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Retrato de jessicamar
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Cesariana

Qual o valor de cesariana no privado? Zona de setúbal

Retrato de Klaire
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06.07.2015

Para isso seria melhor ter um seguro, pois ficaria lhe muito mais barato, acho que sem seguro deve rondar entre os 2000-7000, dependendo em que hospital ficar e quantos dias de internamento, anestesia escolhida, cuidados prestados á mãe e ao bebé.... Mas qual é a razão de querer cesariana, se está cientificamente comprovado que parto vaginal é pelo menos 2 vezes mais seguro e saudável tanto para mãe como para o bebé? Não percebo...

Submetido por Klaire em Sex, 10/03/2017 - 04:29

27/06/2014- O meu piolhito nasceu, amo-te meu docinho!
27/11/2015- Nos treinos!
22/12/2016-POSITIVO! Agarra-te bem!
01/02/2017-A nossa primeira eco ás 12s, bebé saudável e fofo
04/04/2017- Eco das 20s, É UM PILINHAS!

Retrato de jessicamar
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04.02.2016

Cada pessoa idealiza o seu parto eu tb n percebo muita coisa e aceito Sorriso desde que a minha bebe esta bem e apta para esse processo porque nao..

Submetido por jessicamar em Sex, 10/03/2017 - 10:11
Retrato de Lili79
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12.12.2016

Klaire escreveu:
Para isso seria melhor ter um seguro, pois ficaria lhe muito mais barato, acho que sem seguro deve rondar entre os 2000-7000, dependendo em que hospital ficar e quantos dias de internamento, anestesia escolhida, cuidados prestados á mãe e ao bebé.... Mas qual é a razão de querer cesariana, se está cientificamente comprovado que parto vaginal é pelo menos 2 vezes mais seguro e saudável tanto para mãe como para o bebé? Não percebo...

Mais seguro quando a equipa que assiste a mãe não insiste num parto vaginal mesmo vendo que as coisas estão a correr mal... é engraçado essa comunicação que se vê em todo o lado que o parto vaginal é mais seguro que a cesariana mas na prática só se ouve notícias de morte do bébé em partos vaginais que correram mal, bébés com paralisias cerebrais por causa de partos vaginais demorados, cordões à volta do pescoço, bébés em sofrimento foetal etc... não vejo notícias de cesarianas que correram mal para a mãe e para o bébé estarão escondidas???
Atenção isso não e uma crítica ao seu post, simplesmente acho que nos querem impor uma crença e na prática não se vê a mesma coisa...

Submetido por Lili79 em Sex, 10/03/2017 - 10:16
Retrato de KellyPT
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05.04.2011

Lili79 escreveu:

Klaire escreveu:Para isso seria melhor ter um seguro, pois ficaria lhe muito mais barato, acho que sem seguro deve rondar entre os 2000-7000, dependendo em que hospital ficar e quantos dias de internamento, anestesia escolhida, cuidados prestados á mãe e ao bebé.... Mas qual é a razão de querer cesariana, se está cientificamente comprovado que parto vaginal é pelo menos 2 vezes mais seguro e saudável tanto para mãe como para o bebé? Não percebo...

Mais seguro quando a equipa que assiste a mãe não insiste num parto vaginal mesmo vendo que as coisas estão a correr mal... é engraçado essa comunicação que se vê em todo o lado que o parto vaginal é mais seguro que a cesariana mas na prática só se ouve notícias de morte do bébé em partos vaginais que correram mal, bébés com paralisias cerebrais por causa de partos vaginais demorados, cordões à volta do pescoço, bébés em sofrimento foetal etc... não vejo notícias de cesarianas que correram mal para a mãe e para o bébé estarão escondidas???
Atenção isso não e uma crítica ao seu post, simplesmente acho que nos querem impor uma crença e na prática não se vê a mesma coisa...

Estou inteiramente de acordo contigo. O meu filho mais novo tinha um problema grave no cordão umbilical (não detectado durante a gravidez) e teria morrido se um parto vaginal tivesse sequer sido tentado. Entrou em sofrimento mesmo durante a preparação para a cesariana. Se esta não estivesse já programada, e se eu estivesse num hospital que "insistisse" num parto vaginal, em vez de ter agora um bebé lindo e saudável, tinha uma lápide no cemitério. E tenho uma cunhada que trabalha com deficientes profundos e diz que todos os casos novos são de partos vaginais que correram mal - porque as trissomias são quase sempre detectadas durante a gravidez. Também não lhe chegam casos de cesarianas mal sucedidas. Mas enfim...

Quanto à pergunta da autora do tópico, o valor médio de uma cesariana sem seguro ronda os €5000. Se não tiveres seguro, compensa comprares pelo menos um cartão de saúde (a Multicare tem), que não tem período de carência e permite o acesso à rede convencionada a preços mais baixos. Boa sorte

Submetido por KellyPT em Sex, 10/03/2017 - 12:41
Retrato de Ju15220
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05.08.2015

Ola ola estou como as meninas dizem, tenta arranjar pelo menos um cartão de saude

Submetido por Ju15220 em Sex, 10/03/2017 - 12:04
Retrato de jessicamar
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04.02.2016

pois ja vi que os medicos/hospital quase que obrigam a grávida com o tipo de parto e procedimentos.. Uma coisa e quando ha um risco / problema para a mae ou bebe.. Caso contrário deveriam dar opção de escolha..

Submetido por jessicamar em Sex, 10/03/2017 - 12:42
Retrato de Tinker_Bell
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04.09.2015

Tem sempre a hipótese dos hospitais privados. Ainda há bastantes que fazem cesariana por opção da grávida,bastando ter o OB de acordo.

Submetido por Tinker_Bell em Sex, 10/03/2017 - 14:11

Abençoada mais uma vez <3

Positivo - > 25 de Agosto 2016
DPP - > 26 de Abril 2017

Retrato de aries23
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18.07.2016

Zona de Setúbal não conheço, mas posso dar o exemplo de nos Lusíadas em Lisboa e com o seguro de saúde Advancecare que cobra 2000€, o preço estimado da cesariana com 3 dias de internamento seria 1100€. No entanto o seguro tem um período de carência.

Submetido por aries23 em Sex, 10/03/2017 - 15:28
Retrato de Klaire
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06.07.2015

Opiniões são opiniões, sou enfermeira, e se não há nenhuma contra indicação para parto normal, sou apologista de que este deveria de ser tentado, mas há sim muito mais riscos para ambos tendo uma cesariana do que um parto vaginal, e isto não sou eu a dizer, é a ciência. Fazendo um pouco de pesquisas no google podem responder a talvez muitas das vossas dúvidas.

Submetido por Klaire em Sex, 10/03/2017 - 21:06

27/06/2014- O meu piolhito nasceu, amo-te meu docinho!
27/11/2015- Nos treinos!
22/12/2016-POSITIVO! Agarra-te bem!
01/02/2017-A nossa primeira eco ás 12s, bebé saudável e fofo
04/04/2017- Eco das 20s, É UM PILINHAS!

