde:
07.09.2014

Aqui vai a minha experiência
Eu deixei a minha carreira para ficar com a minha filha em casa. Não me arrependo nem nunca me arrependerei, alias nem pensei duas vezes.
O privilégio de acompanhar o desenvolvimento da minha filha, a primeira papa os primeiros passos e a cumplicidade que nos temos...não trocaria isso por nada. Os primeiros tempos é certo que passamos mais tempo em casa mas depois há tanta coisa que fazemos com eles. Nós aqui vamos ao parque que há ao pé de casa fazemos pinturas plasticina cozinhamos juntas...vestimo nosde fadas e princesas e muitas outras coisas. Como vê não há monotonia. Eles só crescem uma vez por isso se pode ficar em casa.....
Um beijinho

Marisa de Castro

Retrato de ALES88
Offline
Desde:
14.11.2016

saralisboa escreveu:
Não compreendo a facilidade com que muitas mulheres abdicam da sua vida profissional e da sua realização. Ficar em casa a tomar conta dos filhos???? E quando estes crescerem? O meu papel de mulher resume-se a ser mãe? Eu podia ter ficado com a minha filha em casa até ela ir para a escola, mas jamais o faria. Os 6 meses que estive em casa, sem trabalhar, ia dando em doida. Sou advogada e quem me tira o tribunal e o stress dos prazos tira-me tudo. Para além de ser uma profissão que exige estudo permanente. Adoro o que faço e sou muito melhor mãe para a minha filha estando realizada como mulher e profissional.

Cada um é como cada qual...eu trabalhando em casa há 3 anos, não consigo conceber ter um horário fixo e sair para trabalhar todos os dias. Sou eu que faço os meus horários, e tenho tempo para tudo, e quem me tira essa liberdade tira-me tudo. Há meses em que dependo do marido financeiramente, na verdade, as contas são maioritariamente pagas por ele, o meu ordenado quando existe dá basicamente para compras de supermercado e pouco mais, mas não me chateia nada depender do marido.
Se algum dia der para o torto, tento arranjar emprego, seja na área que me formei, seja na área freelancer em que trabalho agora, seja em qualquer outra coisa, trabalho é trabalho.

Retrato de Soph_713
Offline
Desde:
25.03.2015

saralisboa escreveu:
Não compreendo a facilidade com que muitas mulheres abdicam da sua vida profissional e da sua realização. Ficar em casa a tomar conta dos filhos???? E quando estes crescerem? O meu papel de mulher resume-se a ser mãe? Eu podia ter ficado com a minha filha em casa até ela ir para a escola, mas jamais o faria. Os 6 meses que estive em casa, sem trabalhar, ia dando em doida. Sou advogada e quem me tira o tribunal e o stress dos prazos tira-me tudo. Para além de ser uma profissão que exige estudo permanente. Adoro o que faço e sou muito melhor mãe para a minha filha estando realizada como mulher e profissional.

Olá,

Bem, para ter ficado 6 meses em casa não devia trabalhar numa soc. de advogados, mas por conta própria, certo? É que todas as amigas ADV que tenho se queixam de sair dos ESC. às 22h, do stress, e do pouco tempo de licença...

É muito diferente "desistir" da vida profissional e tirar uma licença sabática para aproveitar os primeiros tempos dos nossos filhos... Há quem a tire para fazer uma volta ao mundo, voluntariado, ou outra coisa QQ... Não percebo PK é que uma "pausa" profissional decicada à maternidade é menos meritório.

Eu tiraria um, dois anos, sem pestanejar (se chegássemos à conclusão que o vencimento do marido cobria as despesas).

E nem vejo isso de mau grado, como uma "dependência do marido". Acho que esses macaquinhos só podem existir em casais mal resolvidos. Pois, a minha disponibilidade para a vida familiar, apesar de não remunerada, também tem um valor económico... Não é preciso empregada, creche, ATL etc.
E isto não deve ser ignorado pelo elemento do casal que tem um trabalho remunerado.

Durante este tempo, há muita coisa que se pode fazer para enriquecer o nosso curriculo, pós-graduações, formações, work shops...

Dependendo da profissão de cada mamã, até se pode ir trabalhando por conta própria, a partir de casa, sem ser asfixiante e com a flexibilidade de horários que tanta falta fazem às mamãs.

A minha dúvida era se depois consegueria retornar ao mercado de trabalho com facilidade...

