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Retrato de MJ81
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Desde:
17.07.2017

Enteado... ajudem-me por favor.

Antes de mais vou começar por pedir desculpa pelo testamento que vou escrever.

Preciso de opiniões de alguém que consiga entender um pouco o que estou a passar pois estou com imenso medo de que toda esta situação possa fazer com que a minha relação termine.

Antes de mais vou contar um pouco da minha historia.
faz pouco mais de 4 anos que me juntei eu tenho uma filha com 6 anos e ele um filho com 7, nós somos bastante teimosos e desde o inicio que é difícil por vezes conciliar as nossas divergências e em relação aos nossos filhos nem se fala, a minha filha vive 90% do tempo connosco pois o pai vive longe de nós caso contrario eu teria a guarda partilhada como tinha antes. acho seriamente que os filhos devem de passar tempo com ambos os pais. quanto ao meu enteado passa maioritariamente o tempo com a mãe em parte acho que o grande problema está no facto de a minha filha viver connosco e ele agora começar a perceber que têm que partilhar o pai com ela.
Sei que se adoram um ao outro e são muito como irmãos não se lembram da vida antes de se conhecerem um ao outro.

Ora o menino está a passar por uma fase muito complicada, está teimoso, respondão e desobediente, contesta tudo o que dizemos e não é capaz de dar o braço a torcer, mas o principal para mim está no facto de ele estar a ser a meu ver demasiado bully com a minha filha, coisa que todos os irmãos mais velhos fazem até para se imporem em relação ao mais fraco eu sei que é a lei da natureza mas nem sempre consigo deixar para lá. Se fossem ambos meus filhos eu agiria em conforme castigando o que fazia mal ao outro para que isso não tornasse a acontecer mas como ele não é meu filho a maioria das vezes tento aguentar ou espero que o meu marido se imponha mas nem sempre consigo e este fim de semana as coisas correram mal, muito mal.

Nós estivemos de ferias todos juntos ( em casa dos sogros) e no fim das ferias já eu estava saturada tenho que admitir vi mais uma cena o menino a implicar com a menina e eu na cozinha a escutar o avô a dizer para ele parar diversas vezes aos gritos com ele e a minha filha a dizer para ele parar também tentei aguentar e quando o avô regressou pensei que já estaria tudo calmo e dirijo-me á sala onde estavam a comer as sobremesas quando volto vejo o menino a voltar a implicar e a tirar novamente a sobremesa da minha filha, não consegui aguentar e mandei os dois parar mandei-os para o sofá para pensarem no mal que estavam a fazer e que ficavam de castigo o menino ia para ver os desenhos animados e ela para brincar e proibi os dois. passado cerca de 3 minutos disse para pedirem desculpa um ao outro para poderem voltar a brincar. a minha filha pediu desculpa mas ele fez birra e disse que não ia pedir, eu perguntei diversas vezes se ele achava isso bem ele respondia que sim, perguntei se não achava melhor pedir desculpa para voltar a fazer o que queria e ele sempre a ser arrogante nas respostas, mesmo assim não deixei a minha filha brincar pedi para arrumar os brinquedos e tentei deixar de parte o amuo do menino. Quando o pai chegou o menino levanta-se logo e vai abraça-lo o pai pergunta logo o que se passa e o menino ficou a amuar novamente no sofá eu lá tentei explicar todo o episódio e o pai também disse para ele pedir desculpa coisa que o mesmo continuou a negar o pai perguntou o meu sogro se o menino tinha feito alguma coisa de mal e o meu sogro disse que não eu fiquei com cara de estúpida e ainda fui olhada com ar acusatório o menino dizia que não tinha feito nada então o pai la dizia " ás vezes mesmo não se tendo feito nada temos que pedir desculpa" bem eu não tenho sangue de barata e sei que me intrometi pois castiguei a minha filha e ele, e agora ele não tinha culpa nenhuma tentei diversas vezes dizer ( não foram os dois culpados não foi só um) fui mandada calar pelo pai e o filho gritava-me que não tinha feito nada de mal. depois de bastante conversa do pai para ele pedir desculpa la pediu muiiiiiito contrariado, e eu pensei que as coisas tinham acalmado mandei a minha filha lavar os dentes e fazer xixi e ele foi de seguida, daí a pouco vêm o meu sogro todo indignado dizer que o menino estava chorar pois tinha estado a ser massacrado, e para ir lá o meu marido pois ele é que é o pai olham todos para mim como se eu fosse uma pária e eu encolhi-me toda e perguntei se achavam que era eu a culpada ao que o meu marido me respondeu em tom demasiado recriminatório que conhecia bem o filho mas me conhecia melhor a mim, fiquei para morrer o meu marido foi buscar o menino e levou ele para um quarto fechados os dois para falarem.
e eu fiz a pior coisa que poderia ter feito confrontei o meu sogro e perguntei se me tinha visto ser má para o menino a gritar com ele ou algo do género que apenas os tinha castigado 3 minutos e de seguida lhes pedi para pedirem mutuamente desculpa, o meu sogro diz que o assunto era com ele que eu não me devia ter metido e digo que ele ja nem la estava que a situação era outra, e ele responde-me para educar a minha filha e não me meter na educação do neto que isso era com o pai e com eles e eu respondo que não senhor que se o meu marido têm direito a repreender a minha filha isso também me dá direito de fazer o mesmo a resposta era que isso era coisas entre nós. criou-se um ambiente de cortar a respiração eu levei a minha filha para dormir mais cedo até disso fui acusada pois como não queria ficar na presença deles levei a menina para dormir, tive uma discussão enorme com o meu marido que também acha que não devo repreender o filho e que me acusou de o martirizar e depois ele ainda o tem martirizado mais para ele ter pedido desculpas a ponto de o menino chorar.
No dia seguinte acordei e o ambiente ainda estava pior os meus sogros não me dirigiam palavra o meu marido no meio, eu tentei aguentar mas na hora de almoço a raiva que senti da parte deles era tão grande que pedi para o meu marido me trazer ao autocarro e vim embora para lisboa com a minha filha eles ainda ficam la de ferias ate ao fim da semana e eu volto amanha ao trabalho ( por questões de saúde o meu marido não pode estar só com o filho e ficam lá). eu agora estou na mer.... o meu marido acusa-me de criar esta situação toda que eu sabia que o menino era demasiado orgulhoso e que ele nao ia pedir desculpa que os castiguei para provocar isso e essa nunca foi a minha intenção e eu sei que devia ter estado calada e não consegui só que isto é uma situação recorrente o menino nunca me obedece falta-me ao respeito implica imenso com a minha filha e eu neste caso sofro pois ela qualquer dia pensa que a mãe não a defende. o pai do menino diz que não acha bem estar sempre a chamar a atenção ao filho e diz que a minha filha tem que aprender a se defender eu sei disso mas não sou de ferro.

Eu não estou a conseguir lidar com esta situação toda e até já recebi um ultimato do meu marido antes que me tinha que afastar no que à educação do menino diz respeito e que ele iria fazer o mesmo com a minha filha ou então as coisas não iriam resultar.

E não está a resultar nem ele nem eu o conseguimos fazer o problema é que eu aceito que ele eduque a minha filha e ele e a família dele não, sou constantemente desautorizada e quando peço para o meu marido ás vezes me apoiar ele diz que não o fará pois não confia na minha decisão estou desesperada e nem sequer consigo falar com ninguém neste momento pois não quero envolver a minha família nem amigos.

Ajudem-me como deve agir o que posso fazer um mantra para me acalmar algo do género

Retrato de guialmi
Offline
Desde:
13.07.2013

Na minha opinião, as coisas já se agravaram ao ponto de precisarem de ajuda profissional. Ou se conseguem entender com a ajuda de um psicólogo ou terapeuta familiar ou infelizmente não me parece que tenham grande futuro.