Retrato de Dipa Alves
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05.01.2017

jessicamar escreveu:
Cada pessoa idealiza o seu parto eu tb n percebo muita coisa e aceito desde que a minha bebe esta bem e apta para esse processo porque nao..

Sem duvida. Tb sempre idealizei cesariana e felizmente é o que vou ter.

Submetido por Dipa Alves em Sáb, 11/03/2017 - 21:51
Retrato de DEsperanca
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21.12.2013

Como já foi referido convém um seguro fica mais barato é o valor a pagar também depende do seguro que se tenha.
No meu caso sem seguro seria 5mil mas com o Seguro que tinha paguei 250e.
Sobre a questão da cesariana acho que estamos num país livre é a futura mamã tem que estar confiante nessa altura

Submetido por DEsperanca em Dom, 12/03/2017 - 06:25
Retrato de SERENIDADE17
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27.12.2016

Meninas,
Façam o que acharem melhor. Mas uma coisa não podem dizer: cesarianas não têm repercussões negativas. Têm sim e são bem graves. Também sou enfermeira, trabalho na área e não são poucos os casos. Não me é permitido pela ética da minha profissão falar sobre isso. O meu único conselho é para que conversem bem com os vossos médicos acerca das opções e vejam todos os prós e contras. tomara a mim esta minha bebé nascer de parto eutocico.
Boa sorte a todas.

Submetido por SERENIDADE17 em Dom, 12/03/2017 - 14:24
Retrato de Dipa Alves
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05.01.2017

SERENIDADE17 escreveu:
Meninas,
Façam o que acharem melhor. Mas uma coisa não podem dizer: cesarianas não têm repercussões negativas. Têm sim e são bem graves. Também sou enfermeira, trabalho na área e não são poucos os casos. Não me é permitido pela ética da minha profissão falar sobre isso. O meu único conselho é para que conversem bem com os vossos médicos acerca das opções e vejam todos os prós e contras. tomara a mim esta minha bebé nascer de parto eutocico.
Boa sorte a todas.

Tal como os medicos os enfermeiros tb tem opiniões diferentes. Uma amiga minha é enfermeira e ela quer ter cesariana e tb ela assistiu a muitos partos.

Submetido por Dipa Alves em Seg, 13/03/2017 - 10:33
Retrato de guialmi
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13.07.2013

Ok, eu posso dar o meu testemunho. Estava grávida de gémeos, a primeira a sair estava pélvica e portanto a cesariana era inevitável.
Se foi maravilhoso dar à luz as minhas meninas? foi, porque foram o resultado de uma luta árdua contra a infertilidade, porque foram desejadíssimas e porque passaria por qualquer sofrimento físico para as ter comigo, saudáveis como eram.
Se a experiência da cesariana e do pós-parto foi maravilhosa? Não, longe disso, foi um horror ao ponto de na altura pensar que ainda bem que eram logo duas porque nunca teria coragem de passar por aquilo outra vez (claro que depois a gente esquece, é como as dores do parto normal).
A cirurgia em si correu bem, mas não é indolor, muito pelo contrário. Lembro-me de tremer incontrolavelmente (o BO tem de estar a uma temperatura baixa e nós estamos completamente nuas, só com uma bata fina) e de a epidural não me ter bloqueado totalmente a dor. Não só sentia distintamente a mexerem-me como sentia algo semelhante a dor (mas não é dor, nao sei explicar). De tal forma me senti aflita que pedi ajuda à anestesista, mas ela explicou-me se reforçasse a aNESTESIA eu ficava a dormir...e eu não quis, aguentei firme.
Mas o pior foi mesmo o pós-operatório...as primeiras 24h excelentes porque estava deitadinha e sossegadinha, mas quando me levantaram...as dores eram fortíssimas. Fiquei com tosse, de cada vez que tossia parecia que me estavam a passar uma faca de lado a lado...era incapaz de me dobrar...os intestinos pararam...não, não é nada que eu recorde com prazer, muito pelo contrário. E não fui mal atendida nem mal cuidada, simplesmente as dores eram imensas.
Quanto às bebés, nasceram bem mas uma delas teve uma complicação frequente em bebés nascidos por cesariana - porque não passam pelo "apertão" do canal vaginal, pode acontecer não libertarem as secreções nos pulmões e foi o que aconteceu com ela, ficou um dia e meio na incubadora até respirar bem. Não teve nenhuma sequela, mas era melhor n~ºao ter passado por isso.
Já agora, na relação público vs privado, eu fiz o parto num hospital público e os cuidados de saúde foram excelente. No bloco havia dois obstetras, os enfermeiros de apoio à cirurgia, uma enfermeira e uma médica neonatologista para cada uma das bebés. A TTRN foi imediatamente diagnosticada e pouco depois, já no quarto, a neonatologista teve o cuidado de vir falar comigo e sossegar-em quanto ao estado de saúde da minha bebé.

Submetido por guialmi em Seg, 13/03/2017 - 12:32
Retrato de KellyPT
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05.04.2011

Pois eu já fiz duas cesarianas e não me custaram nada. Da primeira, foram 7 minutos um bocado difíceis, apenas e só porque eu estava nervosíssima. Da segunda, só me custou mesmo saber que o bebé estava em sofrimento. De ambas as vezes, após 3 dias estava quase como nova e passava pelo mesmo as vezes que fossem precisas (até porque devo à cesariana a vida do meu filho). Conheço, sem exagero, dezenas de pessoas que, tendo tido partos vaginais, demoraram 4 vezes mais a recuperar (e até há quem diga que nunca mais ficou igual).

E de todas as que conheço e fizeram parto vaginal e cesariana (e, portanto, podem comparar) só uma diz que o parto vaginal foi melhor (e foi, naturalmente, um parto perfeito, sem qualquer complicação, com epidural o tempo todo e que durou uma hora e meia). Infelizmente, nem sempre é assim. Conheço quem tenha tido um parto vaginal e uma cesariana e diga, sem qualquer brincadeira, que só iria ao terceiro se pudesse pagar uma cesariana num hospital privado - porque nos públicos, infelizmente a opção não é possível.

Submetido por KellyPT em Seg, 13/03/2017 - 14:44
Retrato de guialmi
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13.07.2013

Bem, é impossível generalizar, não é? Uma das minhas melhores amigas teve 2 filhos com mais de 4kg de parto normal e 2 horas depois já se mexia como se não fosse nada. Nem sequer foi cortada. Das minhas amigas próximas quase todas tiveram filhos por parto normal e correram lindamente. A minha amiga que fez 3 cesarianas, da 3ª teve complicações e ordem absoluta para não engravidar outra vez.
Só me pareceu importante testemunhar que não, as cesarianas não são todas experiências maravilhosas. Não voltei a engravidar mas certamente teria preferido tentar parto normal.