Retrato de vtr001
Offline
Desde:
03.10.2013

[quote=saralisboa]Não compreendo a facilidade com que muitas mulheres abdicam da sua vida profissional e da sua realização. Ficar em casa a tomar conta dos filhos???? E quando estes crescerem?(...)

saralisboa

O papel de uma mulher cabe a cada uma delas decidir a que é que se resume. E depois os objectivos de vida, as prioridades mtas vezes alteram-se em função das fases da vida, da confrontação com a realidade! Como eu gostaria de me sentir realizada no meu trabalho! Sou licenciada e não desempenho exactamente aquilo para o qual me preparei durante 5 anos de licenciatura. Sinto-me frustrada e o stress do trabalho repercute-se na minha maneira de ser e em casa com a minha família. Além de trabalhar fora, trabalho mt em casa pois por mt que o marido ajude, não posso contar mt c ele pois faz horários longos. Além disso, não tenho empregada!! Provavelmente a saralisboa tem! Só por aí já fica mt mais aliviada. Depois, sou mãe há 9 anos de uma criança “difícil”, deu-me 4 anos de noites sem dormir, sempre foi super enérgico e super exigente, levando-me a mim e aos demais familiares ao limite! No infantário, na pré… toda a gente “reclamava” que o meu filho era super inteligente mas q tinha pedalada de mais e que devia ser hiperactivo! Sempre me recusei a recorrer a medicamentos e mt menos a rotulá-lo. O tempo foi passando e as coisas agravaram-se e após 3 avaliações no psicólogo sim, o meu filho tem realmente algo de diferente e que leva qualquer mãe ao esgotamento (que não vou mencionar!) O meu filho é sendento de conhecimento, actividade constante e na vida real, há mt mais para gerir e não dá para estar constantemente a proporcionar-lhe desafios todos os fins-de-semana… Depois…tenho uma bébé…um bébé dá que fazer, como qq mãe sabe  E, além disso, ao falar neste assunto não assumi que iria deixar de trabalhar a vida toda! A minha ideia seria mesmo dar o apoio aos meus filhos que neste momento urge, levar uma vida calma para poder estar calma e ajudar tb o meu filho e ir fazendo workshops/formações noutras áreas, tentar arranjar outras alternativas para ir adaptanto ora a part-time ora posteriormente a full-time. Mas claro que isto não é tão simples e o retornar ao mercado de trabalho com idade “fora do prazo” é mtooo complicado…daí tb os meus receios.

Retrato de saralisboa
Offline
Desde:
30.07.2009

Sim, quando a minha filha nasceu em 2010 não trabalhava numa sociedade de advogados ainda. Estava a estagiar num escritório mais pequeno. de facto, hoje em dia raramente saio antes das 22.30. Mas também posso entrar às 10 ou 11 da manhã. A menos que tenha alguma diligência para mais cedo

Sara

Retrato de carmen susana rocha marques dos santos
Offline
Desde:
30.01.2008

Olá novamente VDR001 :H
é realmente uma situação, face à especificidade da mesma em relação ao menino, muito complicada de avaliar!!!
Se por um lado, exige-se um acompanhamento mais especifico para conseguir lidar com o,( passo a brincadeira por que utilizo a expressão com o meu filhote de 3 aninhos) "todo-o terreno", por outro tem a tal encruzilhada do hipotético regresso ao mercado de trabalho.
essa decisão, a meu ver, deverá ser tomada em familia. já falou com o seu marido em relação aos seus receios e expôs verbalmente o seu "pedido de ajuda"? às vezes o não falar sobre os assuntos, com receio de mostrar as nossas fragilidades pode pressupor ao outro lado que se nao há nada a ser falado, está tudo bem... Peço desculpa por colocar esta questão mas estou a posicionar-me na sua situação, e como eu tenho a mania de que consigo suportar o mundo as minhas costas (o que obviamente é só orgulho teimosamente parvo) só quando entro "em tilt" é que me vejo obrigada a falar sobre o que me preocupa e me apoquenta ... muitas das vezes, tarde demais para resolver e outras tantas com simples resolução que outros pontos de vista me acrescentam e que se tivesse exposto há mais tempo, me poupariam muitas dores de cabeça... fica a dica ok? beijinho

Retrato de elizamor
Offline
Desde:
09.08.2010

Olá! Para mim, nunca foi opção deixar de trabalhar, pois acho que toda a mulher deve ter a sua independência financeira e também porque só o ordenado do marido (no meu caso) seria insuficiente para fazer face a todas as despesas. Mas já li relatos de mães que optaram por ser mães a tempo inteiro, mas lá está, porque tinham um equilíbrio financeiro. São decisões que só o casal, conversando poderá tomar.

