Crianças Diferentes | De Mãe para Mãe

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Última entrada
Retrato de AnitaBraga
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Desde:
18.09.2017

Crianças Diferentes

Desculpem o desabafo, nao sei mesmo se este é o sitío certo para o fazer mas preciso "deitar" cá para fora...
A vida fácil dos enquadrados e dos socialmente corretos.
Caramba, como é díficil e doloroso perceber que quando somos diferentes dos demais as consequências que se fazem sentir magoam precisamente quem nós mais amamos.
A minha filha tem 8 anos e dificuldades de aprendizagem derivadas de um suposto déficit de atenção. A solução mais fácil, e aquela que quase todos gostavam que eu tomasse, era medica-la, embora alguns ainda disfarcem e digam que concordam com a minha opção.
Nas reuniões na escola, com a presença de todos os pais, as dificuldades da minha filha são sempre tema e, como eu nao sei ser cordeirinho, quando concordo acedo mas quando nao concordo defendo-a, nao só à minha filha mas a todas as crianças inadaptadas a este sistema de ensino à pressão.
No ano passado a minha filha era nova na escola e, quando fez anos, convidou as amiguinhas para a festa de aniversário. Convites feitos e nem um telefonema por parte dos pais das crianças convidadas, nem mesmo para dar uma desculpa qualquer para nao irem, ninguêm apareceu na festa! Desculpei-os porque, como a minha filha era nova na escola, as amizades ainda nao estavam bem sedimentadas e talvez o motivo da não comparência fosse esse.
Este ano, a minha filha mantem as mesmas amigas, brincam sempre juntas, adoram-se e formam um grupo. Convites entregues mais uma vez e... nenhuma confirmação, nenhum telefonema, nenhuma satisfação... Festa marcada num parque de diversões, tudo organizado, e se nao fossem as crianças mais próximas da família ela festejaria o aniversário sozinha...
Revolto-me e sofro imenso com isto!!! Que culpa tem a minha filha de nao ter tão boas notas como os outros, que culpa tem a minha filha de ter dificuldades, que culpa tem a minha filha de ter uma mãe que luta por ela e por aquilo em que acredita, não cedendo aos caprixos de uma sociedade que quer resolver a situação com medicação!!!
Porra pá, é so uma criança...
Tenho a certeza que estes pais nao deixam os filhos virem a festa de aniversário da minha filha, que, por acaso é "a melhor amiga" das filhas deles, pura e simplesmente por este motivo!!
A minha filha ja foi a festas de anos de outras crianças da turma e as meninas que ela convidou para a sua festa, marcam sempre presença. Porque é que com a minha filha nao fazem o mesmo??
Que nojo de sociedade... que porcaria de sistema... que merda mesmo!!

Sinto-me impotente...
Desculpa princesa da mãe se a minha forma de ser e de estar na vida te tem prejudicado de alguma maneira...
Desculpa princesa se algum dia as minhas decisões não foram as mais corretas...
Desculpa princesa se falhei ao ser firme nas minhas convições...
Eu não tenho a certeza de nada a não ser que quero, hoje e sempre, o melhor para ti...
Se, no futuro, quando fores bem crescidinha, olhares para mim com orgulho por nunca ter sido um soldadinho de chumbo e por me guiar, apenas e só, pelo coração, sentirei a minha missão cumprida!!

Retrato de mafaldastp
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Desde:
22.06.2016

Bom dia mamã!
Antes de mais, um beijinho de muita força.
Só não percebi uma questão, na escola (reuniões) a pressão que tentam fazer-lhe é no sentido de medicarem a sua filha? Pais e professores?

Submetido por mafaldastp em Qui, 19/10/2017 - 12:46
Retrato de NinaPQ
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I Love DMPM
Desde:
22.02.2010

A sua filha, terá, certamente, muito orgulho em si!
Palmas!

Submetido por NinaPQ em Qui, 19/10/2017 - 12:48

Mãe de dois filhos fantásticos!
22 de Dezembro de 2009 às 0h50, nasceu o meu pinguim com 3,360kg e 48,5cm! :)
20 de Abril de 2016 às 17h14, nasceu o meu pinipom com 3,015kg e 48cm! :)
Amo-vos com toda a minha alma...

Retrato de carlabrito
Offline
Desde:
30.05.2017

Depois de ser mae, consigo perceber um pouquito os sentimentos de outras maes.
Porque se fosse comigo eu iria reagir da mesma forma.
Nesse caso, eu faria uma coisa.... na proxima reuniao de pais, eu diria aquilo que nos contou aqui.
Confronte. Pergunte porquê cara-a-cara.
Eu nao teria vergonha ou "medo" de o fazer.
Nao quero imaginar o que pensa a sua menina! Deve sentir-se triste.

Fale com os pais na reuniao.
E depois, por exemplo, faça outra festa caso eles decidam voltar com a sua (estupidez) opiniao atras.
Trara custos extra para si, mas pode ser que seja um desbloqueante.

Submetido por carlabrito em Qui, 19/10/2017 - 12:50
Retrato de LSL
LSL
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Desde:
28.10.2010

Muita força mamã! ?
Há muita gente parva por esse Mundo fora e infelizmente temos de lidar com eles. É triste que envolva crianças e que não se ponham nem um bocadinho no lugar da sua filha e mesmo no das filhas deles que, sendo amiguinhas da sua, concerteza quereriam estar presentes.
Faça o que a sua consciência lhe manda, sempre! Tenho a certeza que a sua filha terá muito orgulho em si.

Submetido por LSL em Qui, 19/10/2017 - 12:53
Retrato de AnitaBraga
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Desde:
18.09.2017

Sim, alguns pais vem contar-me histórias de outros pais que medicaram os filhos e que funcionou muito bem, que os miúdos melhoram imenso... etc etc etc
A professora é um dos casos que diz que concorda com a minha opinião mas, ao mesmo tempo, vai dizendo que a minha filha se continuar com estas dificuldades vai chumbar de ano, e quando respondo que nao me importo nada que ela chumbe de ano, olham para mim como se fosse um louca irreponsavel!!!

Submetido por AnitaBraga em Qui, 19/10/2017 - 12:56
Retrato de Ns
Ns
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Desde:
08.02.2008

Olá, eu ainda não tenho filho com idades de fazer festas em parque, mas este fds a falar com uma amiga que fez a festa do filho, parece que é habitual não se avisar, ela propria diz que antes avisava, mas, como ninguem o faz tb não avisa (para mim acho uma falta de educação, mas cada um sabe de si).
Relativamente às crianças não aparecerem na festa da sua filha não quero acreditar que proibem os filhos de ir por ela ter o "suposto déficit de atenção", penso que a humanidade ainda não chegou a esse ponto, quero acreditar, mas certo sou eu :-(
Mas não será outra festa de outro menino/menina nesse dia? ou outra coisa qq.

Um beijinho grande

Submetido por Ns em Qui, 19/10/2017 - 12:54
Retrato de cristina you
Offline
Desde:
04.12.2015

bom dia,

deixe-me começar pelo fim e dizer que antes de mais não tem de pedir desculpa de nada nem a ninguém. se alguém tiver de faze-lo são as outras pessoas hipócritas.

depois digo-lhe que apesar de não ter nenhum filho com défice de atenção, ao meu filho tb foi erradamente diagnosticada dificuldade de aprendizagem e queria partir logo para a medicação porque não dá trabalho. eu não me importei de trabalhar e os efeitos já se fizeram sentir.

agora qt ás festas de aniversário compreendo-a perfeitamente.
a minha filha ia a todas e qd enviava os convites só recebia 2 ou 3 respostas positivas o resto e estamos a falar de mais de 20 nem sequer se davam ao trabalho. resultado comecei a fazer o mesmo e só convidava quem me fazia o mesmo. é muito triste mas assim eles começam logo desde cedo a saber com o que se pode contar. força e não se dixe intimidar com gente sem caracter.

Submetido por cristina you em Qui, 19/10/2017 - 12:59
Retrato de AnitaBraga
Offline
Desde:
18.09.2017

Não será pela minha filha ter déficit de atenção NS, tambem não acredito nisso! Mas sim por ela ter uma mãe que não é convencional, que nao faz vênias à opinião da Sra Professora, não se conforma com a injustiça do sistema de ensino, que pensa fora da caixa... (Note-se que sou bem educada, Às vezes até demais).
Eles nao deixam as filhas virem nao é pela minha filha ter um problema, mas pq desconfiam que eu nao seja uma pessoa normal (até me dá vontade de rir :P) e nao têm muita empatia por mim...