Retrato de MJ81
Offline
Desde:
17.07.2017

pois não sei ainda a pouco falava com ele ao telefone e ele diz que eu não tenho razão que exagerei, e que tenho a culpa eu respondi que é normal pois saturei passei os dias a ver o menino implicar com a minha filha e reagi , a resposta dele é pois eu sei para ti o menino é muito mau e desligou a dizer depois falamos.

Retrato de MJ81
Offline
Desde:
17.07.2017

Onde encontro um terapeuta familiar?

Retrato de guialmi
Offline
Desde:
13.07.2013

De que zona é?

Retrato de MJ81
Offline
Desde:
17.07.2017

lisboa

Retrato de guialmi
Offline
Desde:
13.07.2013

Emisboa não conheço... Logo já dou uma resposta mais completa, no telemóvel não consigo.

Retrato de MJ81
Offline
Desde:
17.07.2017

obrigada Guialmi

Retrato de Yara Pinto
Offline
Desde:
25.06.2012

É complicado mamã.
Conheço um caso semelhante, em que a guarda do filho é do pai então moram com a madrasta que não tem filhos (a filha dela faleceu num acidente) . Acontece que se ela tenta educar e impor regras o miúdo faz um berreiro até ao pai se meter e desautorizar a madrasta.
As coisas são assim há alguns anos e não vejo melhoria com o passar deles , antes pelo contrário. Procure um terapeuta familiar para irem os 4 , se não resultar devem colocar tudo em pratos limpos e ver o que sera melhor para todos a longo prazo.
Coragem...

Retrato de Danb
Offline
Desde:
11.11.2015

ai mamã é uma situação complicada :(
mas a minha opinião é que isso está muito grave e dificilmente se vão entender..

isso de não educarem os filhos um do outro na minha opinião não funciona assim.. epá há um meio termo.. nem tu vais tomar nenhuma decisão em relação ao menino nem ele tomará nenhuma decisão sobre a menina, mas se um de vós está a cuidar sozinho dos dois, repreendê-los quando se portam mal é normal!!

afinal deixamos os nossos filhos na escola com pessoas que nem fazem parte da família e essas pessoas também repreendem os meninos quando se portam mal... pq não havemos de deixar que a pessoa com quem fazemos vida, que consideramos família de repreender? (claro que quando tem razão)..

não tou a dizer que podem e devem de repreender e dar castigos "fortes" ao filho um do outro mas chamar à atenção não faz mal a ninguém.. se não quer isso não deixe o filho consigo sem a presença dele, é simples!
E quanto ao não se meter como o teu sogro disse, é um disparate.. uma vez que é a tua filha que está envolvida (independentemente de ser ela a vítima ou a ser ela a fazer a asneira) tu como mãe tens todo o direito de te "meteres" no assunto.. havia de ser bonito sim, algum dia haver qualquer situação com o meu B, independentemente das circunstâncias e dizerem-me a mim, à mãe dele, que não tinha de me meter.. passava-me..

ah e no teu lugar teria feito exactamente a mesma coisa, tinha feito as malas e vindo me embora.. e dizia lhe logo, para aproveitar para pensar bem no que quer e em quem acredita mais, o pai dele ou em ti.. e para não voltar para a vossa casa sem uma decisão sobre em quem ele realmente confia.

Retrato de MJ81
Offline
Desde:
17.07.2017

infelizmente muita da culpa nisto dos sogros se meterem foi que o meu marido se divorciou quando o menino tinha ano e meio e eram os pais que cuidavam dele ora entro eu na vida deles e isso não mudou por muito que eu tenha tentado para aí 80% do tempo que estivemos juntos foi sempre na presença dos pais dele por mais que eu tenha batalhado não se criou um nucleo a 4 ha 2 nucleos eu a minha filha e o meu marido e eu a minha filha o filho dele ele e os meus sogros. e com as circunstancias da vida agora nem consigo alterar isso pois ele sempre que está com o filho não se sente bem para estar sozinho com ele.
quanto ao ele pensar na vida bem nem vale a pena sempre que falamos acusa-me a mim diz que me conhece bem demais que ele aceita as minhas explosões mas que os pais não têm que aceitar isso, e eu acho que tambem não tenho que aceitar tudo só porque estou em casa deles

Retrato de ClaraMiguel
Offline
Desde:
03.11.2013

Eu também que precisam de ajuda. Afinal de contas o seu marido faz questão de lhe dizer que não confia em si para educar o filho dele. Mas se assim é porque está ele consigo? Porque deixa ele o filho consigo?

Retrato de MJ81
Offline
Desde:
17.07.2017

ele diz que sou demasiado dura até com a minha filha, eu sei que sou acertiva e que por vezes levanto a voz para me impor sei que pode não ser a melhor forma mas sinceramente acho que por vezes todas as mães levantam a voz, eu não bato não ando sempre a castigar, mas sim detesto que me desobedeçam a minha filha já sabe que não o pode fazer mas quando é com o menino nem posso dizer quase nada pois quase sempre sou desautorizada e ele acha isso normal. ele acha que isso é um capricho meu e diz que não me apoiará pois para ele não tenho razão.

Retrato de KellyPT
Offline
Desde:
05.04.2011

Não me parece que tenhas qualquer problema com o enteado. Este está só a ser uma criança normal e, portanto, tenta impor-se à "irmã", chamar a atenção, manipular os adultos, etc. Tudo isto é normal. O que não é nada normal é a atitude dos adultos que o rodeiam e que, não só o estão a deseducar, como estão a demonstrar uma lamentável falta de solidariedade e de respeito para contigo.
Eu tenho um enteado, não me sinto mãe dele nem nunca me comportei como tal (apesar de gostar muito dele), mas também nunca me passaria pela cabeça abdicar do direito de o repreender quando acho necessário. Não sou mãe, mas é claro que, vivendo com ele (no meu caso) sou educadora e não percebo como se pode desempenhar este papel se a nossa autoridade for constantemente minada, como é evidente que estão a fazer no teu caso. Aliás, ter autoridade para agir como educadora foi precisamente uma das mais importantes condições que coloquei antes de ele vir viver connosco e nunca aceitaria outras condições.
As divergências quanto à educação das crianças são um dos mais importantes fatores de desgaste para um casal e, quando envolve enteados, as coisas ainda mais depressa se podem tornar explosivas. Se não conseguirem resolver isso, temo bem que a relação não tinha futuro...
Boa sorte

Retrato de KellyPT
Offline
Desde:
05.04.2011

Em Lisboa, sei que um bom terapeuta familiar é o dr. Jorge Cardoso, que tem consultório na av. 5 de outubro. Espero que corra tudo bem

Retrato de MJ81
Offline
Desde:
17.07.2017

Obrigada pelo teu testemunho KellyPT eu sei que não sou mãe dele mas gosto muito dele apesar de o meu marido achar que isso não acontece e que só implico com ele pois não o deixo fazer o que ele quer sempre, eu acho que mesmo em coisas que não são prejudiciais eles têm que aceitar o que o adulto lhe diz, ora se eu acho que o por exemplo o casaco é quente demais ele não tem que teimar comigo que o quer levar á força toda e o pai ao invez de achar de dizer mas qual é o problema de ele levar o casaco claro que leva devia ter dito não levas esse e no fim então ter falado comigo em privado, este é apenas um caso que também deu uma grande discussão.