Submetido por guialmi em Seg, 13/03/2017 - 15:54
Retrato de KellyPT
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05.04.2011

guialmi escreveu:
Bem, é impossível generalizar, não é? Uma das minhas melhores amigas teve 2 filhos com mais de 4kg de parto normal e 2 horas depois já se mexia como se não fosse nada. Nem sequer foi cortada. Das minhas amigas próximas quase todas tiveram filhos por parto normal e correram lindamente. A minha amiga que fez 3 cesarianas, da 3ª teve complicações e ordem absoluta para não engravidar outra vez.
Só me pareceu importante testemunhar que não, as cesarianas não são todas experiências maravilhosas. Não voltei a engravidar mas certamente teria preferido tentar parto normal.

Eu não estou a generalizar. Por isso mesmo estou a dizer que conheço um caso (e só um) de alguém que fez as duas coisas e prefere parto normal. Raramente ouvi dizer isto, mas acontece

Submetido por KellyPT em Seg, 13/03/2017 - 16:03
Retrato de aries23
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18.07.2016

Talvez o melhor é mesmo falar com uma obstetra de confiança pois cada caso é um caso e podem haver casos mais adequados para cesariana e casos menos adequados. A experiência pessoal é muito subjectiva e como não somos especialistas, é-nos difícil avaliar o porquê de em alguns casos terem corrido melhor e outros nem por isso. Afinal de contas, os especialistas passaram anos a estudarem isso e ainda mais anos a praticarem medicina!

E depois, em cada caso a experiência do médico pode influenciar o quão bem ou mal pode correr a cirurgia ou o parto. Pelo que ouvi os coisas que correram mal mas nem sequer sabemos o porquê pois não temos o relatório para ler e quem estava envolvido não tem conhecimento suficiente para uma análise objectiva.

Eu falava com um médico que me inspire confiança antes de reflectir sobre essa decisão. Por exemplo a minha OB sempre me inspirou confiança e ela falou-me de alguns exemplos onde sugeriu cesariana (um caso com idade avançada onde se rasgar pode causar incontinência e outros problemas) mas que também deu a entender que se não houver necessidades iria pelo parto normal. No meu caso não tenho preferência absoluta, é o que ela achar melhor e mais adequado, mas ela também deu a entender que se preocupa no bem estar do bebé e da grávida.

Pelo que falar com quem entende mesmo do assunto é melhor que ler opiniões na internet ou estudar por nós mesmas. Claro que podemos fazer isto, mas no final convém falar com quem afinal dedica a sua vida a isso.

Submetido por aries23 em Seg, 13/03/2017 - 16:31
Retrato de guialmi
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13.07.2013

Concordo com a Aries23. E desmistificar a ideia de que nos hospitais públicos adiam a cesariana até estar em causa a segurança de bebé e/ou mãe.

Submetido por guialmi em Seg, 13/03/2017 - 16:42
Retrato de KellyPT
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05.04.2011

guialmi escreveu:
Concordo com a Aries23. E desmistificar a ideia de que nos hospitais públicos adiam a cesariana até estar em causa a segurança de bebé e/ou mãe.

Desmistificar?! Eu pensava que a ideia de que nos hospitais públicos SÓ se faz cesariana se estiver em causa a segurança da mãe ou do bebé era mais ou menos consensual. Não é? O grande problema é que temo que nem nestes casos se faça sempre atempadamente (o caso da Guarda é só o exemplo mais recente, mas só eu conheço pessoalmente mais 2 de lesões cerebrais irreversíveis devido a falta de oxigenação durante partos demasiado prolongados).

E, mesmo que se fizesse sempre que esteja em causa a segurança, certamente não se faz sempre que a mãe sofre como tudo e implora por cesariana. Só neste fórum já ouvi dezenas de relatos assim. Respondem que não é "o protocolo" e que, precisamente por não estar em causa a "segurança" não seguem para cesariana. Não estou a dizer que é sempre. Com certeza que há equipas médicas mais atentas e porventura com mais recursos e que conseguem controlar a dor (porque se os recursos não existirem, a equipa médica pode ser a melhor do mundo que há casos em que não consegue fazer nada). Mas que é uma roleta russa, isto estava convencida de que quase toda a gente concordava

Submetido por KellyPT em Seg, 13/03/2017 - 18:14
Retrato de Dipa Alves
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05.01.2017

Eu também perguntei a varias pessoas que tiveram parto normal e cesariana e todas me disseram que custou menos a cesariana. Foi nisso que me baseei também pois quem passou pelos dois sabe bem comparar.

Submetido por Dipa Alves em Seg, 13/03/2017 - 22:18
Retrato de milene gomes
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12.06.2014

Concordo com a mamã KellyPt. Não é de todo um mito!
Guialmi, não se esqueça que no seu caso foram gémeos, é normal que mesmo no público tenha tido outro tipo de acompanhamento.
Eu fiz um parto vaginal outro cesariana, ambos na Cuf pelo mesmo ob. Duas induções marcadas.
No segundo parto entrei às 8h30 e ele nasceu às 14h44, depois de ter feito 5 dedos de dilatação, levar epidural e de terem percebido que ele estava em sofrimento, tinha o cordão enrolado nos pés, não conseguia descer. Não acredito que no público passassem para cesariana tão rapidamente... Não sofri nem um bocadinho.

A minha preferência é sem dúvida parto normal no privado com um médico em quem tenhamos muita confiança. A história da "sorte com a equipa" qd se fala em hospitais públicos é completamente desumano.

Submetido por milene gomes em Seg, 13/03/2017 - 22:27
Retrato de guialmi
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13.07.2013

Não, não concordo mesmo nada que os partos nos hospitais públicos portugueses sejam uma "roleta russa", com altas probabilidades de algo correr mal. Isso é injusto face ao trabalho desenvolvido no SNS e face aos excelentes resultados em termos de saúde materna e neonatal no nosso país, superiores à média europeia. Se a situação fosse assim tão terceiro-mundista, os indicadores (que são objetivos) com certeza seriam outros.
Mesmo em relação à cesariana, continuamos a ser dos países europeus com maior taxa de cesarianas e certamente os valores não se devem só aos partos nos hospitais privados, onde a somar-se às vontades das mães estão os interesses (que ninguém parece questionar...) dos médicos e outros profissionais que lucram, e muito, por cada cirurgia feita.
Na minha experiência pessoal e das pessoas que me são próximas, repito, não tenho nada a perceção de que a cesariana só é feita in extremis. O meu caso não foi especial por ser de gémeos, no mesmo em que dia em que dei à luz a enfermaria (eram 6 camas, na altura) estava cheia de mães que tinham tido cesariana, umas programadas outras porque o parto não se desenvolvia.
Acrescento só duas notas. A primeira é que o meu parto foi no hospital da Guarda, precisamente esse onde se deu o triste caso da grávida que perdeu o bebé por um descolamento da placenta no final da gravidez. O que aconteceu não teve nada que ver com cesarianas porque ela até tinha cesariana marcada. Se um atendimento imediato nas urgências tinha salvado ou não o bebé não sabemos, mas é indesculpável que a dúvida exista. Curiosamente, os 2 médicos que estavam de serviço não são do quadro - confesso que senti um arrepio até saber o nome deles porque me sentiria incomodada em continuar a ter consultas com o meu GO se soubesse que era ele o responsável por tal episódio. Não era, nem ele nem a OB que me atendeu com rapidez e cuidado quando estava grávida de poucas semanas e pensava ter perdido os bebés. Falo com muita gente, conheço muitas pessoas no hospital e nunca tinha ouvido um caso de negligência nesta maternidade.
Uma última nota para ressaltar que também há casos de negligência no privado e não é por não fazerem manchetes que não existem. Uma familair próxima minha recorreu ao privado para fazer uma curetagem depois de um aborto espontâneo e o médico perfurou-lhe o útero durante o procedimento. Como as hemorragias não paravam, ela voltou ao médico que, sem nunca lhe revelar o que tinha acontecido, a voltou a operar e mandou para casa. desta vez a hemorragia parou...até ao momento em que o coágulo que se tinha formado se desfez (na realidade, nada tinha sido resolvido), ela entrou numa hemorragia fortíssima e só sobreviveu porque estava a 5 minutos de...um hospital público. Aí salvaram-lhe a vida, infelizmente não puderam salvar o útero. Tinha 33 anos.