Submetido por AnitaBraga em Qui, 19/10/2017 - 13:01
Retrato de bolas_e_bolinhas
Offline
Desde:
31.03.2012

Muita força mamã querida! Todas as suas opções / atos foram tomados com amor, e isso é o mais importante.
Acho muita maldade as coleguinhas não irem à festa da sua menina, mas aí a culpa é dos pais, pois elas, também elas, são apenas crianças.
Que a sua menina cresça muito feliz!

Submetido por bolas_e_bolinhas em Qui, 19/10/2017 - 13:03
Retrato de cristina you
Offline
Desde:
04.12.2015

essa agora é boa.

olhe a mim olham-me de lado por eu ainda utilizar um tlm de teclas, mas, sabe como se costuma dizer " os cães ladram e a caravana passa".

Submetido por cristina you em Qui, 19/10/2017 - 13:05
Retrato de Ana Svensson
Online
Desde:
23.04.2017

Também não acredito que deixem de ir à festa da sua filha por ter um déficit de atenção. Mas porque diz que acham que não é uma pessoa normal? Apenas por não querer medicar a sua filha ou existem outros problemas de entendimento com os pais e professora?

Como é que é a sua filha socialmente? Tem muitos amigos? Poucos? É tímida? Será que não existe também alguma falta de integração da sua filha, devido à sua forma de ser (em nada relacionada com o déficit de atenção e resultados escolares)?

Quanto à medicação, também não sou muito a favor da mesma, apesar de ter poucos conhecimentos nesse campo. Acredito que existam casos em que se justifica (não sei se será o caso da sua filha ou não), mas há muitas (demasiadas!) crianças medicadas desnecessariamente. Acho que essa terá de ser sempre uma decisão sua, com parecer do médico, na qual os outros pais não têm de se intrometer.

Submetido por Ana Svensson em Qui, 19/10/2017 - 13:14
Retrato de Skillerific
Online
Desde:
20.10.2015

Ana Svensson escreveu:
Também não acredito que deixem de ir à festa da sua filha por ter um déficit de atenção. Mas porque diz que acham que não é uma pessoa normal? Apenas por não querer medicar a sua filha ou existem outros problemas de entendimento com os pais e professora?
Como é que é a sua filha socialmente? Tem muitos amigos? Poucos? É tímida? Será que não existe também alguma falta de integração da sua filha, devido à sua forma de ser (em nada relacionada com o déficit de atenção e resultados escolares)?
Quanto à medicação, também não sou muito a favor da mesma, apesar de ter poucos conhecimentos nesse campo. Acredito que existam casos em que se justifica (não sei se será o caso da sua filha ou não), mas há muitas (demasiadas!) crianças medicadas desnecessariamente. Acho que essa terá de ser sempre uma decisão sua, com parecer do médico, na qual os outros pais não têm de se intrometer.

Concordo e acrescento: A medicação pode ser fundamental, mas existem muitas crianças a serem erradamente medicadas que beneficiariam muito mais com terapia e acompanhamento (não sei se será o caso da sua filha ou não).

Quanto ao busílis da questão, tendo em conta tudo o que descreve, acho muito difícil que alguma dessas coisas sejam motivo para não aceitarem um convite. Se a senhora tiver um modo de pensar diferente do resto do mundo, mas comunicar sem agressividade, dificilmente entrará na "lista negra" de alguém.

Submetido por Skillerific em Qui, 19/10/2017 - 13:26
Retrato de FSilsa
Offline
Desde:
08.04.2014

Olá Anita, fiquei muito triste lendo o seu depoimento.. Tenho também primos que convivo de perto e sei bem o que é essa pressão... Uns para medicarem os miúdos (muitas vezes sem necessidade) outras vezes é para ficarem mais um ano na pré porque "no próximo ano haverá poucos na pré". Enfim... É realmente uma pena que as coisas sejam assim, até porque fazer isso a uma criança no seu aniversário, enfim. É uma crueldade.. Não há outro adjetivo...

Submetido por FSilsa em Qui, 19/10/2017 - 15:13
Retrato de KellyPT
Offline
Desde:
05.04.2011

Compreendo perfeitamente o teu desgosto relativamente às festas de aniversário. É muito chato, as crianças apercebem-se e o melhor é não valorizar demais para o ressentimento não ser maior.

Mas vou ser sincera contigo, no intuito de te ajudar: a forma como escreves revela agressividade e grande mal-estar com os restantes pais e professores. Tu própria reconheces que é provavelmente a isso que se deve não terem ido à festa, mais do que a um suposto défice de atenção da criança.

Não estou a dizer que não tens razão em nada do que dizes (nem poderia), mas tens de o conseguir dizer sendo assertiva, mas não agressiva. Foca-te na tua filha e em quem te quer bem. Não alimentes ressentimentos, que isso não leva a nada e prejudica-te a ti e a ela. Boa sorte e espero que tudo melhore

Submetido por KellyPT em Qui, 19/10/2017 - 13:32
Retrato de cristina you
Offline
Desde:
04.12.2015

outra coisa que deixa algumas pessoas horrorizadas: o uso de roupa em 2ª mão.

posso dizer que tirando as ofertas de aniversario a Natal TODAS as roupas dos meus filhos são compradas ou dadas em 2º mão e devo dizer que nunca se pegou nada nem são menos por isso. eu por mim acho que o dinheiro deve de ser investido na saúde por que nunca se sabe e na educação.

enfim viver de aparências é fácil.

Submetido por cristina you em Qui, 19/10/2017 - 13:35
Retrato de Tyta.B
Offline
Desde:
31.07.2015

AnitaBraga escreveu:
Não será pela minha filha ter déficit de atenção NS, tambem não acredito nisso! Mas sim por ela ter uma mãe que não é convencional, que nao faz vênias à opinião da Sra Professora, não se conforma com a injustiça do sistema de ensino, que pensa fora da caixa... (Note-se que sou bem educada, Às vezes até demais).
Eles nao deixam as filhas virem nao é pela minha filha ter um problema, mas pq desconfiam que eu nao seja uma pessoa normal (até me dá vontade de rir :P) e nao têm muita empatia por mim...

É precisamente isto. Eu passei pelo mesmo. Mas pelo oposto, o meu filho é inteligente demais e como as aulas, muito repetitivas, não o estimulavam, ele desmotivava e perdia atenção. Resolução da professora: medicar porque é hiperativo. Ele já tinha sido avaliado antes, mas eu levei-o novamente a uma pedopsiquiatra. Novamente a avaliação diz que ele não tinha hiperactividade nenhuma, e como é óbvio não ia medica-lo só porque sim. A partir daqui foi um inferno, a professora (daquelas antigas, sempre apaparicada por ser a senhora professora, desenvolveu um complexo de deus) simplesmente excluiu o meu filho.
Os outros pais fizeram o mesmo, afinal se a professora não gostava de mim e do meu filho havia de ter razão... e o meu filho até vítima de bullying foi.

Muito cuidado, esteja muito atenta, se a professora começa a transparecer que a sua menina não é "digna" da sua atenção como os outros alunos, os miúdos absorvem essa influência, de forma inconsciente mesmo. Eu sei que a professora não pretendia que o meu filho passasse por aquilo que passou, mas a culpa foi muito dela, porque deixava transparecer que não o queria ali, que ele não era igual aos outros. E se havia algum problema entre algumas das outras crianças, ela interferia e ajudava, quando os problemas eram com o meu filho, a culpa era sempre dele, e se lhe bateram foi porque "mereceu", e se as coisas apareciam no lixo era "mentira, deitaste fora e agora culpas os outros" etc etc

Muita força e muito cuidado. E não se cale, a sua filha percebe que é só pelo bem dela. Eles são bem mais perspicazes do que parecem.