O meu grande problema nisto tudo é a falta de apoio da parte dele

Retrato de KellyPT
Offline
Desde:
05.04.2011

MJ81 escreveu:
Obrigada pelo teu testemunho KellyPT eu sei que não sou mãe dele mas gosto muito dele apesar de o meu marido achar que isso não acontece e que só implico com ele pois não o deixo fazer o que ele quer sempre, eu acho que mesmo em coisas que não são prejudiciais eles têm que aceitar o que o adulto lhe diz, ora se eu acho que o por exemplo o casaco é quente demais ele não tem que teimar comigo que o quer levar á força toda e o pai ao invez de achar de dizer mas qual é o problema de ele levar o casaco claro que leva devia ter dito não levas esse e no fim então ter falado comigo em privado, este é apenas um caso que também deu uma grande discussão.
O meu grande problema nisto tudo é a falta de apoio da parte dele

Não interessa muito para o caso se ele concorda sempre com as tuas decisões. Nós também não concordamos sempre, tanto em relação ao filho dele como em relação aos filhos que temos em comum. Mas, mesmo quando discordamos (numas coisas, ele também me acusa de ser demasiado rígida; noutras, é o contrário) temos de funcionar como equipa, porque se não for assim não conseguimos educar uma criança - que, no nosso caso, são 3. Portanto, quando temos divergências, resolvemo las primeiro entre nós mas, face aos miúdos, tentamos ser uma "frente unida". Também já aconteceram episódios em que eu senti que ele me desautorizou face aos miúdos, mas fiz -lhe imediatamente saber que não admito isso e ele emendou a mão. O contrário, não me lembro, mas eu também emendaria e pediria desculpa porque, como digo, acho que uma família não pode funcionar de outra forma

Retrato de vida nova
Offline
Desde:
26.02.2010

Quando preciso recorro a este: João Veloso, av. Miguel bombarda, 36, 5°G, telf 217817460 ou 913013069.
Vocacionado para crianças com temperamento difícil, relação parental e terapia de casal.
Ja recorri a ele 2x em relação à minha filha e às atitudes que os pais devem ter um com o outro e com a criança, ajudou.me imenso.
Neste caso, que acho complexo o suficiente, acho que o melhor seria recorrer a ajuda profissional. Se o seu marido estiver de acordo.
Que tudo se resolva, desejo sinceramente.

Retrato de Andy_s
Offline
Desde:
08.03.2017

Ola! Não pude deixar de ler este post e responder também. Vem aí testamento, portanto peço desde já desculpa.
No meu caso é um cunhado, tem 11 anos, vive comigo e com o meu marido, eles são órfãos, infelizmente, daí ele estar connosco. Por outro lado eu também tenho um filho de um outro relacionamento, com 8 anos.
Juntamos se à cerca de quase um ano, e no inicio eu não me metia muito nas coisas que o irmão do marido fazia, nas atitudes etc, ate porque quando eu lhe pedia algo, ou lhe dizia para fazer, ele fazia. Penso que como era "novidade" estarmos os 4 juntos, ele achava que era tudo bom, e que eu nunca lhe iria ralhar por nada. Por outro lado, o meu filho revoltou se um pouco, ficou respondao, etc.
Com o passar dos meses os papeis inverteram se. O irmão dele começou a ficar desobediente e o meu acalmou bastante.
Chegou uma altura que eu dizia ao meu "enteado" qualquer coisa e ele respondia do tipo: "fogo! Já vou! Não! " etc etc etc, até me levantar a voz. Aí bati o pé! Confrontei o marido muitas vezes e disse: amigo, se está debaixo do meu teto e eu estou a ajudar a criar, também mando, também ralho, meto de castigo e se for preciso em ultimo caso até uma palmada. E espero que tu facas o mesmo com o meu quando achares que eles não se comportam como deve de ser. Como é? Queres? Ou sopas??
Ele aceitou, mas cada vez que eu ralhava com o miúdo, vinha sempre dizer que eu é que inventava coisas, que ele não estava a fazer nada de mal, etc etc
O meu "enteado" nunca teve grandes regras e quando as começou a ter viu-se aflito. O remédio que eu encontrei foi: quando o via a fazer alguma coisa mal, ou algum comportamento desadequado, não dizia nada, ía chamar o irmão, sem o miúdo dar conta e mostrava lhe. " vês que não sou eu que invento? Olha o que ele está a fazer!"
Desde essa altura começou a confiar mais nos meus juízos, e se eu digo não é não! E o mesmo se aplica ao meu filho! Se ele diz não é não! Mesmo que estejamos errados, depois falamos em privado sem eles ouvirem! Posso dizer que não foi fácil ao inicio, mas depois de umas conversas com o miúdo sobre o comportamento dele etc ele viu que eu só quero o bem dele, e que sou como uma mãe, e deve me respeitar como se fosse mãe, obvio que não sou, mas eles se sentirem a rédea curta esticam se até mais não. Quando são apertados até sabem compreender quando os adultos conversam com eles.
Isto tudo só para dizer, que essa situação só irá ser resolvida caso fales a sério com o marido e digas mesmo: se estás a partilhar a vida com ele, também tens de partilhar o filho, pois o filho faz parte da vossa vida, quer queiras ou não. Tenta faze lo ver quando o miúdo se comporta mal, assim tipo às escondidas. Ele vai acabar por ver que o filho não é um santo. Nem o dele nem nenhum neste mundo. Hehehe
Espero ter ajudado e desculpa pelo testamento.

Se quiseres falar mais podemos trocar mensagem privada. Beijinhos

Retrato de vida nova
Offline
Desde:
26.02.2010

E sim, também acho que a atitude da criança é normal, o tentar impor.se, o chamar a atençao, o não querer pedir desculpa, o dizer que não fez nada. A atitude dos adultos é que é de lamentar, e a criança é o reflexo do que a ensinam a ser.
E contra mim falo.

Retrato de MJ81
Offline
Desde:
17.07.2017

obrigada pelo contacto Vidanova Sorriso

Retrato de Andy_s
Offline
Desde:
08.03.2017

Vida Nova é que é mesmo verdade. Eu neste momento tenho um pré adolescente em casa e está a entrar numa fase em que devia ter começado a ter regras antes. Agora impôr regras é mais difícil. Mas com amor, paciência e muita conversa tudo se consegue. Eu acredito que quando são pequenos conseguem se moldar melhor às mudanças, desde que feitas com muita calma. Mas depende tudo dos pais.

Retrato de MJ81
Offline
Desde:
17.07.2017

Andy S ele está farto de ver as atitudes só que acha que não deve " marterizar" a criança quando ele se recusa a dar o braço a torcer e eu até entendo porquê ele sente que já passa tão pouco tempo com ele que fazer isso é desperdição o pouco tempo que tem.

Retrato de Andy_s
Offline
Desde:
08.03.2017

MJ81 então o teu marido, desculpa a sinceridade, não o está a educar corretamente. Amar um filho não é deixa lo fazer tudo o que ele quer e bem entende, só porque não esta Sempre com ele. O meu filho vai pró pais de 15 em 15 dias. Às vezes vai mais fins de semana, depende do trabalho do pai. Posso te dizer que tenho uma boa relação com ele e o meu filho é completamente LOUCO pelo pai. Ama o pai, e o sentimento é mutuo. A diferença é que o pai não o deixa fazer tudo o que ele quer. Aliás, o pai ate é mais exigente do que eu em algumas coisas, e é capaz de o castigar mais a serio do que eu. O facto de não estar sempre presente não implica que possa fazrr tudo o que quer. Isso é zelar pela educação dele. Se o teu marido pensa assim, então pensa mal, pelo menos na minha opinião. Ate posso estar errada.