Retrato de Cat Chloé
Offline
Desde:
30.03.2011

Estar em casa não significa que seja melhor que trabalhar, depende muito dos filhos. Por mim falo. O meu filho quando era bebé quase que nem conseguia comer ou tomar banho pois ele só queria colo. Resultado?! Tudo em casa ficava para trás, não conseguia fazer quase nada, para além de andar rota de cansaço. Para ajudar à festa ele dormia muito pouco e eu aproveitava o que conseguia naqueles 30/40 minutos em que dormia. O meu marido chegava a casa e não tinha quase nada feito pois o puto não permitia e obviamente que dava prioridade ao bebé. Hoje em dia já brinca e vê TV mas continua a ser complicado estar só com ele em casa e fazer as coisas porque volta e meia pede colo ou mexe em tudo ou faz asneiras ou suja tudo. Eu optei por ir trabalhar e confesso que não aguentava estar em casa a tomar conta dele pois sinto-me limitada a vários níveis. Sim, sei que são anos que não voltam mas noto que o meu filho desde que foi para a creche que tem evoluído muito pois aqui em casa olha para mim e para o pai como se fizéssemos parte do rol de brinquedos dele e não nos leva a sério em termos de aprendizagem, daí achar benéfico para os dois. Este foi um dos motivos que decidi retomar a minha profissão. O outro prende-se com o facto de que em Portugal infelizmente somos julgadas pela idade e tenho muito receio que tomando a decisão de ficar em casa seja escavar um poço financeiro. Infelizmente não existem leis que nos ajudem nesta fase por isso tem de ser uma decisão do casal.

Boa sorte

Retrato de milene gomes
Offline
Desde:
12.06.2014

Mamã Sara, cada mamã terá as suas prioridades na vida. Importa é que tanto elas como a família estejam felizes! Piscar o olho

Deverá tb encontrar por aqui mães que não se identificam com o seu horário de chegada a casa. Tendo uma filha na escola primária, com horário de entrada cedinho, mal está com ela.

Retrato de Tyta.B
Offline
Desde:
31.07.2015

Eu não seria feliz sendo uma stay home mom. Nunca abdicaria da minha independência, e sempre fiz questão de me lembrar que antes de ser mãe, eu sou uma pessoa, com outras necessidades, para além de tomar conta do meu filho.
Eu adoro o meu miúdo, como todas nós daria qualquer coisa por ele e pela felicidade dele, mas acredito que essa felicidade não depende tanto das horas que estou com ele, como depende da qualidade dessas horas.

Eu espero não ofender ninguém, mas já pensaram que os filhos crescem, que saem de casa, e criam a sua própria família? O que resta a uma mulher, depois de décadas a viver para os filhos, quando eles vão à vida deles? Nao serão essas mães que se tornam as sogras sufocantes que tanto se queixam as mulheres deste fórum? Eu não tenho nada contra a opção de vida das outras pessoas, acho muito bem que cada um viva como quiser, mas sempre que ouço mulheres a falar neste assunto, é disto que eu me lembro, mães que se tornam sogras insuportáveis porque não têm mais nenhum interesse na vida.
Não se ofendam por favor, estou apenas a dar a minha visão do tema.

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12.05.2015

Estou ha 6 meses com eles em casa, fiquei desempregada e entretanto decidi que vou continuar em casa pelo menos ate aos 3 anos depois logo se ve.. Talvez arranje trabalho, talvez tenha mais outro filho e fique tb com ele em casa, talvez continue em casa e me dedique apenas à familia qu ja tenho, nao sei. Nao sinto que dependo do meu marido, para mim o q é dele é meu e o q é meu é dele. Ja para nao falar que estando em casa tb poupamos na creche, e outras coisas q gastaria se estivesse a trabalhar.
Em relação a algumas maes q acham q estando em casa com os filhos se resumem apenas a ser maes, isso depende de cada uma.. Apesar de estar com eles tento tb dedicar tempo a mim tb, a fazer coisas q gosto, nem q seja apenas ver series e ao fim d semana passear so com o marido ou ate msm sozinha.
Eu prefiro correr o risco de nunca mais arranjar trabalho mas estar em casa com os meus filhos e saber q isso é bom para a minha familia, do que ter trabalho e perder mts momentos importantes da vida deles ou sentir que estou smp fora de casa e qd chego é so para dar o jantar, o banho e adormece-los, smp quis mais do que isso, mas claro cada um sabe de si, e compreendo que nem todas se sintam bem a abdicar da sua carreira.