Submetido por Tyta.B em Qui, 19/10/2017 - 13:38
Retrato de AnitaBraga
Offline
Desde:
18.09.2017

Muito obrigada a todas pelo apoio, ja aliviei um pouco a tensão. Estava e estou muito revoltada hoje, a minha filha faz anos hoje... É o seu dia especial e eu nao consigo nao estar triste muito menos revoltada!!
O meu discurso revela sim agressividade, pois estou bastante revoltada e magoada. Mas não é de todo isso que se passa na reuniões de pais, jamais fui agressiva nas reuniões ou pouco assertiva, aliás muitos pais vem falar comigo no fim da reunião a contar-me casos de crianças que foram medicadas e que hoje sao "crianças normais", logo, nao devo parecer uma pessoa perigosa!
A minha filha é uma criança altamente social, fala e conhece quase todas as crianças da escola, mas tem o seu grupo coeso de amiguinhas que ate partilham um colar de "best friend" e adoram-se. Quando vou buscar a minha filha à escola é comum as amiguinhas virem dar-lhe um abraço e dizer ate amanha...
Sei e sinto que os outros pais me olham de lado, especialmente por eu afirmar que nao me importo minimamente que ela fique retida, como agora se diz, ou seja, que reprove! Olham para mim como se fosse dissimulada, do género esta mãe vai deixar a menina chumbar quando pode dar medicação e resolver o problema??
Ficam a olhar para mim de lado, quando digo e assumo que nao concordo com os trabalhos de casa, que a minha filha tem direito a brincar e a ser criança. Novamente olham para mim e pensam "Pois a menina tem dificuldades porque a mãe tb nao quer ter trabalho em casa".
E ainda me olham mais de lado quando sugiro que a escola trabalhe os conteudos apartir de áreas de interesse das crianças e então no dia em que sugeri que fazia bem às crianças uma pausa a meio do ritmo das aulas para descomprimir e quem nao seria boa ideia a meditação... Grrrr olharam para mim como um caso perdido mesmo Careta

Não sei que vos diga, posso ter culpa sim, certamente tenho a culpa toda, mas faço apenas o que o meu coração de mae me diz que é certo e a minha filha nao tem culpa!

Submetido por AnitaBraga em Qui, 19/10/2017 - 14:13
Retrato de FSilsa
Offline
Desde:
08.04.2014

cristina you escreveu:
outra coisa que deixa algumas pessoas horrorizadas: o uso de roupa em 2ª mão.
posso dizer que tirando as ofertas de aniversario a Natal TODAS as roupas dos meus filhos são compradas ou dadas em 2º mão e devo dizer que nunca se pegou nada nem são menos por isso. eu por mim acho que o dinheiro deve de ser investido na saúde por que nunca se sabe e na educação.
enfim viver de aparências é fácil.

Relativamente ao tópico, realmente a Anita escreveu de uma forma que transparece agressividade, mas quem não estaria passada na situação dela... Eu com certeza não tenho sangue de barata e mesmo que não explodisse à vista da professora e pais, ia ficar muito irritada depois.

Se calhar o melhor é ela mudar de escola. Por os pontos nos i's logo de início e pronto.

Submetido por FSilsa em Qui, 19/10/2017 - 15:13
Retrato de cristina you
Offline
Desde:
04.12.2015

olha sabes o que eu aprendi vindo de uma mãe e psicóloga? mais importante do que os resultados escolares é a felicidade dos filhos. hoje em dia é tudo á pressa e passa-se por cima do bem estar das crianças só para se ficar bem visto perante os outros do género" o meu filho entrou para o quadro de honra, blá, blá blá ... " e quando se vai a ver a pobre criança não passa de uma infeliz.

Submetido por cristina you em Qui, 19/10/2017 - 14:17
Retrato de KellyPT
Offline
Desde:
05.04.2011

AnitaBraga escreveu:
Muito obrigada a todas pelo apoio, ja aliviei um pouco a tensão. Estava e estou muito revoltada hoje, a minha filha faz anos hoje... É o seu dia especial e eu nao consigo nao estar triste muito menos revoltada!!
O meu discurso revela sim agressividade, pois estou bastante revoltada e magoada. Mas não é de todo isso que se passa na reuniões de pais, jamais fui agressiva nas reuniões ou pouco assertiva, aliás muitos pais vem falar comigo no fim da reunião a contar-me casos de crianças que foram medicadas e que hoje sao "crianças normais", logo, nao devo parecer uma pessoa perigosa!
A minha filha é uma criança altamente social, fala e conhece quase todas as crianças da escola, mas tem o seu grupo coeso de amiguinhas que ate partilham um colar de "best friend" e adoram-se. Quando vou buscar a minha filha à escola é comum as amiguinhas virem dar-lhe um abraço e dizer ate amanha...
Sei e sinto que os outros pais me olham de lado, especialmente por eu afirmar que nao me importo minimamente que ela fique retida, como agora se diz, ou seja, que reprove! Olham para mim como se fosse dissimulada, do género esta mãe vai deixar a menina chumbar quando pode dar medicação e resolver o problema??
Ficam a olhar para mim de lado, quando digo e assumo que nao concordo com os trabalhos de casa, que a minha filha tem direito a brincar e a ser criança. Novamente olham para mim e pensam "Pois a menina tem dificuldades porque a mãe tb nao quer ter trabalho em casa".
E ainda me olham mais de lado quando sugiro que a escola trabalhe os conteudos apartir de áreas de interesse das crianças e então no dia em que sugeri que fazia bem às crianças uma pausa a meio do ritmo das aulas para descomprimir e quem nao seria boa ideia a meditação... Grrrr olharam para mim como um caso perdido mesmo
Não sei que vos diga, posso ter culpa sim, certamente tenho a culpa toda, mas faço apenas o que o meu coração de mae me diz que é certo e a minha filha nao tem culpa!

Certamente que não tens a culpa toda. Neste tipo de coisas, a culpa nunca está só de um lado. Já pensaste em mudá-la de escola? É que, se calhar, o problema é que não te identificas com o modelo de ensino ministrado e acabas por ser vista como a "ovelha negra". É mais fácil uma pessoa mudar de escola do que ser a escola toda a mudar devido à opinião de uma pessoa. Ficando numa escola com cujo modelo de ensino te identifiques, isso acabava tudo. Boa sorte, mais uma vez

Submetido por KellyPT em Qui, 19/10/2017 - 14:23
Retrato de AnitaBraga
Offline
Desde:
18.09.2017

Ola Kelly, a menos que eu pudesse muda-la para um sistema de ensino privado, de nada me adiantaria muda-la de escola Triste O sistema nacional de ensino portugues é assim. Ha programas para cumprir à velocidade da luz, e quem acompanha optimo, quem nao acompanha passa a ser um impecilho que até prejudica a turma e a professora porque faz perder mais tempo do que o normal e os conteudos depois ficam por dar.
Tpc ha em todas as escolas com a agravante de que a minha filha como se distrai muito e é mais lenta, alem dos tpc ainda traz os exercicios que nao teve tempo de terminar na aula :(
Alem de que, a minha filha entrou para esta escola no 2º ano, está agora no 3º ano, está bem integrada, têm amigos, gosta da escola, e muda-la mais uma vez de escola tambem nao me parece boa solução. Poderia ajudar na aprendizagem mas traria consequencias em termos de estabilidade emocional...
É complicado...
Muito obrigada pelas suas palavras.

Submetido por AnitaBraga em Qui, 19/10/2017 - 14:40
Retrato de Sónia Maria Santos
Offline
Desde:
13.09.2012

Olá!

Olhe, a estupidez humana vem sempre dos adultos e, como é óbvio, as crianças não tem nada a ver com o facto de não estarem presentes nas festinhas da sua filha.

A sugestão de confrontar é excelente. aproveite uma reunião e comece por dizer que sabe bem que ninguém tem obrigação de de ir a festas de aniversário e até mesmo de nem dar explicações, mas que seria de bom tom fazê-lo. Pergunte o porquê mas faça-o de uma forma ligeira, tentando apenas perceber e não dando a ideia de que está com vontade de os matar.

Não conheço a sua filha, mas conheço muitos casos de défice de atenção ou de DEL ou de défice de atenção associado ao desenvolvimento motor. Muitas destas crianças não precisam de medicação mas sim de tempo e estímulo para ganharem competências e desenvolverem de acordo com o seu rítmo muito próprio. Conheço quem medique e quem opte por não o fazer e também tenho uma amiga mais próxima que medica durante a semana pois a filha dela fica realmente muito instável e muito irrequieta sem a medicação. Faz apenas no tempo escolar. Há casos em qeu, após alguns anos, as diferenças deixem de se fazer sentir.