Retrato de MJ81
Offline
Desde:
17.07.2017

eu bem sei que a atitude dele é normal eu também ja fui criança e a minha mãe e os meus irmãos mais novos bem que sofreram talvez por o miúdo ser tão como eu era eu veja que não é correcto, bem se calhar é karma a minha mãe bem que me dizia que havia de ter um filho pior que eu, só que enfim este não é meu filho não posso fazer o que ela me fazia nem posso repreender sempre que ele faz mal.

Retrato de Suse Marlene
Offline
Desde:
01.12.2012

Na minha opinião acho sinceramente que não deve ser só ele a ter que pensar no que quer mas sim você também.. então o senhor se não confia em si para tomar conta do filho dele, que raio está ele a fazer consigo?
Se acha que os papas dele é que teem razão então que o deixe a viver com quem ele confia. Se esse menino se lembra de fazer coisas como me fazia a mim o meu irmão,como volta e meia me dava uns caldusos você tem de aceitar porque senão está a ser dura? Mas assim o menino fará pior pois tem o apoio de todos.
E vou lhe ser sincera, o melhor que temos são os nossos pirralhos por isso não admita que homem algum a ponha em causa devido a sua forma de dar educação. Se ele não concorda como você educa o menino dele claramente pensará o mesmo da forma como você educa a sua filha.. pense bem. Abracinho apertado 😚

Retrato de dyenusa
Offline
Desde:
04.02.2011

Também sou "madrasta" e tratei dos meus enteados como se fossem os meus filhos,até dei mais a eles do que dei a minha filha pelo facto que eles não tinham quem lhes desse ao contrário da minha filha.
Como agradecimento recebi o pior dos retornos.Mentiras,difamada e ainda dada como culpada pelas suas escolhas que fizerram. Doi-me muito porque porque sou eu sei quanto sofri,eduquei,empinhei-me nos estudos de eles,chorei por eles,ralei com eles quando erraram resumido fazia o mesmo se fossem no lugar da minha filha.
Depois de tantas dores de cabeça e instabilidade familiar que provocaram em conjunto com a mãe cheguei à conclusão que mais vale ficar só do que mal acompanhada.
Fizerram todo isto porque o pai de eles nunca se impôs e nunca exigio respeito de eles pelo contrário, contrário me sempre perante a eles .
O meu conselho é para teres cuidado porquê tem apenas 7 anos e conforme vai crescendo e o pai por lhe a mão na cabecinha ele vai ganhando manhã e vai piorar.Tenha uma conversa de adulto para adulto com o seu marido,chegar ao um acordo em relação às regras familiares,tenham uma discussão com o menino e fazem como que ele explica o motivo que levá a ele a reagir de esta manheira. Se o seu marido tiver bom senso vai em frente se não,não há nada melhor viver só do que mal acompanhada. Bjs e espero que sejas feliz.

diana

Retrato de mama4ever
Offline
Desde:
29.07.2013

Alguma vez ficou com o menino a sós? Tipo voce a tomar conta dele ou assim?
O que vou escrever abaixo é só a minha opiniao e uma opiniao de alguém que se separasse do marido nunca queria outro relacionamento por causa destas coisas q foram descritas pela autora do topico)

Pois bem, voce tem q castigar é o seu marido, ora se voce nao se pode meter na educacao do filho dele, pode crer que eu tbm nao lavava a roupa do menino, nao cozinhava pa ele etc (pois isso tudo faz parte da educacao). Por vezes por causa dos pais pagam os filhos.

Ser madrasta ou padrasto é como adotar por isso temos que saber amar mesmo nao sendo do nosso sangue.
Por isso, ou voces adultos amam o filho do conjunge como fosse vosso ou mais vale ir cada um para o seu lado e quando quiserem dar um "sassarico" juntam-se.

Desculpem ser tão direta mas é mesmo assim... as crianças nao tem culpa de nada... os adultos sim!!

Retrato de Sónia Maria Santos
Offline
Desde:
13.09.2012

Bom dia a todas;

Eu tenho 2 filhos e nenhum enteado; vivemos os 4. Acham que eu e o marido estamos sempre de acordo? É que nem pensar! No geral até discordamos bastante em situações recorrentes do dia a dia. Ele valoriza demasiado umas coisas, eu valorizo outras e de repente eu deparo-me com atitudes dele que eu abomino e ele de certeza que sente o mesmo. O que acontece? No momento e na hora H, nenhum de nós jamais desautoriza ou contraria o outro. Passada a situação, eu faço questão de dizer tudo o que penso. Neste ponto sou mais eu do que ele, porque ele defende-se logo dizendo que já passou e que não é preciso estar a falar do que já passou. Pois eu não concordo nada c isso. Falar é essencial para que o errado não se repita e o certo possa dominar.

No outro dia o marido desmontou uma caixa de derivação da parede; ora, essas caixas têm uma tampa com vários parafusos. Onde é que o papá inteligente resolveu meter a tampa e os parafusos? Nem mais nem menos do que no parapeito da janela que estava próxima. O Belo do Duarte assim que teve oportunidade, fez logo desaparecer os parafusos para a caixa de ferramentas que ele tem, daquelas de brincar. Então o pai queria porque queria que o Duarte procurasse os parafusos... e andou naquilo tempos infinitos. O miúdo claro que já n fazia ideia nenhuma de onde estavam os parafusos... eu nada disse durante tempos... o meu marido é um bocado obstinado. Não grita, não bate, nem sequer levanta a voz. O discurso era: tu sabes que aquilo não era teu; não tinhas que mexer. Mexeste, agora vai procurar e não sais daí enquanto não encontrares os parafusos todos.

Bom, eu de facto não queria intervir naquele momento, pois os miúdos são perspicazes e o Duarte iria detetar logo que a mãe o tinha tirado de uma situação difícil. Eu não queria isso mas também não queria prolongar aquilo, até porque o errado era mesmo o adulto e não a criança. Aproveitei um momento em que o pai saiu da sala e fui atrás dele. Perguntei simplesmente se queria ser ele a terminar aquela idiotisse ou se preferia que fosse eu. Perguntei-lhe se os parafusos deveriam estar naquele lugar e o que ele queria ensinar com aquela situação toda. que não se deve mexer no que não nos pertence? Ou antes que os mais fortes é que ditam as regras? Pois bem, mas ele, adulto, também deveria ter aprendido que não se deixam coisas inapropriadas à mão de semear de meninos de 4 anos. Por outro lado, uma lição dá-se em poucos minutos e não durante tempos infinitos. E terminei dizendo: ou acabas com aquilo, ou acabo eu, o que não será muito abonatório para ti nesta situação. Foi à sala, falou com o Duarte, terminou a busca. Passado pouco tempo os parafusos apareceram quando o Duarte foi guardar a própria caixa de ferramentas infantis.

Isto de educar é tudo menos fácil. Se os educadores não formarem uma equipa sólida, é certo e sabido que vão ocorrer problemas sérios.

No caso em que existem os filhos dele, os filhos dela e, em muitas situações, os filhos de ambos, ou o casal confia plenamente um no outro, ou então os problemas vão surgir em menos de nada.

No seu caso, os problemas não estão nos meninos, mas sim nos adultos - todos eles - que os envolvem, com especial foco no seu marido. afinal foi com o seu marido que decidiu viver e partilhar a vida. Se serve para partilhar a casa com o filho dele, também serva para o educar, o repreender, ou colocar de castigo e para o mimar também. O menino não tem culpa de nada pois age de acordo com o que é normal para a idade dele. O seu marido é que precisa ficar de castigo o tempo suficiente para perceber se quer ser seu marido ou se prefere continuar a ser o filhinho de papai, divorciado e com a papa feita, já que foram os apais dele que no fundo lhe criaram o filho. Isso é mto cómodo realmente!