Submetido por guialmi em Ter, 14/03/2017 - 12:25
Retrato de KellyPT
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05.04.2011

guialmi escreveu:
Não, não concordo mesmo nada que os partos nos hospitais públicos portugueses sejam uma "roleta russa", com altas probabilidades de algo correr mal. Isso é injusto face ao trabalho desenvolvido no SNS e face aos excelentes resultados em termos de saúde materna e neonatal no nosso país, superiores à média europeia. Se a situação fosse assim tão terceiro-mundista, os indicadores (que são objetivos) com certeza seriam outros.
Mesmo em relação à cesariana, continuamos a ser dos países europeus com maior taxa de cesarianas e certamente os valores não se devem só aos partos nos hospitais privados, onde a somar-se às vontades das mães estão os interesses (que ninguém parece questionar...) dos médicos e outros profissionais que lucram, e muito, por cada cirurgia feita.
Na minha experiência pessoal e das pessoas que me são próximas, repito, não tenho nada a perceção de que a cesariana só é feita in extremis. O meu caso não foi especial por ser de gémeos, no mesmo em que dia em que dei à luz a enfermaria (eram 6 camas, na altura) estava cheia de mães que tinham tido cesariana, umas programadas outras porque o parto não se desenvolvia.
Acrescento só duas notas. A primeira é que o meu parto foi no hospital da Guarda, precisamente esse onde se deu o triste caso da grávida que perdeu o bebé por um descolamento da placenta no final da gravidez. O que aconteceu não teve nada que ver com cesarianas porque ela até tinha cesariana marcada. Se um atendimento imediato nas urgências tinha salvado ou não o bebé não sabemos, mas é indesculpável que a dúvida exista. Curiosamente, os 2 médicos que estavam de serviço não são do quadro - confesso que senti um arrepio até saber o nome deles porque me sentiria incomodada em continuar a ter consultas com o meu GO se soubesse que era ele o responsável por tal episódio. Não era, nem ele nem a OB que me atendeu com rapidez e cuidado quando estava grávida de poucas semanas e pensava ter perdido os bebés. Falo com muita gente, conheço muitas pessoas no hospital e nunca tinha ouvido um caso de negligência nesta maternidade.
Uma última nota para ressaltar que também há casos de negligência no privado e não é por não fazerem manchetes que não existem. Uma familair próxima minha recorreu ao privado para fazer uma curetagem depois de um aborto espontâneo e o médico perfurou-lhe o útero durante o procedimento. Como as hemorragias não paravam, ela voltou ao médico que, sem nunca lhe revelar o que tinha acontecido, a voltou a operar e mandou para casa. desta vez a hemorragia parou...até ao momento em que o coágulo que se tinha formado se desfez (na realidade, nada tinha sido resolvido), ela entrou numa hemorragia fortíssima e só sobreviveu porque estava a 5 minutos de...um hospital público. Aí salvaram-lhe a vida, infelizmente não puderam salvar o útero. Tinha 33 anos.

Guialmi,
Eu acho que tu e eu não estamos a falar exactamente da mesma coisa. É verdade que a taxa de mortalidade materna e infantil em Portugal é das mais baixas do mundo. Isto deve-se sem dúvida, em grande medida, ao SNS e à qualidade dos serviços que nele se prestam. "Qualidade" no sentido em que é monitorizada e comparada internacionalmente e que significa que os bebés nascem saudáveis e que mães e filhos ficam sem problemas médicos permanentes. Neste sentido, a esmagadora maioria dos partos corre "bem" e não se pode dizer que seja uma roleta russa.
Mas este facto indesmentível e do qual o nosso país (e o SNS) se deve orgulhar está longe de querer dizer que as mães não sofram por vezes muitíssimo e desnecessariamente para ter as crianças. De todos os relatos que leio de partos nos hospitais públicos, cerca de metade (e, se calhar estou a ser generosa) são de mulheres que estiveram várias horas cheias de dores. É porque a anestesia não pegou, porque só pode ser dada depois dos 3 dedos de dilatação e antes dos 8 (a mim deram-ma ainda não tinha nenhum e já tinha dores fortíssimas sem qualquer interrupção), é porque o anestesista ainda não chegou ou está ocupado, é porque não apareceu para dar o reforço, é porque a mãe foi toda cortada apesar de a cicatrização do períneo ser muito mais difícil do que da barriga (zona mais húmida, mais móvel, etc.). Ou é porque o parto simplesmente se prolongou demais e se tornou demasiado doloroso mas, como os sinais vitais da criança estão bem e a mãe ainda está viva, "não é do protocolo" seguir para cesariana, mesmo que ela implore.