O problema, o grande problema é que o sistema de ensino e a sociedade em que vivemos é cheia de timings e de padrões e de tudo o que é ou não espectável. Diz-se que aos 8 anos tem que concluir o 3º ano e é um drama se isso não acontecer. Para mim um drama bem real é se um dos meus filhos fosse completamente infeliz, isso sim, seria um drama.

Mais do que comprometer o ano letivo, a mim preocuparia-me mais as consequências que decorrem desses incidentes como as festas de aniversário.

Vá dando notícias se houver desenvolvimentos!

Beijinhos e tudo de bom

o sistema social

Submetido por Sónia Maria Santos em Qui, 19/10/2017 - 15:34

SMSantos

Retrato de guialmi
Offline
Desde:
13.07.2013

Antes de mais, parabéns à sua filha e à mãe pelo dia especial!
Quanto à festa de aniversário, compreendo perfeitamente o seu desgosto, quero acreditar que não sejam os outros pais a "boicotar" a festa (porque o fariam, para mais sendo a festa num espaço de diversão?), mas realmente não encontro causas para isso acontecer. A sua filha não pergunta às amigas a razão de não virem? (não estou a dizer para fazer isso, mas com essas idades normalmente já conversam sobre o assunto, os pais não são tão determinantes como na pré-escola)
Em relação às dificuldades de aprendizagem, está confirmado que se trata de um défice de atenção? Houve uma avaliação por parte de psicólogos e/ou pedopsiquiatras? Pergunto isto porque, se existe de facto um défice de atenção confirmado, é preciso fazer alguma coisa e, desculpe-me a sinceridade, mas não percebi se a criança está a ser acompanhada em consultas, se tem terapias, etc. Claro que a medicação não é a única alternativa, existem estratégias que podem ser seguidas (com orientação especializada) para melhorar a capacidade de atenção e,consequentemente, a aprendizagem. Por outro lado, também é injusto assumir que a medicação é a alternativa mais fácil, quando existe uma base neurofisiológica confirmada, medicar para o défice de atenção pode ser tão importante como medicar, por exemplo, para uma depressão endógena.
Também seria importante avaliar como está a auto-estima da sua filha. Será que ela acredita que é capaz de aprender ou já interiorizou que a falha é dela? Esse é outro aspeto muito importante nas dificuldades de aprendizagem. Eu entendo que não se importe que a sua filha fique retida no 3º ano, mas será que a sua filha vê essa possibilidade com a mesma naturalidade? Ao não intervir, pode estar a criar um efeito "bola de neve"...
Finalmente, em relação ao sistema de ensino, com exceção de algumas (muito poucas) escolas privadas, a pressão colocada sobre a sua filha no ensino privado iria aumentar, não diminuir. É possível intervir no interior do sistema, como aliás parece-me que já faz - e louvo-a por isso.

Submetido por guialmi em Qui, 19/10/2017 - 15:37
Retrato de AnitaBraga
Offline
Desde:
18.09.2017

Sónia Maria Santos obrigada Sorriso É assim que penso.
Se a minha filha é inteligente, é sociavel, é bem disposta, é feliz, não tem dificuldades em mais nenhum campo da vida, custa-me medica-la so porque o sistema de ensino a obriga a andar ao mesmo ritmo dos outros Triste

Submetido por AnitaBraga em Qui, 19/10/2017 - 15:41
Retrato de AnitaBraga
Offline
Desde:
18.09.2017

Guialmi obrigada pela sua resposta. a minha filha, por sugestão da professora no ano passado andou em consultas de psicologia a fim de se ter um resultado mais "fiavel" daquilo que a professora desconfiava.
Foi a 6 consultas penso eu e no fim la chegou um relatório médico a dizer que ela tem défict de atenção elevadíssimo e com a recomendação de ser encaminhada para neuropediatria para iniciar medicação.
Pois bem, tentei marcar consulta no hospital publico para neuropediatria, mas tive primeiro de conseguir vaga na médica de família e depois esperar que ela encaminhasse a minha filha para as consultas no hospital e depois esperar ter vaga no hospital. Quando fomos à consulta estavam a terminar as aulas e a médica decidiu deixar passar o verão, que entretanto eles às vezes dão o salto, etc etc. Que se continuassem os problemas para voltar la e fazer exames à menina.
Estou nessa fase, ainda nao voltamos lá e por um motivo simples, a própria professora me disse que a Leonor começou bem melhor este ano lectivo e que talvez com umas explicações a matemática ela consiga.

Submetido por AnitaBraga em Qui, 19/10/2017 - 15:56
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Eu entendo a situação que expõe e gostaria de partilhar um pouco da minha experiência pessoal e daquilo que eu fui aprendendo a fazer. Eu sempre tive opiniões diferentes da opinião da maioria das pessoas, desde criança. Isso sempre me criou dissabores, as pessoas não gostam muito de quem questiona a ordem que elas veem como natural. A maioria não está recetiva. E eu cheguei a ter grandes conflitos com muita gente por ter opiniões diferentes. Em retrospetiva, eu acho que não era assertiva, acho AGORA que não era assertiva, mas na altura achava que era. Ao longo do tempo fui tentando criar estratégias para eliminar os conflitos que tinha e o facto de não me sentir, normalmente, socialmente integrada. E agora as coisas são muito diferentes. Eu não entro em debates com grandes grupos de pessoas que não estão num local para debater aquele assunto. Por exemplo, houve recentemente uma reunião de pais na pré do meu filho e falou-se de uma visita de estudo que eles vão fazer Eu questionei relativamente ao sistema de retenção que o autocarro levaria e recebi a resposta de que não levará nenhum tipo de sistema de retenção. Alertei, calmamente, que era ilegal uma camioneta de transporte de crianças não levar qualquer tipo de sistema de retenção, e vi a cara dos pais. A maioria fez uma cara de condescendência e uma mãe disse "oh mãe não se preocupe, o que tem de acontecer acontece, não podemos controlar tudo!". Eu discordo profundamente disto, eu acho que há MUITAS coisas que podemos fazer para evitar certas situações e filho meu não é transportado sem sistema de retenção. Mas acha que ia entrar em debate com um grupo de pais que não estavam minimamente interessados no assunto? Não, o que fiz foi sorrir e deixar a conversa continuar e fluir e no final fui ter com a educadora, perguntei se eu podia levar o meu filho no meu carro e depois ir buscá-lo, e ela permitiu, e disse-lhe que gostava de lhes oferecer uma lista com o nome de empresas de transporte coletivo de crianças que trazem sistemas de retenção adequados. Ela aceitou, mas eu sei que ela também não viu necessidade e que não valorizou a minha preocupação. Mas não criei qualquer conflito, tentei ser solícita, disse tudo muito calma, mesmo estando a ferver por dentro, e quando vi que a conversa não ia ter qualquer resultado com os pais, não a continuei. Acontece o mesmo em relação a milhares de assuntos. Eles acham que o meu filho tem uma mãe diferente por coisas tipo eu não querer que ele coma gomas e rebuçados que os pais dos outros meninos mandam para oferecer nos aniversários. Eu acho que a minha postura é a normal e correta, mas não entro sequer nesse debate com os pais. Já para não falar que na pré do meu filho eu diria que 90% dos pais educa através da palmada e eu sou totalmente contra a palmada, mas mais uma vez não é assunto que aborde com os pais. Porque quem quer mudar, interessa-se, pergunta sobre o assunto, em privado. E quando se está em grupo se nós criticarmos ou mostrarmos uma postura diferente em relação à postura da maioria, as pessoas vão só ficar na defensiva porque na maioria dos casos não vão a essas reuniões com a pré-disposição de mudar de opinião em relação àquilo que veem como certo. Então a minha questão é, porque é que esses assuntos que dizem respeito única e exclusivamente a si e à sua filha, são discutidos no meio da reunião de pais e não apenas entre a mãe e a professora? Isso para mim é o que não faz sentido. Os outros pais não têm nada que ficar a par da situação particular da sua filha, das suas decisões como mãe, das suas crenças, etc.

