Criopreservação – Tudo o que precisa de saber | De Mãe para Mãe

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Criopreservação – Tudo o que precisa de saber



Nos últimos anos a ciência evoluiu de tal forma que surgiu a possibilidade de se criopreservarem células estaminais de recém-nascidos. Os futuros pais deparam-se agora com a incerteza: criopreservar ou não?

A informação sobre o tema é abundante e pode gerar alguma confusão. Leia aqui as 11 principais questões sobre criopreservação e saiba tudo o que precisa saber sobre este assunto.

As células estaminais são células indiferenciadas que podem ser expandidas, podem autorrenovar-se e diferenciar-se em diferentes tipos celulares. Existem diferentes tipos de células estaminais. Durante o desenvolvimento embrionário, estas células especializam-se, originando os vários tipos de células do corpo, desde as células do músculo cardíaco, células nervosas, glóbulos vermelhos ou células da pele, etc. Mais tarde, no indivíduo adulto, as células estaminais reparam tecidos danificados e substituem as células que vão morrendo. As células estaminais desempenham um papel crucial na saúde e bem-estar de cada um de nós, podendo ser usadas em transplantes para curar doenças em que os tecidos foram perigosamente danificados.

O cordão umbilical é rico em dois tipos de células estaminais que, devido às suas propriedades únicas, podem ser usadas no tratamento de diversas doenças: células hematopoiéticas do sangue do cordão umbilical e células mesenquimais do tecido do cordão umbilical.

As células estaminais hematopoiéticas do sangue do cordão umbilical têm a mesma função que a medula óssea, podendo por isso ser usadas em doenças tratáveis com medula óssea.
Atualmente já foram utilizadas no tratamento de mais de 80 doenças.
Em 5 dessas doenças foi feita a utilização de células estaminais do sangue do cordão umbilical do próprio dador, nomeadamente deficiências medulares e tumores sólidos.
Nas restantes doenças foram feitos transplantes com células de dadores familiares e não relacionados, como é caso de leucemias ou doenças metabólicas.

O tecido do cordão umbilical é outra fonte muito importante de células estaminais, as células estaminais mesenquimais. As células mesenquimais têm a capacidade de regular a resposta do sistema imunitário e aumentar a probabilidade de sucesso dos transplantes quando utilizadas em conjunto com células estaminais hematopoiéticas. O co-transplante ainda não é um procedimento de rotina na prática clínica, mas tem sido feito pontualmente com resultados promissores.
O maior potencial das células estaminais do tecido reside no âmbito da medicina regenerativa, ou seja, na criação de tecidos e órgãos. A par disso, estão a ser investigadas para o uso no tratamento da diabetes tipo 1 e em doenças autoimunes.

As células estaminais constituem uma opção terapêutica em mais de 80 doenças, nomeadamente patologias hemato-oncológicas. O sangue do cordão umbilical é transplantado com o objetivo de substituir a medula óssea deficitária em células estaminais saudáveis, no sentido de regenerar a medula óssea do doente.
Além destas, existem ensaios clínicos com células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical que visam investigar o potencial terapêutico em mais de 40 doenças como, por exemplo, diabetes tipo 1, paralisia cerebral ou artrite reumatoide.

Existem dois tipos de utilização das células estaminais: a autóloga e a alogénica.
Na utilização autóloga, são utilizadas as células estaminais do próprio. Esta opção é preferida nas doenças que podem ser tratadas com células estaminais do próprio, por evitar complicações de incompatibilidade.
Na utilização alogénica, o doente é tratado com células estaminais de outra pessoa compatível. O dador pode ser familiar ou não do doente. Contudo, o sucesso do transplante é superior quando ambos (dador e doente) são familiares. Importa referir que a probabilidade de compatibilidade total entre irmãos é de 25%.

De acordo com uma investigação recente, a probabilidade de uma pessoa, ao longo da sua vida, poder vir a fazer um transplante autólogo (com células do próprio) em algum dos tratamentos que atualmente se fazem com células estaminais hematopoiéticas é de cerca de 1:450. Por outro lado, a probabilidade de uma pessoa vir a precisar de um transplante hematopoiético autólogo ou alogénico (com células do próprio ou de um dador) ao longo da sua vida é de 1:200. Estas estimativas ainda não incluem as aplicações emergentes em áreas como a paralisia cerebral e a diabetes tipo 1. Estima-se que o progresso contínuo nos tratamentos médicos venha a aumentar em muito a probabilidade de uso das células estaminais do sangue do cordão umbilical ao longo da vida.

O sangue do cordão umbilical é colhido depois do bebé nascer. Os procedimentos normais dos profissionais de saúde que assistem ao parto não se alteram em nada até à clampagem do cordão umbilical, independentemente de os pais pretenderem ou não que seja feita a colheita de sangue do cordão umbilical.
Durante o parto, os profissionais de saúde avaliam continuamente o bem-estar da mãe e do bebé e esse bem-estar será sempre prioritário. Na esmagadora maioria dos casos, quando o parto decorre com toda a normalidade, a colheita de sangue do cordão é um procedimento simples e seguro, e evita que um bem único seja descartado como lixo biológico. Se, no entanto, surgirem problemas ou situações mais complicadas, em que seja preciso dar assistência à mãe ou ao bebé, não se faz a colheita de sangue do cordão umbilical. Esta colheita pode ser realizada “in utero” (antes da expulsão da placenta) ou “ex utero” (após a expulsão da placenta), com eficiência semelhante, desde que não passe demasiado tempo após a clampagem do cordão umbilical.

À medida que o tempo passa, as células estaminais envelhecem, tal como o resto do corpo. No indivíduo adulto, as células estaminais vão perdendo dinâmica: têm menor capacidade para proliferação e diferenciação. Por isso, se pretender guardar as células estaminais, estas devem ser colhidas quando a pessoa é jovem. O cordão umbilical constitui a melhor oportunidade para colher células estaminais jovens e vitais em grande número e em maior variedade do que ao longo da vida. Células estaminais mais jovens são mais facilmente expandidas e mais facilmente diferenciáveis.

A criopreservação consiste em conservar as células por longos períodos de tempo, a baixas temperaturas (-196º C), sem que estas percam a sua viabilidade. Atualmente, as células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical são armazenadas durante 25 anos, pois é este o período em que, de acordo com estudos recentes, a viabilidade celular é assegurada.
A criopreservação permite que as células estaminais estejam disponíveis a qualquer momento, podendo ser facilmente descongeladas, para utilização em caso de necessidade, no tratamento de várias doenças.

Idealmente, o processo de adesão deve iniciar-se até dois meses antes do parto. O primeiro passo é a aquisição de um kit de colheita de sangue e tecido do cordão umbilical.
No dia do parto, imediatamente a seguir ao nascimento do bebé, a equipa médica faz a colheita do sangue e do tecido umbilical.
Após o parto, é agendada a recolha do kit de colheita, que será transportado até ao laboratório onde as células estaminais serão analisadas, processadas e criopreservadas.