Já não falando na questão do direito que acho que todas deviam ter de dar à luz da forma como quiserem (seja de pé, de cócoras, deitada, na água ou por cesariana), mas que infelizmente só tem quem pode pagar, o facto é que o sofrimento e a dor da mãe deviam ser devidamente tidos em conta pelo pessoal médico na decisão sobre o tipo de parto e, demasiadas vezes, não são. E isto não sou eu que digo, só neste Fórum há dezenas de relatos que o comprovam. Aliás, deste segundo filho eu fiz preparação para o parto num hospital público e as enfermeiras confirmam isto mesmo: a cesariana só se faz em "último caso", primeiro, tenta-se tudo para que seja um parto normal. Uma amiga de infância do meu marido, que é enfermeira obstétrica no hospital de Faro, diz que, no caso do meu filho, que tinha um nó verdadeiro no cordão umbilical, tentar "tudo" significaria provavelmente matá-lo e que tivémos uma sorte tremenda em estar num hospital que se decidiu mais facilmente pela cesariana (não que no público não pudesse ter sido detetado e salvo, mas porque era normal que tivessem atrasado mais a decisão de seguir para cesariana, dados os constrangimentos a que estão actualmente sujeitos). E nota que as tuas filhas nasceram já há uns aninhos. As coisas mudaram bastante, e para pior, desde aí.
O triste caso que relatas é diferente, porque se trata de um erro médico. Conheço outros, como o de uma conhecida que ia morrendo porque lhe trocaram o grupo sanguíneo numa transfusão (também num hospital privado). Isto acontece, mas não é de erros médicos nem (necessariamente) de negligência que estou a falar, mas sim de um sistema que indubitavelmente salva vidas, mas que muitas vezes faz as mulheres sofrerem demais (e não é por incompetência ou maldade dos profissionais, muitas vezes é porque são essas as directrizes que têm e porque têm de orientar os recursos de que dispõem para os casos mais graves). E, em certos casos limite, que são naturalmente excepcionais, pode tornar-se perigoso, porque os recursos são tão escassos que às vezes acabam por faltar quando são mesmo necessários e os casos graves são detectados tarde demais. Eu estive mesmo em risco de isso acontecer (a obstetra quando me tirou o bebé da barriga disse "não sabe a sorte que teve. Saiu-lhe um Euromilhões"), por isso levo muito a sério a preocupação das mamãs como a que abriu este tópico

Submetido por KellyPT em Ter, 14/03/2017 - 13:36
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27.12.2016

Deixem me só dizer uma coisa: o que corre mal nos privados é-nos transferido imediatamente. Não vos vou dizer onde trabalho, mas é público, central e recebemos imensos casos do privado que não correm bem. E fico me por aqui.

Submetido por SERENIDADE17 em Ter, 14/03/2017 - 14:06
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SERENIDADE17 escreveu:
Deixem me só dizer uma coisa: o que corre mal nos privados é-nos transferido imediatamente. Não vos vou dizer onde trabalho, mas é público, central e recebemos imensos casos do privado que não correm bem. E fico me por aqui.

Tive um familiar no privado a ter uma cirurgia básica... Não morreu por sorte e por ter sido transferido para o público onde tiveram de lidar com o problema.
Erro humano, dificuldades técnicas etc etc etc há em todo o lado.
Riscos corremos em qualquer lado. É claro que, numa situação em que não há escassez de recursos os riscos podem ser minimizados... Podem não, têm de ser, senão estamos todos muito mal Sorriso

Submetido por underthewater em Ter, 14/03/2017 - 17:19
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Tive ontem cesariana na cuf, a epidural nao pegou queixei e deram me uma sedacao em segundos para adormecer 15 min. Nao sei se no público teriam essa atenção. Posso dizer que a recuperação nao é facil custa me mt ao levantar e andar mas sei la se no parto normal hoje ja andaria toda fresca. Agradeço mt nao ter entrado em trab de parto. Ah a minha bebé tava sentada e rebentaram me as aguas ontem logo ate no público seria cesariana.

Submetido por Dipa Alves em Qua, 15/03/2017 - 10:34
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Se tivesse lido o meu testemunho via que me aconteceu precisamente o mesmo - a epidural não foi totalmente eficaz e a anestesista ofereceu-se para me reforçar a dose, avisando que me ia pôr a dormir. Eu é que recusei.
Parabéns pela bebé e votos de felicidades.

Submetido por guialmi em Qua, 15/03/2017 - 10:50
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Dipa Alves escreveu:
Tive ontem cesariana na cuf, a epidural nao pegou queixei e deram me uma sedacao em segundos para adormecer 15 min. Nao sei se no público teriam essa atenção. Posso dizer que a recuperação nao é facil custa me mt ao levantar e andar mas sei la se no parto normal hoje ja andaria toda fresca. Agradeço mt nao ter entrado em trab de parto. Ah a minha bebé tava sentada e rebentaram me as aguas ontem logo ate no público seria cesariana.

Muitos parabéns, minha querida!!! Que corra tudo muito bem. Aproveita bem estes primeiros tempos, que são preciosos. Os três primeiros dias são os piores, mas amanhã já te vão tirar o penso de compressão e daqui a uma semana, se correr tudo bem, estás óptima. Não sei se no público seria cesariana por estar sentada. Eu fiz preparação para o parto num hospital público e parece que alguns médicos tentam parto vaginal mesmo nesses casos. Havia moças que estavam a fazer preparação comigo bastante assustadas com isso e com razão. Um grande beijinho para ti e felicidades para a família toda

Submetido por KellyPT em Qua, 15/03/2017 - 11:38
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Obrigada kellypt Sorriso hj ja estou um pouco melhor. Beijinhos

Submetido por Dipa Alves em Sex, 17/03/2017 - 02:49
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04.05.2014

Ora bem as tremuras que sentimos no bloco de partos nao é so por estar frio la,dentro mas essas tremuras podem continuar por causa da anestesia. Eu nao senti muito frio pq usaram um aquecedor debaixo do lençol.
Quanto ao sentir as coisas é normal. Nos sentimos mas sem dor. É uma sensação estranha e para quem nao sabe para o que vai pode ser muito confuso. Num parto normal tb pode acontecer.
O pos parto de cesariana depende de mulher para mulher. Desta vez tive mais dores nas costas que na costura ( pq a anestesista foi uma bruta), da outra x precisei de ajuda para o banho e desta vez consegui tomar sozinha.
Quanto ao bebe ser apertado pelo canal vaginal, no quarto onde fiquei estava uma rapariga q teve parto normal e tiveram que fazer duas lavagens ao estomago a bebe porque engoliu as porcarias durante o parto. E o meu de cesariana nao engoliu nada.
Creio que em qq tipo de parto existe pros e contras. Nao creio que um seja melhor que o outro. Ha sempre aspectos negativos e positivos.

Submetido por Catarina C. em Seg, 20/03/2017 - 18:30

O meu Miguel, nasceu a 13 de Dezembro de 2014 e tornou-se um anjinho dia 03 de Janeiro de 2015. Nunca te esquecerei, o meu coração e alma ficaram mais vazios sem ti....

Retrato de Soph_713
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25.03.2015

Bem,

Creio que o tópico já tomou outra dimensão do que propriamente o motivo que o despoletou.

A questão do preço já foi respondida.

Vou só adicionar o seguinte: as mulheres escolhem cesariana, não pelo bem dos filhos, mas para sua própria conveniência, e quem disser o contrário está a mentir. Tão simples quanto isso.

O aumento das cesarianas está directamente ligado ao aumento das doenças respiratórias, doenças do trato digestivo, intolerâncias alimentares entre outras, em relação a estas novas gerações "seguro de saúde".

Há mesmo estudos que estabelecem uma ligação da incidência das cesarianas com a prevalência de alguns disturbios comportamentais, como o autismo.

Claro que convém não dar muito alarido a isto para não acabar com a "galinha dos ovos de ouro" dos privados.

Convém antes perpetuar mitos de parelisias cerebrais resultantes de partos vaginais...