Submetido por Videl86 em Qui, 19/10/2017 - 17:11

08 de dezembro de 2014 <3
49,5 cm e 2,920 de amor e doçura <3

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Quando a minha filha fez 1 ano convidei várias mamãs com quem tinha contacto frequentemente e tinham filhos da mesma idade. A maioria não se deu ao trabalho de responder. Com os meus amigos acontece por vezes o mesmo, ou não respondem ou não vêm e não avisam. Hoje em dia parece que é normal não responder. Eu também fico furiosa, as pessoas recebem um convite e nem se dão ao trabalho de responder. Hoje em dia há muita gente muito mal educada...
Também tenho a experiência de que ter opiniões diferentes e lutar por elas acaba por causar problemas com a maioria e causar isolamento. Não deixo de lutar pelo que acredito, mas concordo muito com o que a mamã Videl86 diz. No infantário houve uma mãe que pediu para o infantário deixar de dar doces. Os outros pais não estão nada satisfeitos com ela, eu estou. Posso comentar que me parece uma boa decisão, mas não entro em discussões.
Concordo com a maioria dos comentários acima, acho que dão boas ideias.
Desejo também um feliz aniversário. Sei que é um dia importante e se corre mal deixa uma mãe muito triste... (O meu sogro faz anos no mesmo dia da minha miúda e acha que só ele tem direito a festa - há pessoas parvas em todo o lado)

Submetido por BagaLaranja em Qui, 19/10/2017 - 19:28
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AnitaBraga escreveu:
Guialmi obrigada pela sua resposta. a minha filha, por sugestão da professora no ano passado andou em consultas de psicologia a fim de se ter um resultado mais "fiavel" daquilo que a professora desconfiava.
Foi a 6 consultas penso eu e no fim la chegou um relatório médico a dizer que ela tem défict de atenção elevadíssimo e com a recomendação de ser encaminhada para neuropediatria para iniciar medicação.
Pois bem, tentei marcar consulta no hospital publico para neuropediatria, mas tive primeiro de conseguir vaga na médica de família e depois esperar que ela encaminhasse a minha filha para as consultas no hospital e depois esperar ter vaga no hospital. Quando fomos à consulta estavam a terminar as aulas e a médica decidiu deixar passar o verão, que entretanto eles às vezes dão o salto, etc etc. Que se continuassem os problemas para voltar la e fazer exames à menina.
Estou nessa fase, ainda nao voltamos lá e por um motivo simples, a própria professora me disse que a Leonor começou bem melhor este ano lectivo e que talvez com umas explicações a matemática ela consiga.

Se a professora lhe deu esse feedback positivo, não percebo porque é que lhe disse que a menina corria o risco de reprovar no 3º ano, ainda o ano mal começou para fazer esses prognósticos. Se é porque lhe faltam bases dos anos anteriores, então faz sentido procurar ajuda já.
No seu lugar, e atenção que é apenas o que eu faria, pediria nova consulta de neuropediatria, simplesmente para ter um quadro mais completo da situação. Se o elevado défice de atenção fosse confirmado, então logo discutiria com a neuropediatra as alternativas. É provável que ela sugerisse medicação, mas a decisão seria sempre sua, como é evidente, e de qualquer modo poderia sempre tirar as dúvidas e estar mais informada.
Não sei se no âmbito da consulta de neuropediatria a sua filha poderia beneficiar de apoio psicopedagógico, mas essa seria outra vertente a explorar. Existem estratégias para estimular a concentração, podem-se ensinar métodos de estudo, e talvez seja só disso que a sua filha precisa.

Submetido por guialmi em Qui, 19/10/2017 - 20:13
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Videl86 adorei o seu comentário. Está certa e acho mesmo que tem razão.
Em relação à professora estar à vontade para falar na reunião é culpa minha!!! Como a minha filha fez o primeiro ano noutra escola, na reunião do inicio do ano nesta escola a professora pediu-me para me apresentar e eu feita lorpa, ingénua que fui, la me apresentei e eu própria disse que a minha filha tinha alguns problemas na aprendizagem, que ainda não havia nenhum diagnóstico mas que a professora do primeiro ano já desconfia de deficit de atenção. A partir daí como era público o assunto manteve-se público Triste

Submetido por AnitaBraga em Qui, 19/10/2017 - 20:21
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Anita, onde costuma fazer as festas de aniversário? O local das festas é para mim um ponto muito importante. Só deixo a minha filha ir se for num local perto, fechado e controlado, tipo estes espaços de festas muito comuns agora em que ficam lá 1 ou 2h e depois vamos buscá-los. Sinceramente não me sentia à vontade nem deixava a minha filha ir a festas em parques abertos ou mesmo em casas de pessoas que não conheço. Já pensou que pode ser por aí, e não por nada contra si?

Submetido por carlaper em Sex, 20/10/2017 - 10:14
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Bom dia carlaper Sorriso Obrigada pela resposta. A festa de aniversário é no playzone, um recinto fechado próprio para este tipo de festinhas. Também penso assim, não deixo a minha filha ir para casa de ninguém que não conheça :)Entretanto eu já resolvi a situação, convidei as crianças vizinhas e já tenho um número razoável de crianças confirmadas :)
Obrigada

Submetido por AnitaBraga em Sex, 20/10/2017 - 10:23
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Confesso que me custa a entender que não se deixe ir uma criança a festas feitas em casa...as minhas filhas sempre fizeram festa em casa (desde os 4 anos) e sempre foram a festas em casas de amigas... Lá está, eu também levaria a mal que não viessem crianças à festa das minhas filhas por os pais acharem que os filhos corriam riscos por estarem sob a minha supervisão. Como se vê, há sempre dois lados para a mesma questão.

Submetido por guialmi em Sex, 20/10/2017 - 11:19
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guialmi escreveu:
Confesso que me custa a entender que não se deixe ir uma criança a festas feitas em casa...as minhas filhas sempre fizeram festa em casa (desde os 4 anos) e sempre foram a festas em casas de amigas... Lá está, eu também levaria a mal que não viessem crianças à festa das minhas filhas por os pais acharem que os filhos corriam riscos por estarem sob a minha supervisão. Como se vê, há sempre dois lados para a mesma questão.

Concordo completamente. Grande parte das festas dos amiguinhos da minha filha são feitas em casa e as dos meus filhos, até pedido em contrário, também serão sempre em casa. E até considero isso, à partida, mais seguro do que esses parques (embora a deixe ir a qualquer estilo de festa). Felizmente aqui não parece haver esse tipo de problemas por parte das mães, caso contrário também levaria a mal.

Submetido por Ana Svensson em Sex, 20/10/2017 - 11:35
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Compreendo e aceito que têm tambem todo o direito de não concordarem com a minha opinião sobre festas em casa. E que tambem têm todo o direito de não gostar que alguem não confie na vossa supervisão.
Eu assumo a minha opinião. Eu não deixo a menos que conheça as pessoas.
A minha filha ja recebeu convites para festas em casa e ja foi a algumas mas sempre de pessoas que conheço, pelo menos um pouco. Se são pais de meninas da turma dela ela vai, não os conheço bem mas pelo menos atraves das reuniões dá para ter uma referencia e são pessoas que vejo todos os dias a irem entregar ou buscar os filhos à escola. Quando recebe um convite de uma menina que eu nunca vi (que ela conhece da escola), nunca vi os pais, tenho receio e assumo isso!
Os nossos filhos sao o nosso bem mais precioso e Às vezes por excesso de zelo podemo-nos tornar pessoas desconfiadas em tudo que é entregar os nossos filhos às cegas, assumo isso. Assim como nunca a inscrevia numa creche, numa escola de dança, em lado nenhum sem primeiro me informar e ter alguma ideia de como funcionam. Hoje em dia vê-se e ouve-se tanta coisa que tenho medo de arriscar em certas situações.
E posso dar um exemplo concreto, eu moro à frente de um ringue desportivo é mesmo, mesmo, à minha porta e a minha Leonor já foi a festinhas de anos das vizinhas cuja festa, a excepção do corte do bolo, foi passada com as crianças a brincarem a tarde toda no ringue. Pois bem, sabem quem esteve sempre por perto a vigiar as crianças todas??? Eu! Por excesso de confiança penso eu, aqueles pais da aniversariante que moram ali há imenso tempo, confiaram em deixar os miúdos ali a brincar pq normalmente não há problemas. Mas havia ali crianças que não eram da vizinhança e aquilo fez-me alguma confusão. A minha filha tb mora ali, tb brinca horas a fio no ringue mas eu não consigo estar no sofá. Aproveito e vou sempre entreter-me no jardim e vou "deitando" o olho. Faz parte da minha personalidade!!
Acho mesmo que as festas em casa, normalmente, são mais propícias a acidentes. Como temos muitos miúdos para vigiar, as vezes podemos estar de olho nos que estão a brincar na sala e tem outro grupo que decidiu ir explorar o jardim e fazer festas ao cão e são mordidos, é apenas um exemplo...