Não quero terminar sem focar um aspeto que a mim me parece muito muito importante: a sua filha. Jamais deixe de a defender. Não se esqueça que ela espera isso de si. Espera que a defenda, até porque, nesse ambiente, você é a única pessoa que ela tem. O menino parece ter aliados até demais. Portanto, perante qualquer situação que lhe pareça que a sua filha está a ser humilhada, agredida (mesmo que apenas verbalmente), ou vítima de qualquer outro tipo, não hesite nem por um segundo em defendê-la. É a si que lhe cabe esse papel. E sim, tem tudo a ver com tudo o que envolva a sua filha.

Não sabemos o dia de amanhã, mas eu, conhecendo-me como me conheço, assumo que para mim seria impossível embarcar noutro relacionamento no caso do meu falhar, precisamente por causa dos meus filhos. Tenho dificuldade em lidar com as atitudes do pai deles, embora obviamente consiga gerir isso de forma adequada. Mas assumo que para mim não seria fácil partilhar a educação dos meus filhos com outra pessoa.

Procure mesmo ajuda profissional, mas antes fale com o seu marido para ver se ele está disposto a isso. A ajuda profissional só funciona se as pessoas quiserem realmente ser ajudadas.

Boa sorte... vai precisar mesmo!

SMSantos

Retrato de Sugar
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16.07.2015

Olá! Eu também tenho uma filha de um casamento anterior assim como o meu marido. As duas apenas um ano de diferença.
De manha a noite a discutirem a lutarem amuos. Porque ambas são crianças muito diferentes. Isto podia acontecer mesmo q fossem irmas.
O meu marido também optou por não insistir na educação da filha porque ela passa pouco tempo com ele. Há dias que vale tudo, se ela quiser bater bate. Se quiser partir parte e por aí fora. Na maior parte das vezes sem consequências.
Quando eu estou sozinha com as duas o que é tipo sempre, as regras são iguais hora para comer, não se parte não se mente.
Quando ele está presente pura e simplesmente nem me mexo, passo lhe a batata quente. Eu sei que é mau mas... digo lhe é a tua hora e que Quando elas estão na escola também não podem fazer o que querem, há regras para se viver em sociedade. Demorou mas ao fim de algum tempo, ele começou a dizer que estava extremamente cansado as 15horas da tarde e rápido começou a aplicar regras.
Tenta passar lhe a batata quente.
E um conselho, que te dou aplica o castigo/chamada de atenção a criança que comete o erro, porque vais fazer isso as duas por igual a que agiu bem vai se perguntar mas se eu não fiz nada de errado porque estou a ser castigada.
Se eles fossem irmãos era assim que funcionava.
Tenta delinear uma estratégia com o teu parceiro se ele estiver receptivo a isso.
E relativamente, a família da criança habitua te, vais ser sempre a madrasta má.
Em último caso procura ajuda profissional como as meninas do tópico te disseram.

Retrato de Sugar
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Desde:
16.07.2015

Sónia Maria Santos escreveu:
Bom dia a todas;
Eu tenho 2 filhos e nenhum enteado; vivemos os 4. Acham que eu e o marido estamos sempre de acordo? É que nem pensar! No geral até discordamos bastante em situações recorrentes do dia a dia. Ele valoriza demasiado umas coisas, eu valorizo outras e de repente eu deparo-me com atitudes dele que eu abomino e ele de certeza que sente o mesmo. O que acontece? No momento e na hora H, nenhum de nós jamais desautoriza ou contraria o outro. Passada a situação, eu faço questão de dizer tudo o que penso. Neste ponto sou mais eu do que ele, porque ele defende-se logo dizendo que já passou e que não é preciso estar a falar do que já passou. Pois eu não concordo nada c isso. Falar é essencial para que o errado não se repita e o certo possa dominar.
No outro dia o marido desmontou uma caixa de derivação da parede; ora, essas caixas têm uma tampa com vários parafusos. Onde é que o papá inteligente resolveu meter a tampa e os parafusos? Nem mais nem menos do que no parapeito da janela que estava próxima. O Belo do Duarte assim que teve oportunidade, fez logo desaparecer os parafusos para a caixa de ferramentas que ele tem, daquelas de brincar. Então o pai queria porque queria que o Duarte procurasse os parafusos... e andou naquilo tempos infinitos. O miúdo claro que já n fazia ideia nenhuma de onde estavam os parafusos... eu nada disse durante tempos... o meu marido é um bocado obstinado. Não grita, não bate, nem sequer levanta a voz. O discurso era: tu sabes que aquilo não era teu; não tinhas que mexer. Mexeste, agora vai procurar e não sais daí enquanto não encontrares os parafusos todos.
Bom, eu de facto não queria intervir naquele momento, pois os miúdos são perspicazes e o Duarte iria detetar logo que a mãe o tinha tirado de uma situação difícil. Eu não queria isso mas também não queria prolongar aquilo, até porque o errado era mesmo o adulto e não a criança. Aproveitei um momento em que o pai saiu da sala e fui atrás dele. Perguntei simplesmente se queria ser ele a terminar aquela idiotisse ou se preferia que fosse eu. Perguntei-lhe se os parafusos deveriam estar naquele lugar e o que ele queria ensinar com aquela situação toda. que não se deve mexer no que não nos pertence? Ou antes que os mais fortes é que ditam as regras? Pois bem, mas ele, adulto, também deveria ter aprendido que não se deixam coisas inapropriadas à mão de semear de meninos de 4 anos. Por outro lado, uma lição dá-se em poucos minutos e não durante tempos infinitos. E terminei dizendo: ou acabas com aquilo, ou acabo eu, o que não será muito abonatório para ti nesta situação. Foi à sala, falou com o Duarte, terminou a busca. Passado pouco tempo os parafusos apareceram quando o Duarte foi guardar a própria caixa de ferramentas infantis.
Isto de educar é tudo menos fácil. Se os educadores não formarem uma equipa sólida, é certo e sabido que vão ocorrer problemas sérios.
No caso em que existem os filhos dele, os filhos dela e, em muitas situações, os filhos de ambos, ou o casal confia plenamente um no outro, ou então os problemas vão surgir em menos de nada.
No seu caso, os problemas não estão nos meninos, mas sim nos adultos - todos eles - que os envolvem, com especial foco no seu marido. afinal foi com o seu marido que decidiu viver e partilhar a vida. Se serve para partilhar a casa com o filho dele, também serva para o educar, o repreender, ou colocar de castigo e para o mimar também. O menino não tem culpa de nada pois age de acordo com o que é normal para a idade dele. O seu marido é que precisa ficar de castigo o tempo suficiente para perceber se quer ser seu marido ou se prefere continuar a ser o filhinho de papai, divorciado e com a papa feita, já que foram os apais dele que no fundo lhe criaram o filho. Isso é mto cómodo realmente!
Não quero terminar sem focar um aspeto que a mim me parece muito muito importante: a sua filha. Jamais deixe de a defender. Não se esqueça que ela espera isso de si. Espera que a defenda, até porque, nesse ambiente, você é a única pessoa que ela tem. O menino parece ter aliados até demais. Portanto, perante qualquer situação que lhe pareça que a sua filha está a ser humilhada, agredida (mesmo que apenas verbalmente), ou vítima de qualquer outro tipo, não hesite nem por um segundo em defendê-la. É a si que lhe cabe esse papel. E sim, tem tudo a ver com tudo o que envolva a sua filha.
Não sabemos o dia de amanhã, mas eu, conhecendo-me como me conheço, assumo que para mim seria impossível embarcar noutro relacionamento no caso do meu falhar, precisamente por causa dos meus filhos. Tenho dificuldade em lidar com as atitudes do pai deles, embora obviamente consiga gerir isso de forma adequada. Mas assumo que para mim não seria fácil partilhar a educação dos meus filhos com outra pessoa.
Procure mesmo ajuda profissional, mas antes fale com o seu marido para ver se ele está disposto a isso. A ajuda profissional só funciona se as pessoas quiserem realmente ser ajudadas.
Boa sorte... vai precisar mesmo!