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15.05.2016

Tyta.B escreveu:
Eu não seria feliz sendo uma stay home mom. Nunca abdicaria da minha independência, e sempre fiz questão de me lembrar que antes de ser mãe, eu sou uma pessoa, com outras necessidades, para além de tomar conta do meu filho.
Eu adoro o meu miúdo, como todas nós daria qualquer coisa por ele e pela felicidade dele, mas acredito que essa felicidade não depende tanto das horas que estou com ele, como depende da qualidade dessas horas.
Eu espero não ofender ninguém, mas já pensaram que os filhos crescem, que saem de casa, e criam a sua própria família? O que resta a uma mulher, depois de décadas a viver para os filhos, quando eles vão à vida deles? Nao serão essas mães que se tornam as sogras sufocantes que tanto se queixam as mulheres deste fórum? Eu não tenho nada contra a opção de vida das outras pessoas, acho muito bem que cada um viva como quiser, mas sempre que ouço mulheres a falar neste assunto, é disto que eu me lembro, mães que se tornam sogras insuportáveis porque não têm mais nenhum interesse na vida.
Não se ofendam por favor, estou apenas a dar a minha visão do tema.

Ninguém falou em décadas mas nos anos em que eles são pequenos!!

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31.07.2015

Marina4 escreveu:

Tyta.B escreveu:Eu não seria feliz sendo uma stay home mom. Nunca abdicaria da minha independência, e sempre fiz questão de me lembrar que antes de ser mãe, eu sou uma pessoa, com outras necessidades, para além de tomar conta do meu filho.
Eu adoro o meu miúdo, como todas nós daria qualquer coisa por ele e pela felicidade dele, mas acredito que essa felicidade não depende tanto das horas que estou com ele, como depende da qualidade dessas horas.
Eu espero não ofender ninguém, mas já pensaram que os filhos crescem, que saem de casa, e criam a sua própria família? O que resta a uma mulher, depois de décadas a viver para os filhos, quando eles vão à vida deles? Nao serão essas mães que se tornam as sogras sufocantes que tanto se queixam as mulheres deste fórum? Eu não tenho nada contra a opção de vida das outras pessoas, acho muito bem que cada um viva como quiser, mas sempre que ouço mulheres a falar neste assunto, é disto que eu me lembro, mães que se tornam sogras insuportáveis porque não têm mais nenhum interesse na vida.
Não se ofendam por favor, estou apenas a dar a minha visão do tema.

Ninguém falou em décadas mas nos anos em que eles são pequenos!!

Na teoria, mas na prática é mais complicado. As poucas que conheço, não voltaram ao mundo de trabalho.
O meu filho tem 13 anos, e as mães que eu conheci ao longo do percurso escolar do meu filho que tinham esse plano de ficar uns anos em casa e depois voltar ao trabalho, nunca voltaram. Ao certo o porquê não sei, mas a verdade é que não me lembro de nenhuma que tenha retomado o emprego. Daí ter falado em décadas...

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13.08.2007

Eu trabalho em casa. Antes das miúdas nascerem ainda trabalhava fora, mas agora só trabalho fora uma tarde por semana, o resto é em casa.
Sempre quis ser eu a criar as minhas filhas. A minha mãe esteve em casa enquanto eu e o meu irmão éramos pequenos e foi trabalhar quando o meu irmão entrou no 1º ciclo. Senti-me sempre uma felizarda por ter o acompanhamento da minha mãe e ela entrou sem problemas no mercado de trabalho.
Entendo todos os pontos de vista, mas para mim não faz sentido ter um filho para serem os outros a criar. Não estou a julgar ninguém, sei que a vida não é fácil, este é só o meu ponto de vista e a minha forma de encarar a vida e a maternidade.
Tenho o meu trabalho, mas faço a gestão do mesmo em função das minhas filhas e das suas necessidades.
Não acho que ninguém deva se sentir inferiorizado por estar em casa a cuidar dos filhos. Acreditem que no futuro eles vão dar muito valor a isso. Eu valorizo muito a minha mãe por ter posto de parte a carreira durante alguns anos por mim e pelo meu irmão, da mesma maneira que a valorizo por ter voltado a procurar emprego quando começamos a crescer e ser mais independentes.
Não há soluções milagrosas, cada um saberá o melhor para os seus.

Mãe das duas princesas mais lindas do universo.