Submetido por AnitaBraga em Sex, 20/10/2017 - 12:50
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Ninguém tem de levar a mal, ora essa. Eu também não me sentiria à vontade de receber tantos meninos em minha casa confesso, a responsabilidade nestas idades é grande.
Para mim faz mais sentido divertirem-se todos em espaços para o efeito. Isto quando falamos em convidar os meninos todos da sala. Na minha altura a minha mãe só convidava os meninos cujos pais conhecia muito bem e a vizinhança. Para os restantes era a lembrança na escola :)
Levar a mal é nem sequer se dignarem a responder e a agradecer o convite, isso é que é falta de educação.

Submetido por carlaper em Sex, 20/10/2017 - 12:04
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carlaper escreveu:
Ninguém tem de levar a mal, ora essa. Eu também não me sentiria à vontade de receber tantos meninos em minha casa confesso, a responsabilidade nestas idades é grande.
Para mim faz mais sentido divertirem-se todos em espaços para o efeito. Isto quando falamos em convidar os meninos todos da sala. Na minha altura a minha mãe só convidava os meninos cujos pais conhecia muito bem e a vizinhança. Para os restantes era a lembrança na escola :)
Levar a mal é nem sequer se dignarem a responder e a agradecer o convite, isso é que é falta de educação.

Mas uma coisa é não se sentir à vontade para receber tantas crianças em casa (eu confesso que nas festas dela tenho sempre mais adultos para além de mim a supervisionar), outra é desconfiar à partida dos pias dos outros meninos. Não estamos exactamente a falar de entregar os nossos filhos ao primeiro desconhecido que vemos a passar na rua. São pessoas que conhecemos minimamente, com quem nos cruzamos diariamente ao levar (no meu caso) e/ou buscar os nossos filhos à escola. Pessoas que vemos nas reuniões de pais. Pessoas que, nem que seja através dos filhos, temos a mínima noção de quem são.
Quanto aos espaços próprios para o efeito, não tenho nada contra. Também sempre gostei de ir a essas festas em criança. Acho que fazem sentido especialmente quando existe pouco espaço em casa ou não queremos/podemos ter muito trabalho com a festa. Fora estas situações, não vejo qualquer vantagem. Na verdade, a única situação perigosa e bem grave a que assisti numa festa de crianças, aconteceu precisamente num desses espaços, em que um grupinho de meninas conseguiu "fugir" lá para fora e deixou toda a gente desesperada à procura delas quando APENAS no final, à hora do lanche, deram pela falta das crianças. Felizmente, correu tudo bem e estavam só a brincar à porta do espaço, mas podia não ter sido assim... Talvez, também seja por causa dessa situação que gosto mais das festas em casa :)
Nunca disse que não deixar ir a festas em casa era falta de educação. Acho apenas excesso de zelo, mas claro que é, com certeza, desagradável para quem organiza a festa saber que A, B ou C não vem porque a mãe não confia em nós (nunca me aconteceu isso). Concordo que falta de educação é não dar resposta ao convite.

Submetido por Ana Svensson em Sex, 20/10/2017 - 13:05
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Ana, não é desconfiar dos pais, é mesmo uma questão de à vontade. A casa pressupõe um ambiente mais intimo, onde recebo familiares e amigos e não pessoas que apenas conheço de vista. E sim, é uma responsabilidade em idades precoces, com 4, 5 anos ir deixar uma criança em casa de pessoas de quem não sou intima não me deixa à vontade. E nestas idade não podemos falar de amizades no verdadeiro sentido da palavra, são amiguinhos da escola, apenas. Se for num espaço mais informal é completamente diferente. E nem estou a falar apenas de segurança, porque ao deixar a minha filha em que local for, a responsabilidade não é apenas dos pais da outra criança, mas também minha.
Quando a minha filha for mais velha não vou andar a querer conhecer os pais dos amigos, claro, mas a idade é outra e a maturidade dela também.

Submetido por carlaper em Sex, 20/10/2017 - 15:02
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Mas também podemos ver as coisas de outro modo: e se uma família não puder pagar uma festa num espaço de diversão? A mãe dessa criança também pode perfeitamente pensar "os pais não deixam os filhos vir porque não tenho dinheiro para pagar uma festa fora de casa, discriminam a minha filha porque ela é pobre". Num tópico sobre aceitação da diferença/discriminação, também é bom pensarmos que por vezes situações que nos parecem inocentes, podem ser interpretadas de outro modo. É exatamente como o caso da AnitaBraga: ela acha que os pais não deixam os filhos vir à festa por ela ser diferente da norma...será?
Quando as minhas filhas eram mais novitas, nas festas feitas em casa os pais eram convidados a ficar se quisessem. Uns ficavam por ali na conversa, outros iam-se embora. Compreendo que alguém não se sinta confortável em receber pessoas estranhas em sua casa, e por isso rejeite esta hipótese, mas excluir automaticamente a possibilidade de um filho a uma festa feita em casa facilmente pode ser interpretado como discriminação. E não acho minimamente justo para as crianças - a opção pode ser por gosto, mas também pode ser por razões económicas.

Submetido por guialmi em Sex, 20/10/2017 - 16:15
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13.07.2013

Ah, e nunca houve qualquer tipo de acidente nestes anos todos. Uma vez um miúdo quis andar de bicicleta e esfolou um bocadito a perna, mas faz parte da diversão - por acaso esse miúdo um ano antes tinha partido o braço à minha filha no recreio da escola - sem intenção, evidentemente!

Submetido por guialmi em Sex, 20/10/2017 - 16:21
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Não vejo as coisas por esse prisma Gualmi, até porque fazer uma festa em casa também fica dispendioso. Eu até agora só fiz para familiares e são pouco mais de uma dezena e gastamos sempre uma boa quantia.
A minha filha já foi convidada para diversas festas e nenhuma delas foi em casa de alguém, porque quando é convidada é a sala toda e os pais tem de contar que poderão ir todos (apesar de isso nunca acontecer, creio eu, mas tem de se contar com quem se convida). Nunca foi a nenhuma, não por eu não confiar nos pais mesmo sendo em espaços destinados para tal, mas porque não a achei apta e confiante para ir. Irá pela primeira vez este ano, e se vi os pais dessa criança uma vez foi muito, mas é num espaço que ela conhece, que sei como funciona e confio, e é uma miúda com ela costuma brincar e demonstrou vontade de ir. Se fosse em casa, admito que a minha postura seria outra, não por descriminação, como é óbvio, mas pelo contexto em si.

Submetido por carlaper em Sex, 20/10/2017 - 16:40
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Eu não disse que a Carlapaper não deixava ir por discriminação, disse que podia ser interpretado desse modo. E com quase 6 anos, desculpe, mas não percebo mesmo qual a justificação para privar a menina de ir e privar a aniversariante da presença da amiga, caso a festa fosse em casa. Se as minhas filhas, na festa dos 5/6 anos, só tivessem 3 ou 4 amigas porque as mães não confiavam em mim para tomar conta delas, ficava tão revoltada como a Anita ficou (e a pensar em coisas que até podem não ser verdade), não por mim (quero lá saber o que pensam de mim!), mas pelas minhas filhas. Não seria justo para elas.
Já lá vão 10 aniversários e correu sempre tudo lindamente.