É isto basicamente Sónia, se fossem irmãos como os teus são teria que ser igual.
E nósé que somos os adultos temos de reconhecer que muitas vezes somos nós a dar lhes oportunidade de eles "esticarem a corda".
Se eu deixo as tesouras a mão de semear a culpa não é da criança porque elá cortou o cabelo, certo? Claro que com a idade eles têm de se ir habituando a viver em sociedade mas nos também temos de ser cuidadosos.

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17.07.2017

Vou tentar responder a todas Sorriso sim fico por vezes com os 2 a sós e trato de igual forma sei que sou um pouco rispida como mãe como ele me diz detesto ter que me repetir muitas vezes e a minha filha já o sabe o menino quando está só comigo continua a tentar desobedecer mas como não têm o suporte de terceiros obedece mais rápido. Dou carinho aos dois embora eu sei que infelizmente não sou a mais estremosa das mães deve ter sido influência da forma como cresci. Infelizmente devido às circunstâncias da saúde do meu marido ele quando se separou foram os pais que se encarregaram do filho quando eu entrei na vida dele ainda tentei cortar o cordão umbilical deles mas não consegui. Quanto ao que quero sim sei mas não quero desistir da nossa família nem separar os meninos só de pensar isso dói.me o coração mas claro que sei que provavelmente funcionariamos melhor separados e já pensei muito nisso até já lhe o disse mas gosto demais dele.

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11.10.2011

Provavelmente o seu companheiro não concorda com a postura rigida que tem para com a sua filha e não quer que faça o mesmo com o filho dele. É legitimo, tão legitimo que propôs que cada um "cuidasse" do seu. Diz num comentário que não se opõe a que ele eduque a sua filha, mas será que se ele intervisse nalguma situação, não seria a sua palavra que prevalecia?
Ele secalhar já percebeu isso e por isso mesmo propôs essa "separação": mandas na tua, mas não falas assim para o meu..

Retrato de KellyPT
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05.04.2011

carlaper escreveu:
Provavelmente o seu companheiro não concorda com a postura rigida que tem para com a sua filha e não quer que faça o mesmo com o filho dele. É legitimo, tão legitimo que propôs que cada um "cuidasse" do seu. Diz num comentário que não se opõe a que ele eduque a sua filha, mas será que se ele intervisse nalguma situação, não seria a sua palavra que prevalecia?
Ele secalhar já percebeu isso e por isso mesmo propôs essa "separação": mandas na tua, mas não falas assim para o meu..

Legítimo, é. Só que uma família não pode funcionar assim, com regras diferentes para cada criança e adultos desautorizados uns pelos outros. E um casal também não, pela parte que me toca. Quem não se entende sobre a educação e o tratamento das crianças não pode formar uma família e quem não quer os filhos educados pelo cônjuge arranja outro(a), sob pena de não se tratar de uma família, mas de uma grande rebaldaria

Retrato de carlaper
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11.10.2011

Kelly, acredito que sim. O meu comentário foi no sentido de tentar perceber se a Mj81 estaria também disposta a ceder um pouco na sua forma de educar, que ela própria assume ser rígida. Não será esse o problema? Não será que o companheiro dela a está a tentar fazer-lhe ver que se lhe dá o controlo da situação, ele fica completamente fora e ainda fica com o filho contra ele? Não será por isso que diz que a conhece bem e não confia?
Realmente se não houver cedência e acordo de ambas as partes, torna-se tudo uma grande rebaldaria e o futuro da relação fica seriamente comprometido.

Retrato de KellyPT
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05.04.2011

carlaper escreveu:
Kelly, acredito que sim. O meu comentário foi no sentido de tentar perceber se a Mj81 estaria também disposta a ceder um pouco na sua forma de educar, que ela própria assume ser rígida. Não será esse o problema? Não será que o companheiro dela a está a tentar fazer-lhe ver que se lhe dá o controlo da situação, ele fica completamente fora e ainda fica com o filho contra ele? Não será por isso que diz que a conhece bem e não confia?
Realmente se não houver cedência e acordo de ambas as partes, torna-se tudo uma grande rebaldaria e o futuro da relação fica seriamente comprometido.

Pois, mas o que me choca nesta história não é de forma nenhuma que o marido ache que a Mj81 é demasiado rígida nem que ambos tenham de ceder quanto à educação dos miúdos. É sim que, existindo divergências, estas se exponham assim à frente das crianças, que a madrasta seja desautorizada desta forma flagrante num confronto direto com uma criança e feita sentir que não tem o direito de o chamar à atenção, nem apoio quando o faz...nada disto tem a ver com com estilos de educação, cedências mútuas ou prevalências de opinião, mas com uma forma de tratar o cônjuge que é, a meu ver, inaceitável

Retrato de carlaper
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11.10.2011

Mas pelo que li, na situação da discussão, o pai não desautorizou a Mj81, fez com que o filho pedisse desculpa na mesma, mesmo não sabendo se estava a ser injusto com o filho. Pela leitura rápida que fiz, o que me parece é que a Mj8 se sente bastante frustada por não conseguir que a criança lhe obedeça, e o pai pelos vistos acha que ela nem sempre é justa, ou em situações que ele acha banais, ela age com demasiada rigidez. Neste caso acaba por querer proteger o filho, o que acho natural. Mas não vejo onde a tenha desrespeitado, visto que não cedeu e o filho acabou por pedir desculpa.

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17.07.2017

em primeiro lugar quando digo que sou rígida não quer dizer que ando por aí aos berros a toda a hora com os miúdos também mimo rio dou colo ajudo, vou com eles ao cinema compro coisas que gostam etc mas não gosto muito que me desobedeçam e não acho certo fazer sempre as vontades so porque sim para não contrariar. E no entanto o meu marido é muito mais rígido com a minha filha do que com o dele e eu ate entendo isso pois ele passa mais tempo com ela do que com o próprio filho pelo que é mais pai da minha filha e amigo do filho por sua vez, claro que muitas vezes também cedo, quanto ao meu marido não me desautorizar nesta vez até nem o fez directamente, mas não foi capaz de não me dizer na frente de todos inclusive do menino que o tinha estado a massacrar por algo que nem valia a pena e que o tinha feito massacrar o filho também pois a situação para ele não tinha gravidade, claro que no meio disto tudo para mim o que me custo não foi a parte do desautorizar nem fiquei danada pelo menino não me obedecer acho que fiquei foi triste por me culpar de ter posto o filho a chorar e de não me ter defendido perante o filho e os pais pois eu fiquei mais uma vez com o papel de madrasta má e sinceramente não senti que o tenha sido.