Retrato de Tyta.B
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31.07.2015

As mães que ficam em casa com os filhos é que inferiorizam as que trabalham fora de casa, com frases como estas:

"não faz sentido ter um filho para serem os outros a criar" - Mas então as mães que trabalham fora de casa, não criam os seus filhos?

"Acreditem que no futuro eles vão dar muito valor a isso" - e ainda nos atiram com sentimentos de culpa, porque no futuro eles vão nos culpar por não termos colocado a nossa carreira de lado?

Uma recém mamã, que ainda ande com as hormonas aos saltos, ouvir umas perolas destas, é de a deixar em desespero. Tenham consciência do que dizem por favor... eu sempre tive a minha cabeça muito bem resolvida, mas há quem não tenha, e coisas destas podem ser devastadoras.

Retrato de bolas_e_bolinhas
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31.03.2012

E tambem me assusta nao ter rendimentos meus e de acontecer um imprevisto na vida - porque imprevistos acontecem - e nao é apenas um divorcio mas coisas como doenca do meu marido ou morte (estas coisas acontecem) e eu estar desamparada, sem rendimentos para sustentar a minha familia. Só escolheria deixar de trabalhar se tivesse uma grande almofada financeira que me protegesse dessas eventualidades, a mim e à minha familia. Nao é o meu caso e por isso nao coloco sequer essa hipotese. Nao somos ricos Sorriso e o ordenado do meu marido nao é grande.

Retrato de milene gomes
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12.06.2014

Mamã Tyta, eu fiz um estágio numa grande empresa que, na altura, tinha creche 24h/dia. Sabe que mais? Havia crianças que lá ficavam semanas completas sem ir a casa. Até em épocas festivas.

A creche da minha filha tá aberta 7h30/19h30. Há crianças que lá estão as 12h, os pais não têm culpa, estão a trabalhar.

Quer num exemplo quer no outro as crianças não são "criadas" pelos pais! E não me venham com a treta do tempo de qualidade com os filhos. Isto é aplicado com os namorados/maridos, não com crianças! As crianças precisam de tempo, de acompanhamento dizem/fazem qd querem e não qd nós queremos.

Retrato de bolas_e_bolinhas
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31.03.2012

Mas a vida real de grande parte dos casais nao lhes permite prescindir de trabalhar. Na naior parte dos casos - dados os rendimentos baixos - ambos os elementos do casal tem de trabalhar para criar os filhos e pagar as contas.
Quem tem hipotese de escolha faz ben em escolher a opcao que mais vai ao encontro da sua felicidade.

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31.07.2015

milene gomes escreveu:
Mamã Tyta, eu fiz um estágio numa grande empresa que, na altura, tinha creche 24h/dia. Sabe que mais? Havia crianças que lá ficavam semanas completas sem ir a casa. Até em épocas festivas.
A creche da minha filha tá aberta 7h30/19h30. Há crianças que lá estão as 12h, os pais não têm culpa, estão a trabalhar.
Quer num exemplo quer no outro as crianças não são "criadas" pelos pais! E não me venham com a treta do tempo de qualidade com os filhos. Isto é aplicado com os namorados/maridos, não com crianças! As crianças precisam de tempo, de acompanhamento dizem/fazem qd querem e não qd nós queremos.

Vocês estão a por todas as mães trabalhadoras no mesmo saco. Nem toda a gente tem trabalhos de 12 horas por dia, nem toda a gente trabalha 7 dias por semana. Aliás, eu não conheço ninguém com horários desses, portanto devem ser uma minoria.
E tempo de qualidade é fundamental sim, de que adianta passar 12 horas seguidas com os filhos se estes estão a ver tv, enquanto a mãe esta na net?
Eu até conheço um stay home mom, que enche o peito para dizer que o é, mas tem a filha no infantário no horário da manha, com a desculpa de que é bom para o seu desenvolvimento.. mas faz frequentemente comentários deste tipo que transcrevi acima, às mães que trabalham.

Retrato de Tyta.B
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31.07.2015

Seja como for, dizer a uma mãe, que precisa de trabalhar para por comida na mesa, que não é ela que cria o seu filho, é de uma crueldade... mas as mulheres são óptimas a serem cruéis umas com as outras.