Submetido por guialmi em Sex, 20/10/2017 - 16:51
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Guialmi os argumentos para um contraditório sao infinitos, desde que estejemos na disposição de os encontrar. Para tudo na vida ha sempre outro lado da mesma moeda, mas qual o lado certo e qual o lado errado, não é? Nunca sabemos...
Em relação ao que disse, eu poderia refutar que as festas de aniversário em casa podem ser por si só um factor de discriminação. Porque uma coisa é morar num bairro social e outra coisa é morar numa mansão onde as crianças terão direito a spa infantil e cinema 4 d (a titulo de exemplo)... é tudo muito relativo.
Honestamente gastava muito mais dinheiro a fazer uma festa em casa para a minha filha quando ela nao tinha idade para parque de diversões do que gasto agora nos ditos parques de diversões... Tudo depende...
Eu quando abri este tópico estava a precisar de desabafar, fiquei super surpreendida pela quantidade de pessoas que me responderam, nao estava nada à espera. Sou muito grata a todas por esse "mimo", até mais às mães que não concordaram com o que eu disse. Com algumas aprendi dicas que me vao servir de futuro, outras fizeram-me refletir e outras apenas me deram o colo que precisava ontem.
Não abri o tópico apenas para ter palmadinhas nas costas e respeito e respeitarei sempre quem nao partilha da mesma opinião.

Grata a todas de coração!!

Submetido por AnitaBraga em Sex, 20/10/2017 - 16:55
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Por mais que me esforce, não consigo compreender por que razão se permite mais facilmente que crianças vão a festas de aniversário fora de casa (necessariamente, em lugares com algum tipo de acesso a pessoas que desconhecemos completamente) do que em casa dos coleguinhas. É claro que, se vão a uma festa de aniversário, seja onde for, pressuponho sempre que estejamos a falar de uma festa dada por alguém que conheçamos minimamente e que nos inspire confiança. Caso contrário, nunca iriam, quer a festa fosse numa casa particular quer num espaço público. Mas já estou como a Guialmi, deixar ir apenas a lugares "próprios para crianças", que são praticamente sempre mais caros, até pode ser interpretado como discriminação contra as famílias que não podem pagar mais. Além do que eu até prefiro as festas em casas particulares. Acho que se convive mais, são mais autênticas e menos "plásticas", mas é evidente que é preciso ter casa para isso. Agora, não me passa pela cabeça deixar ir a festas apenas num tipo de sítios e a confiança que tenho de ter nos pais do aniversariante é a mesma (ou talvez até seja mais tratando-se de um espaço público, porque eu acho que exige maiores precauções)

Submetido por KellyPT em Sex, 20/10/2017 - 16:59
Retrato de carlaper
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11.10.2011

Não têm de compreender ou deixar de compreender, são apenas visões diferentes. Eu mantenho a minha, e como já disse não tem a ver se acho que os outros pais vão ou não supervisionar correctamente a minha filha (como já disse a responsabilidade também seria minha). Agora, para mim, receber ou ir a casa de outrém com estas idades, para mim já compreende uma relação de confiança e interacção com os pais que não se limite a um bom dia/boa tarde. Não falamos de amizades aos 6 anos não é?

Submetido por carlaper em Sex, 20/10/2017 - 17:09
Retrato de KellyPT
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05.04.2011

carlaper escreveu:
Não têm de compreender ou deixar de compreender, são apenas visões diferentes. Eu mantenho a minha, e como já disse não tem a ver se acho que os outros pais vão ou não supervisionar correctamente a minha filha (como já disse a responsabilidade também seria minha). Agora, para mim, receber ou ir a casa de outrém com estas idades, para mim já compreende uma relação de confiança e interacção com os pais que não se limite a um bom dia/boa tarde. Não falamos de amizades aos 6 anos não é?

Por acaso, falamos. O meu filho ainda não tem 5 anos e já desde há uns 2 que tem um grande amigo na escola, mais 5 ou 6 com quem se dá muito (apesar de ser muito sociável e gostar de todos - mais é mais amigo de uns do que de outros, como aliás toda a gente). E o meu sobrinho mais velho, quando fez 6 anos (precisamente porque os pais não queriam pagar uma festa num sítio "próprio para crianças", que era caro) convidou só os melhores amigos (que eram 10 ou 12) para uma festa em casa. Alguns pais ficaram à conversa, porque se conheciam, mas outros deixaram os miúdos e foram busca-los no fim. Sei que não tinham qualquer relação de grande proximidade com os pais, simplesmente os filhos eram amigos e eles respeitaram isso como eu também faria - lá está, desde que conhecesse minimamente os pais e me parecessem pessoas de confiança, mas isso seria sempre indispensável independentemente do local da festa.

Aliás, na turma do meu filho é hábito convidar todos os meninos para uma festa fora da escola e começa agora a passar-se uma coisa que eu faço questão de contrariar: quando são os "grandes" amigos a fazer anos, ele diz logo que quer ir. Quando são os outros (principalmente as meninas, a quem ele nesta idade não liga muito) diz que nós é que decidimos se ele vai e, se insistimos saber o que ele quer, pergunta onde é a festa...se for num sítio "giro" (Jardim Zoológico, Kidzania, etc) quer ir. Se o sítio não lhe agrada (e "casa" não é, aos ouvidos dele, um sítio assim com muita graça) não quer.

Precisamente por esta razão, para que não se pense que ele vai mais facilmente se o sítio for "giro", eu digo-lhe sempre que o sítio não interessa. O que interessa é saber se ele quer ir cantar os parabéns e brincar com o menino que faz anos, seja onde for. O que me pareceria extraordinário era que ele não tivesse grande ligação à criança, nós também não tivéssemos grande ligação aos pais e mesmo assim estivéssemos à espera de que estes pagassem o lugar do nosso filho num espaço de diversão infantil. Se as crianças não são amigas (a autora deste post disse expressamente que, no caso delas, são muito amigas) e os pais também não, os meus filhos não vão ao aniversário, nem vejo por que haveriam de ir. Mas, é claro, agradecemos o convite e avisamos, como é óbvio. Somos pessoas educadas

Submetido por KellyPT em Sex, 20/10/2017 - 19:38
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não entendo qual é o drama de festas em casa.. em criança (nasci noutro país muito mais perigoso do que Portugal alguma vez será) as festas de aniversário eram sempre na casa do aniversariante..
e a ideia de ir "despejar" os miúdos durante umas horas?? não entendo..
Eu lembro me perfeitamente na minha altura, nas festas, que os pais ou pelo menos um pai/uma mãe ficava na festa a acompanhar o seu filho/filha em vez de ficar aquelas horas a pensar se está tudo bem ou não..
Quando o meu B for maior, certamente farei o mesmo.. irei aparecer nas festas a acompanhá-lo e ele será da minha inteira responsabilidade e não da responsabilidade de outros pais durante umas horas.-

Pq não estende o convite aos papás das amiguinhas dela? Numa próxima vez, em vez de enviar os convites, aproveite uma reunião, e no final, vá ter com os pais das melhores amigas e convide os pessoalmente.. faça lhes entender que estão, também, bem vindos a estar presente enquanto a filha brinca com a sua..
eu reduziria o número de convites a crianças para aumentar o nº de adultos.. é que assim, eles próprios podem ver com os seus olhos que nada de estranho se vai passar, transmite lhes confiança e pode ser que a comecem a conhecer um pouco mais e deixe de haver essa "exclusão" na escola, pelo menos por parte desses pais..

Quanto à medicação, concordo plenamente com a sua posição.. sou da área da saúde e acho que a quantidade de pessoas (não só crianças) que estão medicadas desnecessariamente demasiado alto! existem alternativas.. mas claro que a medicação é a via mais "fácil" e rápida mas também é a mais tóxica! mais cedo ou mais tarde os efeitos da medicação se revelam! no seu caso, tentaria terapia antes de avançar para medicação.. só iniciaria medicação em último caso mesmo..
e não sou a favor de mentiras mas numa próxima reunião que falem da medicação, diga lhes o que querem ouvir sem alterar a sua postura.. diga lhes que o caminho que está a seguir foi o que foi sugerido pelo neuropediatra.. para não se precipitarem ao iniciar a medicação.. eles que lhe digam de imensos casos de crianças que tomaram que resultou, e você diga lhes que o médico disse que outros imensos casos que não foi necessário medicação e hoje em dia são pessoas "normais", que às vezes as crianças apenas precisam de tempo.. mas deixe no ar que não exclui, em último caso (com o aval do médico) de passarem para a medicação mas só se for estritamente necessário.. não é por nada mas muita gente liga muito ao que os médicos dizem (sendo correto ou errado) e se pensarem que a sua posição é derivada da opinião do "Sr. Dr. Neuropediatra" que acompanha a menina, a maioria vai mudar a opinião e a atitude em relação a si..
é só uma forma de deixarem de ser idiotas para isso não chegar um dia a magoar os sentimentos da sua pequena.. ela vai crescendo e vai percebendo melhor as coisas.. e um dia vai lhe perguntar "o que tenho de errado para as minhas amigas não virem às minhas festas?" mas não vai entender estas coisas de adulto, vai pensar que é dela.. há coisas que devemos de deixar para o lado para a felicidade dos nossos pequenos..