De qualquer forma, também não acho que se deva demonizar a mulher por achar que parir não é natural e que é muito mais prático ir ter um filho como quem vai ao cabeleireiro, com dia e hora marcados.

Perguntem-se a vocês mesmas como gostariam de nascer... Estando quietos a dormir e de repente arrancados do vosso ninho ou ser paulatinamente acordados com as contrações e empurrados para fora dentro do vosso ninho?
Com ou sem gosmisse nos pulmões?
Sem bactérias intestinais importantes ou com elas?

São opções válidas como quaisquer outras. Só não digam que é pelo bem dos vossos filhos.

http://player.sicnoticias.pt/2015-06-02-Grande-Reportagem-Interativa--No...

Submetido por Soph_713 em Ter, 21/03/2017 - 00:17
Retrato de KellyPT
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05.04.2011

Soph_713 escreveu:
Bem,
Creio que o tópico já tomou outra dimensão do que propriamente o motivo que o despoletou.
A questão do preço já foi respondida.
Vou só adicionar o seguinte: as mulheres escolhem cesariana, não pelo bem dos filhos, mas para sua própria conveniência, e quem disser o contrário está a mentir. Tão simples quanto isso.
O aumento das cesarianas está directamente ligado ao aumento das doenças respiratórias, doenças do trato digestivo, intolerâncias alimentares entre outras, em relação a estas novas gerações "seguro de saúde".
Há mesmo estudos que estabelecem uma ligação da incidência das cesarianas com a prevalência de alguns disturbios comportamentais, como o autismo.
Claro que convém não dar muito alarido a isto para não acabar com a "galinha dos ovos de ouro" dos privados.
Convém antes perpetuar mitos de parelisias cerebrais resultantes de partos vaginais...
De qualquer forma, também não acho que se deva demonizar a mulher por achar que parir não é natural e que é muito mais prático ir ter um filho como quem vai ao cabeleireiro, com dia e hora marcados.
Perguntem-se a vocês mesmas como gostariam de nascer... Estando quietos a dormir e de repente arrancados do vosso ninho ou ser paulatinamente acordados com as contrações e empurrados para fora dentro do vosso ninho?
Com ou sem gosmisse nos pulmões?
Sem bactérias intestinais importantes ou com elas?
São opções válidas como quaisquer outras. Só não digam que é pelo bem dos vossos filhos.
http://player.sicnoticias.pt/2015-06-02-Grande-Reportagem-Interativa--No...

Havia muito para dizer sobre a tua mensagem, mas acho que o mais importante é isto: mete-te na tua vida, opina sobre o teu parto e preocupa-te com os teus filhos, que já não é mau. E, já agora, sê coerente e dispensa-te do cinismo final de dizeres "são opções válidas como quaisquer outras" depois de escreveres um texto repleto de juízos de valor, de cima abaixo

Submetido por KellyPT em Ter, 21/03/2017 - 09:45
Retrato de Lili79
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12.12.2016

Soph_713 escreveu:
Bem,
Creio que o tópico já tomou outra dimensão do que propriamente o motivo que o despoletou.
A questão do preço já foi respondida.
Vou só adicionar o seguinte: as mulheres escolhem cesariana, não pelo bem dos filhos, mas para sua própria conveniência, e quem disser o contrário está a mentir. Tão simples quanto isso.
O aumento das cesarianas está directamente ligado ao aumento das doenças respiratórias, doenças do trato digestivo, intolerâncias alimentares entre outras, em relação a estas novas gerações "seguro de saúde".
Há mesmo estudos que estabelecem uma ligação da incidência das cesarianas com a prevalência de alguns disturbios comportamentais, como o autismo.
Claro que convém não dar muito alarido a isto para não acabar com a "galinha dos ovos de ouro" dos privados.
Convém antes perpetuar mitos de parelisias cerebrais resultantes de partos vaginais...
De qualquer forma, também não acho que se deva demonizar a mulher por achar que parir não é natural e que é muito mais prático ir ter um filho como quem vai ao cabeleireiro, com dia e hora marcados.
Perguntem-se a vocês mesmas como gostariam de nascer... Estando quietos a dormir e de repente arrancados do vosso ninho ou ser paulatinamente acordados com as contrações e empurrados para fora dentro do vosso ninho?
Com ou sem gosmisse nos pulmões?
Sem bactérias intestinais importantes ou com elas?
São opções válidas como quaisquer outras. Só não digam que é pelo bem dos vossos filhos.
http://player.sicnoticias.pt/2015-06-02-Grande-Reportagem-Interativa--No...

Só tenho uma coisa a dizer: ridículo!!! pessoa que quer parecer mais inteligente do que as outras e escreve um texto cheio de juízos de valores... sabes lá o que leva algumas mulheres a ter cesariana! E olha já que a paralisia cerebral num parto normal é um mito, desejo-te que não te aconteça a ti mas nunca cuspes para o ar... e antes de dizer uma barbaridade destas pensa bem se não estás a magoar todas as pessoas que têm em casa uma criança que não fala, não anda e sofre todos os dias porque uma equipa de médicos decidiu insistir num parto normal... mas enfim não vale a pena argumentar muito com uma pessoa cheia de certezas....

Submetido por Lili79 em Qui, 23/03/2017 - 10:36
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Soft 713, estas muito enganada. Conheço quem perdeu um filho no parto normal e como tal quis ter cesariana no 2 parto e o motivo nao foi o bem estar da mae mas sim o medo de voltar a perder o bebé no parto. Esse seu comentário foi muito infeliz. Eu quis cesariana por conhecer casos em que o parto normal provocou deficiencias motoras e também porque sempre tive medo do parto normal. E depois? Há algum mal nisto? No meu caso estando pelvica o procedimento correto seria smp cesariana.

Submetido por Dipa Alves em Sex, 24/03/2017 - 21:23
Retrato de aries23
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Não consigo ver bem a ligação entre a cesariana e a possibilidade de desenvolver mais alergias, doenças e até problemas comportamentais como autismo (parece que hoje em dia é autismo em tudo?). No documentário diz que passando pela vagina o bebé fica com bactérias boas e que é a única oportunidade para ficar com isso da mãe, mas depois mais à frente também diz que pelo leite materno consegue ter bactérias, pelo que me parece um pouco contraditório? E depois, as alergias e outras coisas pode ter a ver com a demasiada proteção que os pais hoje em dia dão (os filhos nem podem brincar e sujar no chão, etc). Ou talvez também relacionada com a genética?

A parte de a maturação pulmonar sinalizar ao corpo da mulher que pode iniciar o parto é interessante, e isso pode ser um argumento contra tanto a cesariana como a indução para o parto vaginal. Mas para cesarianas que não sejam por opção não parece aplicar.

Há uma parte do vídeo que me deu a ideia de que no público mesmo com o feto em posição pélvica tenta-se o parto vaginal?? Desculpa a ignorância pois não sou especialista, mas isso parece assustador??

Outras coisas que não sei se são relevantes para cesarianas por opção. Uma mulher com idade mais avançada ao rasgar-se em baixo pode causar incontinência e não recuperar totalmente, pelo que em alguns casos pode ser aconselhado cesariana mesmo que não seja estritamente necessário.