Retrato de milene gomes
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12.06.2014

Tyta.B escreveu:

milene gomes escreveu:Mamã Tyta, eu fiz um estágio numa grande empresa que, na altura, tinha creche 24h/dia. Sabe que mais? Havia crianças que lá ficavam semanas completas sem ir a casa. Até em épocas festivas.
A creche da minha filha tá aberta 7h30/19h30. Há crianças que lá estão as 12h, os pais não têm culpa, estão a trabalhar.
Quer num exemplo quer no outro as crianças não são "criadas" pelos pais! E não me venham com a treta do tempo de qualidade com os filhos. Isto é aplicado com os namorados/maridos, não com crianças! As crianças precisam de tempo, de acompanhamento dizem/fazem qd querem e não qd nós queremos.

Vocês estão a por todas as mães trabalhadoras no mesmo saco. Nem toda a gente tem trabalhos de 12 horas por dia, nem toda a gente trabalha 7 dias por semana. Aliás, eu não conheço ninguém com horários desses, portanto devem ser uma minoria.
E tempo de qualidade é fundamental sim, de que adianta passar 12 horas seguidas com os filhos se estes estão a ver tv, enquanto a mãe esta na net?
Eu até conheço um stay home mom, que enche o peito para dizer que o é, mas tem a filha no infantário no horário da manha, com a desculpa de que é bom para o seu desenvolvimento.. mas faz frequentemente comentários deste tipo que transcrevi acima, às mães que trabalham.

Mamã tyta, é mais fácil do que imagina. 8h de trabalho + 1h de refeição = 9h + 1h30 para cada lado e tem 12h!

Isto não se trata de crueldade entre as mulheres. É a realidade.

Eu infelizmente não tenho verba financeira, a entrar em casa mensalmente, para ficar em casa com os miúdos mas se tivesse ficaría. E sim, a haver agradecimento, sería dos meus filhos por tar em casa com eles e não da minha entidade patronal por ter continuado a trabalhar.

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12.06.2014

No meu caso, como queremos ainda ter mais 1 filho, vou ter que alterar a minha vida profissional para poder continuar a ser uma mãe presente.

Porque quando esta "p*** de loucura passar" o que fica são os nossos filhos! (numa situação normal, claro)

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03.10.2013

bruninha29,

Isso de procurar um psicólogo não ajuda a exaustão física e emocional e eu não preciso de orientação. E hoje em dia qq coisa difícil dá-se-lhe logo o nome de depressão! ... Não vamos falar aqui de depressões que é um tema que dá pano para mangas!
Não coloquei este tópico como afirmando uma decisão nem com o objectivo de criticar decisões de outras mães, mas apenas para "colher" experiências. Há que saber estar em ambos os lados e respeitar as decisões e opiniões de todas as mães.

Retrato de Tyta.B
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31.07.2015

1h30 para cada lado? Eu realmente devo ser privilegiada, porque vivo numa cidade pequena, que é como são a maioria das cidades de Portugal, e demoro 15 minutos a chegar a casa. Mesmo o meu irmão, que trabalha a 30 km de casa, não perde tanto tempo em viagens. Mas tudo bem.

Continuo na minha, mais vale 2 horas bem passadas, que 12 horas ali ao lado, a marcar presença e pouco mais. A prova que é possível, é que o meu filho tem 13 anos, é um miúdo equilibrado feliz e bem educado.

Conheço pessoas que trabalham por turnos, e é claro que há dias mais esquisitos, em que chegam a casa quando a criança já dorme, mas não trabalham 7 dias por semana, portanto compensam nas folgas que têm.

Nem me parece que isso seja possível, trabalhar esses dias assim seguidos, na medida que nem é legal. Portanto as crianças que passam 24/7 no infantário que referiu, deviam era estar referenciadas na CPCJ, que isso parece-me é negligencia, e não está relacionado com o facto da mãe trabalhar.
Já agora, porque só se fala da mãe? Ninguém espera que o pai se despeça para estar com um filho, nem ninguém lhe atira à cara que são os outros que criam o filho dele, nem que está a perder os melhores momentos da criança, nem que um dia os filhos vão acusa-lo de ser mau pai... ainda acham que se o fazem às mães não é por crueldade? Pois.

Retrato de Marina4
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15.05.2016

Eu do primeiro fiquei um ano em casa, foi muito bom

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13.08.2007

Quer me parecer que as minhas palavras foram distorcidas. Eu disse claramente que, PARA MIM não fazia sentido serem outras pessoas a criar os meus filhos. Não condenei, nem critiquei quem não o faz, seja por que razão for. Simplesmente apontei como uma opção tão válida como não deixar de trabalhar.
Não são as mães que deixam de trabalhar que se inferiorizam, até porque eu continuo a trabalhar. E eu não estou a atirar culpas a ninguém, tal como eu disse cada um sabe de si, da sua carteira e da sua família. Acho que havendo possibilidades, se as mães até preferem e se isso trouxer estabilidade acho que deve ser ponderado.
Não me parece que o meu comentário possa confundir alguém, mas de qualquer forma não era a minha intenção.