Submetido por Danb em Sex, 20/10/2017 - 21:53
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Kelly, já percebi que temos pontos de vista diferentes. A mim não me rala nada que não compreendam o meu. Não estou dentro dos preços praticados nesses espaços, mas não será muito mais do que a despesa que fica fazer em casa, já para não falar na trabalheira que dá. Por isso insistir nessa do caro, para mim não pega.
E ter pais em casa do aniversariante a vigiar os filhos? Por amor de deus, como já disse a responsabilidade é também de quem os leva! Assim, em vez de ter uma festa para crianças tinha de ter também para os adultos vigilantes :)
Para mim estes espaços para festas são o ideal, mas respeito, claro, quem prefira fazer em casa, e não queimo os neurónios a tentar compreender porquê.

Submetido por carlaper em Sex, 20/10/2017 - 22:18
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carlaper escreveu:
Kelly, já percebi que temos pontos de vista diferentes. A mim não me rala nada que não compreendam o meu. Não estou dentro dos preços praticados nesses espaços, mas não será muito mais do que a despesa que fica fazer em casa, já para não falar na trabalheira que dá. Por isso insistir nessa do caro, para mim não pega.
E ter pais em casa do aniversariante a vigiar os filhos? Por amor de deus, como já disse a responsabilidade é também de quem os leva! Assim, em vez de ter uma festa para crianças tinha de ter também para os adultos vigilantes :)
Para mim estes espaços para festas são o ideal, mas respeito, claro, quem prefira fazer em casa, e não queimo os neurónios a tentar compreender porquê.

Acho que não me fiz compreender. Eu respeito quem faz festas seja onde for e quem não as faz também. Só não compreendo é que quem - a meu ver, justificadamente - se indigna muito porque uma criança faz anos e não vem amiguinho nenhum ao seu aniversário, diga logo a seguir que, se a festa for em casa, já compreende e os seus filhos também não iriam.

Então, mas se a festa for em casa, a criança não tem o mesmíssimo desgosto? Ou maior porque, sendo em casa e não aparecendo ninguém, nem sequer há um programa especial. É mesmo só um dia como os outros. Dizes que essa do caro "não pega". Bom, pega com dezenas de pessoas que eu conheço, até com rendimentos bastante acima da média, que optam por fazer em casa (também) porque acham esses locais demasiado caros.

Mas mesmo que não seja uma questão de preço, que seja porque os pais preferem por outras razões ou porque a criança pede (o meu filho este ano pediu expressamente que fosse em casa, embora também vamos fazer uma coisinha fora), o que interessa aqui não é a criança e a alegria de ter os amigos consigo, seja onde for a festa? Ou o desgosto da criança é importante se a festa for no local que nós gostamos, mas se for noutro já não é tão importante assim?

Submetido por KellyPT em Sex, 20/10/2017 - 23:16
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carlaper escreveu:
Kelly, já percebi que temos pontos de vista diferentes. A mim não me rala nada que não compreendam o meu. Não estou dentro dos preços praticados nesses espaços, mas não será muito mais do que a despesa que fica fazer em casa, já para não falar na trabalheira que dá. Por isso insistir nessa do caro, para mim não pega.
E ter pais em casa do aniversariante a vigiar os filhos? Por amor de deus, como já disse a responsabilidade é também de quem os leva! Assim, em vez de ter uma festa para crianças tinha de ter também para os adultos vigilantes :)
Para mim estes espaços para festas são o ideal, mas respeito, claro, quem prefira fazer em casa, e não queimo os neurónios a tentar compreender porquê.

Realmente, penso que para a maior parte das pessoas é muito difícil perceber o seu ponto de vista, Carlaper. Não acho natural que não se deixe as crianças irem a festas porque são em casa e isso pressupõe um qualquer suposto grau de intimidade que não existe nessas idades, como também não acho natural que uma menina de 5 anos (a menos que não ande na escola) nunca tenha ido a uma festa de colegas porque a mãe não a acha apta. Penso que todas temos óptimas memórias de infância das nossas festas e das festas a que fomos (muitas delas em casa) e, para mim, não faz sentido privar os meus filhos disso.

De qualquer forma, o importante será sempre pensarmos no que faz os nossos filhos mais felizes (naturalmente, desde que seja seguro), com a certeza de que irão viver com as consequências das nossas decisões. E, sinceramente, quando não os deixamos ir às festas dos outros meninos, não estamos em posição para nos queixarmos se depois os amiguinhos não aparecerem nas festas deles. E, por muito que a "culpa" possa ser nossa, os nossos filhos vão sempre achar que os amigos faltaram porque não gostam deles e vão ficar tristes com isso.

E, já agora, não custa pensarmos também na felicidade dos outros meninos que, como os nossos filhos, também ficam tristes quando os amigos não aparecem. Nunca proibiria os meus filhos de irem a uma festa (a não ser que nesse dia não fosse mesmo possível), independentemente do local. Principalmente se fosse uma festa de um dos melhores amigos ou de algum menino que eu soubesse que não ia ter quase ninguém na festa. Tal como não gostaria de ver a minha filha triste por estar numa situação como a que aqui foi descrita, também não queria ser responsável por que outra criança passasse por isso.

Quanto ao motivo que leva cada uma de nós a optar por uma festa em casa ou fora, não me parece que seja relevante no momento da decisão. Independentemente de se tomar essa decisão com base em questões económicas (e uma festa pode ser cara ou "barata" qualquer que seja a opção escolhida), na maior ou menor disponibilidade para ter trabalho com a festa, naquilo que achamos mais seguro,..., as crianças não têm qualquer culpa e não merecem sair prejudicadas por isso.

Submetido por Ana Svensson em Sáb, 21/10/2017 - 00:01
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Ola a todas penso que algumas mamas nao leram tudo o que escrevi e estao a fazer julgamentos precipitados. Eu expliquei que a minha filha ja foi e vai continuar a ir a festas em casa dos colegas da turma ou dos vizinhos ou dos familiares so nao vai e, assumo isso, se recebermos um convite de uma criança que eu nunca vi (que conhece da escola), nunca vi os pais e de quem nao tenho qualquer referencia pq acho que as festas em casa sao mais propicias a acidentes como expliquei em cima e pressupoe no minimo que tenha uma pequena referencia de quem serao os responsaveis por vigiar os nossos filhos e nao a entrego a pessoas que desconheço de todo ou a quem nunca sequer me cruzei ate pq os convites nao sao extensivos aos pais dos convidados. É so uma opiniao. Tal como disse ha sempre dois lados da mesma moeda, mas qual o lado correto da moeda nao é??
Tal como tambem escrevi em cima os argumentos para um contraditorio sao infinitos se o nosso objectivo for encontra-los!!! Mas nao ha piores ou melhores opçoes, ha sim aquilo que cada pai acha melhor para os seus filhos.
Quando escrevi este topico estava num momento mau onde precisava desabafar e todas voces me ajudaram muito. Ate mais aquelas que nao concordaram comigo. Muitas deram me dicas importantes, outras fizeram me refletir e outras deram me o colo que precisava naquele dia. Sou grata a todas sem excepçao por isso.
So nao gostava muito que este topico servisse agora para "discutirmos" ou sermos "agressivos" na forma como queremos fazer ver que a nossa opiniao tem mais valor do que a opiniao dos outros.
Como ja disse e repito, sou grata a todas que perderam um pouco do seu tempo a responder ao meu topico...
Beijinhos e fiquem bem

Submetido por AnitaBraga em Sáb, 21/10/2017 - 10:28

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