Gravidez ectópica | De Mãe para Mãe

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Gravidez ectópica

Uma gravidez ectópica é uma complicação na gravidez que surge quando o ovo fecundado se implanta num tecido fora do útero. Usualmente uma gravidez ectópica surge numa das trompas de Falópio (canais que levam os óvulos dos ovários até ao útero), sendo conhecida como gravidez tubária. Algumas vezes pode surgir no abdómen, ovário ou no colo do útero (cerviz). Uma gravidez ectópica não pode sobreviver, e o tecido em crescimento pode ser responsável pela destruição de certas estruturas próximas, bem como levar a grandes perdas de sangue e colocar em risco a vida da mulher. Este tipo de complicação surge 1 em cada 100 gravidezes.

Factores que contribuem para uma gravidez ectópica

Existem diversos factores que podem contribuir para uma gravidez ectópica, contudo esta complicação pode surgir mesmo na ausência de factores de risco. Os maiores factores de risco são:

  • Uma gravidez ectópica passada
  • Anormalidades anatómicas nas trompas de Falópio
  • Endometriose
  • Antecedentes de doenças inflamatórias pélvicas como a clamídia
  • Cirurgia das trompas, como a inversão de um processo de esterilização
  • Concepção durante a toma da pílula ou durante o uso do DIU
  • Tratamento de fertilidade, como a indução da ovulação ou a fertilização in vitro
  • Ser fumadora

Sintomas

Uma gravidez ectópica pode parecer uma gravidez normal ao início - o teste de gravidez dá positivo e os sintomas iniciais podem ser semelhantes: falta de período, tensão mamária, náuseas e fadiga. Entre outros, os sintomas mais comuns são:

  • Algum sangramento vaginal especialmente se for escuro e aguado
  • Dor abdominal
  • Cãibras num dos lados da pélvis
  • Massa palpável dolorosa nas trompas ou ovários

Se a trompa de Falópio entrar em ruptura os sintomas incluem:

  • Dor aguda na pélvis, abdómen, ombro ou pescoço.
  • Tonturas
  • Vertigens e queda da tensão arterial

Se sentir alguns destes sintomas deve dirigir-se ao médico com urgência. Uma gravidez ectópica pode significar risco de vida, especialmente se ocorrer numa das trompas de Falópio, pois pode causar a sua ruptura, podendo provocar uma hemorragia interna grave.

Diagnóstico e exames

Se surgir alguma suspeita de uma gravidez ectópica, um diagnóstico prematuro é crucial. Para confirmar o diagnóstico é necessário fazer um exame pélvico confirmando as dores e verificando se existe algum tipo de massa nas trompas de Falópio ou ovários. Este diagnóstico é confirmado por uma ecografia usualmente transvaginal e por análises ao sangue. Uma larascopia poderá ser útil ao médico para verificar as trompas de Falópio e a pélvis, confirmando ou não o diagnóstico.

Tratamentos

Para assegurar a saúde e por vezes a vida da mulher, o tratamento de uma gravidez ectópica implica a remoção do tecido ectópico. Se a gravidez ectópica for detectada numa fase inicial, podem ser administrados medicamentos para impedir o crescimento celular e dissolver as restantes células existentes. Depois da administração destes medicamentos existirá um acompanhamento através de análises ao sangue para verificar se as hormonas que indicam uma gravidez ainda existem no sangue ou não.

Se a gravidez ectópica não responder a tratamentos medicamentosos ou se estiver num estado mais avançado, poderá ser necessária uma laparoscopia. Será necessária uma pequena incisão no baixo-ventre, sendo depois introduzido um pequeno tubo com uma câmara na ponta para observar a área e para de seguida remover o tecido ectópico. Se os danos forem significativos poderá ser necessário remover a trompa de Falópio. Se a hemorragia for muito grande e a trompa de Falópio tiver sofrido uma ruptura, pode ser necessário fazer uma incisão abdominal. Em alguns casos a trompa pode ser reparada.

Complicações

Quando se tem uma gravidez ectópica, os riscos também vêm com ela. O tratamento de uma gravidez ectópica pode levar à perda dos órgãos reprodutores, ou mesmo à infertilidade. Se removeu uma das trompas de Falópio a probabilidade de engravidar diminui em 50%. Se fizer tratamento os riscos são ainda maiores, pois podem surgir hemorragias internas que podem levar ao risco de vida. Usualmente depois de ter uma gravidez ectópica a probabilidade de voltar a ter outra se decidir engravidar é de 15 a 20%. Neste caso, usualmente é aconselhado fazer uma ecografia precoce por volta das 7 semanas de gestação, para determinar se a gravidez é ectópica ou não.

 Prevenção

Uma gravidez ectópica não se pode propriamente prevenir, no entanto podem diminuir-se os factores de risco ao limitar o número de parceiros sexuais, usar preservativo nas relações sexuais para prevenir os riscos das doenças transmissíveis e das doenças infecciosas.

Emoções

A realidade é que provavelmente antes de saber que estava com uma gravidez ectópica, achava que a sua gravidez era uma gravidez normal, e a sensação de perda é algo inevitável. A perda que pode sentir pode variar, o seu corpo estará em grandes mudanças hormonais, o que a poderá fazer sentir muito emocional e frágil. Se as lágrimas e a tristeza a invadirem não fique surpreendida, é normal. Poderá demorar algum tempo até se sentir estabilizada, mas seja generosa consigo e dê tempo ao tempo, e não se esqueça de partilhar os seus sentimentos com quem mais ama.

Engravidar de novo?

Antes de pensar nisso deve dar-se o tempo de recuperar emocionalmente e também fisicamente, usualmente é aconselhado esperar pelo menos 3 meses só para o corpo recuperar, no entanto, tudo depende do tipo de intervenção que sofreu para tratar a gravidez ectópica. A decisão de voltar a engravidar varia de mulher para mulher, pois cada uma encara esta experiência de forma diferente. Algumas querem engravidar logo de seguida, outras demoram algum tempo, e outras dificilmente querem pensar nisso. A realidade é que a possibilidade de surgir outra gravidez ectópica existe, mas a probabilidade de ter uma gravidez saudável também existe, e é grande. Tudo depende de como encara a realidade, e no que sente ser melhor para si.