Mãe das duas princesas mais lindas do universo.

Retrato de LiLino
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13.08.2007

E de facto há pais que mal vêem os seus filhos. Há crianças que entram na escola às 7.30 da manhã e saem de lá às 19h. Não digo que a culpa é dos pais, de forma alguma, mas de facto é penoso para pais e crianças. Vivemos numa sociedade que não valoriza a paternidade. As questões que estão a ser levantadas aqui só se colocam porque a sociedade não está preparada para proteger os direitos de pais e filhos.
A questão aqui não é ser melhor ou pior mãe, a questão é o tipo de mãe que queremos e podemos ser.

Para a autora do tópico: eu sou mãe trabalhadora, mas em casa e com flexibilidade de horário. Para mim e para a minha família é uma ótima opção. Ao contrário do que pode parecer, eu não consigo deixar o meu trabalho, faz-me falta, mas organizo-o de acordo com os horários das meninas e do meu marido.
Quer me parecer que, para si, neste momento, era importante uma pausa. Já considerou a hipótese de pedir uma licença sem vencimento? Era uma forma de ver se se adaptava, se conseguiam gerir tudo, sem perder o emprego.

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Retrato de Marina4
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15.05.2016

E sim 1h30 para quem mora fora de Lisboa e trabalha lá é mesmo assim.

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30.07.2009

Cada um fará como entender. É uma decisão a ponderar em família. Eu só salientei uma dimensão que, para mim, é extremamente importante, e não é apenas por uma questão financeira. Claro que preciso de trabalhar para ganhar a vida, vivo do meu trabalho. Contudo, mesmo que fosse milionária, jamais deixaria de trabalhar, uma vez que adoro o que faço e preciso dessa actividade para me sentir eu própria. Se calhar não trabalharia 12 horas por dia...mas jamais deixaria de ir a reuniões, a tribunal, a colóquios nacionais e internacionais, etc
Eu sei que, infelizmente, existem muitas pessoas que não trabalham naquilo que gostam o para que se formaram. Essas pessoas afirmariam que deixariam de trabalhar caso pudessem. Contudo, estão a tapar o sol com a peneira, e os filhos não podem servir para tapar as nossas frustrações: «ah....tenho um trabalho que não gosto....mas fui mãe agora. Vou deixar de trabalhar porque não me sinto realizada, tenho possibilidades financeiras para isso, e o meu filho precisa de mim integralmente». Os filhos não podem ser a desculpa. Se me formei numa área e, infelizmente, tenho uma trabalho que nada tem a ver, tenho sim de lutar por uma situação melhor, e não esquecer os motivos que me levaram a investir nessa formação. É enganador pensarmos «ah...ainda poupo na creche....logo, tem uma vantagem económica» Por isso, a verdadeira questão que se coloca é a seguinte: quando uma mãe decide deixar de trabalhar por uns anos devido à maternidade, é porque realmente quer isso, ou porque se sente frustrada com a vida profissional que tem, e a opção de ficar em casa lhe surge como a fuga possível?
Como referiu a mãe Tyta B, não serão estas mães que, frustradas com o trabalho que têm, «fogem» dessa situação debaixo de uma aparente escolha por ficar em casa, as sogras «insuportáveis» de amanhã?
Ninguém tem apenas uma dimensão. todas nós, mulheres do século XXI, temos necessidades físicas, emocionais, familiares, profissionais, e carecemos da harmonia delas para nos sentir completas. Eu adoro a minha filha. Ela sabe que eu trabalho muito. Contudo, ela percebe o motivo disso mesmo tendo 7 anos. Percebe que pode não passar muitas horas por dia comigo, mas que quando estamos juntas aproveitamos realmente. Ao fim de semana vou com ela à natação, levo ao cinema, teatro, parque, acompanho o estudo e trabalhos de casa. Acima de tudo, tento sempre chegar a tempo de lhe dar um beijinho antes de dormir. De manhã sou sempre eu que a acordo, trato e levo à escola. no caminho para a escola, falamos, rimos, ou seja, pomos a conversa em dia.
Tentamos fazer uma viajem com ela por ano, ao estrangeiro, onde lhe mostramos como vivem pessoas diferentes de nós ou com falta de recursos (ainda em dezembro fomos a marrocos para que ela se possa confrontar com a diferença e, acima de tudo, com as dificuldades que ela não tem).
Tendo educar a minha filha de acordo com valores que para mim são importantes, e pauto o amor e carinho com estimulação intelectual, cultural e capacidade crítica. Quero que ela cresça com objectivos e que preserve sempre a sua integridade e independência. O gosto que tenho pela minha profissão, ainda que desgastante, é tanta, que isso passa para ela. Já me disse que um dia, quando for grande, quer ser advogada como a mãe. Contudo, sei que oque ela me está a dizer é que uma dia gostará de encontrar uma profissão de que goste tanto como eu gosto da minha.
Eu sei que, sem ser aos fins de semana, é a escola ou a empregada a dar-lhe as refeiçoes. Contudo, eu estou muito próxima dela, sei o que sente e pensa, e sinto que confia em mim. Para mim, este projecto que tenho com ela é bem mais importante que ficar em casa 12 horas, sem empatia ou verdadeira interacção. Fazer-lhe o almoço ou o jantar, lavar e passar a roupa, dar-lhe banho, é importante (e eu faço-o ao fim de semana) mas não é o essencial para mim. De nada serve estar em casa com um filho todo o dia, e este passar 4 horas a ver TV mais 4/5 a jogar computador ou consola, enquanto eu faço as tarefas domésticas.
Mas claro, é só a minha opinião!

