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Desvendando as células estaminais

Existem mais de 216 tipos distintos de células nos seres humanos que interagem entre si para formar os tecidos. Cada célula tem uma vida dinâmica no organismo, originando-se por divisão de uma célula precursora (célula-mãe ou célula estaminal), desenvolvendo-se e morrendo.

As células estaminais e a sua investigação têm uma história interessante, povoada de polémicas e controvérsias, igualmente repletas de curiosidades. Desde a segunda metade do séc. XIX, com o advento da microscopia, tornou-se claro que as células são as unidades biológicas da vida e, no início do século XX, verificou-se que estas têm a capacidade de produzir outras células.
Este tema tem sido muito debatido, não apenas no ambiente académico e médico, mas também nos meios de comunicação social e na sociedade em geral. É um tema estimulante, que suscita muitas expectativas em diversos campos da medicina regenerativa, da transplantação, da biologia celular e molecular.

O que são células estaminais?

As células estaminais diferem de outras células do organismo por apresentarem três características fundamentais:

  1. São células indiferenciadas e não-especializadas, ainda sem função definida e que são capazes de proliferar por longos períodos permanecendo indiferenciadas (auto-renovação);
  2. Quando necessário, um pequeno número pode originar uma grande população de células semelhantes (proliferação);
  3. Têm a capacidade de se diferenciarem em células especializadas, mais maduras (diferenciação).

O conhecimento obtido sobre as células estaminais tem fornecido aos investigadores evidência para o entendimento dos mecanismos de funcionamento das doenças, para o teste de fármacos e para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas, como a transplantação.

Qual a utilidade das células estaminais?

As células estaminais tornaram-se um foco de investigação devido às suas características excecionais e também pela possibilidade de poderem ser utilizadas em terapêutica.

Uma das potenciais aplicações das células estaminais no tratamento de doenças é a terapêutica celular, ou seja, um conjunto de metodologias que tem por objetivo a reparação de tecidos ou até mesmo de órgãos danificados, pela substituição das células não funcionais por células normais e saudáveis.

As células estaminais podem ser encontradas em vários tecidos do organismo, sendo mais conhecidos dois tipos de populações: as células estaminais hematopoiéticas e as células estaminais mesenquimais.

As células estaminais hematopoiéticas encontram-se na medula óssea, no sangue periférico (após estimulação com fármacos) e no sangue de cordão umbilical.

Quais os avanços na sua investigação?

A terapêutica com células estaminais teve o seu início com o domínio da técnica de transplantação de medula óssea para o tratamento e cura de doenças hematológicas, como leucemias, linfomas e anemias, e constitui atualmente uma das abordagens mais bem‑sucedidas e gratificantes, utilizadas na medicina.

Em 1968, foi realizado o primeiro transplante de medula óssea bem sucedido, tratando uma criança com SCID (Imunodeficiência severa combinada) e, em 1988, em França, Eliane Gluckman realizou, com sucesso, o primeiro transplante com células de sangue de cordão umbilical para tratar uma criança de seis anos com anemia de Fanconi.

Desde então, foram criados, em todo o mundo, vários bancos de sangue de cordão umbilical que permitem o armazenamento de amostras para transplantação com células hematopoiéticas.

O sangue de cordão umbilical tornou-se uma das fontes de células hematopoiéticas atualmente utilizadas, quer para uso pessoal (transplante autólogo), quer para transplantar familiares ou indivíduos não-relacionados (transplante alogénico). As principais vantagens da utilização desta fonte alternativa de células estaminais são a facilidade de colheita, a ausência de risco para as mães e dadores (recém-nascidos), o reduzido potencial de transmissão de infeções e a possibilidade de criopreservar unidades que ficam imediatamente disponíveis para transplantação.

Mais recentemente, foram identificadas células estaminais não-hematopoiéticas, as células estaminais mesenquimais, com potencial de diferenciação em vários tipos celulares, abrindo um enorme leque de possibilidades de terapêutica celular.

Estas células podem proliferar e diferenciar-se em vários tipos de tecidos: osso, cartilagem, fígado, pâncreas, neurónios, células endoteliais, musculares, queratinócitos, etc. Os estudos que atualmente investigam estas células, exploram o seu potencial no tratamento de um leque alargado de doenças. Este percurso e os seus resultados encorajadores explicam o crescente interesse da medicina regenerativa na utilização de sangue e tecido do cordão umbilical.
De uma forma global, vários grupos têm vindo a investigar a possibilidade de utilização de células estaminais em estudos pré-clínicos (com modelos animais) e clínicos (em seres humanos).
Atualmente, estão registados mais de 4.000 ensaios clínicos com células estaminais de várias fontes, desde sangue a tecido do cordão umbilical, até outras fontes como medula óssea e tecido adiposo, em doenças cardiovasculares, neurodegenerativas, autoimunes e lesões da espinal medula (acidentes), entre outras.

No que diz respeito ao uso de células estaminais do sangue do cordão umbilical, nos últimos anos tem‑se assistido à sua utilização em doenças não hematológicas. A Diabetes tipo 1 e a Paralisia Cerebral foram as primeiras áreas de interesse neste contexto, mas atualmente, para além destas, estão ainda em curso ensaios clínicos que visam testar o potencial do sangue do cordão umbilical em lesões da espinal medula, perda da função auditiva, doença cardíaca congénita, acidente vascular cerebral (AVC) e autismo, entre outras. O potencial clínico das células do tecido do cordão umbilical também se encontra em estudo, em ensaios clínicos aprovados pela FDA, em doenças como autismo, colite ulcerosa, cirrose hepática, ataxia hereditária, esclerose múltipla, displasia broncopulmonar, artrite reumatóide, lúpus, lesões da espinal medula, entre outras. Estão ainda em curso ensaios para avaliar o potencial de células estaminais da medula óssea e do tecido adiposo para o tratamento em doenças não hemato‑oncológicas. Entre estas encontram-se, por exemplo, doenças cardiovasculares e doenças autoimunes.

Quais as perspetivas futuras para as células estaminais?

São vários os potenciais tratamentos com células estaminais que se encontram em estudo em modelos animais, outros em fase de ensaios clínicos em humanos e outros ainda deram já origem a medicamentos com base em células estaminais.

É expectável que, ao longo da próxima década, alguns dos protocolos de terapêutica celular com células estaminais, dos que atualmente se encontram em fase de ensaios clínicos, venham a ser adotados na prática clínica para o tratamento de algumas doenças.

Os investigadores continuam a ter um longo e estimulante caminho a percorrer, no sentido de atingirem o controlo completo sobre as células estaminais. O potencial mantém-se esmagadoramente positivo e, com o progresso da investigação, será possível alcançar o total potencial das células estaminais no tratamento de doenças de que alguém poderá um dia vir a sofrer.

Da autoria da Dra. Alexandra Machado – Medica especialista em células estaminais