Submetido por aries23 em Ter, 28/03/2017 - 13:09
Retrato de KellyPT
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aries23 escreveu:
Não consigo ver bem a ligação entre a cesariana e a possibilidade de desenvolver mais alergias, doenças e até problemas comportamentais como autismo (parece que hoje em dia é autismo em tudo?). No documentário diz que passando pela vagina o bebé fica com bactérias boas e que é a única oportunidade para ficar com isso da mãe, mas depois mais à frente também diz que pelo leite materno consegue ter bactérias, pelo que me parece um pouco contraditório? E depois, as alergias e outras coisas pode ter a ver com a demasiada proteção que os pais hoje em dia dão (os filhos nem podem brincar e sujar no chão, etc). Ou talvez também relacionada com a genética?
A parte de a maturação pulmonar sinalizar ao corpo da mulher que pode iniciar o parto é interessante, e isso pode ser um argumento contra tanto a cesariana como a indução para o parto vaginal. Mas para cesarianas que não sejam por opção não parece aplicar.
Há uma parte do vídeo que me deu a ideia de que no público mesmo com o feto em posição pélvica tenta-se o parto vaginal?? Desculpa a ignorância pois não sou especialista, mas isso parece assustador??
Outras coisas que não sei se são relevantes para cesarianas por opção. Uma mulher com idade mais avançada ao rasgar-se em baixo pode causar incontinência e não recuperar totalmente, pelo que em alguns casos pode ser aconselhado cesariana mesmo que não seja estritamente necessário.

Eu não me dou ao trabalho de argumentar com pessoas que não estão a discutir um assunto, mas sim a deitar dardos envenenados a outras mulheres. Conversas de comadres sobre a vida dos outros nunca me interessaram. Também não discuto questões científicas porque não sou cientista, nem sei como os estudos foram feitos. Basta, por exemplo, que as cesarianas consideradas incluam as feitas de emergência após tentativas de parto vaginal demasiado prolongadas - que, estas sim, acabam muitas vezes mal - para os números já aparecerem bastante enviesados e não serem relevantes para a questão das cesarianas por opção.

Mas a questão para mim não é científica, é de respeito pelas opções das outras pessoas. Conheço bastante bem este video há já bastante tempo e para mim é um pouco "cínico" em dois aspetos: o primeiro é que o próprio diretor do programa nacional para a redução da taxa de cesarianas diz que, se depois de tudo dito e explicado à mãe, esta continuar a dizer que prefere cesariana, deve então ser-lhe feita esta intervenção. Ora, nós sabemos que infelizmente não é isto que acontece nos hospitais públicos portugueses. O segundo é o depoimento de um médico que é GO de várias amigas minhas e que, falando enquanto profissional do SNS, se diz contra as cesarianas por opção, mas que eu sei que as faz nas mesmíssimas condições que outros colegas no hospital privado onde trabalha. Por isso, batatas...

Quanto à tua questão, como já disse fiz a preparação para o parto num hospital público e posso confirmar-te que, mesmo no caso dos fetos em posição pélvica, certos médicos tentam parto vaginal. É muitíssimo doloroso para a mãe, mas é possível e alguns fazem-no. Não digo que sejam todos, mas 2 mães que fizeram a preparação comigo estavam assustadíssimas. Quanto à opção por cesariana por dificuldade de recuperação da mãe, não acredito que seja facilmente tomada em consideração. A mim, que já tinha uma grande cirurgia uterina e uma cesariana, uma das médicas dizia que ia fazer indução, sem se preocupar com os riscos acrescidos de rutura uterina, quanto mais preocuparem-se com incontinência urinária. É certo que uma outra colega, na consulta seguinte, disse que lhe parecia caso para cesariana, mas quem sabe o que diria o médico que efetivamente me calhasse no dia do parto...o que sei é que, com a fragilidade do meu útero e o nó verdadeiro no cordão umbilical que o meu filho tinha, se não fosse a cesariana eu podia ter morrido e ele não tinha nascido vivo de certeza

Submetido por KellyPT em Ter, 28/03/2017 - 15:22
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Concordo com tudob Kelly. E essa dos casos mais frequentes de crianças com problemas respiratórios, alergias, autismo e mais não sei o quê por causa do aumento das cesarianas é para rir. Eu nasci de cesariana e nunca tive problemas respiratórios, digestivos, nem alergias. As minhas filhas tambem nascerem de cesariana e não têm nada disso. Tenho fois sobrinhos, o mais velho nasceu de cesariana e não tem problema nenhum, o mais novo de parto vaginal e tem uma série de alergias. Então permitem-me rir com essas afirmações ridículas! Há riscos nas cesarianas mas também os há nos partos vaginais. As mulheres deveriam poder decidir que tipo de parto quer! Também há riscos em todas as cirurgias e não é por isso que não se praticam...

Submetido por Lili79 em Ter, 28/03/2017 - 21:58
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KellyPT concordo com o que disse. Essas estatísticas também me levantaram dúvidas de quantas cesarianas é que não foram de facto necessidade, e aí faria sentido incluir? E como reduzir esse tipo de cesarianas para satisfazer a percentagem recomendada se é de facto necessário?
No meu caso foi exactamente de necessidade, o meu trabalho de parto progrediu, em quase 2 dias, apenas nas contrações e praticamente nada na dilatação. O prolongamento pode ter consequências e a minha médica, após ter esperado com esperança que eu tivesse dilatação, finalmente avançou com cesariana. Às vezes imagino como seria no público, tenho medo que me mandariam para a casa por não ter dilatação, e não receber a atenção devida.

Cada mulher deve ter a liberdade de se informar e optar pelo que achar melhor e infelizmente no público não têm essa opção. Faz-me um pouco comichão o documentário focar mais no sensacionalismo e de como o privado fica a ganhar com cesarianas e ocultar certos aspectos importantes.
Nos Lusíadas que foi onde tive o parto, a cesariana não me parece ser oferecida à toa e os especialistas não andam a influenciar as mulheres a terem cesariana só porque sim.