Sara

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31.07.2015

Lilino, PARA SI, mães que trabalham fora de casa, têm os seus filhos criados por "outros". Portanto não são mães a sério, porque nem criam os seus próprios filhos... Não percebe onde está a ofensa nesta afirmação?
Ok. PARA MIM, mães que estão em casa todo o dia são dondocas que não gostam de trabalhar Sorriso

Retrato de LiLino
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13.08.2007

TytaB nunca me ouviu falar em mães trabalhadoras não criarem os filhos, até porque eu também trabalho. Para mim a única questão que não se punha era não ter tempo para acompanhar o estudo, as atividades, dar banho ou jantar; é não ter tempo para as acompanhar. Para as coisas mais simples. Mas volto a dizer, são opções ou vontades de cada um. Se calhar valorizo tanto estas coisas por ter a possibilidade de o fazer e ao mesmo tempo conseguir manter a minha vida profissional na mesma.
Talvez a falha aqui esteja na palavra "criar". Pode não ter sido a utilização mais feliz, mas não foi usada no sentido pejorativo.

Mãe das duas princesas mais lindas do universo.

Retrato de Tyta.B
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Desde:
31.07.2015

O problema é generalizar. Podia dizer que algumas mães trabalhadoras não conseguem acompanhar os filhos, e eu concordava. Falar no geral, faz de todas nós, iguais, e isso é errado.
Eu tinha alguns truques, para que a partir do momento que ia buscar o miúdo, estar a 100 % com ele. O facto de viver numa cidade pequena facilita, sempre o tive por perto (infantário ao lado do emprego, escola ao lado de casa...), e até a hora de almoço partilho (sempre partilhei) com ele. E ao longo dos anos fui vendo os truques de outras mulheres. Conheço quem leve comida da casa dos pais, para à noite não perder tempo com isso e passa-lo com os filhos. Conheço quem cozinhe aos domingos à noite, para a semana toda, pelo mesmo motivo. Conheço quem só durma 5/6 horas por noite, porque aproveita a hora a que os miúdos dormem para tratar dos afazeres domésticos. Etc Etc
Logo a generalização é muito injusta.

Retrato de Piolhinha
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17.12.2016

No meu caso foi juntar o útil ao agradável, sempre me lembro dos dias passados com a minha mãe, as brincadeiras, as conversas e espera pelo pai, e sempre pensei que gostaria de estar presente nos primeiros anos do meu filho, a isso juntou se o marido arranjar emprego até ás 22h para decidirmos eu deixar de trabalhar (sem família que possa ficar com o pequeno visto que eu tenho horários rotativos até à meia noite e no mínimo até ás 20h, logo não há infantário/creche para esse horário (cidades pequenas)).

Poderia ser ele a ficar em casa, ponderamos isso pois eu estava efetiva, mas ele seria daqueles que estava 12h com o filho em que seriam 4h a ver TV e 5 a jogar Cair ao chão de tanto rir

Cada casal deve ver o que é melhor para si e respeitar cada decisão dos outros.

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