Retrato de MJ81
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17.07.2017

[quote=carlaper]Mas pelo que li, na situação da discussão, o pai não desautorizou a Mj81, fez com que o filho pedisse desculpa na mesma, mesmo não sabendo se estava a ser injusto com o filho. Pela leitura rápida que fiz, o que me parece é que a Mj8 se sente bastante frustada por não conseguir que a criança lhe obedeça, e o pai pelos vistos acha que ela nem sempre é justa, ou em situações que ele acha banais, ela age com demasiada rigidez. Neste caso acaba por querer proteger o filho, o que acho natural. Mas não vejo onde a tenha desrespeitado, visto que não cedeu e o filho acabou por pedir desculpa.[/quote

e ele ate pode ter razão só que a meu ver se ele estou a dizem para o menino ou a minha filha fazerem algo mesmo que para ele possa não fazer sentido não acho correcto que ele me o diga na frente deles e que lhes diga para não ligarem ao que digo e para fazerem exactamente o contrario, isso a meu ver confunde e mostra as crianças que para a proxima não precisam de fazer o que eu mando, hoje ate podem ser situaçoes banais mas outra vez pode ser algo como pára já aí porque reparo que se vão magoar ou que podem atravessar a estrada a correr, como ja aconteceu antes que fui eu que tive que correr e agarrar o menino pois ele não me obedeceu. a meu ver ha que ser consistente na forma de educar e eu prefiro ser rigida do que demasiado permissiva os meus pais foram sempre rigidos comigo no entanto eu acho que tenho valores importantes que aprendi com eles sei dar valor ao que tenho não maltrato os outros sou solidaria educada e apesar de teimosa tambem aceito as opiniões que me dão. são esses os valores que quero transmitir e não dar a entender que podemos ter tudo so porque sim.

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13.07.2013

Continuo a dizer que precisam de ajuda profissional porque os conflitos são demasiado profundos e estruturais, mas aqui vai a minha opinião.
Nunca é fácil ser madrasta e padrasto, eu passei por isso e não foram poucos os momentos de tensão, não com as crianças, mas entre o casal. Ao contrário de si, eu não tinha filhos, pelo que muitas coisas que eu não compreendia e avaliava mal se devia mesmo a essa falta de experiência; por outro lado, o meu marido tinha passado um divórcio difícil, a relação com a ex-mulher era péssima, ele era visto pela própria família como um vilão que tinha abandonado os filhos (e ela como uma vítima). A sua preocupação era manter o afeto dos filhos e no modelo clássico dos fins de semana alternados a disciplina fica em segundo plano, há um imenso receio de ser rejeitado como pai (para mais com uma mãe que envenenava quanto podia). Eu tentei interferir várias vezes, ele não aceitou bem, uma vezes tinha ele razão e eu implicava com coisas sem importância, outras tinha eu razão e mais tarde ele reconheceu o erro. Seja como for, eu afastei-me da função disciplinadora e deixei-o com essa parte - por um lado, fez-me ter uma relação mais formal com os miúdos, menos "envolvida", em contrapartida os conflitos diminuíram. Nunca é um equilíbrio fácil.
Na minha opinião, e não vivendo a tempo inteiro com o menino, penso que deve tentar afastar-se um pouco e interferir apenas em questões importantes, como a relação com a sua filha. No exemplo que deu, a escolha do casaco, o pai que decida...nisso e na quase totalidade das coisas "menores"... não é seu filho. Eu percebo perfeitamente porque o faz, é porque gosta dele e quer uma relação mais profunda, que inclui a disciplina, mas não está a resultar, pois não?
Uma coisa muito complicada é essa relação do seu marido com os pais dele, que me parece bastante disfuncional, até mesmo na perspetiva da criança. Um pai que delega nos avós e depende tanto deles é um pai em quem o filho não vê uma figura de autoridade... daí os problemas de comportamento
E a sua posição no meio disto tudo é hiper complexa...a sua filha não é vista como neta (o que até se entende), vocês são um corpo estranho nesta relação pouco saudável...se fosse a si, tentava passar o menos tempo possível em casa deles.
Força e procurem ajuda!

Retrato de KellyPT
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05.04.2011

Eu concordo com o que a Guialmi disse e só quero acrescentar uma coisa: acho que uma parte significativa dos problemas das famílias reconstruídas nascem da circunstância de se esperar que as madrastas/padrastos sejam segundas mães/pais e assumam esse papel face aos enteados. Isto soa bem e é muitas vezes dito como um elogio ("tratei-o como um filho"), mas a verdade é que falseia as relações e os sentimentos normais entre as pessoas e coloca uma pressão imensa sobre todos os envolvidos: sobre a madrasta, que se sente obrigada a sentir algo que só é natural sentir por um filho; sobre os filhos, que sentem que estão a trair a mãe reconhecendo esse papel também a outra pessoa; sobre o pai/mãe, que receia estar a introduzir na vida do filho outra pessoa com o peso da mãe e tudo o que isto implica em termos emocionais (e pode também recear estar a agravar tensões com a ex-mulher); e a mãe da criança, que muitas vezes sente que a "outra" está a querer "roubar-lhe" o protagonismo na vida do filho (isto é uma questão seríssima e eu enlouqueceria se alguém sugerisse ao de leve que era uma "segunda mãe" para os meus filhos - a mãe sou só eu e serei sempre, independentemente de quaisquer vicissitudes que possam surgir com o pai deles).

Quem se sente "mãe" de um filho que não é seu e atua como tal é muitas vezes vista como intrusa na relação parental e por vezes com certa razão. Claro que há pessoas que são verdadeiras mães ou pais de crianças que não são suas (desde logo, nas adoções), mas isto só pode acontecer em casos muitos específicos, nunca por obrigação e dificilmente quando existe uma figura de mãe ou pai presente e funcional. Eu tenho uma relação excelente com o meu enteado e com a mãe dele (dentro do género) e não me passa sequer pela cabeça dizer que é meu filho ou interferir na vida dele como se fosse.

Agora, há coisas que são essenciais numa família: a justiça e a igualdade entre os filhos; e as regras, que têm de ser iguais para todos, senão ninguém se entende. Portanto, se eu estivesse na situação da Mj81 também não inteferiria no vestuário, alimentação ou outras decisões que competem aos pais, sobretudo se estes estivessem presentes. Mas há coisas com que me preocuparia, designadamente com o respeito das regras de convivência dentro de casa (que são naturalmente impostas pelos adultos) e com as relações entre as crianças. Nestas coisas, a madrasta tem de ser respeitada e parece-me essencial que o seu (difícil) papel seja apoiado pelo pai, sob pena de a convivência familiar se tornar impossível

Retrato de Tyta.B
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31.07.2015

KellyPT escreveu:
Eu concordo com o que a Guialmi disse e só quero acrescentar uma coisa: acho que uma parte significativa dos problemas das famílias reconstruídas nascem da circunstância de se esperar que as madrastas/padrastos sejam segundas mães/pais e assumam esse papel face aos enteados. Isto soa bem e é muitas vezes dito como um elogio ("tratei-o como um filho"), mas a verdade é que falseia as relações e os sentimentos normais entre as pessoas e coloca uma pressão imensa sobre todos os envolvidos: sobre a madrasta, que se sente obrigada a sentir algo que só é natural sentir por um filho; sobre os filhos, que sentem que estão a trair a mãe reconhecendo esse papel também a outra pessoa; sobre o pai/mãe, que receia estar a introduzir na vida do filho outra pessoa com o peso da mãe e tudo o que isto implica em termos emocionais (e pode também recear estar a agravar tensões com a ex-mulher); e a mãe da criança, que muitas vezes sente que a "outra" está a querer "roubar-lhe" o protagonismo na vida do filho (isto é uma questão seríssima e eu enlouqueceria se alguém sugerisse ao de leve que era uma "segunda mãe" para os meus filhos - a mãe sou só eu e serei sempre, independentemente de quaisquer vicissitudes que possam surgir com o pai deles).
Quem se sente "mãe" de um filho que não é seu e atua como tal é muitas vezes vista como intrusa na relação parental e por vezes com certa razão. Claro que há pessoas que são verdadeiras mães ou pais de crianças que não são suas (desde logo, nas adoções), mas isto só pode acontecer em casos muitos específicos, nunca por obrigação e dificilmente quando existe uma figura de mãe ou pai presente e funcional. Eu tenho uma relação excelente com o meu enteado e com a mãe dele (dentro do género) e não me passa sequer pela cabeça dizer que é meu filho ou interferir na vida dele como se fosse.
Agora, há coisas que são essenciais numa família: a justiça e a igualdade entre os filhos; e as regras, que têm de ser iguais para todos, senão ninguém se entende. Portanto, se eu estivesse na situação da Mj81 também não inteferiria no vestuário, alimentação ou outras decisões que competem aos pais, sobretudo se estes estivessem presentes. Mas há coisas com que me preocuparia, designadamente com o respeito das regras de convivência dentro de casa (que são naturalmente impostas pelos adultos) e com as relações entre as crianças. Nestas coisas, a madrasta tem de ser respeitada e parece-me essencial que o seu (difícil) papel seja apoiado pelo pai, sob pena de a convivência familiar se tornar impossível