Enfim, isso de adiar ou evitar cesriana até mesmo para partos onde o bebé encontra na posição pélvica é assustadora. Mais uma razão para ir para o privado. Para além de ser muito mais doloroso e provavelmente lacerar ainda mais, se o parto prolongar não sei se pode haver sifrimento fetal. Triste

Submetido por aries23 em Qua, 29/03/2017 - 04:32
Retrato de KellyPT
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aries23 escreveu:
KellyPT concordo com o que disse. Essas estatísticas também me levantaram dúvidas de quantas cesarianas é que não foram de facto necessidade, e aí faria sentido incluir? E como reduzir esse tipo de cesarianas para satisfazer a percentagem recomendada se é de facto necessário?
No meu caso foi exactamente de necessidade, o meu trabalho de parto progrediu, em quase 2 dias, apenas nas contrações e praticamente nada na dilatação. O prolongamento pode ter consequências e a minha médica, após ter esperado com esperança que eu tivesse dilatação, finalmente avançou com cesariana. Às vezes imagino como seria no público, tenho medo que me mandariam para a casa por não ter dilatação, e não receber a atenção devida.
Cada mulher deve ter a liberdade de se informar e optar pelo que achar melhor e infelizmente no público não têm essa opção. Faz-me um pouco comichão o documentário focar mais no sensacionalismo e de como o privado fica a ganhar com cesarianas e ocultar certos aspectos importantes.
Nos Lusíadas que foi onde tive o parto, a cesariana não me parece ser oferecida à toa e os especialistas não andam a influenciar as mulheres a terem cesariana só porque sim.
Enfim, isso de adiar ou evitar cesriana até mesmo para partos onde o bebé encontra na posição pélvica é assustadora. Mais uma razão para ir para o privado. Para além de ser muito mais doloroso e provavelmente lacerar ainda mais, se o parto prolongar não sei se pode haver sifrimento fetal.

Claro que pode haver sofrimento fetal, mas eu nem estou a falar disso. Não acho que os médicos sejam exatamente irresponsáveis e acredito perfeitamente que, num caso desses, que é sempre um parto de alto risco, a parturiente seja acompanhada com muito mais rigor e haja uma monitorização cuidadosa e constante dos sinais vitais do bebé. É como dizia a Guialmi, se não a nossa taxa de mortalidade materna e infantil não seria das mais baixas do mundo.

Só que isto não me resolve o problema da mãe e do horror que deve ser passar por um parto assim, que inevitavelmente deixa lacerações muito maiores e pode ser muito doloroso. Já para não falar na angústia de saber que as coisas se podem complicar para o bebé a qualquer momento, embora eu até ache que os médicos do SNS são, em geral, bastante cuidadosos com as crianças. Com as mães é que nem tanto. O problema do SNS não está, a meu ver, nas situações identificadas como complexas ou difíceis. A estas, geralmente sabem dar resposta. O problema está nas situações aparentemente simples que se complicam inesperadamente e às vezes são detectadas tarde demais.

Eu não sei como acabou a história das duas raparigas que eu conheci e estavam em risco de passar por isso. É possível que tenham lá chegado no dia do parto e o médico de serviço não tenha arriscado um parto assim e mandado para cesariana. Tanto quanto sei, os partos com bebés pélvicos exigem perícia médica especial, nomeadamente para conseguir, por pressão, colocar a criança na posição que torne viável o nascimento e muitos médicos não arriscam, até porque pode haver necessidade de cesariana de emergência a qualquer momento e, esta sim, é muito mais arriscada que a cesariana eletiva. Mas que é assustador saber que há profissionais que contemplam tal opção contra a vontade da mãe, para mim, é.

Submetido por KellyPT em Qua, 29/03/2017 - 09:08
Retrato de Anne bonny
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02.04.2017

Quero deixar aqui a minha experiência. Fui acompanhada por ob privada,mas que fazia serviço no hospital público. Até às 35semanas tudo correu bem. A partir daí muita retenção de líquidos e tensão alta. Num mês engordei 15kg no total da gravidez 35kg toda eu estava inchada e a médica só me dizia para eu parar de comer que estava gorda.. às 37s mal conseguia respirar cheia de tosse e dores de garganta foi -me receitado um antibiótico pela ob para a faringite. Não melhorei,fiz alergia ao mesmo e apanhei uma bactéria nos rins. Dei entrada no hospital de inem com convulsões de febre e tensão altas. Não estava em trabalho de parto por isso fiquei 2dias internada cheia de dores nos rins (pielonefrite)diziam eles.a médica estava de serviço ao 3°dia de internamento. Ao ver-me naquele estado levou-me para cesariana com anestesia geral.o anestesista e a pediatra de serviço tentaram convencer-me a não fazer a cesariana e a minha ob a dizer que tinha de fazer pq a bebé estava em sofrimento. Não podia levar epidural por causa da pielonefrite. A pequenota nasceu com um indice de apgar baixo e com o cordão à volta do pescoço. Mas qd acordei no bloco tive 3horas com contrações,dores de morrer só pararam qd me deram morfina.tosse e mais tosse segurava a barriga para não rebentar com os agrafos. passei para o quarto a levar furosemida na veia para conseguirem tirar o líquido que tinha nos pulmões.enquanto a bebé foi levada para a neonatologia para levar antibiótico. só no fim me disseram que tinha feito pré eclampsia e edema pulmonar pós parto.Apesar de ter sofrido muito se não tivesse feito a cesariana tínhamos morrido as duas.já passou 1ano e lembro-me de tudo como se tivesse sido ontem... se tiver coragem de ir ao segundo filho gostava que fosse parto vaginal,mas sem dúvida levar uma gravidez mais calma. Boa sorte a todas independentemente da opção que escolherem.

Submetido por Anne bonny em Dom, 02/04/2017 - 12:32
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02.04.2017

Quero deixar aqui a minha experiência. Fui acompanhada por ob privada,mas que fazia serviço no hospital público. Até às 35semanas tudo correu bem. A partir daí muita retenção de líquidos e tensão alta. Num mês engordei 15kg no total da gravidez 35kg toda eu estava inchada e a médica só me dizia para eu parar de comer que estava gorda.. às 37s mal conseguia respirar cheia de tosse e dores de garganta foi -me receitado um antibiótico pela ob para a faringite. Não melhorei,fiz alergia ao mesmo e apanhei uma bactéria nos rins. Dei entrada no hospital de inem com convulsões de febre e tensão altas. Não estava em trabalho de parto por isso fiquei 2dias internada cheia de dores nos rins (pielonefrite)diziam eles.a médica estava de serviço ao 3°dia de internamento. Ao ver-me naquele estado levou-me para cesariana com anestesia geral.o anestesista e a pediatra de serviço tentaram convencer-me a não fazer a cesariana e a minha ob a dizer que tinha de fazer pq a bebé estava em sofrimento. Não podia levar epidural por causa da pielonefrite. A pequenota nasceu com um indice de apgar baixo e com o cordão à volta do pescoço. Mas qd acordei no bloco tive 3horas com contrações,dores de morrer só pararam qd me deram morfina.tosse e mais tosse segurava a barriga para não rebentar com os agrafos. passei para o quarto a levar furosemida na veia para conseguirem tirar o líquido que tinha nos pulmões.enquanto a bebé foi levada para a neonatologia para levar antibiótico. só no fim me disseram que tinha feito pré eclampsia e edema pulmonar pós parto.Apesar de ter sofrido muito se não tivesse feito a cesariana tínhamos morrido as duas.já passou 1ano e lembro-me de tudo como se tivesse sido ontem... se tiver coragem de ir ao segundo filho gostava que fosse parto vaginal,mas sem dúvida levar uma gravidez mais calma. Boa sorte a todas independentemente da opção que escolherem.

Submetido por Anne bonny em Dom, 02/04/2017 - 12:35