Como sempre concordo em número género e grau. Já o disse neste fórum e fui fuzilada. Havia de ser lindo por exemplo eu dar-lhe um castigo, e a madrasta dizer-lhe "em minha casa não há castigo nenhum". Oi? Eu deixei logo bem claro isto, se por algum motivo não lhes dá jeito ter o miúdo de castigo, sendo que os castigos é sempre ficar sem os gadgets e sei perfeitamente que havia situações que lhe meter um tablet nas maos era quase imperativo, mais valia não o virem buscar.
Os mesmo para repreensões. É óbvio que ela lhe pode dar ralhetes na hora da asneira, mas castigar e disciplinar, é comigo e com o pai.
Mas isto porque estamos cá os 2, quando um dos 2 não está presente, acho normal que alguém ocupe o lugar.

Retrato de carlaper
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11.10.2011

Mj81, não a estou a julgar, apenas opinei consuante o que escreveu e desabafou.
Só a Mj sabe realmente como é e o que se passa no seu seio familiar.
Mas digo que nem sempre conseguimos controlar todas as situações, nem com os filhos biológicos, quanto mais. Nem isso, na minha opinião é saudável.
Se tentar que o filho do seu companheiro a respeite e confie em si, a tal obediência e disciplina surgem naturalmente, sem ser necessário ser rispido e que apenas se obedeça por medo.
E na situação que relatou, sinceramente não vejo nada de mais. Férias são sempre sinal de stress, mais tempo juntos, todos juntos, pequenas coisas, tornam-se grandes coisas.. Não vejo mal nos avós se sentirem no direito de educar (ou de participar na educação) o neto, se até foram eles que o fizeram desde tenra idade.
Mas concordo que devem procurar ajuda enquanto casal. E falar, expor o que sentimos ajuda sempre.

Retrato de MJ81
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17.07.2017

Claro que é o pai que educa maioritariamente nunca pus isso em questão nem concordo em que seja de outra forma mas se me delega a responsabilidade de o vestir usando neste caso o exemplo do casaco acho que se eu lhe dei o casaco que acho correcto o menino vestir não é na frente do menino só porque o menino quer vestir o casaco demasiado curto e com pêlo por dentro num dia de quase 30 graus que ele me vai dizer... não se ele quer levar esse leva esse. Pode nem ter importância e pode sim divergir de ideias aceito isso só não aceito que o faça na frente dele. Acho preferível apoiar.me na hora e depois então falar comigo. Mas pronto provavelmente estou a pensar errado... Quanto aos avós do menino claro que acho que devem participar na educação do menino inclusive também o fazem com a minha filha que os vê como avós também pois passa muito tempo com eles e confio plenamente neles nessa questão. Apenas não acho justo que me digam que não posso repreender o menino quando acho que está a passar dos limites. Eu sei que não sou mãe dele nem nunca impus isso ele nunca me chamou mãe nem eu quero isso pois ele tem a mãe dele e o pai trata-me pelo meu nome e a minha filha trata o meu marido pelo nome dele pois tb tem o pai dela, mas eu faço parte integrante da vida dele e como tal acho que no mínimo mereço o respeito devido assim como a minha filha.

Retrato de MJ81
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Desde:
17.07.2017

Tita concordo e discordo de si claro que se está o pai presente será ele a castigar o mesmo acontece em relação à minha filha e só porque não concordo com as suas escolhas ou ele com as minhas não tenho que a força fazer aceitar o que acho correcto. Um exemplo disso é o uso dos gadgets eu não deixei a minha filha usar até fazer os 6 anos o meu marido sempre deixou o filho usar a mãe dele tb eu apesar de não concordar tive que aceitar que o menino usasse na frente da minha filha pois não me compete a mim proibir o uso e o meu marido teve que aceitar que eu não deixasse a minha filha usar... Sei que ela desde pequenina usa em casa do pai mas isso não me compete decidir. Eu nunca dei castigos propriamente ditos ao menino a maioria das vezes apenas o que faço é mesmo tentar defender a minha filha pondo os dois 5 minutos sem fazerem o que querem quando acho que ele já está a exagerar e a miúda desata a chorar não consigo ficar sempre indiferente.

Retrato de Tyta.B
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31.07.2015

Mj81, peço desculpa se pareceu que estava a critica-la, não o estava a fazer. Estava só a concordar com a kelly porque acho mesmo que há limites na relação entre enteados e madrastas, e na primeira vez que o disse aqui quase me bateram. Eu comparo a madrasta a uma tia, pode chama-lo a atenção, pode repreende-lo, mas não manda mais do que eu que sou mãe. Educar é comigo e com o pai, mais ninguém. E isto é válido para as madrastas para os tios para os avós etc. Alias não faltam no fórum mães a queixarem-se de avós que tentam mandar mais que as mães, mas depois defendem que uma madrasta pode... não é assim.
Neste caso que relatou não vejo nada demais, foi uma simples reprimenda, e acho sim que o seu problema é mais com o pai do que com o enteado.

Retrato de carlaper
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Na minha opinião precisam de passar mais tempo juntos, somente os 4. Mais acima a Mj diz que o seu marido não consegue estar com o filho sem ser na presença dos pais??
Isso sinceramente não me parece que ajude a que mantenham uma relação saudável.

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carlaper escreveu:
Na minha opinião precisam de passar mais tempo juntos, somente os 4. Mais acima a Mj diz que o seu marido não consegue estar com o filho sem ser na presença dos pais??
Isso sinceramente não me parece que ajude a que mantenham uma relação saudável.

Quando estar sozinho neste momento e mesmo por uma questão de saúde ainda não se sente capaz para tal, no entanto todo o tempo que estamos juntos ele também prefere estar com os pais quando os meninos estao connosco os dois, sempre foi assim desde o inicio ele bem sabe que eu não gosto, ja tentei que fosse menos frequente mas não consigo,

Retrato de MJ81
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Tyta.B escreveu:
Mj81, peço desculpa se pareceu que estava a critica-la, não o estava a fazer. Estava só a concordar com a kelly porque acho mesmo que há limites na relação entre enteados e madrastas, e na primeira vez que o disse aqui quase me bateram. Eu comparo a madrasta a uma tia, pode chama-lo a atenção, pode repreende-lo, mas não manda mais do que eu que sou mãe. Educar é comigo e com o pai, mais ninguém. E isto é válido para as madrastas para os tios para os avós etc. Alias não faltam no fórum mães a queixarem-se de avós que tentam mandar mais que as mães, mas depois defendem que uma madrasta pode... não é assim.
Neste caso que relatou não vejo nada demais, foi uma simples reprimenda, e acho sim que o seu problema é mais com o pai do que com o enteado.

Piscar o olho não se preocupe eu achei todas as criticas muito construtivas têm-me ajudado imenso a pôr a cabeça no lugar e a ver também onde erro pois infelizmente as vezes não conseguimos ter essa percepção estando a ver de um ângulo tão próximo.